[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BlogPosting","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/transtorno-de-estresse-pos-traumatico\/#BlogPosting","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/transtorno-de-estresse-pos-traumatico\/","headline":"A extens\u00e3o do Transtorno de Estresse P\u00f3s-Traum\u00e1tico","name":"A extens\u00e3o do Transtorno de Estresse P\u00f3s-Traum\u00e1tico","description":"O Transtorno de Estresse P&oacute;s-Traum&aacute;tico (TEPT) &eacute; um dist&uacute;rbio que se desenvolve como resposta a um elemento estressor traum&aacute;tico, seja ele real ou imagin&aacute;rio. Al&eacute;m disso, possui significado emocional exponencial para desencadear uma s&eacute;rie de efeitos psicol&oacute;gicos e neurobiol&oacute;gicos. Nesse sentido, quando a pessoa se recorda do fato, a revivesc&ecirc;ncia tem as mesmas caracter&iacute;sticas de [&hellip;]","datePublished":"2019-12-17","dateModified":"2020-06-17","author":{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/sonia-pittigliani\/#Person","name":"Psic\u00f3loga Sonia Pittigliani - CRP 06\/14188","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/author\/sonia-pittigliani\/","identifier":16,"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b0b9c286c6073d3dd8121d02e9b86d88?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b0b9c286c6073d3dd8121d02e9b86d88?s=96&d=mm&r=g","height":96,"width":96}},"publisher":{"@type":"Organization","name":"TELAVITA","logo":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/telavita.jpg","width":200,"height":200}},"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Transtorno-de-Estresse-P\u00f3s-Traum\u00e1tico.jpg","url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Transtorno-de-Estresse-P\u00f3s-Traum\u00e1tico.jpg","height":560,"width":900},"url":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/transtorno-de-estresse-pos-traumatico\/","about":["Traumas Psicol\u00f3gicos"],"wordCount":1573,"articleBody":"O Transtorno de Estresse P&oacute;s-Traum&aacute;tico (TEPT) &eacute; um dist&uacute;rbio que se desenvolve como resposta a um elemento estressor traum&aacute;tico, seja ele real ou imagin&aacute;rio. Al&eacute;m disso, possui significado emocional exponencial para desencadear uma s&eacute;rie de efeitos psicol&oacute;gicos e neurobiol&oacute;gicos.Nesse sentido, quando a pessoa se recorda do fato, a revivesc&ecirc;ncia tem as mesmas caracter&iacute;sticas de estresse e de sofrimento que o agente estressor provocou. Na realidade, essa recorda&ccedil;&atilde;o precipita as altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas, f&iacute;sicas e mentais, como se estivesse presenciando tudo de novo.No c&eacute;rebro, as altera&ccedil;&otilde;es decorrentes do abalo emocional s&atilde;o uma tentativa de resposta de adapta&ccedil;&atilde;o a ordem imposta pela desestrutura&ccedil;&atilde;o causada pelos eventos traum&aacute;ticos. As mudan&ccedil;as s&atilde;o sentidas na estrutura neural, nos efeitos funcionais, nas cogni&ccedil;&otilde;es, nas impress&otilde;es afetivas, nos comportamentos e nas rea&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas.Inclusive, pesquisadores de universidades nacionais e internacionais levantam a hip&oacute;tese da causa estar no desequil&iacute;brio dos n&iacute;veis de cortisol ou na redu&ccedil;&atilde;o de 8 a 10% de c&oacute;rtex pr&eacute;-frontal e do hipocampo, que s&atilde;o &aacute;reas localizadas no c&eacute;rebro.A extens&atilde;o do traumaTrauma &eacute; definido como uma situa&ccedil;&atilde;o experimentada, testemunhada ou confrontada pelo indiv&iacute;duo, na qual houve amea&ccedil;a &agrave; vida, a integridade f&iacute;sica de si ou de pessoas ligadas a ele afetivamente.Sendo assim, situa&ccedil;&otilde;es emocionais e essencialmente violentas podem causar traumas. Acidentes naturais (enchentes, inc&ecirc;ndios, desabamentos), acidentes automobil&iacute;sticos, assaltos, sequestros, estupros, guerras, atos