[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/machismo-problemas-psicologicos\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/machismo-problemas-psicologicos\/","headline":"O machismo na perpetua\u00e7\u00e3o de problemas psicol\u00f3gicos","name":"O machismo na perpetua\u00e7\u00e3o de problemas psicol\u00f3gicos","description":"A aclamada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie &eacute; autora de diversas obras que tratam das quest&otilde;es sociais, como o racismo, a pol&iacute;tica e a igualdade de g&ecirc;nero. Foi a partir de seus dizeres &ldquo;Sejamos todos feministas&rdquo; que muitos artistas passaram a se engajar mais profundamente na causa, como a cantora norte-americana Beyonc&eacute;, em seu &aacute;lbum [&hellip;]","datePublished":"2018-11-25","dateModified":"2019-10-17","author":{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/juliana-sonsin\/#Person","name":"Juliana Sonsin","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/juliana-sonsin\/","identifier":8,"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/dfb14c6228cdf7312fea984efc84d04e?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/dfb14c6228cdf7312fea984efc84d04e?s=96&d=mm&r=g","height":96,"width":96}},"publisher":{"@type":"Organization","name":"TELAVITA","logo":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","width":200,"height":200}},"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/machismo.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/machismo.jpg","height":560,"width":900},"url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/machismo-problemas-psicologicos\/","about":["Comportamento"],"wordCount":1917,"articleBody":"A aclamada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie &eacute; autora de diversas obras que tratam das quest&otilde;es sociais, como o racismo, a pol&iacute;tica e a igualdade de g&ecirc;nero. Foi a partir de seus dizeres &ldquo;Sejamos todos feministas&rdquo; que muitos artistas passaram a se engajar mais profundamente na causa, como a cantora norte-americana Beyonc&eacute;, em seu &aacute;lbum Lemonade. Chimamanda &eacute; uma das vozes mais potentes que clamam pela igualde de g&ecirc;nero, que lutam contra o machismo e chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a causa feminista.&ldquo;Meu feminismo nasceu porque ainda crian&ccedil;a lembro que me disseram que n&atilde;o podia participar de certos rituais muito pr&oacute;prios da minha cultura por ser mulher. Lembro de pensar que aquilo n&atilde;o tinha sentido. Cresci cercada de mulheres corajosas e notei que n&oacute;s sempre estamos atuando. Vi mulheres muito fortes que na presen&ccedil;a de homens mudam. Sempre fui consciente disso, e obviamente h&aacute; uma parte de mim interessada nas hist&oacute;rias de mulheres&rdquo;, explica a autora.A cultura machista ainda est&aacute; arraigada na sociedade. As mulheres ainda ganham menos que os homens e s&atilde;o minoria em cargos de lideran&ccedil;a.&nbsp;O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, realizou uma pesquisa com 1.024 mulheres e 858 homens no Brasil com o intuito de tra&ccedil;ar o panorama atual da mulher brasileira e seus pap&eacute;is na sociedade.&nbsp;&nbsp;&ldquo;O estudo mostra que homens e mulheres concordam que ambos s&atilde;o igualmente capazes de desempenhar diversos pap&eacute;is sociais. Mas enquanto 60% das brasileiras concordam que mulheres deveriam ocupar ao menos metade dos cargos de chefia nas empresas, tr&ecirc;s em cada dez homens acreditam que &eacute; justo mulheres ocuparem menos cargos de chefia que homens, j&aacute; que&nbsp;podem engravidar e sair de licen&ccedil;a&nbsp;maternidade&rdquo;, informa o jornal El Pa&iacute;s.Al&eacute;m disso, muitos outros&nbsp;exemplos de machismo na sociedade podem ser destacados, como o crescente n&uacute;mero de casos de viol&ecirc;ncia contra a mulher. O Brasil&nbsp;registrou&nbsp;1 estupro a cada 11 minutos em 2015, de acordo com os dados do&nbsp;Anu&aacute;rio Brasileiro de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. A cada 7.2 segundos, uma mulher &eacute; v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, segundo dados do&nbsp;Rel&oacute;gios da Viol&ecirc;ncia, do Instituto Maria da Penha.O que &eacute; machismo?Existe muita confus&atilde;o entre os termos machismo e feminismo. Entende-se por machismo a &ldquo;ideologia da supremacia do macho que nega a igualdade de direitos para homens e mulheres&ldquo;, conforme o dicion&aacute;rio Michaelis. O&nbsp;significado de machismo no dicion&aacute;rio Aur&eacute;lio &eacute; a &ldquo;ideologia segundo a qual o homem domina socialmente a mulher&rdquo;.