[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/casal-homoafetivo\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/casal-homoafetivo\/","headline":"Os desafios do casal homoafetivo","name":"Os desafios do casal homoafetivo","description":"A famosa pol&ecirc;mica envolvendo um beijo gay censurado na novela da Globo &ldquo;Am&eacute;rica&rdquo;, em 2005, s&oacute; refletiu o preconceito da sociedade com os casais homoafetivos. &nbsp;Foi somente em 2013, oito anos depois, que a novela &ldquo;Amor &Agrave; Vida&rdquo; mostrou a cena do casal homoafetivo F&eacute;lix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) demonstrando seu amor atrav&eacute;s [&hellip;]","datePublished":"2019-05-17","dateModified":"2024-04-12","author":{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/juliana-sonsin\/#Person","name":"Juliana Sonsin","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/juliana-sonsin\/","identifier":8,"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/dfb14c6228cdf7312fea984efc84d04e?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/dfb14c6228cdf7312fea984efc84d04e?s=96&d=mm&r=g","height":96,"width":96}},"publisher":{"@type":"Organization","name":"TELAVITA","logo":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","width":200,"height":200}},"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/casal-homoafitvo.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/casal-homoafitvo.jpg","height":560,"width":900},"url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/casal-homoafetivo\/","about":["Fam\u00edlia"],"wordCount":1588,"articleBody":"A famosa pol&ecirc;mica envolvendo um beijo gay censurado na novela da Globo &ldquo;Am&eacute;rica&rdquo;, em 2005, s&oacute; refletiu o preconceito da sociedade com os casais homoafetivos. &nbsp;Foi somente em 2013, oito anos depois, que a novela &ldquo;Amor &Agrave; Vida&rdquo; mostrou a cena do casal homoafetivo F&eacute;lix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) demonstrando seu amor atrav&eacute;s de um beijo. Um simples beijo. Por que a sociedade ainda condena a demonstra&ccedil;&atilde;o de afeto por quem se ama? Por que preferem assistir viol&ecirc;ncia e discurso de &oacute;dio a um simples beijo? Em pleno s&eacute;culo 21, em 2019, os casais homoafetivos ainda sentem na pele o impacto que o preconceito traz. Dados publicados pelo UOL e tabulados por Julio Pinheiro Cardia, ex-coordenador da Diretoria de Promo&ccedil;&atilde;o dos Direitos LGBT do Minist&eacute;rio dos Direitos Humanos, mostram que 8.027 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil entre 1963 e 2018 por conta do preconceito. Isso s&oacute; mostra o quanto ainda precisamos progredir e lutar contra esse tipo de viol&ecirc;ncia.Andar de m&atilde;os dadas na rua, se beijar durante um jantar rom&acirc;ntico ou abra&ccedil;ar quem ama: isso pode parecer simples e normal para quem vive um relacionamento heterossexual, mas para quem &eacute; LGBTQIA+ , um simples toque, um simples beijo ou um simples abra&ccedil;o, desperta olhares tortos, ofensas e, em muitos casos, a agress&atilde;o f&iacute;sica, como citado anteriormente no relat&oacute;rio de mortes por homofobia. Desafios enfrentados pelo casal homoafetivoNada &eacute; simples na vida do casal homoafetivo. Embora ele saiba que ser&aacute; dif&iacute;cil, que ter&aacute; preconceito e que nem todo mundo ir&aacute; aceitar, a dor s&oacute; chega quando as situa&ccedil;&otilde;es negativas acontecem. Esse foi o caso de &nbsp;Fernando Alc&acirc;ntara de Figueiredo e Laci Marinho de Ara&uacute;jo, casal que se conheceu no Ex&eacute;rcito Brasileiro e enfrentou uma