[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/sindrome-de-munchhausen\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/sindrome-de-munchhausen\/","headline":"O curioso caso da S\u00edndrome de M\u00fcnchhausen","name":"O curioso caso da S\u00edndrome de M\u00fcnchhausen","description":"Inspirada num bar&atilde;o alem&atilde;o e apresentada no livro e s&eacute;rie Sharp Objects, a&nbsp;S&iacute;ndrome de M&uuml;nchhausen &eacute; muito mais do que uma obsess&atilde;o. 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A doen&ccedil;a se trata de um transtorno fact&iacute;cio, ou seja, o indiv&iacute;duo passa a &ldquo;fingir, ter ou produzir em si mesmo, ou em outros, sintomas f&iacute;sicos ou psicol&oacute;gicos sem um motivo claro. &ldquo;, explica o Manual&nbsp;MSD.Nesse transtorno mental, a pessoa age como se estivesse doente, seja fisicamente ou mentalmente, e pode&nbsp;chegar a praticar automutila&ccedil;&atilde;o para simular o quadro do modo mais severo que puder, e o faz de forma consciente e volunt&aacute;ria.&nbsp;Uma das grandes motiva&ccedil;&otilde;es &eacute; o prazer da mentira e a satisfa&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o recebida. A pessoa &eacute; vista como lutadora, sobrevivente e guerreira, pois enfrenta todas essas situa&ccedil;&otilde;es ruins&nbsp;&ndash; e que ela mesma cometeu contra si. Essa maneira de obter consolo e admira&ccedil;&atilde;o &eacute; promovida pelo poder que a mentira inflige, e os pacientes de M&uuml;nchhausen&nbsp;s&atilde;o seduzidos por ele.A inspira&ccedil;&atilde;o do nomeO alem&atilde;o&nbsp;Karl Friedrich Hieronymus von M&uuml;nchhausen(1720-1797), mais conhecido como bar&atilde;o de M&uuml;nchhausen, foi um oficial de cavalaria do Ex&eacute;rcito russo que partiu para a guerra enfrentar os turcos. Ao retornar, o bar&atilde;o n&atilde;o exitou em disparar toda a sorte de hist&oacute;rias fantasiosas e exageradas sobre os seus feitos na guerra&nbsp;&mdash; as hist&oacute;rias inclu&iacute;am at&eacute; uma viagem para a Lua, para se ter uma ideia.&nbsp;Fascinado pelo conte&uacute;do de suas hist&oacute;rias, o escritor alem&atilde;o Rudolf E. Raspe as reuniu em um livro chamado&nbsp;As Aventuras do Bar&atilde;o M&uuml;nchhausen, o qual publicou no ano de 1785. Anos mais tarde, j&aacute; em 1951, o endocrinologista brit&acirc;nico Richard Asher ficou intrigado com uma s&iacute;ndrome em que os pacientes tamb&eacute;m imaginavam cen&aacute;rios falsos, dram&aacute;ticos e mirabolantes. Foi a&iacute; que se inspirou no bar&atilde;o para nomear uma nova s&iacute;ndrome.S&iacute;ndrome de M&uuml;nchhausen Por Procura&ccedil;&atilde;o (SMPP)Tamb&eacute;m chamado de Transtorno Fact&iacute;cio Imposto a Outros, a SMPP &eacute; uma varia&ccedil;&atilde;o da&nbsp;S&iacute;ndrome de M&uuml;nchausen, por&eacute;m nesse caso, a pessoa que &eacute; respons&aacute;vel por outro algu&eacute;m (pais e cuidadores, por exemplo), cria sintomas ou provoca doen&ccedil;as em pessoas pr&oacute;ximas, como o pr&oacute;prio filho, no intuito de se sentir &uacute;til e enxergado como um verdadeiro salvador. Esse tipo da s&iacute;ndrome foi identificado pela primeira vez pelo pediatra brit&acirc;nico Roy Meadow,&nbsp;em 1977.