[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/testamento-vital\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/testamento-vital\/","headline":"Testamento vital: o documento capaz de gerenciar sua pr\u00f3pria exist\u00eancia","name":"Testamento vital: o documento capaz de gerenciar sua pr\u00f3pria exist\u00eancia","description":"A progressiva mudan&ccedil;a dos paradigmas m&eacute;dicos &eacute; ineg&aacute;vel. Ali&aacute;s, tal transforma&ccedil;&atilde;o exige constante atualiza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de e da sociedade. Desse modo, a pr&oacute;pria forma como ocorrem os tratamentos s&atilde;o colocados em discuss&atilde;o e a vontade do paciente ganha cada vez mais for&ccedil;a, principalmente, em rela&ccedil;&atilde;o ao t&eacute;rmino da vida. A morte &eacute; inevit&aacute;vel [&hellip;]","datePublished":"2020-08-17","dateModified":"2020-08-17","author":{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/sonia-pittigliani\/#Person","name":"Psic\u00f3loga Sonia Pittigliani - CRP 06\/14188","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/sonia-pittigliani\/","identifier":16,"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b0b9c286c6073d3dd8121d02e9b86d88?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b0b9c286c6073d3dd8121d02e9b86d88?s=96&d=mm&r=g","height":96,"width":96}},"publisher":{"@type":"Organization","name":"TELAVITA","logo":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","width":200,"height":200}},"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/testamento-vital.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/testamento-vital.jpg","height":853,"width":1280},"url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/testamento-vital\/","about":["Traumas Psicol\u00f3gicos"],"wordCount":1288,"articleBody":"A progressiva mudan&ccedil;a dos paradigmas m&eacute;dicos &eacute; ineg&aacute;vel. Ali&aacute;s, tal transforma&ccedil;&atilde;o exige constante atualiza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de e da sociedade. Desse modo, a pr&oacute;pria forma como ocorrem os tratamentos s&atilde;o colocados em discuss&atilde;o e a vontade do paciente ganha cada vez mais for&ccedil;a, principalmente, em rela&ccedil;&atilde;o ao t&eacute;rmino da vida.A morte &eacute; inevit&aacute;vel e a busca por uma vida digna envolve tamb&eacute;m uma morte digna. Nesse sentido, cada indiv&iacute;duo possui sua pr&oacute;pria vis&atilde;o do que &eacute; mais compat&iacute;vel com esse momento, fundamentado na sua cren&ccedil;a pessoal, religiosa ou n&atilde;o, e estruturada em sua experi&ecirc;ncia de vida.Dentro desse contexto, surge a figura do testamento vital, um instrumento capaz de garantir ao indiv&iacute;duo a capacidade de gerenciar sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia. Sendo assim, iremos nos aprofundar na declara&ccedil;&atilde;o que determina a trajet&oacute;ria de vida e de morte do sujeito, de acordo com seus princ&iacute;pios.O que &eacute; testamento vital?O testamento vital &eacute; um documento que exp&otilde;e as vontades do paciente acerca de quais tratamentos ser&atilde;o realizados caso ele se encontre em estado terminal ou fora de possibilidades terap&ecirc;uticas.Nesse sentido, respeitar a autonomia desse paciente &eacute; reconhecer que este indiv&iacute;duo doente pode deliberar e tomar a&ccedil;&otilde;es de acordo com seu plano de vida, cren&ccedil;as, aspira&ccedil;&otilde;es e valores.LEIA MAIS: Como a sa&uacute;de mental impacta o sistema imunol&oacute;gicoDessa forma, o testamento vital, tamb&eacute;m chamado de diretrizes antecipadas de vontade, pode ser definido como as instru&ccedil;&otilde;es escritas nas quais a pessoa, de forma esclarecida e livre, exp&otilde;e suas vontades e posicionamentos, com a finalidade de guiar futuras decis&otilde;es quanto a sua sa&uacute;de.Tais diretrizes podem ser redigidas por qualquer adulto, desde que seja comprovada a sanidade mental no momento da realiza&ccedil;&atilde;o do documento. Sendo assim, o instrumento &eacute; efetivado somente quando existir comprova&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de que o paciente se encontra incapaz de tomar decis&otilde;es.Existe previs&atilde;o legal?A resolu&ccedil;&atilde;o 1995\/2012 do Conselho Federal de Medicina reconhece a validade das diretrizes antecipadas de vontade e ampara o m&eacute;dico a seguir suas determina&ccedil;&otilde;es. No entanto, essa resolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o encontra respaldo no C&oacute;digo Civil, o que acarreta uma grande inseguran&ccedil;a para alguns profissionais.Sendo assim, ao seguir as determina&ccedil;&otilde;es do testamento vital, o m&eacute;dico estar&aacute; respeitando o princ&iacute;pio bio&eacute;tico do respeito a autonomia. Isto &eacute;, o documento faz valer o direito do paciente de decidir, conscientemente, sobre os tratamentos aos quais deseja ser submetido ou