[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/psicologia-para-cirurgia-bariatrica\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/psicologia-para-cirurgia-bariatrica\/","headline":"A import\u00e2ncia do acompanhamento psicol\u00f3gico na cirurgia bari\u00e1trica","name":"A import\u00e2ncia do acompanhamento psicol\u00f3gico na cirurgia bari\u00e1trica","description":"A briga contra a balan&ccedil;a &eacute; frequente na vida de muitas pessoas, isso porque os padr&otilde;es impostos pela sociedade atual s&atilde;o r&iacute;gidos e excluem quem n&atilde;o os alcan&ccedil;a. 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A quest&atilde;o da est&eacute;tica sempre mexeu com quem tem quilos a mais e &nbsp;faz com que desejem realizar a cirurgia bari&aacute;trica, ou cirurgia de redu&ccedil;&atilde;o de est&ocirc;mago, como &eacute; popularmente conhecida.Por&eacute;m, &eacute; preciso ter em mente que a sa&uacute;de vem em primeiro lugar, e isso n&atilde;o diz respeito somente &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica, mas &agrave; mental tamb&eacute;m, pois o impacto psicol&oacute;gico da cirurgia bari&aacute;trica, seja no pr&eacute; ou p&oacute;s-operat&oacute;rio, deixa os paciente extremamente fragilizados.Obesidade: o que &eacute;?Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, a &ldquo;obesidade &eacute; uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica caracterizada pelo excesso de gordura corporal, que causa preju&iacute;zos &agrave; sa&uacute;de do indiv&iacute;duo. A obesidade coincide com um aumento de peso, mas nem todo aumento de peso est&aacute; relacionado &agrave; obesidade, a exemplo de muitos atletas, que s&atilde;o &ldquo;pesados&rdquo; devido &agrave; massa muscular e n&atilde;o adiposa.&rdquo;A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) define a obesidade como um dos maiores problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica no mundo. Estima-se que em 2025, cerca de 2,3 bilh&otilde;es de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milh&otilde;es, obesos. O n&uacute;mero de crian&ccedil;as com sobrepeso e obesidade no mundo assusta pois ele tende a crescer e chegar nos 75 milh&otilde;es, caso nenhuma medida seja tomada.A obesidade e a sa&uacute;de est&atilde;o intimamente ligadas. O estilo de vida que atualmente levamos n&atilde;o colabora com a alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel. &ldquo;&Eacute; ineg&aacute;vel que h&aacute; um acesso cada vez maior (e mais r&aacute;pido) &agrave; comida, seja ela cal&oacute;rica ou n&atilde;o. E aqui mora o desafio: como buscar equil&iacute;brio em um mundo cheio de apelos e comodidades sem tentar regressar ao tempo das caverna e virar ref&eacute;m de m&eacute;todos de emagrecimento r&aacute;pido pr&eacute;-formatados?&rdquo;, questiona o cientista, professor e especialista em emagrecimento, Antonio Herbert Lancha Jr. O que &eacute; cirurgia bariatrica?Segundo a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), &ldquo;a cirurgia bari&aacute;trica &eacute; indicada no tratamento da obesidade m&oacute;rbida, principalmente quando existem doen&ccedil;as j&aacute; instaladas no organismo. A busca pelo procedimento tem crescido de modo expressivo nos &uacute;ltimos anos, visto que os resultados s&atilde;o significativamente melhores do que outras terap&ecirc;uticas conservadoras.