&nbsp;Esse tipo do transtorno &eacute; o descrito por Eminem, no in&iacute;cio do texto, e &eacute; uma modalidade de abuso infantil. Nesse caso, &ldquo;um dos pais ou respons&aacute;vel,&nbsp;em geral&nbsp;a m&atilde;e,&nbsp;recorrentemente&nbsp;falsifica sinais\/sintomas f&iacute;sicos ou psicol&oacute;gicos&nbsp;em uma crian&ccedil;a, com o objetivo da vitima ser considerada doente. Uma caracteriza&ccedil;&atilde;o desta s&iacute;ndrome &eacute; aus&ecirc;ncia de incentivos externos para o comportamento (ganho econ&ocirc;mico, fuga de responsabilidade legal ou melhora de bem-estar f&iacute;sico) diferenciando-a de simula&ccedil;&atilde;o.&rdquo;, explica a&nbsp;Sociedade de Pediatria de S&atilde;o Paulo.Na s&eacute;rie americana Sharp Objects (Objetos Cortantes, em portugu&ecirc;s), a s&iacute;ndrome pode ser acompanhada ao longo de 8 epis&oacute;dios em que m&atilde;e e filha vivem um relacionamento abusivo. A jornalista Camille (Amy Adams)&nbsp;&eacute; a filha de Adora Crellin (Patricia Clarkson) e faz descobertas extremamente traum&aacute;ticas acerca do comportamento da m&atilde;e.&ldquo;Ela n&atilde;o percebe, obviamente, que ela &eacute; doente. Essa doen&ccedil;a, como voc&ecirc; aprende, &eacute; relacionada ao abuso que ela sofreu. Isso &eacute; c&iacute;clico, &eacute; de gera&ccedil;&atilde;o. &Eacute; um abuso que nunca tem fim, negligenciado, e perpetuado por gera&ccedil;&otilde;es. Eu acho que ela vive no escuro, assustada, e eu n&atilde;o acho que ela tenha tido amor incondicional&rdquo;, comentou&nbsp;Patricia Clarkson&nbsp;ao The Hollywood Reporter.N&atilde;o vamos contar nenhum spoiler, mas d&aacute; pra entender que o relacionamento das duas n&atilde;o &eacute; nada bom e deixa marcas t&atilde;o profundas que nem o la&ccedil;o de sangue pode consertar. A s&eacute;rie foi baseada no livro da escritora Gillian Flynn, publicado em 2006.S&iacute;ndrome de M&uuml;nchhausen:&nbsp;SintomasO Manual MSD reuniu alguns dos sinais mais comuns encontrados em pessoas com a s&iacute;ndrome:Relatar sintomas f&iacute;sicos que sugerem uma doen&ccedil;a em particular como, por exemplo, dor tor&aacute;cica;Relatar sintomas que poderiam ser causados por diversos tipos de doen&ccedil;as, como sangue em sua urina, diarreia ou febre;Ter bastante conhecimento sobre a doen&ccedil;a que ela finge ter &ndash; por exemplo, que a dor de um ataque card&iacute;aco se irradia do t&oacute;rax para o bra&ccedil;o esquerdo ou para a mand&iacute;bula;Alterar seus prontu&aacute;rios m&eacute;dicos para fornecer evid&ecirc;ncia de que apresentam uma doen&ccedil;a;Fazer algo a si mesma para causar o sintoma. Por exemplo, ela pode furar um dedo e colocar sangue em uma amostra de urina. Ou pode injetar bact&eacute;rias sob a pele para produzir febre e feridas;Sabem fingir doen&ccedil;as de forma convincente, mas tamb&eacute;m t&ecirc;m um conhecimento sofisticado das pr&aacute;ticas m&eacute;dicas;Podem manipular quem as tenta ajudar para serem hospitalizadas e submetidas a intensos exames e tratamentos, incluindo interven&ccedil;&otilde;es relevantes;Contam mentiras conscientes, mas a motiva&ccedil;&atilde;o e a busca de aten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, fundamentalmente, inconscientes;Mudam