[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/body-positive\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/body-positive\/","headline":"Body positive: a import\u00e2ncia do movimento na atualidade","name":"Body positive: a import\u00e2ncia do movimento na atualidade","description":"Nosso corpo nos situa, ou seja, &eacute; uma forma de ser e estar no mundo. Percebemos a tudo e a todos. A cultura nos constitui, assim como a constitu&iacute;mos. Nosso corpo nos comp&otilde;e, assim como subjetivamente, compomos nosso corpo. N&atilde;o temos como nos separar dele. Por meio do corpo alcan&ccedil;amos o mundo. 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Percebemos a tudo e a todos. A cultura nos constitui, assim como a constitu&iacute;mos. Nosso corpo nos comp&otilde;e, assim como subjetivamente, compomos nosso corpo. N&atilde;o temos como nos separar dele.Por meio do corpo alcan&ccedil;amos o mundo. Somos o nosso corpo no mundo. Nosso corpo &eacute; condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para percebemos nosso campo de presen&ccedil;a no mundo. O corpo nos situa, limita e demarca tornando poss&iacute;vel a rela&ccedil;&atilde;o com outros corpos. A subjetividade est&aacute; tanto no corpo, como na pr&oacute;pria mente. Isto &eacute;, somos nosso corpo com os outros corpos no mundo.Percebemos nosso corpo n&atilde;o apenas como um objeto localizado no espa&ccedil;o. O corpo &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para perceber, sendo esse, o campo de presen&ccedil;a no mundo. Ele nos situa, pois nos relaciona com o espa&ccedil;o, tempo e outros seres. Ao mesmo tempo nos limita. Tal limite demarca, tornando poss&iacute;vel a rela&ccedil;&atilde;o com o outro. Atrav&eacute;s dele desenvolvemos posturas.LEIA MAIS: Corpo e subjetividadeEntretanto, algumas quest&otilde;es problem&aacute;ticas surgem quando a sociedade come&ccedil;a a associar valores subjetivos aos valores est&eacute;ticos. Isto &eacute;, quando a beleza externa passa a ser compreendida como um reflexo direto da beleza interna.A rela&ccedil;&atilde;o com o corpo na atualidadeNa atualidade, quem n&atilde;o tem um corpo bronzeado, malhado, magro, lipoaspirado e siliconado, &eacute; visto como algu&eacute;m que fracassou inclusive em outras dimens&otilde;es da vida, como finan&ccedil;as, profiss&atilde;o, fam&iacute;lia, vida sentimental, amizades, dentre outras. &Eacute; determinado culturalmente que tenhamos um visual de corpo igual a uma m&aacute;quina de produ&ccedil;&atilde;o.Inclusive, as ci&ecirc;ncias biom&eacute;dicas e demais mercados padronizadores fazem essa associa&ccedil;&atilde;o. Desse modo, relacionam a obesidade com pregui&ccedil;a, lentid&atilde;o, acomoda&ccedil;&atilde;o, falta de sa&uacute;de, baixa agilidade, pequena produtividade, falta de cuidado, desleixo, dificuldade de adapta&ccedil;&atilde;o, falta de flexibilidade e predisposi&ccedil;&atilde;o &agrave; outras doen&ccedil;as fatais.O culto ao corpo tem tido o objetivo de corporificar &ldquo;identidades&rdquo; pautadas em modelos inalcan&ccedil;&aacute;veis, em que cada um se torna individualmente respons&aacute;vel pelo corpo que possui. Quanto mais considerado apropriado, maior atribu&iacute;da ser&aacute; sua capacidade de autodisciplina e cuidado. A disciplina corporal cria corpos padronizados e subjetividades controladas.O &ldquo;problema&rdquo; de estar fora do padr&atilde;oAs normas de funcionamento sociais, principalmente aquelas regidas pelos mercados capitalistas, est&atilde;o pautados na disposi&ccedil;&atilde;o, rapidez, vigor, agilidade, produtividade, cuidado, flexibilidade, sa&uacute;de, juventude e adapta&ccedil;&atilde;o instant&acirc;nea. Ou seja, prop&otilde;em o oposto do que o corpo obeso simboliza socialmente.As ind&uacute;strias relacionadas ao emagrecimento, principalmente as que pertencem ao ramo da