terroristas e toda forma de viol&ecirc;ncias urbanas s&atilde;o exemplos disso.Ali&aacute;s, quando ocorre esse pico de estresse no organismo de uma pessoa sadia, os horm&ocirc;nios s&atilde;o ativados, ou seja, existe toda uma rea&ccedil;&atilde;o neurofisiol&oacute;gica e ps&iacute;quica. Por&eacute;m, quando a situa&ccedil;&atilde;o normaliza, essas libera&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas cessam e o ps&iacute;quico tem o seu grau de ansiedade diminu&iacute;do e a pessoa segue adiante.Nas situa&ccedil;&otilde;es de grande estresse, esse sistema sofre graves altera&ccedil;&otilde;es de implica&ccedil;&otilde;es variadas e tempo indeterminado. Dessa forma, quanto maior a hist&oacute;ria de vida pregressa da pessoa, quanto maior for a exposi&ccedil;&atilde;o ao evento traum&aacute;tico e quanto mais intensa forem as formas de sofrimento ao longo da vida, mais grave ser&aacute; a rea&ccedil;&atilde;o ao estresse e maior ser&aacute; a possibilidade do desenvolvimento de perturba&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica.Consequ&ecirc;ncias do traumaExtensivo ao trauma vivido por v&iacute;timas, n&atilde;o podemos deixar de enquadrar as sequelas de graus variados e os efeitos adversos na fam&iacute;lia. Ent&atilde;o, qual o custo social, econ&ocirc;mico e educacional de uma crian&ccedil;a que perde o pai ou a m&atilde;e num acidente de tr&acirc;nsito ou num assalto?Al&eacute;m disso, &eacute; preciso pensar ainda nas consequ&ecirc;ncias e sequelas desses eventos. Afinal, qual o custo social e econ&ocirc;mico de uma defici&ecirc;ncia grave, como uma paraplegia ou tetraplegia, por um alagamento ou um soterramento para um ajustamento pessoal, familiar e profissional?N&atilde;o obstante, h&aacute; os custos com resgates, assist&ecirc;ncia hospitalar, reabilita&ccedil;&atilde;o, perda de capacidade produtiva, gastos previdenci&aacute;rios, danos a terceiros, administra&ccedil;&atilde;o de seguros, etc&hellip;. Quais as sequelas invis&iacute;veis que n&atilde;o s&atilde;o discutidas, amparadas ou resolvidas nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de uma sociedade?Essas s&atilde;o quest&otilde;es poucas discutidas e que precisam de maior aten&ccedil;&atilde;o. Os traumas possuem consequ&ecirc;ncias muitas vezes n&atilde;o vistas, mas que deixam reminisc&ecirc;ncias e restos dif&iacute;ceis de lidar ao longo da vida.Quadro cl&iacute;nico e sintomatologiaReexperi&ecirc;ncia traum&aacute;ticaMesmo com o perigo afastado, o indiv&iacute;duo revive o ocorrido continuadamente, ou seja, ele permanece vivenciando o trauma como uma experi&ecirc;ncia presente. Nesse sentido, tal circunst&acirc;ncia Incapacita a pessoa de retomar o curso de vida.&Eacute; como se o trauma parasse no momento em que ocorreu. &nbsp;As imagens, sons, odores, n&aacute;useas, tonturas, medos, pavor, terror, podem aparecer nos sonhos ou pesadelos e na revivesc&ecirc;ncia do evento.Esquiva e distanciamento emocionalA repeti&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia traum&aacute;tica causa um sofrimento t&atilde;o grande na pessoa, que pode refletir num afastamento emocional. Dessa forma, o indiv&iacute;duo busca se afastar de qualquer est&iacute;mulo que possa desencadear o ciclo de lembran&ccedil;as traum&aacute;ticas.A esquiva ativa de sentimentos, pensamentos, conversas, situa&ccedil;&otilde;es e atividades associadas ao trauma, ent&atilde;o, s&atilde;o um mecanismo de defesa contra a ansiedade desencadeada. As estrat&eacute;gias da esquiva s&atilde;o: evitar falar, uso de bebidas alco&oacute;licas ou drogas, compuls&otilde;es como jogo, sexo, etc.Desse modo, o indiv&iacute;duo tenta reorganizar sua vida, evitando situa&ccedil;&otilde;es ou lembran&ccedil;as que remetem ao trauma. Assim, a pessoa volta toda a sua energia ps&iacute;quica para essa fuga e isso acarreta num &ldquo;n&atilde;o pensar&rdquo;, &ldquo;n&atilde;o sentir&rdquo;, &ldquo;n&atilde;o planejar&rdquo;. Tal a&ccedil;&atilde;o restringe a express&atilde;o