[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/alice-e-funcionamento-do-cerebro\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/alice-e-funcionamento-do-cerebro\/","headline":"A rela\u00e7\u00e3o de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas e o funcionamento do c\u00e9rebro","name":"A rela\u00e7\u00e3o de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas e o funcionamento do c\u00e9rebro","description":"Um coelho branco vestindo colete com um rel&oacute;gio de bolso, um gato que desaparece no ar e uma rainha vermelha com um louco desejo por cortar cabe&ccedil;as. &Eacute; tudo assim, de cabe&ccedil;a para baixo, no Pa&iacute;s das Maravilhas, o mundo que mexe com o imagin&aacute;rio popular desde a publica&ccedil;&atilde;o do livro &ldquo;Alice no Pa&iacute;s das [&hellip;]","datePublished":"2018-10-24","dateModified":"2024-07-04","author":{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/juliana-sonsin\/#Person","name":"Juliana Sonsin","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/juliana-sonsin\/","identifier":8,"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/dfb14c6228cdf7312fea984efc84d04e?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/dfb14c6228cdf7312fea984efc84d04e?s=96&d=mm&r=g","height":96,"width":96}},"publisher":{"@type":"Organization","name":"TELAVITA","logo":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","width":200,"height":200}},"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/alice.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/alice.jpg","height":560,"width":900},"url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/alice-e-funcionamento-do-cerebro\/","about":["Comportamento"],"wordCount":2254,"articleBody":"Um coelho branco vestindo colete com um rel&oacute;gio de bolso, um gato que desaparece no ar e uma rainha vermelha com um louco desejo por cortar cabe&ccedil;as. &Eacute; tudo assim, de cabe&ccedil;a para baixo, no Pa&iacute;s das Maravilhas, o mundo que mexe com o imagin&aacute;rio popular desde a publica&ccedil;&atilde;o do livro &ldquo;Alice no Pa&iacute;s das Maravilhas&rdquo;, escrito pelo autor ingl&ecirc;s Lewis Carroll, pseud&ocirc;nimo de Charles Lutwidge Dogson, publicado em 1865.Alice: Chapeleiro, voc&ecirc; me acha louca?Chapeleiro: Louca, louquinha! Mas vou te contar um segredo: as melhores pessoas s&atilde;o.&rdquo;O di&aacute;logo entre Alice e o Chapeleiro Maluco, os&nbsp;personagens de &ldquo;Alice no Pa&iacute;s das Maravilhas&rdquo; mais ic&ocirc;nicos da obra, aparece na adapta&ccedil;&atilde;o dos livros para as telonas. O&nbsp; filme, dirigido pelo exc&ecirc;ntrico Tim Burton, capta bem o espectro do surreal em que as personagens est&atilde;o inseridas, pois tudo no Pa&iacute;s das Maravilhas &eacute; um tanto doido mesmo.Um s&eacute;culo e meio desde sua publica&ccedil;&atilde;o, a obra se tornou um cl&aacute;ssico da literatura e agora inspira pesquisadores neurocientistas a contarem o que ela pode nos ensinar sobre o c&eacute;rebro humano. Alison Gopnik, professora de psicologia na Universidade da Calif&oacute;rnia, Berkeley, afirma que Carroll explorou in&uacute;meras possibilidades sobre a continuidade do self. O termo &ldquo;self&rdquo;, ou &ldquo;si mesmo&rdquo;, foi muito popular nas teorias de Carl Gustav Jung, c&eacute;lebre psiquiatra su&iacute;&ccedil;o. Para ele, self &eacute; a totalidade do homem, uma imagem arquet&iacute;pica do potencial mais pleno dele.O&nbsp;autor de &ldquo;Alice no Pa&iacute;s das Maravilhas&rdquo; tratou da mem&oacute;ria, linguagem, consci&ecirc;ncia, inconsci&ecirc;ncia e sonho, temas que pertencem &agrave; base de estudos da psicologia. Ele foi t&atilde;o conciso nas suas descri&ccedil;&otilde;es, que Alice ganhou at&eacute; s&iacute;ndrome com o seu nome!S&iacute;ndrome da Alice no Pa&iacute;s das Maravilhas&ldquo;Que sensa&ccedil;&atilde;o estranha!