&nbsp;Ou seja, o feminismo, explicado do modo mais simplista poss&iacute;vel, &eacute; a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, e n&atilde;o a supremacia feminina, como muitos acreditam.&nbsp;&nbsp;Tipos de machismoAtitudes machistas s&atilde;o mais comuns do que muita gente pensa. Seja no mundo corporativo, econ&ocirc;mico ou pela viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, como citamos anteriormente, mas tamb&eacute;m atrav&eacute;s de formas de machismo invis&iacute;veis, como as que a ONG Think Olga listou:ManterruptingA palavra &eacute; uma jun&ccedil;&atilde;o de&nbsp;man&nbsp;(homem) e&nbsp;interrupting (e interrup&ccedil;&atilde;o) Em tradu&ccedil;&atilde;o livre,&nbsp;manterrupting&nbsp;significa &ldquo;homens que interrompem&rdquo;. Este &eacute; um comportamento muito comum em reuni&otilde;es e palestras mistas, quando uma mulher n&atilde;o consegue concluir sua frase porque &eacute; constantemente interrompida pelos homens ao redor.BropriatingO termo &eacute; uma jun&ccedil;&atilde;o de&nbsp;bro&nbsp;(curto para&nbsp;brother, irm&atilde;o, mano) e&nbsp;appropriating(apropria&ccedil;&atilde;o) e se refere a quando um homem se apropria da ideia de uma mulher e leva o cr&eacute;dito por ela em reuni&otilde;es. Quando colocamos uma ideia, muitas vezes n&atilde;o somos ouvidas. E ent&atilde;o, um homem assume a palavra, repete exatamente o que&nbsp;voc&ecirc; disse e &eacute; aplaudido por isso.MansplainingO termo &eacute; uma jun&ccedil;&atilde;o de&nbsp;man&nbsp;(homem) e&nbsp;explaining&nbsp;(explicar). &Eacute; quando um&nbsp;homem dedica seu tempo para explicar a uma mulher como o mundo &eacute; redondo, o c&eacute;u &eacute; azul, e 2+2=4. E fala didaticamente como se ela n&atilde;o fosse capaz de compreender, afinal &eacute; mulher. Mas o&nbsp;mansplaining&nbsp;tamb&eacute;m pode servir para um cara explicar como voc&ecirc; est&aacute; errada a respeito de&nbsp;algo sobre o qual voc&ecirc; de fato est&aacute; certa,&nbsp;ou apresentar &lsquo;fatos&rsquo;&nbsp;variados e incorretos sobre algo que voc&ecirc; conhece muito melhor que ele, s&oacute; para demonstrar conhecimento.GaslightingGaslighting&nbsp;&eacute; a viol&ecirc;ncia emocional por meio de manipula&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, que leva a mulher e todos ao seu redor acharem que ela enlouqueceu ou que &eacute; incapaz. &Eacute; uma forma de fazer a mulher duvidar de seu senso de realidade, de suas pr&oacute;prias mem&oacute;rias, percep&ccedil;&atilde;o, racioc&iacute;nio e sanidade. Este comportamento afeta homens e mulheres, por&eacute;m somos v&iacute;timas culturalmente mais f&aacute;ceis. No dia a dia, aposto que voc&ecirc;s j&aacute; ouviram alguma vez &ndash; ou v&aacute;rias:&ldquo;Voc&ecirc; est&aacute; exagerando&rdquo;&ldquo;Nossa, voc&ecirc; &eacute; sens&iacute;vel demais&rdquo;&ldquo;Para de surtar&rdquo;&ldquo;Voc&ecirc; est&aacute; delirando&rdquo;&ldquo;Cad&ecirc; seu senso de humor?&rdquo;&ldquo;N&atilde;o aceita nem uma brincadeira?&rdquo;E o mais cl&aacute;ssico: &ldquo;voc&ecirc; est&aacute; louca&rdquo;Esses s&atilde;o apenas alguns exemplos de machismo, mas conforme nos aprofundamos na an&aacute;lise cultural, social, estrutural e econ&ocirc;mica, comportamentos nocivos &agrave; liberdade e igualdade de direitos ficam claros.O machismo e a psicologiaO machismo afeta as mulheresA mulher &eacute; o principal alvo do machismo. A humanidade foi desenvolvida sob a opress&atilde;o das mulheres e se voltou totalmente &agrave; &oacute;tica masculina do mundo. Embora muito avan&ccedil;o tenha ocorrido atualmente, ainda existe muito trabalho e muita luta a serem feitos nesse campo.A psic&oacute;loga Marcela de Oliveira Ortolan, em entrevista &agrave; Folha de Londrina, comenta: &ldquo;&Eacute; uma forma de opress&atilde;o de g&ecirc;nero, n&atilde;o &eacute; enfocada em homens em espec&iacute;fico, mas &eacute; a estrutura da sociedade. A opress&atilde;o aparece de diversas formas: sal&aacute;rio das mulheres, direitos ainda n&atilde;o conquistados, pesquisas m&eacute;dicas sobre o corpo feminino que ainda n&atilde;o foram realizadas. N&oacute;s n&atilde;o enxergamos isso porque n&atilde;o estamos treinadas a olhar&rdquo;, explica.Ortolan chama a aten&ccedil;&atilde;o para o que o