[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/gravidez-na-adolescencia-riscos-psicologicos\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/gravidez-na-adolescencia-riscos-psicologicos\/","headline":"Gravidez na adolesc\u00eancia e os riscos psicol\u00f3gicos","name":"Gravidez na adolesc\u00eancia e os riscos psicol\u00f3gicos","description":"Primeiro, o susto. Depois, a ficha teima em cair, mas quando cai, o desespero toma conta. Em &ldquo;Juno&rdquo;, filme ganhador de diversos pr&ecirc;mios, a adolescente, personagem principal da hist&oacute;ria e que d&aacute; nome ao longa, precisa fazer tr&ecirc;s testes de gravidez para ter certeza de que o resultado positivo n&atilde;o era engano. 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Depois, a ficha teima em cair, mas quando cai, o desespero toma conta. Em &ldquo;Juno&rdquo;, filme ganhador de diversos pr&ecirc;mios, a adolescente, personagem principal da hist&oacute;ria e que d&aacute; nome ao longa, precisa fazer tr&ecirc;s testes de gravidez para ter certeza de que o resultado positivo n&atilde;o era engano. O filme foi lan&ccedil;ado em 2008 e teve grande repercuss&atilde;o entre o p&uacute;blico jovem e entre professores, psic&oacute;logos e outros profissionais cuja miss&atilde;o &eacute; alertar e educar sobre os perigos de uma gravidez precoce e n&atilde;o planejada.&ldquo;Juno&rdquo; n&atilde;o se resume somente &agrave; fic&ccedil;&atilde;o pois a hist&oacute;ria se repete no mundo inteiro. No Brasil, a gravidez na adolesc&ecirc;ncia ainda &eacute; a raiz de muitos problemas de ordem social, econ&ocirc;mica e psicol&oacute;gica. Segundo dados da ONU, &ldquo;um em cada cinco beb&ecirc;s que nascem no Brasil &eacute; filho de m&atilde;e adolescente. Entre estas, de cada cinco, tr&ecirc;s n&atilde;o trabalham nem estudam; sete em cada dez s&atilde;o afrodescendentes e aproximadamente a metade mora na regi&atilde;o Nordeste.&rdquo;Essa frase &eacute; fundamental para entendermos que as consequ&ecirc;ncias da gravidez na adolesc&ecirc;ncia atingem diversos pontos importantes da vida da mulher, da fam&iacute;lia e da sociedade como um todo. Para compreender o impacto psicol&oacute;gico que essa gesta&ccedil;&atilde;o precoce cria, nutre e se enra&iacute;za, devemos tra&ccedil;ar o panorama socioecon&ocirc;mico que &eacute; o pano de fundo para os problemas e doen&ccedil;as de sa&uacute;de mental nesse tema.O desafio de uma gravidez indesejada na adolesc&ecirc;nciaEnfrentar uma gravidez indesejada na adolesc&ecirc;ncia &eacute; um grande desafio em v&aacute;rios sentidos. Primeiro, a mulher &eacute; julgada pelos familiares, pela sociedade e por ela mesma. A grande maioria ainda precisa lidar com o abandono parental, uma realidade que, segundo estat&iacute;sticas divulgadas em 2015 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica), j&aacute; atinge cerca de 1 milh&atilde;o de fam&iacute;lias. Esse julgamento, autocr&iacute;tica, frustra&ccedil;&atilde;o e solid&atilde;o mexem com o emocional dessa menina que precisou virar mulher do dia para a noite. A adolesc&ecirc;ncia corresponde &agrave; fase da vida em que a personalidade e o senso cr&iacute;tico est&atilde;o come&ccedil;ando a se formar. &Eacute; nesse per&iacute;odo que as primeiras experi&ecirc;ncias come&ccedil;am e despertam os mais variados sentimentos, moldando planos e sonhos. Seja para a menina com poder socioecon&ocirc;mico ou para aquela que pertence &agrave; classe menos privilegiada, os sentimentos citados acima, como o julgamento e a solid&atilde;o, s&atilde;o os mesmos. Por&eacute;m, aquela menina que n&atilde;o tem renda, fam&iacute;lia bem estruturada, oportunidades e acesso aos mais variados tipos de servi&ccedil;os, tende a ter muito mais obst&aacute;culos. Entre essas meninas que pertencem &agrave;s classes mais baixas da sociedade, o planejamento familiar &eacute; algo muito distante, j&aacute; que pecamos com a educa&ccedil;&atilde;o e o acesso &agrave; sa&uacute;de nos lugares mais pobres. Isso, consequentemente, resulta na falta de informa&ccedil;&atilde;o e planejamento. &ldquo;A desigualdade enfrentada pelas mulheres mais pobres no acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de, onde apenas algumas privilegiadas conseguem planejar sua vida reprodutiva, reflete-se na incapacidade de desenvolver habilidades para integrar a for&ccedil;a de trabalho remunerado e alcan&ccedil;ar poder econ&ocirc;mico&rdquo;, aponta a ONU.Aspectos psicol&oacute;gicos da gravidez na adolesc&ecirc;nciaBruna de Lira Soares Faria engravidou aos 18 anos. Na &eacute;poca, ela cursava o 1&ordm; ano da faculdade de Letras e tinha muitos planos que tiveram que esperar. &ldquo;A descoberta da gravidez foi assustadora, principalmente pelo fato de que, ap&oacute;s a descoberta, o