afetiva, o que causa uma anestesia nos sentimentos.Hiperexcitabilidade ps&iacute;quicaHumor ansioso, taquicardia, respira&ccedil;&atilde;o curta, constri&ccedil;&atilde;o precordial, formigamentos, parestesias, sudorese, extremidades frias, cefal&eacute;as, al&eacute;m da ins&ocirc;nia, irritabilidade e explosividade. Esses s&atilde;o alguns dos sintomas da condi&ccedil;&atilde;o.As pessoas nesse estado passam do est&iacute;mulo &agrave; a&ccedil;&atilde;o sem passar pela reflex&atilde;o ou avalia&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo provocador. Sendo assim, est&atilde;o sempre em estado de alerta, em vigil&acirc;ncia e sempre esperando o pior. H&aacute; uma generaliza&ccedil;&atilde;o do medo como percep&ccedil;&atilde;o de um mundo inseguro e imprevis&iacute;vel.O diagn&oacute;stico do Transtorno de Estresse P&oacute;s-Traum&aacute;tico&Eacute; muito importante um diagn&oacute;stico adequado e correto no reconhecimento dos sintomas do TEPT, tanto pela preval&ecirc;ncia do transtorno, quanto pelo comprometimento que acarreta ao indiv&iacute;duo, sua fam&iacute;lia e, consequentemente, &agrave; sociedade.O bom diagn&oacute;stico tem que reconhecer e legitimar a condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica derivada do trauma psicol&oacute;gico. Ent&atilde;o, deve fundamentar-se nos sintomas intrusivos, na ativa&ccedil;&atilde;o aumentada e nos sintomas de embotamento e evita&ccedil;&atilde;o.Ainda, &eacute; necess&aacute;rio aten&ccedil;&atilde;o quando o fator estressor &eacute; transit&oacute;rio e pode ser aliviado, pois esses sintomas diminuem gradativamente entre 48 horas a quatro semanas. Ali&aacute;s, na cronicidade do transtorno, &agrave;s vezes, ele vai &ldquo;mutando&rdquo; com o tempo, e demora de 24 a 48 meses ap&oacute;s o trauma para apresentar a remiss&atilde;o desses tra&ccedil;os.Al&eacute;m disso, &eacute; preciso ter aten&ccedil;&atilde;o com as comorbidades, pois 80% das pessoas com TEPT j&aacute; sofrem com depress&atilde;o, perturba&ccedil;&otilde;es de p&acirc;nico e uso de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas em quadros compulsivos.As equipes de sa&uacute;de, por ser esse um quadro relativamente recente, n&atilde;o est&atilde;o treinadas para o diagn&oacute;stico diferencial do Transtorno de Estresse P&oacute;s-Traum&aacute;tico, o que acarreta num tratamento medicamentoso e ps&iacute;quico n&atilde;o adequado.Como lidar com o TEPTO TEPT pode gerar diversas implica&ccedil;&otilde;es na qualidade de vida do indiv&iacute;duo. Por conta disso, &eacute; fundamental procurar alternativas para lidar com ele. Inclusive, segue abaixo algumas dicas de como minimizar e amenizar o Transtorno de Estresse P&oacute;s-Traum&aacute;tico:&ndash; lidar melhor com as experi&ecirc;ncias negativas;&ndash; boa autoestima;&ndash; sentimentos de autoefic&aacute;cia;&ndash; a&ccedil;&otilde;es positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vida;&ndash; capacidade de ressignificar situa&ccedil;&otilde;es;&ndash; resili&ecirc;ncia.Al&eacute;m disso, procurar tratamento &eacute; imprescind&iacute;vel. Ele deve ser m&eacute;dico com introdu&ccedil;&atilde;o de medicamentos, na maioria das vezes, e principalmente, psicoter&aacute;pico. Ali&aacute;s, &eacute; fundamental frisar a atua&ccedil;&atilde;o concomitante desses dois procedimentos.&Eacute; importante lembrar que quando bem conduzido o tratamento, m&eacute;dica e psicologicamente, o TEPT pode gerar crescimento. Assim, &eacute; poss&iacute;vel ocorrer mudan&ccedil;as de valores e atitudes, possibilitando um significado maior na dimens&atilde;o do existir humano."},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Blog","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/#breadcrumbitem"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A extens\u00e3o do Transtorno de Estresse P\u00f3s-Traum\u00e1tico","item":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/transtorno-de-estresse-pos-traumatico\/#breadcrumbitem"}]}]