s&eacute;rie de problemas ao assumirem o relacionamento. &Eacute; que no C&oacute;digo Penal Militar datado de 1969, na &eacute;poca que o casal assumiu, ainda constava o Artigo 235, que tratava como crime sexual a &ldquo;pederastia ou outro ato de libidinagem&rdquo; e estabelecia pena de deten&ccedil;&atilde;o de seis meses a um ano ao &ldquo;militar que praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso, homossexual ou n&atilde;o, em lugar sujeito a administra&ccedil;&atilde;o militar&rdquo;. Ap&oacute;s a reportagem da Revista &Eacute;poca contando a hist&oacute;ria dos dois militares, amea&ccedil;as, xingamentos e at&eacute; mandatos de pris&atilde;o apareceram para ambos. Segundo reportagem da &Eacute;poca, &ldquo;em 2009, o casal fundou o Instituto Ser de Direitos Humanos e da Natureza, que trabalha com outros casos de preconceito no Ex&eacute;rcito. Os dois pediram aposentadoria do Ex&eacute;rcito em 2011, mas s&oacute; obtiveram o benef&iacute;cio parcial. Com dificuldades financeiras, o casal luta na Justi&ccedil;a para conseguir a aposentadoria integral. Em 2011, o STF equiparou os direitos entre casais heterossexuais e homoafetivos. Com base nisso, em 2013, a Justi&ccedil;a Federal de Pernambuco determinou que o Ex&eacute;rcito reconhecesse o companheiro de um sargento como dependente. Em 2015, o STF determinou a retirada dos termos &ldquo;pederastia&rdquo; e &ldquo;homossexual&rdquo; do C&oacute;digo Penal Militar&rdquo;. H&aacute; milhares de casais ainda buscando o equil&iacute;brio, leis e prote&ccedil;&atilde;o. Sem contar no respeito, algo que ainda falta em todos os &acirc;mbitos. &nbsp;Casal homoafetivo: relacionamento com familiares e amigosAssumir um relacionamento homoafetivo para a fam&iacute;lia e para os amigos &eacute; um momento bastante delicado e que gera muita ansiedade. Muitos podem n&atilde;o compreender e at&eacute; expulsar o(a) filho(a) de casa, uma realidade que, infelizmente, &eacute; a mais comum. &Eacute; muito dif&iacute;cil lidar com a rejei&ccedil;&atilde;o do seu c&iacute;rculo de amigos e fam&iacute;lia, por isso, muitos casais tentam esconder o relacionamento. Quando a redatora publicit&aacute;ria Juliana Viveiros, de 23 anos, come&ccedil;ou o seu relacionamento com a estudante de filosofia, Sabrina, ela preferiu manter o sentimento trancado dentro dela. &ldquo;Eu escondi o m&aacute;ximo poss&iacute;vel e meus pais descobriram por conta de uma conversa que deixei aberta com uma amiga, onde eu contava todo o meu sentimento e o que realmente achei que era&rdquo;, explica a publicit&aacute;ria. Assim como Juliana, muitas pessoas se sentem inseguras e com medo da recep&ccedil;&atilde;o da not&iacute;cia por parte daqueles que amam. O jornalista Diego Nery, 29 anos, &nbsp;hoje em dia n&atilde;o esconde mais os seus relacionamentos, mas sabe como ningu&eacute;m que existe uma grande responsabilidade e coragem ao se assumir. &ldquo;O maior desafio foi ter liberdade de sermos quem n&oacute;s &eacute;ramos&rdquo;, conta acerca do &uacute;ltimo relacionamento, um casamento que durou 8 anos. &ldquo;Casais heterossexuais t&ecirc;m o livre arb&iacute;trio de andar de m&atilde;os dadas, dar um beijo na rua, se olhar, &nbsp;ter um momento de carinho sem nenhuma preocupa&ccedil;&atilde;o ou medo de ser morto por estarem simplesmente fazendo aquilo&rdquo;, aponta o jornalista.A constitui&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia para os casais homoafetivosCasar, ter filhos, constituir fam&iacute;lia e envelhecer. Essa &eacute; a base na qual a sociedade se sustenta h&aacute; anos e tudo &eacute; muito mais simples no universo heterossexual. Mas e