&rdquo; disse Alice; &ldquo;devo estar encolhendo como um telesc&oacute;pio!&rdquo;. E estava mesmo: agora s&oacute; tinha vinte e cinco cent&iacute;metros de altura e seu rosto se iluminou &agrave; ideia de que chegara ao tamanho certo para passar pela portinha e chegar &agrave;quele jardim encantador.&rdquo;Assim que se aventurou pelo buraco do coelho e caiu, caiu, caiu, at&eacute; chegar a um estranho lugar cercado por portas de todos os tamanhos, Alice encontrou um pequeno frasco com os dizeres &ldquo;Beba-me&rdquo;. O efeito da po&ccedil;&atilde;o &eacute; descrito acima e encolhe a nossa personagem feito um telesc&oacute;pio! O efeito oposto se encontra no bolinho que continha os dizeres &ldquo;Coma-me&rdquo;, e Alice cresceu, &ldquo;espichando como o maior telesc&oacute;pio que j&aacute; existiu!&rdquo; (Carroll).A memor&aacute;vel cena n&atilde;o passou despercebida pelo psiquiatra ingl&ecirc;s &ndash; e f&atilde; das obras de Carroll &ndash;&nbsp; John Todd. Em 1955, ele observou que alguns pacientes relatavam o mesmo sentimento de Alice e cunhou o termo da doen&ccedil;a chamada&nbsp;S&iacute;ndrome da Alice no Pa&iacute;s das Maravilhas. O neurologista da Universidade da Pensilv&acirc;nia, Filad&eacute;lfia, Grant Liu, estudou o fen&ocirc;meno: &ldquo;Eu ouvi pacientes dizendo que as coisas apareciam de cabe&ccedil;a para baixo, ou que a m&atilde;e estava do outro lado da sala e, do nada, aparecia do seu lado&rdquo;, relatou ele.Sabe-se que a doen&ccedil;a &eacute; mais comum em crian&ccedil;as, pessoas que sofrem de enxaqueca e\/ou que est&atilde;o sob efeitos de drogas, como o LSD. Carroll relatou em seus di&aacute;rios as intensas crises de enxaqueca que sofria, o que faz com que os cientistas acreditem que o autor tenha usado suas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias com a doen&ccedil;a como inspira&ccedil;&atilde;o. Para Liu, os lobos parietais, respons&aacute;veis pela percep&ccedil;&atilde;o espacial do corpo, podem ser afetados pela s&iacute;ndrome, criando uma anormalidade nas suas fun&ccedil;&otilde;es e fazendo com que o sentido de perspectiva e dist&acirc;ncia fiquem distorcidos.Embora pare&ccedil;a grave, essas ilus&otilde;es s&atilde;o passageiras e inofensivas e o trabalho de Liu &eacute; levar informa&ccedil;&atilde;o aos pacientes que pensam estarem loucos.&nbsp;Dos sonhos mais loucos&nbsp;Voc&ecirc; j&aacute; teve um sonho bem doido, em que pessoas ganhavam caracter&iacute;sticas animalescas e se comportavam de forma estranha? Pois no sonho de Alice com o Pa&iacute;s das Maravilhas, os sonhos operam dessa forma.Sigmund Freud, considerado o pai da psican&aacute;lise, afirma que a censura, nos sonhos, opera nos&nbsp;sistemas inconsciente e pr&eacute;-consciente, ou seja, um fragmento n&atilde;o &eacute; distorcido ao acaso.&ldquo;N&atilde;o se devem assemelhar os sonhos aos sons desregulados que saem de um instrumento musical atingido pelo golpe de alguma for&ccedil;a externa, e n&atilde;o tocado pela m&atilde;o de um instrumentista; eles n&atilde;o s&atilde;o destitu&iacute;dos de sentido, n&atilde;o s&atilde;o absurdos; n&atilde;o&hellip; implicam que uma parcela de nossa reserva de representa&ccedil;&otilde;es esteja adormecida enquanto outra come&ccedil;a a despertar. Pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o fen&ocirc;menos ps&iacute;quicos de inteira validade &ndash; realiza&ccedil;&otilde;es de desejos; podem ser inseridos na cadeia dos atos mentais intelig&iacute;veis da vig&iacute;lia; s&atilde;o produzidos por uma atividade mental altamente complexa&rdquo;. (Freud, Ed.Imago, 2001, p.136)Para ele, a mente adormecida reflete os nossos maiores desejos e se funde com epis&oacute;dios que a nossa mente absorve quando estamos acordados e conscientes.