[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/bullying-infantil\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/bullying-infantil\/","headline":"Bullying infantil \u00e9 coisa s\u00e9ria!","name":"Bullying infantil \u00e9 coisa s\u00e9ria!","description":"43% das crian&ccedil;as brasileiras sofrem com o bullying infantil, segundo pesquisa divulgada pela ONU. &ldquo;Baixinha, gorducha, dentu&ccedil;a&rdquo;. A ic&ocirc;nica fala pertence a Cebolinha, personagem da &ldquo;Turma da M&ocirc;nica&rdquo; que vive a perseguir e provocar sua amiga M&ocirc;nica, a l&iacute;der do grupo de amigos da vizinhan&ccedil;a. Achamos a zoa&ccedil;&atilde;o engra&ccedil;ada e normal, mas, na realidade, ela [&hellip;]","datePublished":"2019-04-14","dateModified":"2020-01-23","author":{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/juliana-sonsin\/#Person","name":"Juliana Sonsin","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/juliana-sonsin\/","identifier":8,"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/dfb14c6228cdf7312fea984efc84d04e?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/dfb14c6228cdf7312fea984efc84d04e?s=96&d=mm&r=g","height":96,"width":96}},"publisher":{"@type":"Organization","name":"TELAVITA","logo":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","width":200,"height":200}},"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/bullying-infantil.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/bullying-infantil.jpg","height":560,"width":900},"url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/bullying-infantil\/","about":["Bullying"],"wordCount":1743,"articleBody":"43% das crian&ccedil;as brasileiras sofrem com o bullying infantil, segundo pesquisa divulgada pela ONU.&ldquo;Baixinha, gorducha, dentu&ccedil;a&rdquo;. A ic&ocirc;nica fala pertence a Cebolinha, personagem da &ldquo;Turma da M&ocirc;nica&rdquo; que vive a perseguir e provocar sua amiga M&ocirc;nica, a l&iacute;der do grupo de amigos da vizinhan&ccedil;a. Achamos a zoa&ccedil;&atilde;o engra&ccedil;ada e normal, mas, na realidade, ela retrata um cl&aacute;ssico epis&oacute;dio de bullying infantil, que, ao contr&aacute;rio da fic&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pode ser tomada como engra&ccedil;ado e normal.&ldquo;Pesquisa realizada pelas Na&ccedil;&otilde;es Unidas no ano passado com 100 mil crian&ccedil;as e jovens de 18 pa&iacute;ses mostrou que, em m&eacute;dia, metade deles sofreu algum tipo de bullying por raz&otilde;es como apar&ecirc;ncia f&iacute;sica, g&ecirc;nero, orienta&ccedil;&atilde;o sexual, etnia ou pa&iacute;s de origem&rdquo;, declara a ONU (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas).A pesquisa ainda revela que o percentual de crian&ccedil;as que sofrem bullying no Brasil &eacute; de 43%, n&uacute;mero semelhante a pa&iacute;ses vizinhos como Argentina (47,8%), Chile (33,2%), Uruguai (36,7%) e Col&ocirc;mbia (43,5%). O desenvolvimento e condi&ccedil;&otilde;es que os pa&iacute;ses oferecem &agrave; popula&ccedil;&atilde;o interferem nas taxas, mas, de modo geral, n&atilde;o &eacute; o fator determinante, j&aacute; que em pa&iacute;ses desenvolvidos, o n&uacute;mero tamb&eacute;m &eacute; alto: Alemanha com 35,7%, Noruega com 40,4% e Espanha com 39,8%.O que &eacute; Bullying?O bullying &eacute; uma forma de viol&ecirc;ncia que se manifesta atrav&eacute;s de humilha&ccedil;&atilde;o, agress&atilde;o, desrespeito, terror psicol&oacute;gico, ass&eacute;dio e medo constantes. Os agressores geralmente escolhem suas v&iacute;timas por diversos motivos com o intuito de us&aacute;-las com objeto de divers&atilde;o e soberania. Mas o que significa a palavra bullying? O termo oriundo da l&iacute;ngua inglesa est&aacute; na ra&iacute;z &ldquo;bully&rdquo;, cuja tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; &ldquo;valent&atilde;o&rdquo; ou &ldquo;brig&atilde;o&rdquo;. Portanto, &ldquo;bullying&rdquo;, &eacute; o comportamento realizado por um ou mais agressores, ou seja, o &ldquo;bully&rdquo;, com o objetivo de realizar atitudes violentas de cunho f&iacute;sico ou