&rdquo; A obesidade m&oacute;rbida &eacute; o ac&uacute;mulo excessivo de gordura no corpo, caracterizada pelo IMC maior ou igual a 40 kg\/m&sup2;. Segundo o Hospital S&iacute;rio Liban&ecirc;s, o IMC considerado normal se encaixa nos valores entre 18-24kg\/m&sup2;. Esse tipo de obesidade &eacute; classificado como grau 3, considerado o n&iacute;vel mais grave por colocar a sa&uacute;de da pessoa em risco grave.Quem pode fazer bari&aacute;trica?O &nbsp;IMC para a cirurgia bari&aacute;trica &eacute; indicada para &ldquo;indiv&iacute;duos que apresentem IMC&ge;50 Kg\/m2, IMC&ge;40 Kg\/m&sup2;, com ou sem comorbidades, sem sucesso no tratamento cl&iacute;nico longitudinal realizado, na Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e\/ou na Aten&ccedil;&atilde;o Ambulatorial Especializada, por no m&iacute;nimo dois anos e que tenham seguido protocolos cl&iacute;nicos e indiv&iacute;duos com IMC&gt;35 kg\/m2 e com comorbidades, tais como pessoas com alto risco cardiovascular, diabetes mellitus e\/ou hipertens&atilde;o arterial sist&ecirc;mica de dif&iacute;cil controle, apneia do sono, doen&ccedil;as articulares degenerativas, sem sucesso no tratamento cl&iacute;nico longitudinal realizado por no m&iacute;nimo dois anos e que tenham seguido protocolos cl&iacute;nicos&rdquo;, explica o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. A obesidade e o sobrepeso s&atilde;o perigosas na vida de um indiv&iacute;duo, pois elevam a incid&ecirc;ncia de diabetes, AVC, infarto, adenocarcinoma de es&ocirc;fago, c&acirc;ncer colorretal e c&acirc;ncer endom&eacute;trico. Assim, a cirurgia bari&aacute;trica se faz necess&aacute;ria nesses casos em que a sa&uacute;de do paciente &eacute; colocada em risco.Obesidade e psicologiaA preval&ecirc;ncia global da obesidade e sobrepeso vem crescendo no mundo todo, tanto em pa&iacute;ses em desenvolvimento quanto em desenvolvidos. No Brasil, a obesidade aumentou 60% num per&iacute;odo de 10 anos, dado preocupante devido &agrave;s consequ&ecirc;ncias que a obesidade tem na sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica dos indiv&iacute;duos. Segundo especialistas entrevistados pela BBC, &ldquo;o aumento de peso dos brasileiros a fatores econ&ocirc;micos e culturais, mas tamb&eacute;m gen&eacute;ticos e hormonais&rdquo;.Entrevistamos Cristiane Evangelista Machado, mestre e psic&oacute;loga hospitalar pela Faculdade de Medicina da USP e profissional cadastrada na Telavita. Segundo ela, &ldquo;Antes, as indica&ccedil;&otilde;es para a cirurgia bari&aacute;trica eram mais limitadas. Hoje, outras comorbidades s&atilde;o levadas em considera&ccedil;&atilde;o, como problemas osteo musculares e depress&atilde;o. Ou seja, o aumento no n&uacute;mero de cirurgias bari&aacute;tricas realizadas se deve &agrave; lista de indica&ccedil;&otilde;es que ficou mais ampla&rdquo;. A inser&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o na lista de indica&ccedil;&otilde;es para a bari&aacute;trica aconteceu em 2016 pelo &nbsp;CFM (Conselho Federal de Medicina), na resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 2.131\/15, que &ldquo;altera o anexo da Resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 1.942\/10 e acrescenta outras doen&ccedil;as associadas &agrave; obesidade como depress&atilde;o, acidente vascular cerebral, insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca congestiva, infertilidade masculina e feminina, entre outras. Al&eacute;m das comorbidades, a Resolu&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m apresenta altera&ccedil;&otilde;es na idade m&iacute;nima para a realiza&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o. Antes