pai decidiu n&atilde;o &nbsp;estar presente. Foram meses dif&iacute;ceis e solit&aacute;rios. Eu estava assustada e cheia de medos, mas os cuidados dos meus pais, o amor e ajuda financeira fez com que o tempo passasse e eu pudesse perceber que n&atilde;o ter um pai para a minha beb&ecirc; seria algo a ser superado com muito amor&rdquo;, explica. Mesmo tendo o apoio dos pais, Bruna teve que enfrentar os olhares tortos, o julgamento, o abandono e colocar os sonhos de lado por um tempo. Diferentemente de Bruna, algumas meninas n&atilde;o t&ecirc;m o apoio da fam&iacute;lia e precisam enfrentar sozinhas o medo e inseguran&ccedil;a que a gravidez desperta. Toda mulher gr&aacute;vida pensa na vida que ter&aacute; quando o filho nascer, na dor do parto, se ser&aacute; uma boa m&atilde;e e mais uma sorte de outras ang&uacute;stias. Imagine, agora, sentir tudo isso sozinha? Quando as ang&uacute;stias se tornam grandes demais, tanto com apoio ou sem, elas podem ser gatilhos para transtornos psicol&oacute;gicos crescerem.Estresse, depress&atilde;o e ansiedade s&atilde;o problemas s&eacute;rios e que podem prejudicar a forma&ccedil;&atilde;o do beb&ecirc; e causar problemas para o resto da vida. Uma pesquisa publicada pela JAMA Pediatrics afirma que sintomas depressivos e\/ou ansiosos das m&atilde;es influenciam diretamente a densidade da subst&acirc;ncia branca das crian&ccedil;as. Essa importante regi&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel pelas conex&otilde;es nervosas cerebrais. A depress&atilde;o &eacute; duas vezes mais frequente nas mulheres. Uma das explica&ccedil;&otilde;es para esse fen&ocirc;meno s&atilde;o as altera&ccedil;&otilde;es hormonais que acontecem durante os ciclos de menstrua&ccedil;&atilde;o e ap&oacute;s menopausa.Saiba mais o que &eacute; depress&atilde;o e depress&atilde;o na gravidez aqui!A Revista de Escola de Enfermagem da USP (2017) aponta que, em estudos internacionais e nacionais, o &ldquo;as evid&ecirc;ncias sugerem que a probabilidade de sofrer ansiedade na gravidez aumenta em caso de comorbidade psiqui&aacute;trica, eventos estressantes, desvantagem social, hist&oacute;rico de aborto espont&acirc;neo, morte fetal, parto prematuro ou morte neonatal precoce, hist&oacute;rico pr&eacute;vio de doen&ccedil;a mental e uma hist&oacute;ria de tratamento psiqui&aacute;trico durante uma gravidez anterior ou em qualquer momento &nbsp;da vida&rdquo;. A designer Nadji Silva, hoje com 30 anos, morava com a m&atilde;e quando engravidou do Miguel aos 18 anos. Ela cursava o primeiro ano da faculdade e precisou se virar sozinha, pois a m&atilde;e n&atilde;o havia aceitado ainda o que estava acontecendo. Al&eacute;m do julgamento, solid&atilde;o, ansiedade e estresse, ela precisou enfrentar o resto do mundo. &ldquo;Quando voc&ecirc; engravida e &eacute; m&atilde;e nova, todo mundo te julga, at&eacute; n&oacute;s mesmas! &ldquo;Que tipo de garota, sou eu? Como foi acontecer isso comigo? Olha o que eu fiz com minha vida! N&atilde;o vou ser capaz de cuidar de uma crian&ccedil;a, n&atilde;o agora!&rdquo;. Enfim, um milh&atilde;o de coisas passam na cabe&ccedil;a e infelizmente nos responsabilizamos muito, nos sentimos culpadas de ter permitido que esse tipo de coisas aconte&ccedil;am em nossas vidas, principalmente quando n&atilde;o &eacute; planejado&rdquo;. Al&eacute;m dos transtornos psicol&oacute;gicos j&aacute; mencionados, a mulher que engravida na adolesc&ecirc;ncia sem planejar t&ecirc;m maior dificuldade em conciliar ou continuar os estudos, principalmente nas camadas mais pobres da sociedade, o que faz com que elas n&atilde;o tenham um n&iacute;vel de escolaridade bom para serem inseridas no mercado de trabalho, e, consequentemente, possuam menos renda, oportunidade e motiva&ccedil;&atilde;o. A autoestima tamb&eacute;m &eacute; colocada em xeque, j&aacute; que sem as oportunidades e possibilidades de evolu&ccedil;&atilde;o pessoal e material, elas fiquem totalmente conectadas aos filhos e sejam as provedoras da casa pois, como mencionamos anteriormente, o abandono parental &eacute; muito comum.A preven&ccedil;&atilde;o da gravidez na adolesc&ecirc;ncia &eacute; fundamental para que todos esses problemas sejam evitados, al&eacute;m dos riscos &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica, j&aacute; que o aborto, prematuridade, desnutri&ccedil;&atilde;o, m&aacute; forma&ccedil;&atilde;o, entre outros problemas. As complica&ccedil;&otilde;es da gravidez na adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o se resumem somente a uma mulher precisar cuidar de um filho muito cedo, mas sim de todos esses desdobramentos aqui abordados que geram mulheres com o psicol&oacute;gico e a sa&uacute;de f&iacute;sica abalados. 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