psicol&oacute;gico com suas v&iacute;timas.O bullying na escola e na internet s&atilde;o os tipos mais comuns quando falamos de crian&ccedil;as, j&aacute; que s&atilde;o os ambientes aos quais est&atilde;o expostos diariamente e onde estabelecem suas redes de comunica&ccedil;&atilde;o e amizade. Quando o bullying &eacute; praticado no ambiente virtual denomina-se &ldquo;cyberbullying&rdquo;. Hoje, esse &eacute; um dos maiores exemplos de tipo de bullying que mais cresce em quantidade de casos e, consequentemente, v&iacute;timas. &nbsp;Antes, o bullying era restrito &agrave; um s&oacute; ambiente, como a escola. Por&eacute;m, com o advento da tecnologia, a vida social escolar se expande para outros lugares e, a todo o tempo. Ou seja, as barreiras f&iacute;sicas e temporais do bullying foram quebradas e, hoje, quando a v&iacute;tima do bullying na escola sai dessa esfera, ela tamb&eacute;m &eacute; atacada via redes sociais quando chega em casa.Saiba quais s&atilde;o os tipos de bullying aqui em nosso blogO bullying na escola existe desde que essas institui&ccedil;&otilde;es de ensino nasceram. &Eacute; no ambiente escolar que as crian&ccedil;as e adolescentes estabelecem rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, sendo estas, essenciais para o crescimento, amadurecimento e inser&ccedil;&atilde;o na sociedade. A psiquiatra e autora de &ldquo;Bullying &ndash; Mentes perigosas nas escolas&rdquo;, Ana Beatriz Barbosa Silva, observa que &ldquo;os jovens est&atilde;o colocando em xeque o papel educacional da sociedade, da fam&iacute;lia e da escola. Testemunhamos diariamente a multiplica&ccedil;&atilde;o e o aumento da intensidade dos comportamentos agressivos e transgressores na popula&ccedil;&atilde;o infantojuvenil. As institui&ccedil;&otilde;es educacionais se veem obrigadas a lidar com a pr&aacute;tica do bullying, que, embora sempre tenha existido nas escolas de todo o mundo, hoje ganha dimens&otilde;es muito mais graves. Tal fato exp&otilde;e n&atilde;o somente a intoler&acirc;ncia &agrave;s diferen&ccedil;as, como tamb&eacute;m dissemina os mais diversos preconceitos e a covardia nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais dentro e fora dos muros escolares&rdquo;.Por que acontece? O bullying e a educa&ccedil;&atilde;o infantilO conceito de inf&acirc;ncia se transformou ao longo do tempo. Com as forte mudan&ccedil;as no papel da fam&iacute;lia e da escola na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, atreladas ao advento da tecnologia cada vez mais presente na rotina, a inf&acirc;ncia est&aacute; em processo de reconfigura&ccedil;&atilde;o. Assim, a educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as est&aacute; vivendo tempos dif&iacute;ceis, j&aacute; que esse papel, que sempre pertencera aos pais, est&aacute; sendo jogado no colo dos professores.Vivemos a era do &ldquo;&eacute; tudo permitido&rdquo; por parte dos pais quando confrontados com as necessidades, birras e desejos de seus filhos. &ldquo;As consequ&ecirc;ncias desses exageros podem ser vistas nos dias atuais ao observarmos que uma grande parcela de pais age de forma excessivamente tolerante com seus filhos. S&atilde;o os pais do &lsquo;deixa pra l&aacute;&rsquo;, ou que costumam passar a m&atilde;o na cabe&ccedil;a de seus rebentos diante de comportamentos francamente transgressores. Tais pais costumam fingir que nada ocorreu, adotam uma postura de falso entendimento ou, pior que isso, censuram os filhos de maneira t&atilde;o d&eacute;bil que suas reprimendas e orienta&ccedil;&otilde;es educacionais s&atilde;o praticamente ignoradas&rsquo;, afirma Barbosa Silva.Sinais de bullying com crian&ccedil;asAlguns sinais podem chamar a aten&ccedil;&atilde;o de pais, professores e familiares de que a crian&ccedil;a est&aacute; sofrendo bullying.Ins&ocirc;nia;Irrita&ccedil;&atilde;o;Baixa imunidade (adoecem com frequ&ecirc;ncia);Perda de apetite;Sintomas de transtorno de ansiedade;Tristeza, desanimo e desmotiva&ccedil;&atilde;o constantes e aparentes;Choro constante;Dores principalmente de cabe&ccedil;a e barriga;Aparecimento de aftas com