&nbsp;O Pa&iacute;s das Maravilhas est&aacute; recheado de personagens que se metamorfoseiam, como a Duquesa e o seu beb&ecirc; chor&atilde;o. Ao segurar o beb&ecirc; no colo, Alice nota que o nariz do beb&ecirc; se torna mais arrebitado; seus olhos ficam mais pr&oacute;ximos um do outro, e ele come&ccedil;a a grunhir. De repente, o beb&ecirc; se transforma em um porco.Alice sonhou com a cena, mas no seu estado consciente, sua mente absorveu informa&ccedil;&otilde;es e epis&oacute;dios reais que se fundiram ao imagin&aacute;rio, fixando-as na mem&oacute;ria.&nbsp;Neurocientistas explicam que, uma vez que consolida as lembran&ccedil;as, a mente desenha liga&ccedil;&otilde;es entre diferentes eventos para construir a uma hist&oacute;ria. Disso, informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o cruzadas e misturadas a ponto de criarem os sonhos mais loucos.&nbsp;A Rainha Branca e a viagem no tempo&ldquo;&hellip;mas h&aacute; uma grande vantagem nisso: a nossa mem&oacute;ria funciona nos dois sentidos.&rdquo;&ldquo;Tenho certeza de que a minha mem&oacute;ria s&oacute; funciona em um&rdquo;, Alice observou. &ldquo;N&atilde;o posso lembrar coisas antes que elas aconte&ccedil;am.&rdquo;&ldquo;&Eacute; uma m&iacute;sera mem&oacute;ria, essa sua, que s&oacute; funciona para tr&aacute;s&rdquo;, a Rainha observou.&rdquo;&ldquo;De que tipo de coisas voc&ecirc; se lembra melhor?&rdquo; Alice se atreveu a perguntar.&ldquo;Oh, das coisas que aconteceram daqui a duas semanas&rdquo;, a Rainha respondeu num tom displicente. &ldquo;Por exemplo, agora&rdquo;.Carroll, LewisA mem&oacute;ria &eacute; o centro da conversa entre Alice, que diz possuir apenas um sentido de mem&oacute;ria (o do passado) e a Rainha Branca, que afirma possuir mais sentidos, como o do futuro, em que j&aacute; havia se lembrado do exato momento em que conversavam. Mas que maluquice &eacute; essa? Mem&oacute;rias do futuro?A neurocientista irlandesa, Eleanor Maguire, da University College London explica: &ldquo;Uma vez que os neurocientistas em meados dos anos 2000 come&ccedil;aram a descobrir que a mem&oacute;ria n&atilde;o est&aacute; relacionada somente com o passado, mas, principalmente, na utilidade que ela tem para ajudar a resolver problemas futuros. Voc&ecirc; precisa se projetar para a frente para trabalhar melhor o curso de a&ccedil;&atilde;o.&rdquo;A vision&aacute;ria Rainha Branca j&aacute; antecipava estudos sobre o hipocampo e a rela&ccedil;&atilde;o entre mem&oacute;rias do passado e do futuro. Ao imaginarmos o futuro, coletamos nossas lembran&ccedil;as do passado e as unimos com informa&ccedil;&otilde;es do presente e futuro para formar o novo cen&aacute;rio. Maguire estudou pacientes com danos no hipocampo, estrutura cerebral cuja fun&ccedil;&atilde;o&nbsp;&eacute; converter a mem&oacute;ria a curto prazo em mem&oacute;ria a longo prazo. Em sua pesquisa, notou que, ao mesmo tempo que os pacientes n&atilde;o conseguiam se recordar de mem&oacute;rias do passado, tamb&eacute;m mostraram o mesmo problema com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; antecipa&ccedil;&atilde;o de fatos futuros.&nbsp;&nbsp;&ldquo;Eles sabiam que teria areia e mar, mas n&atilde;o conseguiam visualizar a situa&ccedil;&atilde;o em suas mentes&rdquo;.&ldquo;A regra &eacute;: geleia amanh&atilde; e geleia ontem,&nbsp; mas nunca geleia hoje&rdquo;.&ldquo;Isso s&oacute; pode acabar levando &agrave;s vezes a &lsquo;geleia hoje'&rdquo;, Alice objetou.&ldquo;N&atilde;o, n&atilde;o pode&rdquo;, disse a Rainha. &ldquo;&Eacute; geleia no outro dia: hoje nunca &eacute; outro dia, entende?