pacientes entre 16 e 18 anos podiam fazer a cirurgia, desde que a rela&ccedil;&atilde;o custo\/Benef&iacute;cio fosse analisada. Agora, foi acrescido ao texto a presen&ccedil;a de um pediatra na equipe multidisciplinar. Em menores de 16 anos a cirurgia ser&aacute; permitida somente em car&aacute;ter experimental e dentro dos protocolos do sistema CEP\/Conep (Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa)&rdquo;, explica a &nbsp;Sociedade Brasileira de Cirurgia Bari&aacute;trica e Metab&oacute;lica (SBCBM).Para o psiquiatra e psicanalista Ronis Magdaleno Junior &ldquo;o obeso &eacute;, muitas vezes, discriminado e sofre com a inadequa&ccedil;&atilde;o social por conta de um apelo est&eacute;tico muito forte na sociedade contempor&acirc;nea. Por isso, a crescente procura por tratamentos que minimizem ou eliminem esta condi&ccedil;&atilde;o&rdquo;.Aspectos psicol&oacute;gicos da obesidadeAinda que o n&uacute;mero de obesos tenha aumentado expressivamente, os padr&otilde;es sociais ainda se mant&ecirc;m os mesmos. O que isso quer dizer sob a &oacute;tica psicol&oacute;gica? Quer dizer que mais pessoas sofrem com a cobran&ccedil;a social de serem magros. &ldquo;Muito do comportamento do obeso &eacute; emocional, ou seja, baseado na compuls&atilde;o. A pessoa que j&aacute; tem predisposi&ccedil;&atilde;o depressiva por quest&otilde;es gen&eacute;ticas ou do pr&oacute;prio hist&oacute;rico de vida, encontra na ingest&atilde;o alimentar uma compensa&ccedil;&atilde;o desse sofrimento emocional. E a&iacute; essa compuls&atilde;o alimentar gera o aumento de peso. O comportamento alimentar vem como compensa&ccedil;&atilde;o ao sofrimento emocional e causa todo o tipo de transtorno psicol&oacute;gico, como estresse, ansiedade e depress&atilde;o&rdquo;, explica Cristiane.Todos n&oacute;s j&aacute; presenciamos alguma cobran&ccedil;a, humilha&ccedil;&atilde;o e piadinha maldosa com algu&eacute;m obeso. Imagine viver sob esse espectro? O bullying na escola, a discrimina&ccedil;&atilde;o no trabalho e constantes afirma&ccedil;&otilde;es de que &ldquo;voc&ecirc; s&oacute; n&atilde;o emagrece porque n&atilde;o quer&rdquo;. Situa&ccedil;&otilde;es do tipo s&atilde;o corriqueiras na vida de algu&eacute;m acima do peso e causa mais feridas emocionais do que se pode contar. &ldquo;N&atilde;o podemos dizer que a obesidade n&atilde;o gera sofrimento psicol&oacute;gico porque a pessoa fica limitada fisicamente e socialmente. Existe, sim, exclus&atilde;o e preconceito. Embora exista conscientiza&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;ticas de inclus&atilde;o, ainda temos muito preconceito, mas normalmente o paciente que vem ao consult&oacute;rio n&atilde;o admite que vem por quest&otilde;es emocionais. Eles chegam falando de frustra&ccedil;&otilde;es por n&atilde;o conseguirem emagrecer de outra forma, o que faz com que se sintam fracassados por terem de fazer a cirurgia, tudo porque n&atilde;o conseguiram emagrecer por conta. Eles dizem se sentir impotentes. Sempre existe a queixa de autoestima, n&atilde;o s&oacute; da imagem, mas da sensa&ccedil;&atilde;o do fracasso e limita&ccedil;&atilde;o&rdquo;, aponta Cristiane. &ldquo;Emagrecer vai me fazer feliz&rdquo;Num estudo realizado com mulheres submetidas &agrave; cirurgia realizado pelo psicanalista Ronis, essas quest&otilde;es psicol&oacute;gicas complexas criam novos conflitos para as mulheres que participaram do estudo e realizaram a cirurgia. Ap&oacute;s o emagrecimento proporcionado pela bari&aacute;trica, a maioria