frequ&ecirc;ncia;Perdas de objetos;Machucados no corpo;N&atilde;o possui muitos amigos;N&atilde;o tem motiva&ccedil;&atilde;o para sair de casa;Isolamento;Raramente &eacute; convidado por amigos para eventos sociais;O rendimento escolar cai;N&atilde;o tem vontade de ir &agrave; aula e sempre arruma desculpas;O humor altera-se frequentemente.Bullying infantil: Consequ&ecirc;nciasApelidos ferem. Persegui&ccedil;&otilde;es machucam. Amea&ccedil;as amedrontam. O bullying &eacute; um dos maiores causadores de estresse infantil, depress&atilde;o, transtorno de ansiedade, s&iacute;ndrome do p&acirc;nico e suic&iacute;dio. Uma pesquisa publicada na revista cient&iacute;fico &ldquo;Pediatrics&rdquo;, apresentou um resultado preocupante: &nbsp;o n&uacute;mero de crian&ccedil;as e adolescentes hospitalizados pela tentativa de suic&iacute;dio dobrou em menos de uma d&eacute;cada.A depress&atilde;o na inf&acirc;ncia, por exemplo, &eacute; algo que n&atilde;o recebia a devida aten&ccedil;&atilde;o no passado, at&eacute; pela dificuldade de diferenciar os sintomas da doen&ccedil;a de outros quadros, como a ansiedade e as fobias. Entre os pequenos, ela aparece por meio de pesadelos, choro excessivo, dificuldade de aprendizagem, entre outros.Saiba mais sobre a depress&atilde;o infantil aqui! Al&eacute;m das patologias, a crian&ccedil;a que sofre ou sofreu bullying &ldquo;encontramos, ainda, aqueles jovens que carregam consigo os traumas da vitimiza&ccedil;&atilde;o para a vida adulta. Eles se tornam adultos ansiosos, inseguros, depressivos ou mesmo agressivos. Tendem a reproduzir, em seus relacionamentos profissionais e\/ou familiares, a viol&ecirc;ncia que sofreram no ambiente escolar&rdquo;, afirma a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa. Isso reflete at&eacute; na nutri&ccedil;&atilde;o de sentimentos vingativos que resultam em casos triste e violentos que param nas manchetes de jornais.Cada vez mais, crian&ccedil;as e adolescentes se vingam de seus agressores com armas na m&atilde;o e v&iacute;timas ao redor. Um dos casos mais famosos foi o massacre de Columbine, em que dois adolescentes v&iacute;timas de bullying, planejaram o ataque &agrave; escola em que estudavam no Colorado, Estados Unidos, e mataram 12 alunos, 1 professor e deixaram 21 v&iacute;timas. No final do ataque, os dois garotos cometeram suic&iacute;dio.Como combater o bullying?O combate ao bullying teve in&iacute;cio de forma ampla e intensa na d&eacute;cada de 90 ap&oacute;s uma densa pesquisa do pesquisador noruegu&ecirc;s Dan Olweus, da universidade de Berger, e a publica&ccedil;&atilde;o de seu livro &ldquo;Bullying at School&rdquo;. Isso gerou grande repercuss&atilde;o e campanhas contra o bullying foram criadas, o que diminuiu o problema em 50% em pouco tempo.Uma das principais formas de conduzir e derrubar as pr&aacute;ticas de bullying e &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o ativa das escolas na conscientiza&ccedil;&atilde;o e prepara&ccedil;&atilde;o de professores aptos para identificar o bullying entre os alunos e tra&ccedil;ar estrat&eacute;gias de como acabar com o bullying nas escolas. Por&eacute;m, no Brasil, ainda pecamos no incentivo de preparo de profissionais para amparar os alunos que demonstram algum tipo de problema. &ldquo;Essa situa&ccedil;&atilde;o se deve em parte ao desconhecimentos, mas, sobretudo, &agrave; omiss&atilde;o, ao comodismo e a uma dose consider&aacute;vel de nega&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia do fen&ocirc;meno&rdquo;, explica Ana Beatriz Barbosa Silva.A base familiar &eacute; vital. A fam&iacute;lia e pessoas pr&oacute;ximas precisam conviver com os filhos e sempre apostar na comunica&ccedil;&atilde;o, di&aacute;logo e espa&ccedil;o para eles se expressarem. &ldquo;Antes de repreender os filhos, &eacute; preciso ouvi-los com sincera disposi&ccedil;&atilde;o de ajud&aacute;-los&rdquo;, aponta Barbosa Silva."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Bullying infantil \u00e9 coisa s\u00e9ria!","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/bullying-infantil\/#breadcrumbitem"}]}]