sa&uacute;de, est&eacute;tica e moda, movimentam cifras bilion&aacute;rias no mundo inteiro em nome da &ldquo;sa&uacute;de e est&eacute;tica f&iacute;sica ideal&rdquo;.Diferen&ccedil;as de classe social, etnia, g&ecirc;nero e gera&ccedil;&atilde;o, historicamente criadas tendem a ser percebidas como naturais e corporalmente vis&iacute;veis. Por isso mesmo, modific&aacute;vel por meio de t&eacute;cnicas de adequa&ccedil;&atilde;o corporal. O sistema socioecon&ocirc;mico molda nossos corpos para que eles sejam extremamente produtivos e consumistas.LEIA MAIS: O empoderamento do pacienteDesse modo, &eacute; como se algu&eacute;m pudesse deixar de ser pobre, feio, obeso ou idoso apenas por meio de t&eacute;cnicas, cosm&eacute;ticos, drogas e cirurgias para se adequar ao &ldquo;padr&atilde;o de sucesso&rdquo;. A ideia &eacute; que o corpo considerado &ldquo;fora da forma&rdquo; padr&atilde;o &eacute; o reflexo direto de uma alma que tamb&eacute;m est&aacute; &ldquo;fora da forma&rdquo; padr&atilde;o.Entretanto, tais preconceitos geram problemas psicol&oacute;gicos, psiqui&aacute;tricos e, quando extremos, at&eacute; resultam em homic&iacute;dios e suic&iacute;dios. Por conta disso, a retomada de uma narrativa capaz de abra&ccedil;ar todos os tipos de corpos &eacute; fundamental. Nesse contexto, aparece o body positive.O que &eacute; body positive?A positividade corporal &eacute; um movimento social focado em capacitar os indiv&iacute;duos, n&atilde;o importa seu peso f&iacute;sico ou tamanho, ao mesmo tempo em que desafia as formas como a sociedade apresenta e v&ecirc; o corpo f&iacute;sico. Tal pensamento defende a aceita&ccedil;&atilde;o de todos os corpos, independentemente da capacidade f&iacute;sica, tamanho, sexo, ra&ccedil;a, etnia ou apar&ecirc;ncia.O movimento body positive vem para resgatar a autoestima das pessoas discriminadas. Desse modo, prop&otilde;e que elas possam se ver e considerar os demais como seres totais e n&atilde;o apenas como meros peda&ccedil;os de carnes e ossos. Portanto, fica a quest&atilde;o: quem somos n&oacute;s afinal? O processo de psicoterapia sempre pode ajudar nessa descoberta.Nesse sentido, &eacute; interessante trazer os ensinamentos do fil&oacute;sofo franc&ecirc;s Maurice Merleau-Ponty. O autor traz que o corpo humano n&atilde;o deve ser entendido somente pelo ponto de vista objetivo cient&iacute;fico, pois ele &eacute; a base para a exist&ecirc;ncia.Merleau-Ponty defende que n&atilde;o h&aacute; separa&ccedil;&atilde;o entre corpo e mente\/alma, mas sim coexist&ecirc;ncia. Somos unidade &uacute;nica, duplicidade una e unidade amb&iacute;gua. O conceito de experi&ecirc;ncia ainda define que somos consci&ecirc;ncia entre aquilo que foi denominado de esp&iacute;rito e o que foi apontado como mat&eacute;ria.LEIA MAIS: A influ&ecirc;ncia da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel na sa&uacute;de mentalPara Merleau-Ponty o corpo n&atilde;o &eacute; um objeto. Quer se trate do corpo de algu&eacute;m quer se trate do pr&oacute;prio corpo. O &uacute;nico modo de conhec&ecirc;-lo &eacute; vivenciando seu pr&oacute;prio drama e aquilo que lhe atravessa confundindo-se com ele.No plano pr&eacute;-reflexivo somos viv&ecirc;ncia; no plano perceptivo, somos experi&ecirc;ncia. Ora nos percebemos mais corpo, ora nos percebemos mais mente (conhecida tamb&eacute;m na filosofia como alma ou esp&iacute;rito).Nesse sentido, o movimento body positive abra&ccedil;a essa ideia. O corpo, independente de qual seja, &eacute; v&aacute;lido e suficiente. Desse modo, a experi&ecirc;ncia que algu&eacute;m possui com ele e a subjetividade que dar&aacute; s&atilde;o aspectos que cada pessoa ir&aacute; descobrir."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Body positive: a import\u00e2ncia do movimento na atualidade","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/body-positive\/#breadcrumbitem"}]}]