[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/controlar-compulsao-alimentar\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/controlar-compulsao-alimentar\/","headline":"Como controlar a compuls\u00e3o alimentar: Os benef\u00edcios da Terapia Cognitiva-Comportamental","name":"Como controlar a compuls\u00e3o alimentar: Os benef\u00edcios da Terapia Cognitiva-Comportamental","description":"&Agrave;s vezes &eacute; dif&iacute;cil resistir a um chocolate depois da janta ou a um cl&aacute;ssico macarr&atilde;o no almo&ccedil;o de domingo. Alguns alimentos realmente trazem a sensa&ccedil;&atilde;o de prazer, a exemplo dos a&ccedil;&uacute;cares e carboidratos. 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Alguns alimentos realmente trazem a sensa&ccedil;&atilde;o de prazer, a exemplo dos a&ccedil;&uacute;cares e carboidratos. Por&eacute;m, na busca pelo prazer, algumas pessoas tendem a obter compensa&ccedil;&atilde;o emocional atrav&eacute;s da comida e acabam ingerindo alimentos desse tipo sem mesmo ter necessidade de come-los. O alimento, ent&atilde;o, vira combust&iacute;vel para apaziguar emo&ccedil;&otilde;es e dar tranquilidade aos sentimentos em desequil&iacute;brio, tornando a miss&atilde;o de controlar a compuls&atilde;o alimentar cada vez mais dif&iacute;cil.Comer feij&atilde;o gelado, um pote inteiro de maionese pura ou duas pizzas inteiras em uma &uacute;nica refei&ccedil;&atilde;o parece extremo? Para quem tem transtorno de compuls&atilde;o alimentar (TCA) essa &eacute; a realidade. Esse transtorno acomete 3,5% das mulheres e 2% dos homens. O TCA traz grandes riscos &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica e mental. &Eacute; bastante comum que pessoas com TCA apresentem comorbidades como depress&atilde;o, TDAH, aumento do risco de transtornos psiqui&aacute;tricos em geral e risco de obesidade e sobrepeso. Saiba tudo sobre o transtorno de compuls&atilde;o alimentar no nosso artigo completo!No III Congresso de Obesidade e S&iacute;ndrome Metab&oacute;lica&rdquo; da Abeso, o m&eacute;dico Jos&eacute; Carlos Apolinnario palestrou sobre o Transtorno de Compuls&atilde;o Alimentar (TCA). &ldquo;O TCA &eacute; caracterizado por epis&oacute;dios recorrentes de compuls&atilde;o com pelo menos 3 indicadores de perda de controle&rdquo;. &nbsp;Os sintomas de compuls&atilde;o alimentar citados pelo m&eacute;dico envolvem:Comer mais r&aacute;pido do que o normal;Comer at&eacute; se sentir cheio;Comer grandes quantidades mesmo sem fome;Comer escondido;Sentir repulsa por si e deprimido ap&oacute;s o epis&oacute;dio;Sentir desconforto relacionado ao epis&oacute;dio.LEIA MAIS:&nbsp; 7 sinais de compuls&atilde;o alimentar aqui!Os epis&oacute;dios ocorrem pelo menos por 1 semana nos &uacute;ltimos 3 meses e n&atilde;o necessariamente ocorre somente durante o curso de anorexia e bulimia nervosas. Caso o indiv&iacute;duo possua pelo menos 3 desses sintomas, &eacute; preciso dar in&iacute;cio ao acompanhamento m&eacute;dico seguido de tratamento. Compuls&atilde;o alimentar e psicologia: &nbsp;A terapia cognitivo-comportamentalUm dos maiores aliados no tratamento da compuls&atilde;o alimentar &eacute; o acompanhamento psicol&oacute;gico, afinal, muitas das causas e gatilhos desse transtorno s&atilde;o os aspectos emocionais e psicol&oacute;gicos. Esses pacientes possuem uma cont&iacute;nua vontade de comer e que chega ao ponto do descontrole. Por&eacute;m, o que resta depois dos epis&oacute;dios compuls&oacute;rios &eacute; a culpa. A maioria das pessoas que sofrem do transtorno sabem que extrapolaram e sentem peso na consci&ecirc;ncia. Isso acontece ainda mais com quem passa por dietas restritivas e perdem o controle profundamente pelo desespero de ficar sem comer. Muitas pessoas que sofrem de doen&ccedil;as psicol&oacute;gicas como depress&atilde;o e ansiedade, ou que est&atilde;o passando por momentos dif&iacute;ceis na vida, encontram na comida a v&aacute;lvula de escape para todas as ang&uacute;stias emocionais. A fome emocional vem pra suprir a falta, seja ela de emo&ccedil;&otilde;es positivas, de afeto ou de vontades. Quem sofre de doen&ccedil;as psicol&oacute;gicas como depress&atilde;o ou ansiedade, tem uma grande propens&atilde;o ao comer compulsivo.No III Congresso de Obesidade e S&iacute;ndrome Metab&oacute;lica, a psic&oacute;loga D&eacute;bora K.Kussonoki aponta a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) como uma das melhores linhas para combater o transtorno. A TCC surgiu em 1960, criada pelo psicanalista e professor de psiquiatria da Universidade da Pennsylvania, Dr. Aaron Beck, juntamente com seus colaboradores. Principais caracter&iacute;sticas da TCC:Busca eliminar estrat&eacute;gias compensat&oacute;rias, distor&ccedil;&otilde;es cognitivas, pensamentos autom&aacute;ticos e cren&ccedil;as;Pode ser realizada individualmente ou em grupo;O paciente &eacute; agente direto e participativo do tratamento; Se preocupa com os ventos presentes em busca da transforma&ccedil;&atilde;o do comportamento