[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/mae\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/mae\/","headline":"M\u00e3e: o desenvolvimento da pessoa e o aspecto psicol\u00f3gico","name":"M\u00e3e: o desenvolvimento da pessoa e o aspecto psicol\u00f3gico","description":"M&atilde;e. Trata-se da primeira figura e pessoa que possu&iacute;mos contato na vida. Por conta disso, as palavras parecem ser insuficientes para descrever a import&acirc;ncia desse ser para a nossa exist&ecirc;ncia. Essa &eacute; a pessoa que nos acompanha desde o nascimento e &eacute; respons&aacute;vel pela nossa sobreviv&ecirc;ncia. 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E as \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es, come\u00e7ando na D\u00e9cada de 80, come\u00e7aram a ter contato com o mundo exterior a partir do 4. m\u00eas de nascimento e, mesmo as que n\u00e3o iam as creches ficavam nos chamados \"chiqueiros\", onde muitas vezes os brinquedos nem eram guardados pelas m\u00e3es que no dia seguinte voltavam a por as crian\u00e7as naquele espa\u00e7o delimitado a elas! Portanto, pensar muito antes de gerar filhos, afinal o feto gerado com contrariedade (n\u00e3o desejado) \"sentir\u00e1\" essa rejei\u00e7\u00e3o por toda vida, manifestado atrav\u00e9s da tristeza, baixa estima, des\u00e2nimo e como dizem os jovens, ter\u00e3o o \"estilo\" largadao!!!","author":{"@type":"Person","name":"Geraldo","url":""}}],"about":["Sa\u00fade da Mulher"],"wordCount":3311,"articleBody":"M&atilde;e. Trata-se da primeira figura e pessoa que possu&iacute;mos contato na vida. Por conta disso, as palavras parecem ser insuficientes para descrever a import&acirc;ncia desse ser para a nossa exist&ecirc;ncia.Essa &eacute; a pessoa que nos acompanha desde o nascimento e &eacute; respons&aacute;vel pela nossa sobreviv&ecirc;ncia. A conviv&ecirc;ncia inicial molda a personalidade e traz consequ&ecirc;ncias capazes de serem rastreadas para o resto da vida.Por outro lado, a maternidade tamb&eacute;m &eacute; uma experi&ecirc;ncia capaz de transformar a mulher. Essa pessoa n&atilde;o &eacute; a mesma, afinal, agora &eacute; m&atilde;e. E precisamos tamb&eacute;m entender o que isso significa para as mulheres e os seus filhos.Agende agora uma consulta com psic&oacute;logoMommy brain e como surge uma m&atilde;eVirar m&atilde;e &eacute; algo dif&iacute;cil de explicar. Qualquer relato sobre essa experi&ecirc;ncia ser&aacute; diferente, por&eacute;m, existe uma certeza: a mulher muda. E essa n&atilde;o &eacute; somente uma percep&ccedil;&atilde;o, pois, estudos indicam que, realmente, o c&eacute;rebro da m&atilde;e sofre uma transforma&ccedil;&atilde;o nessa nova fase.Inclusive, a Scientific American relatou ainda em 2006 que quase todas as f&ecirc;meas de mam&iacute;feros sofrem &ldquo;mudan&ccedil;as fundamentais&rdquo; durante a gravidez e ap&oacute;s o nascimento. Al&eacute;m disso, a revista apontou que os horm&ocirc;nios da gravidez e da lacta&ccedil;&atilde;o podem alterar o c&eacute;rebro.Segundo a pesquisadora Pilyoung Kim, &ldquo;nas novas m&atilde;es h&aacute; mudan&ccedil;as em muitas &aacute;reas do c&eacute;rebro&rdquo;. Durante seu estudo, ela conseguiu perceber um &ldquo;crescimento em regi&otilde;es do c&eacute;rebro envolvidas na regula&ccedil;&atilde;o emocional, regi&otilde;es relacionadas &agrave; empatia, mas tamb&eacute;m no que chamamos de motiva&ccedil;&atilde;o materna&rdquo;.Inclusive, isso corrobora com as descobertas realizadas pela pesquisadora do c&eacute;rebro Ruth Feldman. Segundo ela, ocorrem diversas mudan&ccedil;as nos n&iacute;veis hormonais e cerebrais da mulher.