[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/sentido-da-vida\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/sentido-da-vida\/","headline":"Qual o sentido da vida?","name":"Qual o sentido da vida?","description":"H&aacute; muitos sentidos para a vida. Debater o tema &eacute; abstrato e complexo, portanto, vou partir da vis&atilde;o da filosofia existencialista, pois &eacute; a abordagem que sigo na minha pr&aacute;tica cl&iacute;nica. 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Com certeza o Criador n\u00e3o nos criaria para sermos rebanho, mas conduzir! Por isso cautela com a comodidade dos APP\/s, Delivery, Home Office e Auto Atendimento (esse \u00faltimo, ontem me lembrei do Chaplin - Tempos Modernos - o Supervisor de Supermercado conduzindo clientes a \"exercer\" a fun\u00e7\u00e3o de caixa)! \u00c9 maravilhoso voc\u00ea olhar para tr\u00e1s e poder dizer de si: fui intenso e N\u00e3o turistei no trabalho e nem na caminhada existencial! Seja protagonista da sua hist\u00f3ria: conselho que deixo a quem ler esse coment\u00e1rio!","author":{"@type":"Person","name":"Geraldo","url":""}}],"about":["Autoconhecimento"],"wordCount":936,"articleBody":"H&aacute; muitos sentidos para a vida. Debater o tema &eacute; abstrato e complexo, portanto, vou partir da vis&atilde;o da filosofia existencialista, pois &eacute; a abordagem que sigo na minha pr&aacute;tica cl&iacute;nica.Antes de come&ccedil;ar, gostaria de destacar alguns fil&oacute;sofos existencialistas importantes de serem destacados: o dinamarqu&ecirc;s Soren Kierkegaard (1813-1855), o alem&atilde;o Friedrich Nietzsche (1844-1900), o alem&atilde;o Martin Heiddeger (1889-1976) e o franc&ecirc;s Jean Paul Sartre (1905-1980), seu conterr&acirc;neo Merleau Ponty (1908-1961) e o argelino Albert Camus (1913 &ndash; 1960).Em geral, esses fil&oacute;sofos acreditavam que n&atilde;o h&aacute; um sentido natural e pr&eacute;vio a ser dado para nossa exist&ecirc;ncia. Simplesmente nascemos em determinado local, &eacute;poca, contexto socioecon&ocirc;mico, sistema pol&iacute;tico, estrutura familiar e temos que lidar com tudo isso. Ou seja, n&atilde;o escolhemos nada e somente estamos aqui. S&atilde;o nossas conting&ecirc;ncias.Ess&ecirc;ncia e exist&ecirc;nciaSegundo a vertente do pensamento existencial, nem mesmo escolhemos nascer. Ent&atilde;o, precisamos a partir da nossa exist&ecirc;ncia buscar um sentido para tudo, isto &eacute;, construir uma esp&eacute;cie de significado para a nossa vida.Sartre usa o exemplo do cortador de papel para tratar do assunto. Nesse sentido, o cortador de papel n&atilde;o vai poder fazer nada al&eacute;m de cortar papel. O sentido de sua exist&ecirc;ncia dele j&aacute; est&aacute; determinado.LEIA MAIS: Mudan&ccedil;a de vida &ndash; Por que o medo do novo assusta?No caso do cortador de papel e demais seres, como os minerais, plantas, todos animais (com exce&ccedil;&atilde;o do homem), objetos, m&aacute;quinas, edifica&ccedil;&otilde;es, sistemas sociais, religiosos, econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos, a ess&ecirc;ncia precede a exist&ecirc;ncia.Sendo assim, ou eles s&atilde;o criados e convencionados pelo homem, ou j&aacute; existem com fun&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-determinadas que sempre ser&atilde;o manifestadas de determinada forma.Por exemplo, uma cadeira sempre se comportar&aacute; como cadeira, assim como um cachorro sempre se comportar&aacute; como um cachorro. Esse &uacute;ltimo