[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/idoso-e-homossexual\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/idoso-e-homossexual\/","headline":"Envelhecimento do casal gay e o duplo preconceito","name":"Envelhecimento do casal gay e o duplo preconceito","description":"Um novo meme tomou conta das redes: o &ldquo;Privilegiado, sim&rdquo;, uma s&eacute;rie de frases compostas por situa&ccedil;&otilde;es cotidianas de quem tem algum tipo de privil&eacute;gio social. O meme teve origem no &aacute;udio de uma jovem que afirma &ldquo;Meu pai &eacute;, sim, empres&aacute;rio. Eu trabalhei, sim, com o meu pai. 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Essa realidade fisica, no homem, acontece \"mais cedo\" na rela\u00e7\u00e3o com outro homem, porque tem o \"desgaste\" no esfincter, a \"sensibilidade\" que vai ocorrendo na pr\u00f3stata! Tenho vizinhos casal gay e, depois de anos juntos, viagens, casa de praia, colocaram apartamento a venda e, presumo como separados eles n\u00e3o continuariam tendo o mesmo conforto material, continuaram morando juntos, mas indo morar com eles, um novo cara! J\u00e1 vi algumas vezes, esse \"terceiro\" homem na sacada, pensativo. N\u00e3o deve ser f\u00e1cil chegar na vida do casal, com longa hist\u00f3ria e sabendo que est\u00e1 ali para a \"fun\u00e7\u00e3o conjugal\"! Ontem encontrei o que presumo \"substituido\" numa rua e, nem cumprimentou (estava com um cara) talvez confidente, amigo!","author":{"@type":"Person","name":"Geraldo","url":""}}],"about":["Fam\u00edlia"],"wordCount":1669,"articleBody":"Um novo meme tomou conta das redes: o &ldquo;Privilegiado, sim&rdquo;, uma s&eacute;rie de frases compostas por situa&ccedil;&otilde;es cotidianas de quem tem algum tipo de privil&eacute;gio social. O meme teve origem no &aacute;udio de uma jovem que afirma &ldquo;Meu pai &eacute;, sim, empres&aacute;rio. Eu trabalhei, sim, com o meu pai. E se eu continuei trabalhando com ele foi porque eu mereci&rdquo;. E a&iacute; a onda se espalhou. Mas a discuss&atilde;o que o meme trouxe &eacute; bastante importante porque quem &eacute; branco, heterossexual, homem, jovem e de classe m&eacute;dia, raramente enxerga que &eacute; privilegiado, sim, e que as minorias, ou seja, as mulheres, os idosos, os LGBTs, os negros e tantos outros grupos, sofrem preconceito e desvantagens apenas por serem quem s&atilde;o. No Brasil, ser LGBT&nbsp;&eacute; tamb&eacute;m conviver com o medo de morrer. Em pleno s&eacute;culo 21, em 2019, os LGBTs ainda sentem na pele o impacto que o preconceito traz. Dados publicados pelo UOL e tabulados por Julio Pinheiro Cardia, ex-coordenador da Diretoria de Promo&ccedil;&atilde;o dos Direitos LGBT do Minist&eacute;rio dos Direitos Humanos, mostram que 8.027 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil entre 1963 e 2018 por conta do preconceito. Isso s&oacute; mostra o quanto ainda precisamos progredir e lutar contra esse tipo de viol&ecirc;ncia.Com os idosos, o descaso e abandono &eacute; um grande problema social que enfrentamos no Brasil. A situa&ccedil;&atilde;o do desamparo familiar e abandono de idosos em asilos ou albergues p&uacute;blicos &eacute; preocupante e s&oacute; faz crescer o n&uacute;mero de idosos com transtornos psicol&oacute;gicos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) analisou o per&iacute;odo entre 2012 e 2017 e constatou que a popula&ccedil;&atilde;o de idosos no pa&iacute;s saltou de 25,4 milh&otilde;es para mais de 30,2 milh&otilde;es de pessoas. Nesse mesmo per&iacute;odo, notou-se tamb&eacute;m que o n&uacute;mero de homens e mulheres com 60 anos ou mais nos albergues p&uacute;blicos subiu 33%, de 45,8 mil para 60,8 mil. &nbsp;Ou seja, tratamos mal quem nos tratou bem a vida inteira.Lembra quando falamos de minorias e privil&eacute;gios? Lembrou? Agora pense em quem &eacute; idoso e tamb&eacute;m LGBT+. Some os dados mostrados acima e tente se colocar no lugar desse(a) idoso(a) LGBT que quase sempre n&atilde;o encontra espa&ccedil;o na pr&oacute;pria fam&iacute;lia, no c&iacute;rculo de amigos e at&eacute; na pr&oacute;pria comunidade LGBT.Em pleno s&eacute;culo 21, em 2019, os casais homoafetivos ainda sentem na pele o impacto que o preconceito traz.