n&atilde;o.Entretanto, &eacute; importante frisar, nesse contexto, que a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal est&aacute; fundamentada no conceito da dignidade da pessoa humana, ou seja, um princ&iacute;pio garantidor da capacidade de autodetermina&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo. Portanto, a Constitui&ccedil;&atilde;o preserva valores da pessoa humana por meio de princ&iacute;pios de dignidade, autonomia e de liberdade, o que possibilita o testamento vital.O papel do testamento vitalAo analisar nossa sociedade plural e secular, a liberdade &eacute;tica &eacute; especialmente protegida nas suas m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es. Sendo assim, somos levados a construir uma vis&atilde;o de mundo baseada na bio&eacute;tica, com um modelo de coletividade enquanto espa&ccedil;o de respeito e toler&acirc;ncia.O testamento vital &eacute; a firma&ccedil;&atilde;o dessa maneira de ver o mundo e suas rela&ccedil;&otilde;es intersubjetivas entre m&eacute;dicos, pacientes, familiares e outros profissionais de sa&uacute;de. As diretrizes antecipadas de vontade s&atilde;o uma verdadeira conquista civilizacional e de direitos inalien&aacute;veis e irredut&iacute;veis da pessoa humana.A constru&ccedil;&atilde;o dos conceitosA grande quest&atilde;o hoje em dia, por&eacute;m, &eacute; de como a Medicina deve responder a esses novos desafios, principalmente aos que se colocam no fim da vida humana. Ent&atilde;o, como os m&eacute;dicos devem apreciar o testamento vital?Para responder a essa quest&atilde;o, devemos entender que uma das grandes transforma&ccedil;&otilde;es do final do s&eacute;culo XX foi a evolu&ccedil;&atilde;o de uma &eacute;tica centrada na dignidade da pessoa e no direito &agrave; liberdade de autodetermina&ccedil;&atilde;o.Nesse sentido, a crescente da doutrina dos direitos humanos, em todas as sociedades de tradi&ccedil;&atilde;o judaico-crist&atilde;, foi fundamental. Isso acontece, pois evoluiu a ponto de conferir uma autonomia quase ilimitada ao ser humano individual.A defini&ccedil;&atilde;o de uma concep&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica e antropol&oacute;gica da pessoa humana confere dignidade e o direito de ser sempre considerado sujeito com finalidade pr&oacute;pria e dotado de liberdade no plano &eacute;tico. Essa liberdade &eacute;tica implica que a ci&ecirc;ncia concorrer&aacute; sempre para melhorar as condi&ccedil;&otilde;es da exist&ecirc;ncia da humanidade, respeitando a identidade desse sujeito.LEIA MAIS: O que &eacute; luto e como lidar com a morte de pessoas queridasA evolu&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia permitiu, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a manuten&ccedil;&atilde;o artificial de algumas fun&ccedil;&otilde;es vitais e essenciais para o prolongamento da vida dos seres humanos, o que traz &agrave; tona a grande quest&atilde;o: em que circunst&acirc;ncias a vida &eacute; eticamente relevante?O reconhecimento da finitude da vida humana &eacute; uma atitude eticamente louv&aacute;vel. Ent&atilde;o,&nbsp; os profissionais da sa&uacute;de ao respeitarem a vontade expressa do doente, materializam o princ&iacute;pio do respeito pela autonomia individual.Quando o tratamento &eacute; considerado in&uacute;til ou incongruente trata-se de uma boa pr&aacute;tica cl&iacute;nica a suspens&atilde;o ou absten&ccedil;&atilde;o de meios desproporcionados de tratamento. Sendo assim, o paciente poder&aacute; expressar sua vontade pelo testamento vital.Diretrizes antecipadas de vontade ainda s&atilde;o uma novidadeA tem&aacute;tica do testamento vital ainda &eacute; muito desconhecida na nossa sociedade. O avan&ccedil;o das ci&ecirc;ncias m&eacute;dicas criou situa&ccedil;&otilde;es lim&iacute;trofes entre a vida e a morte, evidenciando os conceitos de eutan&aacute;sia, distan&aacute;sia, ortotan&aacute;sia e suic&iacute;dio assistido.A fase final de vida de uma pessoa suscita in&uacute;meras quest&otilde;es &eacute;ticas e d&uacute;vidas de natureza existencial, em que a grande quest&atilde;o consiste na distin&ccedil;&atilde;o entre tratar e cuidar.Dessa forma, o testamento vital resguarda todos esses direitos do paciente e, em especial, o direito de morrer dignamente. Trata-se de um instrumento para proteger o paciente fora de possibilidades terap&ecirc;uticas das consequ&ecirc;ncias negativas da evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.Quest&otilde;es como morte digna, terminalidade e testamento vital s&atilde;o importantes temas para serem discutidos no contexto bio&eacute;tico brasileiro e por todos os profissionais de sa&uacute;de que atuam na &aacute;rea de pacientes n&atilde;o salv&aacute;veis."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Testamento vital: o documento capaz de gerenciar sua pr\u00f3pria exist\u00eancia","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/testamento-vital\/#breadcrumbitem"}]}]