problem&aacute;tico;Possui tempo determinado e metas espec&iacute;ficas;Geralmente &eacute; de curto prazo;A TCC voltada para o transtorno de compuls&atilde;o alimentar &eacute; derivada do modelo proposto para bulimia nervosa. Tem foco na identifica&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre pensamentos, sentimentos e comportamentos alimentares e posterior mudan&ccedil;as dos padr&otilde;es patol&oacute;gicos. Pode ser usada por diversos profissionais da sa&uacute;de. Segundo Kussonoki, a TCC foca na detec&ccedil;&atilde;o do problema atrav&eacute;s de muitas vias: &nbsp;relacionadas ao tratamento, &agrave; doen&ccedil;a, ao profissional de sa&uacute;de, ao paciente (falta de conhecimento sobre a doen&ccedil;a,culpa, dificuldade de percep&ccedil;&atilde;o da eficacia do tratamento, dificuldade no manejo de medicamentos por esquecimento, melhora dos sintomas, custo, etc) e aos problemas sociais envolvidos.O que a TCC trata no TCA, segundo Kussonoki?&ndash; Aspectos subjetivos que impacta os objetivos;&ndash; Mudan&ccedil;as no estilo de vida, cogni&ccedil;&atilde;o, postura social e supera&ccedil;&atilde;o de desafios;&ndash; Quantifica&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o: diferenciar vontade de perder peso e controlar a compuls&atilde;o alimentar. A motiva&ccedil;&atilde;o deve vir do paciente e da equipe que o acompanha;&ndash; Defini&ccedil;&atilde;o de objetivos: Toma cuidado com expectativas irreais do paciente e do pr&oacute;prio profissional da sa&uacute;de;&ndash; Reestrutura&ccedil;&atilde;o nutricional assistida e atividade f&iacute;sica;&ndash; Transforma&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o da imagem corporal que o paciente tem de si, diminuindo o papel dela na avalia&ccedil;&atilde;o do sucesso pessoal; &ndash; Desencoraja o ideal de que a imagem corporal como determinante de escolhas de atividades, como por exemplo exerc&iacute;cios f&iacute;sicos;&ndash; Altera&ccedil;&otilde;es comportamentais;&ndash; Tratamento de padr&otilde;es alimentares patol&oacute;gicos relacionadas a fome e saciedade, j&aacute; que muitos gatilhos podem ser ambientais. No desfecho de sua palestra, a psic&oacute;loga conclui: &ldquo;A TCC conduzida por terapeuta foi relacionada a v&aacute;rias melhorias, incluindo a abstin&ecirc;ncia, a redu&ccedil;&atilde;o na frequ&ecirc;ncia de compuls&atilde;o alimentar e a psicopatologia relacionada &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o (alto grau de evid&ecirc;ncia para todos os desfechos). Em contraste, as redu&ccedil;&otilde;es de IMC e nos sintomas de depress&atilde;o n&atilde;o foram t&atilde;o significativas&rdquo;. A hip&oacute;tese para melhorar os dois &uacute;ltimos aspectos &eacute; atrelar a TCC com acompanhamento nutricional e medica&ccedil;&atilde;o em casos de depress&atilde;o severa como comorbidade.Outro grande inimigo do tratamento do transtorno de compuls&atilde;o alimentar &eacute; que, embora o paciente saiba que tem algo de errado, ele quase nunca associa ao psicol&oacute;gico. Ele sempre conclui que o ganho de peso e a rela&ccedil;&atilde;o obsessiva com a comida tem uma origem f&iacute;sica metab&oacute;lica, e foca toda a sua tentativa de emagrecimento nos exerc&iacute;cios f&iacute;sicos e dietas malucas sem acompanhamento psicol&oacute;gico. Assim, a fonte do problema n&atilde;o &eacute; tratada e aumenta as chances desse paciente piorar psicologicamente, afinal, ele tenta de tudo para emagrecer ou parar de comer compulsivamente, mas n&atilde;o consegue, o que gera frustra&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, margem para o aparecimento de outros transtornos psicol&oacute;gicos.Cristiane Evangelista Machado &eacute; mestre em psic&oacute;loga hospitalar pela Faculdade de Medicina da USP e profissional cadastrada na Telavita. Ela afirma que &ldquo;a pessoa que j&aacute; tem predisposi&ccedil;&atilde;o depressiva por quest&otilde;es gen&eacute;ticas ou do pr&oacute;prio hist&oacute;rico de vida, encontra na ingest&atilde;o alimentar uma compensa&ccedil;&atilde;o desse sofrimento emocional. E a&iacute; essa compuls&atilde;o alimentar gera o aumento de peso. O comportamento alimentar vem como compensa&ccedil;&atilde;o ao sofrimento emocional e causa todo o tipo de transtorno psicol&oacute;gico, como estresse, ansiedade e depress&atilde;o&rdquo;, explica Cristiane.Caso tenha se identificado com as informa&ccedil;&otilde;es aqui abordadas, procure um especialista. Jamais realize o autodiagn&oacute;stico. A psic&oacute;loga especializada em Transtorno de Compuls&atilde;o Alimentar, Cristiane Evangelista Machado, &eacute; uma das profissionais cadastradas na Telavita que pode te ajudar. Acesso o nosso site e veja como marcar uma consulta!&nbsp;&nbsp;"},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Como controlar a compuls\u00e3o alimentar: Os benef\u00edcios da Terapia Cognitiva-Comportamental","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/controlar-compulsao-alimentar\/#breadcrumbitem"}]}]