[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/terapia-louco\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/terapia-louco\/","headline":"Terapia \u00e9 coisa de louco?","name":"Terapia \u00e9 coisa de louco?","description":"Na obra &ldquo;Hist&oacute;ria da loucura&rdquo; de Michel Foucault, o autor discorre sobre como aquilo que conceituamos como loucura foi sendo constru&iacute;do ao longo da hist&oacute;ria. O fil&oacute;sofo defende que o que chamamos de louco n&atilde;o &eacute; algo necessariamente biol&oacute;gico, mas sim reflexo de valores de determinada sociedade. 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O fil&oacute;sofo defende que o que chamamos de louco n&atilde;o &eacute; algo necessariamente biol&oacute;gico, mas sim reflexo de valores de determinada sociedade.Na Gr&eacute;cia antiga, por exemplo, a loucura estava relacionada com a capacidade da pessoa conseguir comunicar-se com os deuses. Ou seja, n&atilde;o havia nenhuma necessidade de tratamento ou controle, pois essas pessoas eram consideradas vision&aacute;rias e, at&eacute; certo ponto, respeitadas.A vis&atilde;o da loucura ao longo do tempoA partir da Idade M&eacute;dia, na Europa, a loucura passou de um dom para castigo. As pessoas eram vistas como possu&iacute;das por seres infernais. Isso se devia, pois, uma nova moral estava sendo estabelecida, o cristianismo.Na &eacute;poca do Renascimento, a loucura passou a ser considerada a express&atilde;o das for&ccedil;as da natureza. Entretanto, seu entendimento tamb&eacute;m sofreu transforma&ccedil;&otilde;es. Mais tarde, foi entendida como o reverso da raz&atilde;o e, depois, ainda chegou a ser designada como um conjunto de v&iacute;cios, tornando-se adjetivo desqualificador.Encontre seu psic&oacute;logo onlineJ&aacute; no s&eacute;culo XVII, com o advento da Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, o lema era disciplina e produtividade. Nesse sentido, quem n&atilde;o cumprisse com tais ideais era visto como insano. Dessa forma, surgiram locais para poder internar essas pessoas.Vale ressaltar que v&aacute;rios grupos tamb&eacute;m passaram por isso, como os pobres, mendigos, inv&aacute;lidos, pervertidos e criminosos. Basicamente, utilizavam dessa mec&acirc;nica para todos aqueles que se enquadravam como esc&oacute;ria da sociedade.A loucura vista pela medicinaNos s&eacute;culos XVIII e XIX, a loucura passa a ser catalogada como uma doen&ccedil;a oficial pela medicina. O &ldquo;indiv&iacute;duo louco&rdquo; era vigiado constantemente e os castigos e puni&ccedil;&otilde;es eram em formas de corre&ccedil;&atilde;o.J&aacute; no s&eacute;culo XX chegam as formas de &ldquo;novos tratamentos&rdquo;, como: eletrochoques, banhos, afogamentos, surras, dentre outros. Houve tamb&eacute;m a introdu&ccedil;&atilde;o da lobotomia e o uso de sedativos para controlar o surto dos pacientes.LEIA MAIS: Como sugerir que outra pessoa fa&ccedil;a terapia?Ap&oacute;s a segunda guerra mundial, &eacute; inaugurada a era da psicofarmacologia por meio dos antipsic&oacute;ticos e antidepressivos. Por volta da d&eacute;cada de 1960 e 1970 surgem as lutas antimanicomiais, que somente foi sendo poss&iacute;vel por meio da humaniza&ccedil;&atilde;o dos tratamentos. Ent&atilde;o, surgem as comunidades terap&ecirc;uticas.Terapia &eacute; coisa de louco?Ap&oacute;s esse brev&iacute;ssimo hist&oacute;rico sobre como a loucura foi sendo vista ao longo do tempo, examinemos a seguinte pergunta: psic&oacute;logos s&oacute; atendem quem est&aacute; louco? &Eacute; importante dizer que os psic&oacute;logos tamb&eacute;m auxiliam os chamados doentes mentais.No entanto, a psicoterapia &eacute; boa para todas as pessoas, independentemente de serem portadoras de algum transtorno psiqui&aacute;trico grave ou n&atilde;o. Por meio dela, o autoconhecimento &eacute; a via poss&iacute;vel.Durante as sess&otilde;es, as pessoas come&ccedil;am a falar de si e percebem como funcionam. O terapeuta vai ser de extrema ajuda a guiar nesse processo que n&atilde;o &eacute; nada f&aacute;cil. Tanto um como o outro est&atilde;o caminhando lado a lado. Um se revela e o outro aponta, assim constroem sentidos &uacute;nicos para poder compreender a vida do paciente.Conhe&ccedil;a a Telavita&Eacute; como se entrassem em um local escuro com uma lanterna. Cada faceta do ser vai sendo &ldquo;iluminado e conhecido&rdquo;. Dessa forma, ser&aacute; poss&iacute;vel saber lidar melhor com a exist&ecirc;ncia. Afinal, como lutar se n&atilde;o conhecemos as armas e nem recursos dispon&iacute;veis?Muitas pessoas n&atilde;o conseguem compreender as perturba&ccedil;&otilde;es ps&iacute;quicas. A depress&atilde;o, por exemplo, &eacute; vista como pregui&ccedil;a ou vagabundagem. Submeter-se a um processo de psicoterapia, muitas vezes, &eacute; encarado como uma esp&eacute;cie de fraqueza. Conforme j&aacute; dito, outros j&aacute; associam imediatamente &agrave; loucura. E, infelizmente, os estigmas seguem.Por outro lado, muitos desses preconceitos diminu&iacute;ram. Atualmente, h&aacute; muita informa&ccedil;&atilde;o nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o esclarecendo melhor sobre o processo de psicoterapia. A maneira de combater o preconceito &eacute; o conhecimento.LEIA MAIS: Quem pode fazer terapia?H&aacute; v&aacute;rios m&eacute;todos que os psicoterapeutas utilizam para tratar de seus pacientes. As abordagens mais conhecidas s&atilde;o os diversos ramos das psican&aacute;lises, a terapia cognitivo-comportamental e as linhas humanistas. Basicamente, cada uma delas parte de uma compreens&atilde;o e vis&atilde;o de como &eacute; o ser humano e utiliza m&eacute;todos diferentes nos tratamentos.Mais do que a abordagem, uns dos fatores que mais importam no processo de psicoterapia &eacute; o v&iacute;nculo e profissionalismo estabelecidos entre o psic&oacute;logo e paciente. O processo de entrega &eacute; muito delicado e exige tempo, dedica&ccedil;&atilde;o, envolvimento e abertura.Encontre seu psic&oacute;logo online"},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Terapia \u00e9 coisa de louco?","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/terapia-louco\/#breadcrumbitem"}]}]