j&aacute; nasceu dotado de comportamentos e instintos que v&atilde;o determinar e garantir sua sobreviv&ecirc;ncia. Tais seres s&atilde;o limitados e previs&iacute;veis.O sentido da vida para a humanidadeEm rela&ccedil;&atilde;o aos homens, isso &eacute; diferente. Segundo a maioria desses fil&oacute;sofos, os seres humanos n&atilde;o foram criados para nenhum prop&oacute;sito, ent&atilde;o, somos n&oacute;s mesmos que devemos dar sentido a nossa exist&ecirc;ncia. &nbsp;Dessa forma, a exist&ecirc;ncia precede a ess&ecirc;ncia e o indiv&iacute;duo deve produzir sua pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia.Como seres conscientes, estamos sempre querendo preencher o &ldquo;vir a ser&rdquo; que na realidade &eacute; a verdadeira &ldquo;ess&ecirc;ncia&rdquo; do nosso ser. Queremos nos transformar em coisas, completas em si mesmas, &ldquo;cortadores de pap&eacute;is&rdquo;, em vez de permanecer perpetuamente num estado de incompletude, em que as possibilidades est&atilde;o sempre irrealizadas.LEIA MAIS: Para melhorar a vida comece com amor-pr&oacute;prio! Veja aqui 5 dicas para te ajudarO homem passa toda sua exist&ecirc;ncia em um processo de devir. Estamos sempre abertos &agrave;s novas possibilidades de reinven&ccedil;&atilde;o partindo de um determinado contexto existencial poss&iacute;vel. Sartre defende que n&atilde;o importa o que foi feito do indiv&iacute;duo, e sim o que o indiv&iacute;duo faz com aquilo que foi feito dele. A resist&ecirc;ncia &eacute; intr&iacute;nseca &agrave; liberdade e ao humano.No entender de Sartre, estamos condenados &agrave; liberdade. Nesse sentido, cada ato contribui para definir como nos apresentamos ao mundo. Sendo assim, em qualquer momento podemos come&ccedil;ar a agir de modo diferente e desenhar um retrato diferente de n&oacute;s mesmos.H&aacute; sempre uma possibilidade de mudan&ccedil;a e de come&ccedil;ar a fazer um tipo diferente de escolha. Temos o poder de nos transformar indefinidamente, sempre considerando nosso contexto existencial.A tentativa de fugaSartre define como &ldquo;m&aacute;-f&eacute;&rdquo; a tentativa de fugir da ang&uacute;stia da liberdade ao dissimular que n&atilde;o somos livres. Sendo assim, algumas pessoas tentam se convencer que as suas atitudes e a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o determinadas pela sua personalidade, hor&oacute;scopo, situa&ccedil;&atilde;o ou por qualquer outra coisa fora de delas mesmas.Segundo o fil&oacute;sofo, nenhum motivo ou resolu&ccedil;&atilde;o passada determina o que fazemos agora. Cada momento requer uma escolha nova ou renovada. Mesmo que n&atilde;o fizermos nada, uma escolha j&aacute; est&aacute; sendo realizada: o n&atilde;o agir.Desse modo, negar a liberdade a fim de fugir da ang&uacute;stia da escolha &eacute; uma tomada de posi&ccedil;&atilde;o covarde, porque procura achar repouso e seguran&ccedil;a na confort&aacute;vel ilus&atilde;o de ser uma ess&ecirc;ncia acabada.Escolher gera muita ang&uacute;stia, pois n&atilde;o h&aacute; nenhuma garantia em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados que almejamos. Portanto, o existencialismo se contrap&otilde;e ao essencialismo, &agrave; medida que defende que n&atilde;o somos determinados. N&oacute;s somos aqueles que determinam dentro de certo contexto existencial."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Qual o sentido da vida?","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/sentido-da-vida\/#breadcrumbitem"}]}]