&ldquo;Os n&iacute;veis maternos de ocitocina &ndash; o sistema respons&aacute;vel pela liga&ccedil;&atilde;o materno-infantil em todas as esp&eacute;cies de mam&iacute;feros &ndash; aumentam drasticamente durante a gravidez e o (per&iacute;odo) p&oacute;s-parto e quanto mais a m&atilde;e est&aacute; envolvida nos cuidados infantis, maior o aumento da ocitocina&rdquo;, complementa Feldman.E essa mudan&ccedil;a ao virar m&atilde;e n&atilde;o termina somente no parto. Os efeitos que isso gera na mulher permeiam toda a vida dessa pessoa e, inclusive, s&atilde;o muito ben&eacute;ficos para a sa&uacute;de e bem-estar.De acordo com a pesquisadora Winnie Orchard, &ldquo;nossas descobertas recentes sugerem que a maternidade remodela f&iacute;sica e funcionalmente o c&eacute;rebro por toda a vida e &eacute; potencialmente ben&eacute;fica para o envelhecimento do c&eacute;rebro materno&rdquo;.A import&acirc;ncia da m&atilde;e na constru&ccedil;&atilde;o da personalidadeDe acordo com Winnicott, a m&atilde;e &eacute; respons&aacute;vel pela constru&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental dos filhos. Nesse sentido, ela &eacute; a atenuadora dos processos que envolvem o desenvolvimento emocional e f&iacute;sico do beb&ecirc;.Al&eacute;m disso, o cuidado da figura materna com a crian&ccedil;a &eacute; fundamental na constru&ccedil;&atilde;o do sujeito dessa nova vida. Sendo assim, o beb&ecirc; ir&aacute; iniciar sua jornada desenvolvendo um ambiente capaz de proporcionar desafios para conceber sua personalidade.Nesse sentido, a psican&aacute;lise possui como pilar fundamental da constru&ccedil;&atilde;o de personalidade a intera&ccedil;&atilde;o do beb&ecirc; e a m&atilde;e. Dessa forma, &eacute; necess&aacute;rio compreender como essa rela&ccedil;&atilde;o influencia na forma&ccedil;&atilde;o do sujeito.De acordo com Maciel e Rosemburg, &ldquo;a condi&ccedil;&atilde;o de desamparo em que o rec&eacute;m-nascido chega ao mundo estabelece uma necess&aacute;ria rela&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia com sua m&atilde;e. Devido a esse tipo de rela&ccedil;&atilde;o, necess&aacute;ria no in&iacute;cio da vida, o beb&ecirc; &eacute; intensamente afetado na constru&ccedil;&atilde;o de sua personalidade pela natureza dos la&ccedil;os maternos&rdquo;.&nbsp;Inclusive, Freud, em &ldquo;Inibi&ccedil;&atilde;o, sintoma e ang&uacute;stia&rdquo;, comenta que &ldquo;a situa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica da crian&ccedil;a, como feto, &eacute; substitu&iacute;da para ela por uma rela&ccedil;&atilde;o de objeto ps&iacute;quico com sua m&atilde;e&rdquo;. Al&eacute;m disso, &ldquo;essa condi&ccedil;&atilde;o de extrema e prolongada depend&ecirc;ncia &eacute; determinante na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade do ser humano&rdquo;, complementa.Nesse sentido, Klein refor&ccedil;a que &ldquo;as rela&ccedil;&otilde;es entre o beb&ecirc; e sua m&atilde;e, constru&iacute;das principalmente no primeiro ano de vida, per&iacute;odo de extrema plasticidade do rec&eacute;m-nascido, acabam estabelecendo desde muito cedo o modelo b&aacute;sico de como ele se relacionar&aacute; consigo mesmo e com os outros, durante a sua vida&rdquo;.