delas apresentavam expectativas irreais e colocavam no emagrecimento a solu&ccedil;&atilde;o para todos os seus problemas. Cristiane Machado explica que &ldquo;a obesidade &eacute; um bode expiat&oacute;rio para os pacientes. &Eacute; o problema direto que eles lidam todos os dias. Eles possuem muitos obst&aacute;culos por estarem obesos e parece que todos os problemas da vida s&atilde;o por conta da obesidade. Pessoas magras n&atilde;o s&atilde;o tra&iacute;das, n&atilde;o t&ecirc;m problema de dinheiro, n&atilde;o sofrem? Eu entendo o paciente que tem essa expectativa, mas o que fazemos no pr&eacute;-bari&aacute;trica &eacute; desconstruir essa imagem de que todos os problemas desaparecer&atilde;o porque o paciente emagreceu&rdquo;.Transtorno de compuls&atilde;o alimentar (TCA)&ldquo;O comer compulsivo &eacute; um padr&atilde;o recorrente, ou seja, acontece com frequ&ecirc;ncia e est&aacute; associado &agrave; perda de controle. Quando pensamos em compuls&atilde;o alimentar ou comer compulsivo, estamos nos referindo &agrave; pessoa que come grande quantidade de alimentos rapidamente, perde o controle e n&atilde;o consegue interromper a refei&ccedil;&atilde;o mesmo quando se sente estufada ou plenamente saciada. Para caracterizar esse comer como doen&ccedil;a &eacute; preciso que ocorra pelo menos duas vezes por semana&rdquo;, define o m&eacute;dico Alexandre Azevedo em entrevista para o portal do dr. Dr&aacute;uzio Varella.Saiba tudo sobre transtorno de compuls&atilde;o alimentar aqui!Ou seja, o TCA difere de uma vontade de comer algo em espec&iacute;fico ou perda de controle isolada. O transtorno &eacute; marcado por epis&oacute;dios recorrentes e intensos de descontrole associados &agrave; quest&otilde;es emocionais e sempre seguidos do sentimento de culpa. Diferentemente da bulimia ou outros transtornos, na compuls&atilde;o alimentar n&atilde;o h&aacute; purga&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A alimenta&ccedil;&atilde;o compulsiva n&atilde;o &eacute; seguida por tentativas de compensar o excesso de alimentos ingerido &ndash; por exemplo, livrando o corpo do excesso de alimento consumido (purga&ccedil;&atilde;o)&rdquo;, explica o Manual MSD.A vontade de comer chega e o descontrole toma conta. Mas o que resta depois dos epis&oacute;dios compuls&oacute;rios &eacute; culpa. A maioria das pessoas que sofrem do transtorno sabem que extrapolaram e sentem peso na consci&ecirc;ncia. Isso acontece ainda mais com quem passar por dietas restritivas e perdem o controle profundamente pelo desespero de ficar sem comer. Muitas pessoas que sofrem de doen&ccedil;as psicol&oacute;gicas como depress&atilde;o e ansiedade, ou que est&atilde;o passando por momentos dif&iacute;ceis na vida, encontram na comida a v&aacute;lvula de escape para todas as ang&uacute;stias emocionais. A fome emocional vem pra suprir a falta, seja ela de emo&ccedil;&otilde;es positivas, de afeto ou de vontades. Quem sofre de doen&ccedil;as psicol&oacute;gicas como depress&atilde;o ou ansiedade, tem uma grande propens&atilde;o ao comer compulsivo.Ap&oacute;s a cirurgia bari&aacute;trica, esse comer compulsivo &eacute; um dos maiores vil&otilde;es do reganho do peso antes da cirurgia. &ldquo;Tratar a TCA ajuda a diminuir essa ingest&atilde;o por impulso. A cirurgia atua na fome e na saciedade, ou seja, o paciente n&atilde;o sente fome depois da cirurgia, mas pode continuar a comer se tiver vontade, pois o desejo &eacute; o que impulsiona o comportamento compuls&oacute;rio&rdquo;, explica a