&nbsp;Andar de m&atilde;os dadas na rua, se beijar durante um jantar rom&acirc;ntico ou abra&ccedil;ar quem ama: isso pode parecer simples e normal para quem vive um relacionamento heterossexual, mas para quem &eacute; LGBTQIA+ , um simples toque, um simples beijo ou um simples abra&ccedil;o, desperta olhares tortos, ofensas e, em muitos casos, a agress&atilde;o f&iacute;sica, como citado anteriormente no relat&oacute;rio de mortes por homofobia. Ou seja, o casal homoafetivo, quando envelhece, sofre todas essas barreiras com o adendo de estarem na terceira idade e serem exclu&iacute;dos da sociedade e, ao mesmo tempo, lembrados somente para serem hostilizados.Assumir ou n&atilde;o?A inglesa Barbara Hosking decidiu assumir a sua homossexualidade aos 91 anos de idade. A funcion&aacute;ria p&uacute;blica viveu nos tempos em que o conservadorismo e a onda do HIV tiveram o seu auge e, assim como muitas outras pessoas, ela se escondeu e viveu uma vida que n&atilde;o era a dela para n&atilde;o sofrer ainda mais. O renomado ator ingl&ecirc;s Sir Ian Mckellen, o eterno Gandalf da trilogia &ldquo;O Senhor dos An&eacute;is&rdquo;, tamb&eacute;m demorou um tempinho para contar sobre a sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual. Hoje, Mckellen &eacute; um dos grandes ativistas LGBT, mas s&oacute; se assumiu aos 49. Em entrevista ao Huffington Post, McKellen disse: &ldquo;Eu me arrependo e sempre vou me arrepender de n&atilde;o ter visto a import&acirc;ncia de sair do arm&aacute;rio antes porque eu acho que teria sido uma pessoa diferente e mais feliz. Autoconfian&ccedil;a &eacute; a coisa mais importante que qualquer um pode ter. Voc&ecirc; n&atilde;o tem isso se parte de voc&ecirc; est&aacute; envergonhada ou escondendo algo. Eu posso assegurar &agrave;s pessoas que acham que n&atilde;o conseguiriam se assumir de que o mundo vai gostar mais de voc&ecirc;s porque as pessoas gostam de honestidade e autenticidade&rdquo;.Tanto Hosking quanto Mckellen tiveram sua juventude marcada pela repress&atilde;o e o medo. N&atilde;o que hoje os tempos estejam &aacute;ureos para os LGBT, muito pelo contr&aacute;rio, mas existe muito mais liberdade e leis do que nos anos 60, por exemplo. Por&eacute;m, os resqu&iacute;cios da intoler&acirc;ncia ainda s&atilde;o fortes e teimam a esmorecer.Duplo preconceito e o impacto psicol&oacute;gicoO idoso que &eacute; homossexual sofre o impacto de ser minoria &ldquo;duas vezes&rdquo;, j&aacute; que a terceira idade &eacute; vista pela sociedade como ultrapassada e incapaz de realizar fun&ccedil;&otilde;es e atividades como na juventude, e os LGBTs s&atilde;o vistos como imorais e anti&eacute;ticos pela sociedade conservadora. Ou seja, esse idoso sofre o duplo preconceito, e sofrer preconceito pode ser devastador em diversos aspectos, seja na realiza&ccedil;&atilde;o de objetivos, como n&atilde;o conseguir um emprego, no psicol&oacute;gico, como a baixa autoestima e desenvolvimento de transtornos, ou no emocional, como a solid&atilde;o. O Portal do Idoso comenta o problema: &ldquo;Os homossexuais idosos de hoje internalizaram essas atitudes e cren&ccedil;as culturais negativas. Sofreram opress&atilde;o e desvaloriza&ccedil;&atilde;o de si mesmos. Isso afetou inquestionavelmente sua sa&uacute;de mental. Em muitos casos, sua sa&uacute;de f&iacute;sica tamb&eacute;m foi afetada. Um estudo