&nbsp;A psic&oacute;loga ainda complementa dizendo que, no geral, essa estrutura b&aacute;sica criada no in&iacute;cio da vida nos acompanha at&eacute; a fase adulta. Entretanto, &eacute; importante ressaltar que tamb&eacute;m podemos viver experi&ecirc;ncias capazes de trazer e transformar nosso sujeito.M&atilde;e e o desenvolvimento saud&aacute;vel da crian&ccedil;aA sa&uacute;de mental e o desenvolvimento das crian&ccedil;as &eacute; influenciada por diversos fatores. Entretanto, o apoio e cuidado parental &eacute; uma das condi&ccedil;&otilde;es psicossociais fundamentais para o crescimento saud&aacute;vel das pessoas.Segundo a psic&oacute;loga Natalie Reiss, &ldquo;a maioria das pessoas com altos n&iacute;veis de apoio dos pais durante a inf&acirc;ncia desenvolve n&iacute;veis mais altos de auto-estima, um maior senso de controle pessoal e melhores relacionamentos familiares na idade adulta&rdquo;.&nbsp;&ldquo;Al&eacute;m disso, as pessoas com apoio parental precoce desenvolvem menos problemas psicol&oacute;gicos e f&iacute;sicos ao longo da vida adulta e at&eacute; mesmo na velhice&rdquo;, complementa a psic&oacute;loga.A influ&ecirc;ncia da m&atilde;e na vida da pessoa percorre toda a nossa trajet&oacute;ria. Apesar de toda intera&ccedil;&atilde;o ser importante, a rela&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da nos primeiros anos &eacute; fundamental para o desenvolvimento pessoal.Nesse sentido, um estudo publicado no Journal of Marriage and Family apontou que intera&ccedil;&otilde;es positivas com a m&atilde;e nos nossos primeiros 16 anos estavam associadas a diversos benef&iacute;cios, entre eles: permanecer mais tempo na escola, ter melhor mem&oacute;ria epis&oacute;dica e melhor satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal na idade adulta.Por outro lado, uma rela&ccedil;&atilde;o problem&aacute;tica tamb&eacute;m reflete no nosso desenvolvimento ao longo da vida. De acordo com o pesquisador Pasco Fearon, &ldquo;crian&ccedil;as com apegos de inseguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas m&atilde;es, principalmente meninos, tiveram significativamente mais problemas comportamentais, mesmo quando esses problemas foram medidos anos depois&rdquo;.Sa&uacute;de mental maternaSer m&atilde;e implica em diversas mudan&ccedil;as na vida e, consequentemente, o estado emocional tamb&eacute;m &eacute; transformado. As mulheres que passam por essa experi&ecirc;ncia precisam lidar com novos desafios em um curto espa&ccedil;o de tempo, o que pode sobrecarreg&aacute;-las.Infelizmente, esse assunto ainda n&atilde;o &eacute; t&atilde;o falado, prejudicando a ajuda necess&aacute;ria &agrave;s m&atilde;es. De acordo com estimativas do World Maternal Mental Health Day (WMMHD), 7 em 10 mulheres n&atilde;o relatam ou minimizam os sintomas de sa&uacute;de mental que sentem.Falar sobre a sa&uacute;de mental materna &eacute; fundamental, pois trata-se do bem-estar diretamente da mulher, do beb&ecirc;, do casal e da fam&iacute;lia. Dessa forma, esse novo contexto precisa ser acolhedor e saber lidar com as altera&ccedil;&otilde;es que esse novo per&iacute;odo traz.A maternidade &eacute; para a vida toda. Sendo assim, a sa&uacute;de mental das m&atilde;es &eacute; uma base fundamental para o desenvolvimento dessa mulher, al&eacute;m de ser um aspecto importante que ir&aacute; influenciar no crescimento saud&aacute;vel da crian&ccedil;a.LEIA MAIS: Precisamos falar sobre sa&uacute;de mental maternaBurnout materno: o esgotamento da m&atilde;eO burnout materno &eacute; caracterizado pelo estresse cr&ocirc;nico e exaust&atilde;o relacionados a demandas do cuidado parental. Nesse sentido, refere-se ao esgotamento mental das m&atilde;es, distanciamento emocional