psic&oacute;loga.Outro fator psicol&oacute;gico de risco para o reganho de peso &eacute; um comportamento chamado transfer&ecirc;ncia de adic&ccedil;&atilde;o, onde o v&iacute;cio pela comida &eacute; substitu&iacute;do por outra subst&acirc;ncia. Essa &eacute; uma das estrat&eacute;gias perigosas que podem levar pacientes do p&oacute;s-operat&oacute;rio ao aumento do uso de subst&acirc;ncias psicoativas, em especial o &aacute;lcool. &ldquo;O paciente coloca muita motiva&ccedil;&atilde;o e energia na bariatrica. Se ele para de emagrecer, ele n&atilde;o tem mais for&ccedil;a e energia para manter o peso, ent&atilde;o ele se frustra e passa a engordar&rdquo;, conta Cristiane.Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica para cirurgia bari&aacute;tricaPara poder realizar a cirurgia bari&aacute;trica &eacute; preciso que uma avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica seja feita. Somente atrav&eacute;s do laudo psicol&oacute;gico para cirurgia bari&aacute;trica dessa avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; que o paciente pode fazer a bari&aacute;trica. Mas como essa avalia&ccedil;&atilde;o funciona? &ldquo;A avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &eacute; realizada para saber se o paciente tem condi&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas de arcar com os riscos da cirurgia. Se o paciente n&atilde;o tiver condi&ccedil;&otilde;es cognitivas e emocionais para passar pelas restri&ccedil;&otilde;es ou n&atilde;o tiver um quadro est&aacute;vel, a cirurgia n&atilde;o &eacute; realizada&rdquo;, explica Cristiane. O paciente bari&aacute;trico &eacute; colocado sob uma cirurgia de risco, sim, mas o que tamb&eacute;m &eacute; avaliado &eacute; o p&oacute;s-bari&aacute;trica, j&aacute; que a dieta extremamente restritiva e os inc&ocirc;modos f&iacute;sicos do procedimento podem causar muito estresse. &ldquo;Um paciente que faz cirurgia bari&aacute;trica leva algum tempo para se recuperar. Coisas simples, como tomar um copo d&rsquo;&aacute;gua, para eles, &eacute; uma tarefa extremamente complicada pois a capacidade g&aacute;strica fica comprometida. Ele sente dor e inc&ocirc;modo. A pr&oacute;pria dieta &eacute; dif&iacute;cil. Imagine uma pessoa que ingeria meio quilo por dia e passa a comer somente 150 gramas. A alimenta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-bari&aacute;trica muda completamente. &Agrave;s vezes o paciente n&atilde;o tem no&ccedil;&atilde;o da seriedade da cirurgia e o qu&atilde;o protocolar a dieta &eacute;. Ela envolve capacidade de disciplina e compreens&atilde;o do risco que existe se o paciente n&atilde;o seguir as recomenda&ccedil;&otilde;es &agrave; risca&rdquo;, conta Cristiane.A recupera&ccedil;&atilde;o da cirurgia bari&aacute;trica &eacute; um processo muito dif&iacute;cil, por isso &eacute; essencial que o paciente esteja apto para passar por esse procedimento sem que novos transtornos ou problemas f&iacute;sicos surjam. Esse paciente precisa ter grande capacidade para mudar h&aacute;bitos e estabelecer novos limites, comprometimento, percep&ccedil;&atilde;o corporal, engajamento para se manter saud&aacute;vel e, principalmente, motiva&ccedil;&atilde;o para manter o resultado da cirurgia. &ldquo;O ato de &nbsp;comer era um suporte emocional para esses pacientes e, uma vez que esse prazer &eacute; tirado, ela pode direcionar esse suporte para outros transtornos&rdquo;, aponta Cristiane para o perigo da depress&atilde;o, ansiedade e novos v&iacute;cios se instalarem.Se o paciente