cient&iacute;fico de 2008 (por Anderson, 2008) revelou que os idosos homossexuais eram mais propensos a viver sozinhos no ciclo final da vida. Eram 4 vezes menos propensos a pensar em ter filhos e menos propenso a pedir ajuda de familiares que heterossexuais da mesma idade. Outro estudo cient&iacute;fico de 2004 (Grossman et al) evidenciou melhor qualidade de vida para os idosos homossexuais quando estes viviam com um parceiro. Contudo, os autores verificaram que apenas 29%, de um total de 416 homossexuais, viviam com um parceiro. Um n&uacute;mero muito baixo comparado &agrave; amostra total&rdquo;.&Eacute; inevit&aacute;vel que algu&eacute;m nessa situa&ccedil;&atilde;o se sinta mal, afinal, o preconceito vem em duas vias. Ser abandonado, reprimido, hostilizado e agredido verbalmente ou fisicamente &eacute; uma realidade para essas pessoas, e isso causa s&eacute;rios danos &agrave; sa&uacute;de mental. A solid&atilde;o &eacute; uma das grandes epidemias do s&eacute;culo 21 e afeta pessoas de todas as idades e em diversas fases da vidas. A solid&atilde;o na velhice &eacute; muito comum, pois com a aposentadoria e poss&iacute;vel afastamento da fam&iacute;lia, os idosos acabam se desconectando do mundo que conheciam. Acontecimentos como a morte do(a) parceiro(a) ou a separa&ccedil;&atilde;o podem fazer com que esses indiv&iacute;duos escolham viver na solid&atilde;o. O problema tamb&eacute;m &eacute; associado a dem&ecirc;ncia, mortalidade prematura e press&atilde;o sangu&iacute;nea alta.&ldquo;Os heterossexuais da terceira idade est&atilde;o esquecidos, abandonados, postos de lado, segregados. Mas os idosos LGBT s&atilde;o simplesmente invis&iacute;veis. Ningu&eacute;m sabe que n&oacute;s existimos. Queremos satisfazer a mais b&aacute;sica das necessidades: acabar com a solid&atilde;o e podermos nos reunir como uma grande fam&iacute;lia&rdquo;, conta Samantha Flores, de 84 anos, em entrevista ao El Pa&iacute;s. Ela &eacute; transexual, ativista e criadora do centro de conviv&ecirc;ncia para idosos gays na Cidade do M&eacute;xico.A depress&atilde;o em idosos homossexuais tamb&eacute;m pode ser comum por conta dos in&uacute;meros traumas, tristeza, nega&ccedil;&otilde;es e viol&ecirc;ncia que sofreram ao longo da vida. A depress&atilde;o j&aacute; atinge 400 milh&otilde;es de pessoas em todo o mundo, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Esse transtorno &eacute; caracterizado pela diminui&ccedil;&atilde;o ou perda de interesse pelas atividades di&aacute;rias, comprometendo n&atilde;o s&oacute; a mente, mas tamb&eacute;m o corpo. Erroneamente tratada como tabu e sem a devida aten&ccedil;&atilde;o, depress&atilde;o &eacute; doen&ccedil;a sim e precisa de tratamento.Dentre os sintomas iniciais da depress&atilde;o est&atilde;o o cansa&ccedil;o extremo, altera&ccedil;&otilde;es no sono, dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o, irritabilidade, ang&uacute;stia e outros fatores que alteram muito o dia-a-dia e a sa&uacute;de de quem sofre com a doen&ccedil;a. E engana-se quem pensa que depress&atilde;o s&oacute; atinge a cabe&ccedil;a, pois ela est&aacute; relacionada diretamente com sintomas f&iacute;sicos e males que prejudicam o corpo inteiro.Al&eacute;m de sofrer preconceito pela sociedade e estar entre o p&uacute;blico de risco das doen&ccedil;as psicol&oacute;gicas, f&iacute;sicas e da solid&atilde;o, os idosos LGBT muitas vezes n&atilde;o recebem apoio da fam&iacute;lia e nem da pr&oacute;pria comunidade LGBT. Afinal, eles s&atilde;o idosos e o estere&oacute;tipo de incapacidade perpetua na comunidade tamb&eacute;m."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Envelhecimento do casal gay e o duplo preconceito","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/idoso-e-homossexual\/#breadcrumbitem"}]}]