[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/lgbtqiap-empresas\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/lgbtqiap-empresas\/","headline":"Assumir-se LGBTQIAP+ nas empresas","name":"Assumir-se LGBTQIAP+ nas empresas","description":"Assumir uma orienta&ccedil;&atilde;o afetiva-sexual que n&atilde;o esteja dentro do padr&atilde;o vigente na sociedade ainda pode ser uma quest&atilde;o bem delicada, principalmente, quando falamos sobre ela no ambiente de trabalho. Sendo assim, devemos considerar que existem muitos ramos de atividades laborais e cada uma delas ir&aacute; lidar com a situa&ccedil;&atilde;o de uma forma diferente. 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Um setor vizinho, o chefe de l\u00e1 percebeu o ambiente t\u00f3xico que eu estava. Quando come\u00e7amos a nos relacionar, mesmo carinhoso, percebi ele analisando o meu relax com a penetracao, como tenho forma\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o, perguntei a ele um certo espanto de homem cisgenero sentindo prazer em ser penetrado e finalizei ou o chefe de setor buscando saber se eu estaria como submisso em transa com outro homem! Ele disse que buscava ter rela\u00e7\u00e3o comigo, mas em duvida se aceitaria ser penetrado por ele. Mas feliz de perceber meu emocional, equilibrado, e que estava por prazer, sendo penetrado!","author":{"@type":"Person","name":"Amigo","url":""}}],"about":["Trabalho"],"wordCount":1084,"articleBody":"Assumir uma orienta&ccedil;&atilde;o afetiva-sexual que n&atilde;o esteja dentro do padr&atilde;o vigente na sociedade ainda pode ser uma quest&atilde;o bem delicada, principalmente, quando falamos sobre ela no ambiente de trabalho.Sendo assim, devemos considerar que existem muitos ramos de atividades laborais e cada uma delas ir&aacute; lidar com a situa&ccedil;&atilde;o de uma forma diferente. Mesmo assim, tornar essa informa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o &eacute; uma tarefa f&aacute;cil.Vivemos numa sociedade religiosa, voltada para o dom&iacute;nio racional sobre as paix&otilde;es e a constitui&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lias &eacute; baseada nos dogmas crist&atilde;os, monog&acirc;micos, cisg&ecirc;neros e heteronormativas.As quest&otilde;es LGBTQIAP+ (l&eacute;sbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queers, intersexuais, assexuais, pansexuais) ainda sofrem muita hostilidade, pois s&atilde;o consideradas como algo fora da norma social estabelecida.Contexto hist&oacute;ricoDesse modo, &eacute; fundamental entendermos como chegamos aonde estamos. Nesse sentido, podemos remeter o embri&atilde;o dessa situa&ccedil;&atilde;o para a Gr&eacute;cia antiga. Por volta do s&eacute;culo III antes de Cristo, a corrente filos&oacute;fica denominada de Estoicismo j&aacute; pregava o dom&iacute;nio da raz&atilde;o sobre as paix&otilde;es do corpo.Um s&eacute;culo antes, o Epicurismo j&aacute; trazia que o prazer era prescrito para ser vivido de forma equilibrada por meio da temperan&ccedil;a, ou seja, qualquer forma de excesso ou falta era vista como dor. A busca pelo equil&iacute;brio entre dor e prazer resultava naquilo que era considerado como sendo a felicidade. Dessa forma, era necess&aacute;rio o autoconhecimento para que cada um pudesse ter mais dom&iacute;nio sobre si mesmo.LEIA MAIS: Homofobia internalizada: o preconceito do homossexual contra si mesmoCom a instala&ccedil;&atilde;o do cristianismo, muito da filosofia grega e romana foram sendo incorporadas. Juntamente com os conceitos religiosos, a raz&atilde;o foi a grande aliada no dom&iacute;nio dos desejos do corpo. O sexo foi associado exclusivamente &agrave; procria&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o, caso n&atilde;o fosse poss&iacute;vel uma vida casta e totalmente dedicada a Deus, era prefer&iacute;vel que houvesse o casamento.Nesse sentido, Santo Agostinho, que viveu por volta do s&eacute;culo III, incentivava o casamento voltado a forma&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia aben&ccedil;oada pela igreja. Al&eacute;m disso tudo, a sociedade j&aacute; era bem patriarcal, machista e competitiva.Durante esse per&iacute;odo, caracter&iacute;sticas consideradas