[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/natal\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/natal\/","headline":"Natal e a reflex\u00e3o desse per\u00edodo","name":"Natal e a reflex\u00e3o desse per\u00edodo","description":"Vivemos dois Natais. O primeiro &eacute; o Natal ideal, que revela o sentido a partir das concep&ccedil;&otilde;es teol&oacute;gicas estabelecidas h&aacute; s&eacute;culos. O segundo &eacute; aquele Natal que conhecemos hoje no s&eacute;culo XXI, ou seja, um Natal que sinaliza o modo como a maioria das pessoas o vivencia na pr&aacute;tica. 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O primeiro &eacute; o Natal ideal, que revela o sentido a partir das concep&ccedil;&otilde;es teol&oacute;gicas estabelecidas h&aacute; s&eacute;culos. O segundo &eacute; aquele Natal que conhecemos hoje no s&eacute;culo XXI, ou seja, um Natal que sinaliza o modo como a maioria das pessoas o vivencia na pr&aacute;tica.O Natal ideal carece de uma busca constante de elementos duradouros e permanentes nas constru&ccedil;&otilde;es das rela&ccedil;&otilde;es humanas. Sendo assim, deve estar, em seu verdadeiro sentido, relacionado ao nascimento de um ser evolu&iacute;do, presente em nosso cotidiano e n&atilde;o somente como uma comemora&ccedil;&atilde;o.Dessa forma, essa &eacute;poca precisa ser celebrada em nossas vidas como um elemento intr&iacute;nseco &agrave; nossa f&eacute;, independentemente de qualquer dogma. Nesse sentido, deve ser uma experi&ecirc;ncia de amor, de esperan&ccedil;a e de rela&ccedil;&otilde;es mais justas entre as pessoas.O outro Natal traz um dezembro agitado e com uma lista de obriga&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que tudo saia perfeito. Esse per&iacute;odo &eacute; associado &agrave; confraterniza&ccedil;&atilde;o entre amigos e parentes, al&eacute;m da tradicional troca de presentes.Tal festividade alimenta as fantasias dos pequenos, que na maioria das vezes, n&atilde;o sabe sequer o seu real significado. Ela &eacute; reduzida ao com&eacute;rcio, ao lucro e a propaganda, trazendo a &ldquo;obrigatoriedade&rdquo; de ser comemorado e substitu&iacute;do pelo consumo.A hist&oacute;ria do NatalO dia 25 de dezembro foi realmente estabelecido como o &ldquo;dia de Natal&rdquo; no s&eacute;culo IV pelo Papa J&uacute;lio I. Essa, na verdade, foi uma tentativa de cristianizar as celebra&ccedil;&otilde;es pag&atilde;s, que aconteciam entre 17 e 27 de dezembro e eram realizadas, principalmente, pelos romanos com uma festa chamada Saturn&aacute;lia.Dessa forma, no ano de 529, o dia 25 de dezembro j&aacute; havia se firmado como feriado. Al&eacute;m disso, em 567, os dias entre 25 de dezembro e 06 de janeiro (dia de Reis) foram considerados feriados p&uacute;blicos.Portanto, o Natal n&atilde;o &eacute; apenas uma festa crist&atilde;. A celebra&ccedil;&atilde;o tem ra&iacute;zes no feriado judaico (Hanuk&aacute;), nos festivais dos grupos antigos, nas cren&ccedil;as dos sacerdotes celtas e nos costumes folcl&oacute;ricos europeus.LEIA MAIS: A import&acirc;ncia dos la&ccedil;os familiares na constru&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gicaNo hemisf&eacute;rio Norte, o Natal &eacute; uma festa invernal e pr&oacute;xima do solst&iacute;cio de inverno. Na Saturn&aacute;lia dos romanos, esses dias estavam associados ao clima e os homens vestiam-se de mulher, enquanto os patr&otilde;es fantasiavam-se de servos. O festival envolvia prociss&otilde;es, decora&ccedil;&atilde;o das casas, velas acesas e distribui&ccedil;&atilde;o de presentes.Do ponto de vista hist&oacute;rico, o Natal era uma soma de festas pag&atilde;s, tradicionais e folcl&oacute;ricas. Os cantos natalinos eram m&uacute;sicas