de seus filhos e sentimentos reduzidos de realiza&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia da maternidade.Apesar das implica&ccedil;&otilde;es diretas na figura da mulher, a crian&ccedil;a tamb&eacute;m sofre bastante por conta dessa quest&atilde;o. O desenvolvimento cognitivo do beb&ecirc; depende da rela&ccedil;&atilde;o estabelecida com os pais, portanto, &eacute; fundamental prezar pelo bem-estar da m&atilde;e.Nesse sentido, &eacute; poss&iacute;vel notar alguns sinais do esgotamento materno. Entre eles, podemos citar: tristeza, afastamento, cansa&ccedil;o, irrita&ccedil;&atilde;o, isolamento, despersonaliza&ccedil;&atilde;o, desmotiva&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o cumprimento de tarefas di&aacute;rias.LEIA MAIS: Burnout Materno &ndash; O esgotamento mental e f&iacute;sico da maternidadeO que &eacute; puerp&eacute;rio?O puerp&eacute;rio, tamb&eacute;m conhecido como quarentena ou resguardo, &eacute; uma fase que inicia logo ap&oacute;s o parto, em que as altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas maternas relacionadas &agrave; gravidez retornam ao estado n&atilde;o-gestacional.&nbsp;N&atilde;o existe uma dura&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para o puerp&eacute;rio, pois depende de cada mulher, entretanto, no geral, ocorre por cerca de seis semanas. Trata-se de um per&iacute;odo intenso, portanto, &eacute; necess&aacute;rio prestar apoio.Durante esse per&iacute;odo, a mulher passa por diversas mudan&ccedil;as. E elas v&atilde;o desde altera&ccedil;&otilde;es hormonais e perda do corpo gestacional at&eacute; o in&iacute;cio da amamenta&ccedil;&atilde;o e o cuidado em tempo integral do beb&ecirc;.Nesse sentido, &eacute; necess&aacute;rio ter um cuidado com as necessidades psicol&oacute;gicas da pu&eacute;rpera nessa transi&ccedil;&atilde;o. As mudan&ccedil;as s&atilde;o tamanhas e o estado emocional &eacute; afetado, por isso, &eacute; importante lidar com sensibilidade a situa&ccedil;&atilde;o.Depress&atilde;o p&oacute;s-partoA depress&atilde;o j&aacute; pode ser um assunto sens&iacute;vel para muitos, ent&atilde;o, falar sobre sua modalidade que ocorre logo ap&oacute;s o parto pode ser mais dif&iacute;cil. E, infelizmente, esse &eacute; um problema mais comum do que imaginamos, afinal, afeta mais de uma em cada dez mulheres dentro de um ano ap&oacute;s o parto.O ato de gerar uma nova vida &eacute; marcante, entretanto, pode tamb&eacute;m deixar marcas. Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, a depress&atilde;o p&oacute;s-parto &ldquo;&eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o de profunda tristeza, desespero e falta de esperan&ccedil;a que acontece logo ap&oacute;s o parto&rdquo;.Conhe&ccedil;a a TelavitaObviamente, a depress&atilde;o p&oacute;s-parto exerce um fardo muito grande sobre a m&atilde;e, por&eacute;m, ela tamb&eacute;m traz consequ&ecirc;ncias ao v&iacute;nculo com o beb&ecirc;. Isso pode ser observado, principalmente, na quest&atilde;o afetiva, que, caso n&atilde;o seja tratada, pode gerar sequelas duradouras na vida da crian&ccedil;a.Ali&aacute;s, &eacute; fundamental deixar claro que a depress&atilde;o p&oacute;s-parto n&atilde;o &eacute; nenhuma fraqueza ou falha de car&aacute;ter. Trata-se de um problema que, inclusive, existe tratamento. Por conta disso, &eacute; importante falar sobre o assunto para que mais pessoas possam buscar ajuda.Dessa forma, &eacute; necess&aacute;rio buscar acompanhamento profissional para lidar corretamente com a quest&atilde;o. Geralmente, o