masculinas foram sendo constru&iacute;das e associadas &agrave; for&ccedil;a, luta, domina&ccedil;&atilde;o e poder. J&aacute; as caracter&iacute;sticas consideradas femininas t&ecirc;m sido formadas e associadas &agrave; fraqueza, submiss&atilde;o e debilidade.Estigmatiza&ccedil;&atilde;o da atra&ccedil;&atilde;o afetiva-sexualAo longo de s&eacute;culos as mulheres e seus corpos foram sendo desqualificados e completamente usados &agrave; servi&ccedil;o da domina&ccedil;&atilde;o masculina. Com base exclusiva na vis&atilde;o religiosa do sexo voltado somente &agrave; procria&ccedil;&atilde;o, os modelos de g&ecirc;nero estabeleceram que elementos tidos como femininos se atraem por elementos masculinos e vice-versa.Portanto, se um homem sentir atra&ccedil;&atilde;o afetiva-sexual por outro corpo de homem, por exemplo, logo se presume que um deles tenha elementos femininos (desqualifica&ccedil;&atilde;o, fraqueza e submiss&atilde;o). Por outro lado, se uma mulher sentir atra&ccedil;&atilde;o por outra mulher, sup&otilde;e-se que uma delas tem elementos masculinos (valoriza&ccedil;&atilde;o, for&ccedil;a, competitividade, domina&ccedil;&atilde;o, etc).Nosso mundo est&aacute; cada vez mais competitivo e globalizado. Nas empresas e organiza&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de todo o preconceito hist&oacute;rico e social, homens gays podem ser vistos como portadores de caracter&iacute;sticas femininas (fraqueza).Por outro lado, as mulheres l&eacute;sbicas podem ser consideradas detentoras de caracter&iacute;sticas masculinas (for&ccedil;a). Dessa forma, l&eacute;sbicas representam amea&ccedil;a aos homens cisg&ecirc;neros heterossexuais. Tais quest&otilde;es s&atilde;o transpassadas por lutas feministas por igualdade de g&ecirc;nero e combate &agrave;s opress&otilde;es advindas da nossa sociedade patriarcal e machista.Ambiente profissional para os LGBTQIAP+Infelizmente, por absoluta falta de educa&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-hist&oacute;rica e psicossexual, muitas pessoas ainda associam identidade de g&ecirc;nero &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o afetiva-sexual. H&aacute; muitos anos s&atilde;o formados estere&oacute;tipos e preconceitos de como um homem e uma mulher devem ser. Desse modo, pessoas LGBTQIAP+ s&atilde;o vistas como inadequadas.&Eacute; verdade que o ambiente profissional vai definir o quanto aqueles que s&atilde;o considerados LGBTQIAP+ podem ou n&atilde;o &ldquo;sair do arm&aacute;rio&rdquo;. H&aacute; ambientes mais abertos que outros, por&eacute;m, muito depende tamb&eacute;m da posi&ccedil;&atilde;o e cargo que o funcion&aacute;rio ocupa.LEIA MAIS: As novas formas de relacionamentoAs associa&ccedil;&otilde;es feitas entre homens gays serem iguais a femininos e mulheres l&eacute;sbicas a masculinas ainda s&atilde;o muito fortes. Dessa forma, um gal&atilde; de novela, o CEO de uma empresa, um mec&acirc;nico, um jogador de futebol ou um pol&iacute;tico, por exemplo, n&atilde;o podem assumir sua homossexualidade, pois logo sua imagem de profissional ser&aacute; associada ao feminino &ndash; geralmente associado &agrave; fraqueza e submiss&atilde;o. Ou seja, tais caracter&iacute;sticas &ldquo;n&atilde;o combinam&rdquo; com os cargos que ocupam.Al&eacute;m disso, mulheres l&eacute;sbicas tamb&eacute;m podem sofrer preconceito, pois &eacute; esperado que tenham caracter&iacute;sticas do g&ecirc;nero masculino (competitivas, n&atilde;o submissas, fortes, etc) pelo fato de serem homossexuais. Enfim, trata-se de uma amea&ccedil;a ao modelo estabelecido h&aacute; muito tempo em organiza&ccedil;&otilde;es.Felizmente esse cen&aacute;rio vem mudando. J&aacute; &eacute; poss&iacute;vel observar movimentos de empoderamento em muitas organiza&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m da ado&ccedil;&atilde;o de programas que amparam as diversidades, n&atilde;o somente sexuais, mas tamb&eacute;m de etnia, n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico e pluralidades culturais."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Assumir-se LGBTQIAP+ nas empresas","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/lgbtqiap-empresas\/#breadcrumbitem"}]}]