para celebrar e comemorar as colheitas. Na &eacute;poca Medieval, o per&iacute;odo era de banquetes e divers&otilde;es. No dia 06 de janeiro era a comemora&ccedil;&atilde;o da epifania, que no grego significa &ldquo;apari&ccedil;&atilde;o&rdquo;, como refer&ecirc;ncia ao momento em que Jesus foi enviado ao mundo.At&eacute; o s&eacute;culo XIX, a data n&atilde;o era uma festa familiar, dessa forma, era comum as pessoas beberem e sa&iacute;rem pelas ruas. O primeiro movimento puritano come&ccedil;ou no reinado da rainha brit&acirc;nica Elizabeth 1&ordf; (1558-1603) e se baseava em severos c&oacute;digos de conduta moral, muita ora&ccedil;&atilde;o e uma interpreta&ccedil;&atilde;o r&iacute;gida das escrituras do novo testamento.Vis&atilde;o moderna do NatalO Natal moderno fixou-se na era vitoriana (1837-1901). Um marco dessa fase foi a obra &ldquo;Um conto de Natal&rdquo; de Charles Dickens em 1843. O trabalho inspira ideias de um Natal entre as classes m&eacute;dias brit&acirc;nicas e americanas, que tinham dinheiro para gastar &agrave; vontade. Ent&atilde;o, inicia-se com esse fato as festas de fam&iacute;lia.Al&eacute;m disso, &eacute; interessante perceber a ascens&atilde;o dos corais de Natal. A partir de 1950, os c&acirc;nticos foram estimulados por sacerdotes, que incorporaram essa cantoria &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es natalinas religiosas.Outro fator importante do Natal moderno &eacute; o aparecimento da figura do Papai Noel, cuja origem se monta nas tradi&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s e europeias. Dessa forma, introduziu a ideia de que ele tradicionalmente visitava as casas &agrave; meia-noite para entregar os presentes dentro das meias que as crian&ccedil;as deixavam penduradas. Tal hist&oacute;ria foi popularizada por fabricantes de cart&otilde;es de Natal americanos.Ainda, &eacute; poss&iacute;vel observar que nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, surgiu a figura de Santo Klaus (S&atilde;o Nicolau), que distribu&iacute;a presentes aos pobres.Convivendo com os dois NataisA constru&ccedil;&atilde;o dos diferentes significados do Natal nos faz refletir sobre a inser&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo e o papel do coletivo. Afinal, como celebrar uma festa de caracter&iacute;stica familiar e religiosa, quando a data est&aacute; estupidamente influenciada por um individualismo crescente?O Natal, hoje, &eacute; a festa crist&atilde; mais celebrada pela Igreja, centrada na reuni&atilde;o da fam&iacute;lia e na troca de presentes. Se em s&eacute;culos passados a Igreja temia a influ&ecirc;ncia pag&atilde; sobre as festas crist&atilde;s, as participa&ccedil;&otilde;es atuais derivaram para o consumismo desenfreado e os excessos que tamb&eacute;m marcam as festas de final de ano.LEIA MAIS: Resolvendo brigas antigas na fam&iacute;liaTrata-se de um paradoxo absurdo: uma festa religiosa com a ocasi&atilde;o mais lucrativa para os comerciantes do mundo. Mesmo assim, isso n&atilde;o traz um impedimento do real significado do Natal. Devemos celebrar a paz, a sa&uacute;de, o amor, a justi&ccedil;a, a fraternidade, a bondade, o compartilhamento e a empatia.Acreditar em Papai Noel e crer no nascimento de Jesus faz parte da esperan&ccedil;a, da cren&ccedil;a (independente de qual seja), das rela&ccedil;&otilde;es humanas e de uma esperan&ccedil;a que n&atilde;o podemos perder. Conforta saber que o Natal vem pelo nascimento de algo melhor e que deixa ensinamentos sobre humildade e simplicidade."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Natal e a reflex\u00e3o desse per\u00edodo","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/natal\/#breadcrumbitem"}]}]