[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/adocao-homoafetiva\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/adocao-homoafetiva\/","headline":"Ado\u00e7\u00e3o homoafetiva: legalidade e preconceitos","name":"Ado\u00e7\u00e3o homoafetiva: legalidade e preconceitos","description":"47.460. Esse &eacute; o n&uacute;mero de crian&ccedil;as e adolescentes que vivem em abrigos no Brasil. Os dados do final de 2017 s&atilde;o do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a. Entretanto, o que chama mais a aten&ccedil;&atilde;o desses dados &eacute; que somente 17,8% deles est&atilde;o aptos para a ado&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, encontrar uma nova fam&iacute;lia. 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N\u00e3o li quanto a l\u00e9sbicas, mas li relatos quanto aos  gays, que mencionam que uma das partes mant\u00e9m a ado\u00e7\u00e3o para n\u00e3o haver \"devolu\u00e7\u00e3o\" da crian\u00e7a, por ocasi\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o do casal! Como trata-se de Uni\u00e3o Est\u00e1vel e n\u00e3o casamento, isto \u00e9, com menos obriga\u00e7\u00f5es conjugais, muitas vezes, h\u00e1 quem \"desista\" da paternidade! Quem sabe deva a legisla\u00e7\u00e3o de ado\u00e7\u00e3o, ser alterada, trazendo obriga\u00e7\u00f5es iguais aos adotantes, em rela\u00e7\u00f5es homoafetivas, para se equipararem ao casal adotante hetero!","author":{"@type":"Person","name":"Geraldo","url":""}}],"about":["Fam\u00edlia"],"wordCount":1320,"articleBody":"47.460. Esse &eacute; o n&uacute;mero de crian&ccedil;as e adolescentes que vivem em abrigos no Brasil. Os dados do final de 2017 s&atilde;o do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a. Entretanto, o que chama mais a aten&ccedil;&atilde;o desses dados &eacute; que somente 17,8% deles est&atilde;o aptos para a ado&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, encontrar uma nova fam&iacute;lia.Segundo informa&ccedil;&otilde;es do Cadastro Nacional de Ado&ccedil;&atilde;o de 2018, 8.599 possuem os devidos registros para serem adotados. Por&eacute;m, esse n&uacute;mero s&oacute; n&atilde;o &eacute; menor por conta da burocracia e do perfil dessas crian&ccedil;as e adolescentes. Por exemplo, 77,79% s&oacute; aceitam crian&ccedil;as at&eacute; 5 anos.Mesmo o n&uacute;mero de pretendentes (43.644) sendo cinco vezes maior do que o n&uacute;mero de pessoas aptas a serem adotadas, permanece um contingente na espera de um reduto familiar. Nesse contexto, a ado&ccedil;&atilde;o por casais homoafetivos vem ganhando for&ccedil;a nos &uacute;ltimos anos. Em pa&iacute;ses como Estados Unidos e Esc&oacute;cia, o n&uacute;mero aumentou drasticamente.No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) identificou 60 mil casais homoafetivos vivendo junto no pa&iacute;s no Censo de 2010. E, a primeira ado&ccedil;&atilde;o por casal homoafetivo no Brasil ocorreu somente em 2005, na cidade de Catanduvas (SP).Em entrevista para a revista Crescer, a terapeuta em orienta&ccedil;&atilde;o sexual e presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Pais e M&atilde;es Homossexuais, Edith Modesto comentou que a ado&ccedil;&atilde;o homoafetiva &eacute; ben&eacute;fica por v&aacute;rios motivos.&ldquo;Na hora da ado&ccedil;&atilde;o, por exemplo, eles n&atilde;o fazem as exig&ecirc;ncias que normalmente s&atilde;o feitas por outros casais, como idade, cor ou sexo. Afinal quem j&aacute; sofreu a discrimina&ccedil;&atilde;o na pr&oacute;pria pele, n&atilde;o quer que uma crian&ccedil;a passe por isso&rdquo;, afirma a terapeuta.Termos legais da ado&ccedil;&atilde;o homoafetivaAfinal, existe alguma lei de ado&ccedil;&atilde;o por casal homoafetivo? N&atilde;o, mas tamb&eacute;m n&atilde;o existe nenhum impedimento para a ado&ccedil;&atilde;o homoafetiva no Brasil. O que &eacute; poss&iacute;vel observar no ordenamento jur&iacute;dico brasileiro &eacute; uma regulamenta&ccedil;&atilde;o geral e ampla.Ent&atilde;o, para realizar a ado&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio seguir alguns requisitos necess&aacute;rios presentes no Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente. Al&eacute;m dos estudos e testes que ser&atilde;o feitos com os candidatos durante o processo de ado&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel observar algumas exig&ecirc;ncias:Ter, no m&iacute;nimo, 18 anos de idade. Independe o estado civil da pessoa, o que indica que solteiros tamb&eacute;m conseguem adotar;Possuir uma diferen&ccedil;a de pelo menos 16 anos em rela&ccedil;&atilde;o ao adotado;N&atilde;o ser irm&atilde;o ou ascendente da pessoa que ser&aacute; adotada; eNas ado&ccedil;&otilde;es feitas em conjunto por duas pessoas, &eacute; preciso que elas sejam casadas ou possuam uni&atilde;o est&aacute;vel.Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o direito civil &agrave; uni&atilde;o est&aacute;vel entre pessoas do mesmo sexo, isso significa que essa decis&atilde;o tem repercuss&atilde;o em todas as &aacute;reas da vida civil dos indiv&iacute;duos. Dessa forma, n&atilde;o &eacute; pass&iacute;vel de restri&ccedil;&otilde;es discriminat&oacute;rias e, sendo assim, fica garantida a ado&ccedil;&atilde;o por casal homoafetivo pelo ordenamento jur&iacute;dico brasileiro.Desinforma&ccedil;&atilde;o e preconceito&ldquo;Quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias &agrave; crian&ccedil;a se ela for criada por gays?&rdquo;. Essa &eacute; a primeira pergunta que pode surgir na cabe&ccedil;a das pessoas. Seja um pensamento inocente ou preconceituoso ele acaba acontecendo, pois as pessoas ainda n&atilde;o est&atilde;o acostumadas com isso. Ali&aacute;s, estudos indicam que praticamente n&atilde;o h&aacute; mudan&ccedil;as na personalidade das crian&ccedil;as que foram criadas por pais gays e h&eacute;teros.Nesse sentido, a professora de psiquiatria da Universidade da Virginia, Charlotte Patterson, em mat&eacute;ria da Superinterresante, explica &ldquo;as pesquisas mostram que a orienta&ccedil;&atilde;o sexual dos pais parece ter muito pouco a ver com com o desenvolvimento da crian&ccedil;a ou com as habilidades de ser pai. Filhos de m&atilde;es l&eacute;sbicas ou pais gays se desenvolvem da mesma maneira que crian&ccedil;as de pais heterossexuais&rdquo;.Entretanto, o preconceito parece reger parte da sociedade. Na mesma &eacute;poca da decis&atilde;o do STF sobre a uni&atilde;o est&aacute;vel homoafetiva, o IBOPE realizou uma pesquisa no qual constatou que 55% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira ainda era contra ela. Al&eacute;m disso, essa parcela tamb&eacute;m n&atilde;o concordava com o direito &agrave; ado&ccedil;&atilde;o por homoafetivos no Brasil.Sobre o assunto, o Centro M&eacute;dico Tufts de Boston realizou um estudo para compreender o estigma social em pais homoafetivos. A pesquisa, realizada com 732 pais gays, constatou que dois ter&ccedil;os deles sofrem preconceito e s&atilde;o discriminados por conta de sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual.Impacto psicol&oacute;gico e&nbsp; a import&acirc;ncia da terapia&ldquo;Quando pequenos, s&atilde;o bem resolvidos. Por&eacute;m, na pr&eacute;-adolesc&ecirc;ncia surgem os problemas e eles podem at&eacute; come&ccedil;ar a se esconder, a renegar a fam&iacute;lia&rdquo;. O relato &eacute; de J&eacute;ssica Gutierrez. Ela e a companheira j&aacute; cansaram de ouvir que a sua homossexualidade &eacute; mau exemplo para a filha.Esse &eacute; somente um dos v&aacute;rios casos de discrimina&ccedil;&atilde;o. A escola, por exemplo, &eacute; outro espa&ccedil;o que os pais homoafetivos sofrem. O preconceito dos outros pais, muitas vezes, &eacute; t&atilde;o forte que internalizam esse sentimento nos pr&oacute;prios filhos, o que gera conflitos dentro do ambiente escolar.A ado&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as por casais homoafetivos com certeza t&ecirc;m os seus benef&iacute;cios, afinal, retira pessoas de situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade social. Entretanto, o novo n&uacute;cleo familiar deve saber que ainda ter&aacute; que enfrentar preconceitos. E lidar com eles pode n&atilde;o ser t&atilde;o f&aacute;cil quanto parece.Desconforto, exclus&atilde;o e humilha&ccedil;&atilde;o. Os preconceitos viram ataques e ferem o psicol&oacute;gico. Afetam a autoestima e prejudicam a no&ccedil;&atilde;o de identidade do indiv&iacute;duo. Isto &eacute; ainda mais complicado na adolesc&ecirc;ncia com a ebuli&ccedil;&atilde;o de ideias e consolida&ccedil;&atilde;o da personalidade.Para tal, o acompanhamento psicol&oacute;gico torna-se fundamental. A terapia possui o papel de ajudar o indiv&iacute;duo a compreender melhor os seus pr&oacute;prios comportamentos. Dessa forma, ser&aacute; poss&iacute;vel entender a explos&atilde;o de sentimentos e trabalhar reservas mentais para casos mais extremos.A ado&ccedil;&atilde;o por casal homoafetivo no Brasil &eacute; um marco importante. O afeto &eacute; o principal componente da forma&ccedil;&atilde;o do n&uacute;cleo familiar e imprescind&iacute;vel para o sucesso da ado&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Nesse sentido, ser&aacute; tamb&eacute;m um aliado importante na luta contra os preconceitos, por&eacute;m, o acompanhamento psicol&oacute;gico ajuda a lidar melhor com as situa&ccedil;&otilde;es desconfort&aacute;veis."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Ado\u00e7\u00e3o homoafetiva: legalidade e preconceitos","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/adocao-homoafetiva\/#breadcrumbitem"}]}]