os casais homoafetivos? Para eles, as coisas s&atilde;o mais complicadas, j&aacute; que o processo de ado&ccedil;&atilde;o por casais homoafetivos e o casamento ainda &eacute; lento e os olhares s&atilde;o preconceituosos. &ldquo;O ideal de fam&iacute;lia &eacute; aquele no qual voc&ecirc; se sente respeitado e seguro por onde voc&ecirc; estiver, mas n&atilde;o s&oacute; por aqueles que te criaram, mas para toda sociedade. Hoje, estamos em um processo de muito anos de &oacute;dio e viol&ecirc;ncia por conta de fatores governamentais e religiosos, mas temos que pensar que antes de tudo somos humanos, somos seres iguais a outros seres humanos. A orienta&ccedil;&atilde;o que foi designada a n&oacute;s quando nascemos n&atilde;o ir&aacute; interferir na de quem nasceu heterossexual. N&atilde;o queremos roubar o privil&eacute;gio dos heterossexuais, queremos ter uma pequena porcentagem, aquela de sair tranquilamente sem sofrer nada. Ent&atilde;o, fam&iacute;lia ideal para o futuro &eacute; ser uma fam&iacute;lia&rdquo;, desabafa Diego. Para Juliana, as coisas ainda s&atilde;o mais complicadas pois, pelo fato de ser mulher, a cobran&ccedil;a da sociedade machista ainda &eacute; alta. &ldquo;Fam&iacute;lia &eacute; onde os meus filhos estar&atilde;o, n&atilde;o importa com quem, onde ou quando. Meu maior sonho &eacute; ser m&atilde;e, por isso onde meus filhos estiverem, este ser&aacute; meu ponto de fam&iacute;lia. E hoje, eu tenho a fam&iacute;lia dos meus sonhos, que &eacute; meu ideal tamb&eacute;m: Minha esposa e meus tr&ecirc;s gatos&rdquo;, conta a redatora.As demonstra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de afeto&ldquo;Lembro de uma vez estar com meu ex de m&atilde;os dadas andando pela rua onde mor&aacute;vamos e algumas pessoas come&ccedil;aram a gritar para algu&eacute;m nos atacar. Foi um momento meio constrangedor, n&atilde;o consegui dar as m&atilde;os para algu&eacute;m durante um tempo. Hoje eu sou mais despreocupado com isso, principalmente onde eu moro, mas em algumas regi&otilde;es eu n&atilde;o consigo demonstrar afeto com algu&eacute;m do mesmo sexo, porque pode dar ruim&rdquo;, conta Diego. O medo e alerta constantes fazem parte da rotina do casal homoafetivo. Juliana tamb&eacute;m sente as dificuldades que o preconceito traz no seu dia a dia. &ldquo;&Eacute; dif&iacute;cil ver outros casais enfrentando uma vida &ldquo;normal&rdquo; perante a fam&iacute;lia e a rotina em geral, e minha vida ser totalmente diferente. Isso me atrapalhou emocionalmente por diversos anos de minha vida, mas com pequenos passos &eacute; poss&iacute;vel resgatar a paci&ecirc;ncia e, principalmente, a compreens&atilde;o de que cada vida &eacute; &uacute;nica e possui aspectos tamb&eacute;m &uacute;nicos e que ningu&eacute;m ter&aacute; os mesmos privil&eacute;gios que ningu&eacute;m&rdquo;, aponta.Ainda temos muito o que evoluir como sociedade. Ter mais empatia e deixar o julgamento de lado, afinal, quem somos n&oacute;s para dizer quem o outro pode ou n&atilde;o pode amar? Temos de amar ao pr&oacute;ximo e respeitar sua ess&ecirc;ncia. O impacto psicol&oacute;gico que o preconceito e a viol&ecirc;ncia geram nessas pessoas &eacute; pesado demais! O apoio psicol&oacute;gico ao casal homoafetivo &eacute; essencial para que eles entendam como agir diante de situa&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis e n&atilde;o internalizarem esses epis&oacute;dios, para, assim, n&atilde;o desenvolverem transtornos psicol&oacute;gicos e traumas. Um dia, quem sabe, conseguiremos caminhar por um caminho com mais amor e toler&acirc;ncia. 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