[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/mae-solo\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/mae-solo\/","headline":"M\u00e3e solteira? N\u00e3o, m\u00e3e solo! Os desafios e o impacto psicol\u00f3gico de criar filhos sozinha","name":"M\u00e3e solteira? N\u00e3o, m\u00e3e solo! Os desafios e o impacto psicol\u00f3gico de criar filhos sozinha","description":"Muitas mulheres compartilham hist&oacute;rias semelhantes: criar, educar e participar da vida de um filho sozinha. 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O termo &ldquo;m&atilde;e solo&rdquo; hoje &eacute; amplamente utilizado para designar mulheres que s&atilde;o inteiramente respons&aacute;veis pela cria&ccedil;&atilde;o de seus pequenos, deixando o conceito de &ldquo;m&atilde;e solteira&rdquo; em desuso, j&aacute; que estar ou n&atilde;o em um relacionamento com um(a) parceiro(a) n&atilde;o quer dizer necessariamente compartilhar a dif&iacute;cil miss&atilde;o de ter um filho.Seja por escolha pr&oacute;pria ou por acaso do destino, ser m&atilde;e solo n&atilde;o &eacute; nada f&aacute;cil. H&aacute; que ter muita for&ccedil;a, paci&ecirc;ncia e resili&ecirc;ncia. Ser uma e valer por mil. Engolir os desaforos e deixar passar os olhares tortos cheios de julgamento de quem n&atilde;o sabe nada sobre criar um filho sozinha. &Eacute; enfrentar o mundo com unhas e dentes afiados, e um cora&ccedil;&atilde;o cheio de amor e esperan&ccedil;a de que a sua vida e a de seu filho seja a melhor poss&iacute;vel.Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), s&atilde;o 57,3 milh&otilde;es de m&atilde;es solo, isto &eacute;, 38,7% de brasileiras chefiando seus lares. Mesmo sendo grande parcela da sociedade, elas ainda sofrem e precisam se reinventar todos os dias para poder realizar tanto a si mesmas, quanto aos filhos.Rosangela Dolores de Freitas tinha s&oacute; 18 anos quando ficou gr&aacute;vida. &ldquo;Quando saiu o resultado, meu sentimento foi de p&acirc;nico absoluto. A minha vida financeira tinha come&ccedil;ado a fluir, estava cheia de sonhos e objetivos, a juventude a flor da pele. Tinha o medo de encarar toda a fam&iacute;lia e, o pior, o medo de n&atilde;o ser uma boa m&atilde;e&rdquo;. Com a ajuda da fam&iacute;lia, ela conseguiu criar o filho Caio, hoje formado em com&eacute;rcio exterior.O impacto psicol&oacute;gico&ldquo;Tive que me reinventar. Tinha que ser forte por mim e por ele, &nbsp;tive depress&otilde;es que n&atilde;o revelava a ningu&eacute;m, tinha uma mistura de sentimentos de um amor exorbitante, misturado com a sensa&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico e incapacidade&rdquo;, conta Rosangela.Ser m&atilde;e n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, ainda mais quando voc&ecirc; n&atilde;o se encaixa no perfil que a sociedade tem de fam&iacute;lia: pai, m&atilde;e e filhos. Assim, o psicol&oacute;gico da m&atilde;e solo &eacute; colocado em risco atrav&eacute;s de diversas situa&ccedil;&otilde;es cotidianas, mas extremamente prejudiciais. A ansiedade, depress&atilde;o e estresse podem surgir quando essas mulheres n&atilde;o s&atilde;o amparadas.A depress&atilde;o &eacute; duas vezes mais frequente nas mulheres. Uma das explica&ccedil;&otilde;es para esse fen&ocirc;meno s&atilde;o as altera&ccedil;&otilde;es hormonais que acontecem durante os ciclos de menstrua&ccedil;&atilde;o e ap&oacute;s menopausa.Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada), as mulheres trabalham cerca de 7,5 horas a mais do que os homens em uma semana. Isso se deve ao fato de sua jornada dupla de trabalho, entre emprego e atividades em seu pr&oacute;prio lar.O estresse feminino &eacute;, culturalmente, tomado como normal. Mas n&atilde;o &eacute;! Al&eacute;m do esgotamento f&iacute;sico feminino, esta rotina pode tamb&eacute;m causar in&iacute;cio a transtornos psicol&oacute;gicos, depress&atilde;o, estresse e Burnout. O julgamentoUm dos grandes desafios em criar um filho sozinha &eacute; o julgamento por parte da sociedade, j&aacute; que o que &eacute; considerado &ldquo;normal&rdquo; &eacute; uma mulher se casar e ter filhos. Muita gente ainda aponta o dedo e tece coment&aacute;rios do tipo &ldquo;mas voc&ecirc; n&atilde;o se cuidou?&rdquo; ou &ldquo;como p&ocirc;de deixar isso acontecer?&rdquo;, culpando a mulher por ter sido irrespons&aacute;vel e inconsequente, como se conceber um filho fosse tarefa para uma pessoa s&oacute;. O machismo ainda perpetua essa vis&atilde;o, o que torna a batalha das m&atilde;es solo ainda mais desafiadora.A designer Nadji Silva, hoje com 30 anos, sabe bem o que &eacute; enfrentar os olhares tortos e julgamento. Ela engravidou do Miguel quando tinha 18 anos e cursava o primeiro ano da faculdade.&ldquo;Eu virei minha vida de ponta cabe&ccedil;a, invertendo todo o processo de &ldquo;como ter uma vida feliz&rdquo;. Quando voc&ecirc; engravida e &eacute; m&atilde;e nova, todo mundo te julga, at&eacute; n&oacute;s mesmas! &ldquo;Que tipo de garota, sou eu? Como foi acontecer isso comigo? Olha o que eu fiz com minha vida! N&atilde;o vou ser capaz de cuidar de uma crian&ccedil;a, n&atilde;o agora!. Enfim, um milh&atilde;o de coisas passam na cabe&ccedil;a e infelizmente nos responsabilizamos muito, nos sentimos culpadas de ter permitido que esse tipo de coisas aconte&ccedil;am em nossas vidas, principalmente quando n&atilde;o &eacute; planejado&rdquo;.Patricia Andrade Machado &eacute; paulistana, mas morava e trabalhava como coordenadora de projetos sociais no Amazonas quando engravidou. &ldquo;Quando soube da gravidez, ficamos felizes&rdquo;, conta. Hoje, Felipe j&aacute; tem 18 anos, mas a press&atilde;o de ser m&atilde;e solo e as exig&ecirc;ncias disso ainda s&atilde;o grandes desafios.&ldquo;O pior julgamento era o meu, por ter optado pela carreira e ter precisado ficar longe dele por alguns anos. At&eacute; hoje, quando preciso viajar, me sinto culpada. A terapia me ajudou a entender que tudo ficou bem mesmo com essa decis&atilde;o, mas ainda preciso resolver algumas quest&otilde;es internas&rdquo;.O preconceitoAssim como tudo o que n&atilde;o segue o padr&atilde;o imposto pela sociedade, as m&atilde;e solo tamb&eacute;m precisam enfrentar o preconceito. Ele aparece escancarado, com as perguntas diretas, at&eacute; os preconceitos sutis como os olhares durante as festinhas de escola.&ldquo;Voc&ecirc; repara nos olhares de julgamento: alguns olham com d&oacute;, outros com reprova&ccedil;&atilde;o. E isso partia de amigos, vizinhos e at&eacute; alguns poucos familiares. Estas situa&ccedil;&otilde;es por vezes me privaram de ir e vir porque me sentia extremamente envergonhada e muito, mas muito carente e sozinha&rdquo;, conta Rosangela.Nadji tamb&eacute;m conta que j&aacute; sofreu muito preconceito, principalmente nas escolas onde o filho estudou, seja por parte das outras m&atilde;es ou at&eacute; por parte dos professores e diretores.&ldquo;Estou longe de ser perfeita e nem quero isso, mas &eacute; uma batalha di&aacute;ria enfrentar os preconceitos. Ainda passo por situa&ccedil;&otilde;es chatas, com olhares, coment&aacute;rios indiretos &ldquo;Ele &eacute; seu irm&atilde;o? Voc&ecirc;s s&atilde;o t&atilde;o parecidos!