&rdquo;Carroll, LewisOu seja, os pacientes da Dra. Maguire est&atilde;o sempre presos no presente, pois n&atilde;o se lembram do passado e nem conseguem projetar o futuro, ao contr&aacute;rio da Rainha Branca.Cogni&ccedil;&atilde;o do imposs&iacute;velPrimeiro, vamos responder uma pergunta importante: O que &eacute; cogni&ccedil;&atilde;o? Cogni&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo de aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento, e ele se d&aacute; atrav&eacute;s da percep&ccedil;&atilde;o, da aten&ccedil;&atilde;o, associa&ccedil;&atilde;o, mem&oacute;ria, racioc&iacute;nio, etc. Essa capacidade de processar informa&ccedil;&otilde;es e transform&aacute;-las em&nbsp;conhecimento &eacute; um dos processo mais importantes que ocorrem na nossa mente. Sem ele, nossa no&ccedil;&atilde;o de mundo n&atilde;o seria a mesma.&nbsp;&ldquo;Isto &eacute; imposs&iacute;vel.&rdquo;&ldquo;S&oacute; se voc&ecirc; acreditar que &eacute;.&nbsp;&Agrave;s vezes, eu acredito em s&nbsp; eis coisas imposs&iacute;veis antes do caf&eacute; da manh&atilde;.&rdquo;Carroll, LewisAlison Gopnik, a professora de psicologia na Universidade da Calif&oacute;rnia, Berkeley, j&aacute; nos explicou sobre o &ldquo;self&rdquo; l&aacute; no comecinho do texto. Agora, ela&nbsp;estuda a forma como constru&iacute;mos nossa imagina&ccedil;&atilde;o. Ela descobriu, por exemplo, que as crian&ccedil;as que brincam &ldquo;acreditando no imposs&iacute;vel&rdquo; tendem a desenvolver uma cogni&ccedil;&atilde;o mais avan&ccedil;ada. Elas desenvolvem o pensamento hipot&eacute;tico muito melhor do que quem n&atilde;o imagina tanto, al&eacute;m da tend&ecirc;ncia em ter uma &ldquo;teoria da mente&rdquo; mais avan&ccedil;ada, ou seja,&nbsp; possuem uma compreens&atilde;o maior sobre os motivos e inten&ccedil;&otilde;es dos outros.&ldquo;Muito do que elas fazem na brincadeira &eacute; formar uma hip&oacute;tese e segui-la at&eacute; a conclus&atilde;o l&oacute;gica&rdquo;, diz Gopnik. &ldquo;O interessante &eacute; que Carroll tamb&eacute;m era um m&aacute;gico e voc&ecirc; pode ver essa mesma capacidade quando toma uma premissa para chegar &agrave; uma conclus&atilde;o absurda&rdquo;.E quem mergulha em hist&oacute;rias de fantasia e fic&ccedil;&atilde;o? Tamb&eacute;m tem poderes m&aacute;gicos de cogni&ccedil;&atilde;o? O pesquisador Travis Proulx, da Universidade de Tilburg, na Holanda, estudou a forma com que a literatura surreal e absurda, como a de Carroll, influencia a nossa cogni&ccedil;&atilde;o. Quando nos aventuramos com dinossauros, lutamos contra monstros ou viajamos para o Pa&iacute;s das Maravilhas, rompemos com as nossas expectativas, tornando o c&eacute;rebro mais flex&iacute;vel e, aquele que l&ecirc;, mais criativo e &aacute;gil para compreender novas ideias.&ldquo;N&atilde;o tenho nenhuma d&uacute;vida de que estimular esses estados mentais contribui para o desenvolvimento da aprendizagem e origina novas conex&otilde;es&rdquo;, diz Proulx.Cientificamente, nos aventurar em mundos estranhos e que parecem imposs&iacute;veis, estimula &ndash; e muito &ndash; a nossa mente a ser mais ativa e criativa. Talvez Carroll, conscientemente, n&atilde;o tivesse pensado nos detalhes ou que a ci&ecirc;ncia poderia, um dia, explicar t&atilde;o bem a sua obra. O fato &eacute; que, ao descer pela toca do Coelho, Carroll e Alice nos deram a chave para mergulhar no Pa&iacute;s das Maravilhas e, tamb&eacute;m, em nossa pr&oacute;pria mente.FONTE: BBC"},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A rela\u00e7\u00e3o de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas e o funcionamento do c\u00e9rebro","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/alice-e-funcionamento-do-cerebro\/#breadcrumbitem"}]}]