frequentemente de um m&eacute;dico ou hospital para outro em busca de tratamento;Possuem sintomas pouco claros;Sofrem reca&iacute;das previs&iacute;veis;Apresenta&nbsp;sintomas apenas quando est&aacute; sendo observado;Tem vontade de fazer&nbsp;testes m&eacute;dicos e opera&ccedil;&otilde;es;Problemas com a identidade e autoestimaDiagn&oacute;stico&Eacute; importante ressaltar que somente um m&eacute;dico especialista pode realizar o diagn&oacute;stico. H&aacute; muita confus&atilde;o entre a S&iacute;ndrome de M&uuml;nchhausen e Hipocondria, por isso, um diagn&oacute;stico diferencial &eacute; necess&aacute;rio.O quadro&nbsp;hipocondr&iacute;aco se caracteriza pelo medo de sofrer uma doen&ccedil;a, ou seja, ele jamais faria nada contra si mesmo pela ang&uacute;stia do que aquela dor ou doen&ccedil;a o causaria.&ldquo;Em primeiro lugar, o m&eacute;dico verifica a presen&ccedil;a de transtornos de sa&uacute;de mental e f&iacute;sica obtendo um hist&oacute;rico cl&iacute;nico completo, realizando um exame f&iacute;sico completo e outros exames. Quase sempre, a descri&ccedil;&atilde;o dos sintomas da pessoa &eacute; convincente, o que, &agrave;s vezes, engana os m&eacute;dicos. &ldquo;, explica o Manual MSD.TratamentoAinda n&atilde;o h&aacute; tratamento que seja claramente eficaz e direcionado &agrave; s&iacute;ndrome, mas a psicoterapia&nbsp;pode ser de grande ajuda. Segundo o Manual MSD, &ldquo;a&nbsp;terapia cognitivo-comportamental d&aacute; enfoque &agrave; mudan&ccedil;a do pensamento e do comportamento da pessoa. Ela tamb&eacute;m ajuda a pessoa a identificar e trabalhar com os problemas prim&aacute;rios que est&atilde;o causando o transtorno.&rdquo;N&atilde;o se sabe ao certo as causas da s&iacute;ndrome, mas cientistas acreditam que pessoas com hist&oacute;rico de abusos, abandono e maus-tratos na inf&acirc;ncia apresentem maior predisposi&ccedil;&atilde;o a desenvolver a doen&ccedil;a na vida adulta. Mas, &eacute; claro, nem toda a pessoa que se encaixa nessa quadro vai, com certeza, desenvolver o transtorno.&nbsp;Os pesquisadores tamb&eacute;m estudam uma poss&iacute;vel conex&atilde;o com transtornos de personalidade, como a S&iacute;ndrome de Borderline.Tanto as pessoas que sofrem da s&iacute;ndrome, quanto aquelas que convivem com os portadores do transtorno, s&atilde;o marcados por profundos traumas. Por isso, &eacute; preciso procurar ajuda o quanto antes para minimizar o sofrimento e as sequelas emocionais e psicol&oacute;gicas dela.&nbsp;Eminem, em sua m&uacute;sica, ainda carrega muita dor &ldquo;At&eacute; que eu cresci, agora eu estourei&rdquo;. N&atilde;o se deve esperar e guardar sentimentos at&eacute; estourar. A doen&ccedil;a existe e &eacute; preciso muito cuidado para tratar dessas pessoas, pois assim como Eminem sofreu, sua m&atilde;e tamb&eacute;m sofreu. A S&iacute;ndrome de M&uuml;nchhausen n&atilde;o tem apenas um alvo, &eacute; uma doen&ccedil;a que atinge muitos de uma vez s&oacute;.&nbsp;"},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O curioso caso da S\u00edndrome de M\u00fcnchhausen","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/sindrome-de-munchhausen\/#breadcrumbitem"}]}]