machismo causa, j&aacute; que a opress&atilde;o pode desencadear problemas emocionais, cognitivos e comportamentais, como estresse p&oacute;s-traum&aacute;tico, depress&atilde;o, crise de p&acirc;nico e outros transtornos psicol&oacute;gicos, al&eacute;m da pr&oacute;pria viol&ecirc;ncia f&iacute;sica.O abuso psicol&oacute;gico &eacute; o mais dif&iacute;cil de ser identificado, j&aacute; que pode agir dentro das sutilezas. A viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica faz v&iacute;timas todos os anos, o grande problema &eacute; que a v&iacute;tima &agrave; vezes demora anos para perceber que est&aacute; dentro de um relacionamento abusivo, que est&aacute; sendo minimizada ou tendo sua liberdade e vontades diminu&iacute;das. Como citamos anteriormente, o gaslighting, manspalining, bropriating e manterrupting acontecem mais do que imaginamos. &Eacute; preciso ficar atento, sendo homem ou mulher, para n&atilde;o perpetuar essas pr&aacute;ticas machistas, inimigas da igualdade e liberdade.&nbsp;Quando uma mulher &eacute; oprimida, calada, manipulada psicologicamente e emocionalmente, diversos problemas s&atilde;o gerados. A baixa autoestima, depress&atilde;o, crises de ansiedade e at&eacute; s&iacute;ndrome do p&acirc;nico costumam aparecer e piorar ainda mias o abuso sofrido.&nbsp;Muitas mulheres n&atilde;o t&ecirc;m conhecimento que esse tipo de viol&ecirc;ncia existe, o que faz com que esses comportamentos sejam entendidos como &ldquo;normais&rdquo;.&nbsp;Um&nbsp;relacionamento abusivo&nbsp;pode deteriorar as condi&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas da v&iacute;tima se mantido por um longo per&iacute;odo, essa pessoa pode n&atilde;o conseguir encontrar uma sa&iacute;da para terminar a rela&ccedil;&atilde;o, ou ainda acreditar que uma mudan&ccedil;a &eacute; poss&iacute;vel e ela conseguir&aacute; fazer isso por conta pr&oacute;pria. Rebaixamento, desprezo, pouca autoestima e principalmente medo de n&atilde;o conseguir seguir em frente, esses s&atilde;o os sintomas mais frequentes de quem adquire este trauma em sua vida.Confira 5 sinais de um relacionamento abusivo!Ortolan orienta que as pr&aacute;ticas profissionais da psicologia &ldquo;devem olhar para as mulheres como sujeitos que passam por essa opress&atilde;o social e devem buscar o empoderamento feminino, al&eacute;m de orientar os pacientes sobre uma educa&ccedil;&atilde;o igualit&aacute;ria&rdquo;.&nbsp;O machismo afeta os homensO homem machista e a psicologia foram tema da pesquisa realizada pela Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Psicologia, publicada no &ldquo;Journal of Counseling Psychology&rdquo;. O estudo rastreou a conex&atilde;o entre o comportamento sexista e as doen&ccedil;as psicol&oacute;gicas. O resultado provou que homens cujo comportamento envolve sentirem-se poderosos sobre as mulheres ou serem playboys prom&iacute;scuos, possuem mais chances de desenvolverem problemas mentais do que homens com atitudes menos sexistas.A an&aacute;lise encontrou conex&otilde;es entre o comportamento sexista e transtornos mentais como depress&atilde;o e abuso de subst&acirc;ncias. &ldquo;Algumas dessas normas masculinas sexistas, como ser um playboy e se sentir poderoso sobre as mulheres, n&atilde;o s&atilde;o apenas uma injusti&ccedil;a social, mas elas tamb&eacute;m s&atilde;o potencialmente ruins para a sa&uacute;de mental&rdquo;, explica o&nbsp; l&iacute;der do estudo Y. Joel Wong, PhD da Indiana University Bloomington,&nbsp;A pesquisa tra&ccedil;ou o perfil desse homem propenso &agrave;s doen&ccedil;as mentais como consequ&ecirc;ncia de uma sociedade machista: &ldquo;s&atilde;o homens que n&atilde;o se sentem confort&aacute;veis para pedir informa&ccedil;&otilde;es quando est&atilde;o perdidos, esse &eacute; o exemplo cl&aacute;ssico de autossufici&ecirc;ncia&rdquo;, disse Wong. N&atilde;o procurar ajuda psicol&oacute;gica e entender que os transtornos mentais s&atilde;o sinais de fraqueza apenas contribuem para que o problema seja perpetuado. A luta feminista n&atilde;o &eacute; para favorecer a mulher, e sim a igualdade de g&ecirc;neros, o que significa salvar o homem do machismo, mesmo que seja ele o principal sujeito compartilhador desse comportamento.&nbsp;"},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O machismo na perpetua\u00e7\u00e3o de problemas psicol\u00f3gicos","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/machismo-problemas-psicologicos\/#breadcrumbitem"}]}]