tem a expectativa frustrada, al&eacute;m dele deprimir e ficar pior, ainda precisa tratar a causa de seus problemas. O comportamento mais comum nesse cen&aacute;rio em que o paciente n&atilde;o consegue seguir as recomenda&ccedil;&otilde;es do p&oacute;s-operat&oacute;rio e tem o reganho de peso &eacute; que ele dificilmente vai continuar com os procedimentos. &ldquo;Operei, n&atilde;o resolveu&rdquo;. O paciente para de se cuidar, para de procurar acompanhamento e &nbsp;consultoria nutricional, &nbsp;psic&oacute;logo e m&eacute;dicos. &ldquo;&Eacute; fundamental que o paciente saiba dos objetivos e o que a cirurgia pode fazer por ele. Eles n&atilde;o admitem que procuram a cirurgia por quest&otilde;es emocionais, a quest&atilde;o emocional &eacute; sempre secund&aacute;ria, mas no processo de avalia&ccedil;&atilde;o sempre descobrimos se ele tem expectativas secund&aacute;rias al&eacute;m das principais, que s&atilde;o a sa&uacute;de e de sair do risco&rdquo;, explica Cristiane. Em que a bari&aacute;trica ajuda?Os efeitos positivos da cirurgia bari&aacute;trica incluem a melhora nas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de para os portadores de diabetes, hipertens&atilde;o, doen&ccedil;as cardiovasculares e problemas osteoarticulares. Al&eacute;m disso, &ldquo;aspectos psicossociais como, por exemplo, a melhora da autoestima e experi&ecirc;ncias de re-inser&ccedil;&atilde;o social, t&ecirc;m um forte impacto como motiva&ccedil;&atilde;o para a decis&atilde;o pela cirurgia&rdquo;, informa a Unicamp.Um estudo publicado na Revista do Col&eacute;gio Brasileiro de Cirurgi&otilde;es analisou 32 mulheres submetidos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica. Cerca de &ldquo;15 a 30% dos pacientes que se candidatam &agrave; cirurgia bari&aacute;trica apresentam sintomas clinicamente significantes de depress&atilde;o, e a maioria dos centros de cirurgia bari&aacute;trica considera sua presen&ccedil;a uma contraindica&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; opera&ccedil;&atilde;o. Foi demonstrado que estes pacientes possuem risco mais elevado de desenvolver sintomas de ansiedade e depress&atilde;o do que a popula&ccedil;&atilde;o geral e que a cirurgia bari&aacute;trica pode levar &agrave; redu&ccedil;&atilde;o significante de tais sintomas. Os pacientes &agrave; procura da opera&ccedil;&atilde;o possu&iacute;am caracter&iacute;sticas de depress&atilde;o grave. Al&eacute;m disso, ap&oacute;s a opera&ccedil;&atilde;o, estes pacientes apresentaram melhora no escore de depress&atilde;o, o que vai de encontro com os achados da literatura sobre este par&acirc;metro.&rdquo;A ajuda psicol&oacute;gica na cirurgia bari&aacute;trica &eacute; imprescind&iacute;vel, tanto antes quanto depois da cirurgia, pois pode implicar em todos os problemas acima citados. Al&eacute;m disso, o paciente pode sentir dificuldade em enxergar a sua nova realidade, afinal, indiv&iacute;duos com obesidade sempre tiveram atrelados a si diversos estigmas e se livrar deles de um dia para o outro, n&atilde;o &eacute; uma tarefa f&aacute;cil. Para que problemas futuros n&atilde;o sejam desenvolvidos ou que a obesidade n&atilde;o retorne, &eacute; preciso o aux&iacute;lio psicol&oacute;gico para lidar com todas essas quest&otilde;es."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A import\u00e2ncia do acompanhamento psicol\u00f3gico na cirurgia bari\u00e1trica","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/psicologia-para-cirurgia-bariatrica\/#breadcrumbitem"}]}]