&rdquo; ou at&eacute; com outras m&atilde;es &ldquo;Ela &eacute; estranha, melhor n&atilde;o falar com ela&rdquo;. Uma coisa que aprendi na vida &eacute; se importar menos com o que os outros dizem sobre voc&ecirc;, porque s&oacute; n&oacute;s mesmo sabemos o que s&atilde;o nossas dores e alegrias. E quando voc&ecirc; se deixa levar pelo que os outros dizem, fica pior e acaba perdendo o rumo&rdquo;, explica.Os desafiosNa &eacute;poca da gravidez, uma gesta&ccedil;&atilde;o de risco, Patricia teve que deixar o trabalho nas aldeias de lado para cuidar da sua sa&uacute;de e da do filho. Ela contou com o apoio da fam&iacute;lia e do marido, pai do Felipe, pois na &eacute;poca eram casados. Por&eacute;m, com o distanciamento que o trabalho do marido exigia, Patricia se viu m&atilde;e solo ainda em um relacionamento. &ldquo;Me sentia sobrecarregada&rdquo;, explica. Com a chegada do div&oacute;rcio, ser m&atilde;e solo se tornou oficial e os desafios cresceram.&ldquo;Para mim sempre foi um desafio criar o Felipe sozinha, porque conciliar o meu trabalho com isso &eacute; muito dif&iacute;cil. Meus pais sempre me ajudaram e o auge do desafio foi quando voltei a trabalhar no Amazonas&rdquo;, conta.Bruna de Lira Soares Faria foi m&atilde;e solo por pouco tempo. Ela cursava o 1&ordm; ano da faculdade de Letras quando descobriu que estava gr&aacute;vida.&ldquo;A descoberta da gravidez foi assustadora, principalmente pelo fato de que, ap&oacute;s a descoberta, o pai decidiu n&atilde;o &nbsp;estar presente. Foram meses dif&iacute;ceis e solit&aacute;rios. Eu estava assustada e cheia de medos, mas os cuidados dos meus pais, o amor e ajuda financeira fez com que o tempo passasse e eu pudesse perceber que n&atilde;o ter um pai para a minha beb&ecirc; seria algo a ser superado com muito amor&rdquo;, explica.Durante a gravidez, ela pensava nas festinhas de dia dos pais e em todas as situa&ccedil;&otilde;es pelas quais passaria. Logo em seguida, ainda durante a gesta&ccedil;&atilde;o, ela encontrou o Ricardo, com quem &eacute; casada at&eacute; hoje e quem a ajudou a criar a Lana, hoje com 13 anos, como filha.&ldquo;Depois de 13 anos, sinto muito orgulho da minha hist&oacute;ria e a certeza de que ter um pai n&atilde;o &eacute; essencial, mas ter amor, sim&rdquo;, conta.Nadji tamb&eacute;m sabe como &eacute; dif&iacute;cil conciliar casa, filho, profiss&atilde;o, vida social, sonhos e planos.&ldquo;Li&ccedil;&otilde;es de casa, provas, reuni&otilde;es, passeios, datas comemorativas, amigos e o bullying, tudo isso acontece ao mesmo tempo. Administrar todos esses eventos &eacute; complicado pra caramba e confesso que n&atilde;o &eacute; nada legal, mas &eacute; meu dever e obriga&ccedil;&atilde;o. Eu o coloquei nesse mundo, ent&atilde;o eu preciso cuidar e educar para que seu futuro seja bacana. O pai dele, que &eacute; meu parceiro, infelizmente n&atilde;o consegue dar o apoio que gostaria, ent&atilde;o eu fico respons&aacute;vel por todas essas quest&otilde;es&rdquo;, conta.Hoje, todas essas mulheres guerreiras ainda encontram desafios e julgamentos, mas descobriram em suas hist&oacute;rias e em seus filhos, o verdadeiro amor.&ldquo;Meu recado para as m&atilde;es &eacute; que tudo passa, o p&acirc;nico, a vergonha, porque eu creio na for&ccedil;a sobrenatural da mulher em ser m&atilde;e solo, profissional e ainda ter um grande e novo amor. Voc&ecirc; consegue criar e dar o melhor sozinha sim, voc&ecirc; pode ir sozinha nas festinhas de comemora&ccedil;&atilde;o da escolinha do seu filho(a), e ser&aacute; o seu melhor e verdadeiro amigo(a). O reconhecimento final vem em uma frase assim que ouvi do meu filho: &ldquo;M&atilde;e, voc&ecirc; &eacute; o meu exemplo&rdquo;, finaliza Rosangela."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"M\u00e3e solteira? N\u00e3o, m\u00e3e solo! Os desafios e o impacto psicol\u00f3gico de criar filhos sozinha","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/mae-solo\/#breadcrumbitem"}]}]