tratamento &eacute; realizado atrav&eacute;s de terapia, para lidar com quest&otilde;es comportamentais, e medicamentos, para lidar com aspectos biol&oacute;gicos.LEIA MAIS: O que &eacute; depress&atilde;o p&oacute;s-parto?M&atilde;e soloPor muito tempo, utilizou-se a express&atilde;o &ldquo;m&atilde;e solteira&rdquo; para chamar as mulheres respons&aacute;veis por criar os seus filhos sozinhas. Entretanto, tal designa&ccedil;&atilde;o cont&eacute;m uma carga de preconceito, pois, indiretamente, est&aacute; condenando a atitude dessas m&atilde;es de criar as crian&ccedil;as sem um companheiro.Nesse sentido, hoje fala-se em &ldquo;m&atilde;e solo&rdquo;. Trata-se de uma maneira mais adequada de se referir a essas mulheres cuidadoras e provedoras do lar. Ser &ldquo;m&atilde;e solo&rdquo; n&atilde;o &eacute; algo ruim e, por isso, n&atilde;o podemos colocar essa situa&ccedil;&atilde;o relacionada ao seu estado civil.E essa &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que afeta parte significativa da popula&ccedil;&atilde;o. Ali&aacute;s, s&atilde;o 57,3 milh&otilde;es de m&atilde;es solo no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). Ou seja, 38,7% das mulheres chefiam os seus lares.Os desafios s&atilde;o enormes, seja por conta da situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica ou pelo aspecto psicol&oacute;gico. O preconceito ainda impera contra tais mulheres e, por isso, &eacute; fundamental entender a condi&ccedil;&atilde;o em que se encontram.Seja por escolha pr&oacute;pria ou por acaso do destino, ser m&atilde;e solo n&atilde;o &eacute; nada f&aacute;cil. Nesse sentido, &eacute; necess&aacute;rio muita for&ccedil;a, paci&ecirc;ncia e resili&ecirc;ncia. A sa&uacute;de mental dessas mulheres, ent&atilde;o, n&atilde;o pode ser negligenciada. Falar sobre o assunto &eacute; o in&iacute;cio, mas n&atilde;o podemos parar por aqui.LEIA MAIS: M&atilde;e solteira? N&atilde;o, m&atilde;e solo! Os desafios e o impacto psicol&oacute;gico de criar filhos sozinhaS&iacute;ndrome do ninho vazioA s&iacute;ndrome do ninho vazio corresponde a dor e sofrimento que os pais sentem pela sa&iacute;da definitiva dos filhos de casa. Nesse sentido, &eacute; poss&iacute;vel perceber um per&iacute;odo de luto pela perda da responsabilidade em cuidar da prole.Trata-se de uma etapa da vida dos filhos e diferentes pais encontram dificuldades para entender e processar esse novo momento. Ali&aacute;s, muitos vivenciam sentimentos de perda, medo, incapacidade, dificuldade de ajuste de pap&eacute;is e mudan&ccedil;a das rela&ccedil;&otilde;es parentais.Al&eacute;m disso, estudos apontam que a m&atilde;e pode ser a que sofre mais com essa perda. Isso acontece, principalmente, em cen&aacute;rios em que ela &eacute; a principal figura familiar e dedica a sua vida &agrave; cria&ccedil;&atilde;o dos filhos.LEIA MAIS: A forte saudade do filho e a S&iacute;ndrome do Ninho VazioM&atilde;es de segunda viagemA maternidade sempre &eacute; uma surpresa. N&atilde;o importa se voc&ecirc; possui um, dois ou tr&ecirc;s filhos, sempre haver&aacute; experi&ecirc;ncias novas para vivenciar. Ali&aacute;s, s&atilde;o pessoas diferentes na sua vida e que, com certeza, far&atilde;o toda a diferen&ccedil;a.As m&atilde;es de segunda viagem possuem uma maior experi&ecirc;ncia para lidar com as situa&ccedil;&otilde;es que aparecer&atilde;o durante a rotina. N&atilde;o &eacute; algo f&aacute;cil, afinal, mais de uma vida est&aacute; sob a sua responsabilidade.A din&acirc;mica familiar &eacute; diferente, n&atilde;o necessariamente melhor ou pior. E n&atilde;o pense demais sobre o que vai ser melhor para o seu filho: crescer sozinho ou com irm&atilde;os. Afinal, existem diversos estudos apontando os benef&iacute;cios de ambas as cria&ccedil;&otilde;es.LEIA MAIS: Segundo filho &ndash; Ser&aacute; que &eacute; o momento certo?Dificuldade de engravidar e o aspecto psicol&oacute;gicoO desejo pela maternidade &eacute; algo que muitas possuem, entretanto, certas pessoas possuem dificuldade para conseguir engravidar. O sonho est&aacute; ali, por&eacute;m, algo parece n&atilde;o encaixar para materializar essa vontade.E essa quest&atilde;o afeta um grande n&uacute;mero de pessoas. Dois em cada dez casais encontram dificuldade para engravidar e, no geral, 30% dos casos est&atilde;o relacionados a fatores dependentes da mulher.N&atilde;o existe um fator determinante para essa dificuldade, por&eacute;m, &eacute; poss&iacute;vel listar algumas causas, sendo a principal a idade. O adiamento da maternidade para depois dos 35 anos diminui as chances de reprodu&ccedil;&atilde;o, por exemplo.Encontre seu psic&oacute;logo onlineAl&eacute;m disso, &eacute; poss&iacute;vel observar quest&otilde;es biol&oacute;gicas, como disfun&ccedil;&otilde;es de ovula&ccedil;&atilde;o e altera&ccedil;&otilde;es nas trompas uterinas. Ainda, estudos recentes apontaram que a obesidade e at&eacute; a polui&ccedil;&atilde;o no ar colaboram com a infertilidade.Trata-se de uma quest&atilde;o sens&iacute;vel e que afeta a sa&uacute;de mental da mulher. Por conta disso, &eacute; importante ter empatia e respeito para saber lidar com a situa&ccedil;&atilde;o. A terapia tamb&eacute;m &eacute; um espa&ccedil;o importante para lidar com certas frustra&ccedil;&otilde;es decorrentes desse processo.Apesar disso, a maternidade n&atilde;o precisa ser necessariamente biol&oacute;gica. Existem outros caminhos para tal, como a ado&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; uma gravidez que define quem &eacute; m&atilde;e ou n&atilde;o, portanto, &eacute; interessante olhar tamb&eacute;m para alternativas.N&atilde;o quero ser m&atilde;eEnquanto a maternidade &eacute; cobi&ccedil;ada por algumas, existem mulheres que n&atilde;o desejam essa vida para elas. Ali&aacute;s, de acordo com uma pesquisa realizada pela Bayer, 37% das mulheres brasileiras n&atilde;o querem ter filhos.A n&atilde;o maternidade &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o e uma escolha que precisa ser elucidada. Desde pequenas, as meninas s&atilde;o &ldquo;convidadas&rdquo; a brincarem de bonecas e de casinha. Esse pequeno gesto reflete uma cultura ainda voltada na mulher como uma figura materna.Entretanto, essa &eacute; uma decis&atilde;o que somente aquela mulher pode tomar. Infelizmente, ainda existe um enorme preconceito com as pessoas que n&atilde;o desejam ter filhos. A press&atilde;o pela maternidade existe, por&eacute;m, &eacute; preciso entender a escolha de cada um.Toda pessoa possui o seu contexto e os seus objetivos na vida. As mulheres carregam historicamente e culturalmente essa figura&ccedil;&atilde;o de m&atilde;es, mas devemos respeitar a trajet&oacute;ria que cada uma escolhe para si.LEIA MAIS: &ldquo;N&atilde;o quero ser m&atilde;e&rdquo; &ndash; A press&atilde;o psicol&oacute;gica em n&atilde;o querer filhos"},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"M\u00e3e: o desenvolvimento da pessoa e o aspecto psicol\u00f3gico","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/mae\/#breadcrumbitem"}]}]