{"id":1397,"date":"2018-01-26T17:04:49","date_gmt":"2018-01-26T19:04:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/?p=1397"},"modified":"2024-04-19T16:11:09","modified_gmt":"2024-04-19T19:11:09","slug":"mulheres-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/mulheres-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Mulheres no mercado de trabalho: limita\u00e7\u00f5es ou preconceito?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Limita\u00e7\u00f5es. Essa \u00e9 a palavra-chave que surge como justificativa para certos impasses para <\/span><b>a mulher no mercado de trabalho<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Por\u00e9m, como ainda conseguem defender essas limita\u00e7\u00f5es? Afinal, uma simples observa\u00e7\u00e3o dos dados iria explicar o contr\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com o estudo \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101551_informativo.pdf\"><b>Estat\u00edsticas de g\u00eanero \u2014 Indicadores sociais das mulheres no Brasi<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">l<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), as mulheres possuem maior escolaridade que os homens. Na popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo, elas representam <\/span><b>16,9%<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, enquanto eles <\/span><b>13,5%.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda, ao tratar sobre <\/span><b>a situa\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 poss\u00edvel observar que as mulheres trabalham, em m\u00e9dia, tr\u00eas horas por semana a mais do que os homens \u2013 isso inclui trabalhos remunerados, afazeres dom\u00e9sticos e cuidados de pessoas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo assim, elas ainda recebem 76,5% do rendimento dos homens, na m\u00e9dia. A diferen\u00e7a de rendimentos habitual m\u00e9dio mensal \u00e9 de R$ 542, j\u00e1 que elas recebem R$ 1.764, <\/span><b>enquanto eles ganham R$ 2.306.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, como explicar essa diferen\u00e7a? O <\/span><b>preconceito contra a mulher<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> est\u00e1 evidente, por\u00e9m, isso n\u00e3o \u00e9 algo que ocorre somente agora. Para tal, vamos precisar realizar uma an\u00e1lise hist\u00f3rica dos fatos para compreender isso.<\/span><\/p>\n<h2><b>O trabalho da mulher na hist\u00f3ria<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos dias de hoje, \u00e9 comum ver a <\/span><b>mulher trabalhando<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> em escrit\u00f3rios e grandes empresas, entretanto, o cen\u00e1rio nem sempre foi assim. Ao retratar a rela\u00e7\u00e3o entre <\/span><b>mulher e trabalho<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 necess\u00e1rio ter em mente que essa fun\u00e7\u00e3o por muito tempo ocorria somente no \u00e2mbito de casa. Ou seja, durante muito tempo, o dever delas era <\/span><b>cuidar do lar e da fam\u00edlia.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, essa situa\u00e7\u00e3o mudou de forma mais radical na segunda metade do s\u00e9culo 18. Durante a <\/span><b>Revolu\u00e7\u00e3o Industrial<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, as empresas come\u00e7aram a adotar cada vez mais a m\u00e3o de obra feminina para conseguir produzir toda a demanda que necessitavam. Al\u00e9m disso, vemos que <\/span><b>o preconceito com mulheres e a desvaloriza\u00e7\u00e3o salarial datam j\u00e1 dessa \u00e9poca<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, uma vez que elas recebiam menos que os homens.<\/span><\/p>\n<h3><b>A situa\u00e7\u00e3o da mulher e o mercado de trabalho no Brasil<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, como ocorreu a hist\u00f3ria da <\/span><b>mulher brasileira no mercado de trabalho<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">? Bem, apesar desse evento hist\u00f3rico, a completa utiliza\u00e7\u00e3o da sua m\u00e3o de obra demorou muito mais tempo para ser implementada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Somente em 1930, o decreto <\/span><b>lei n\u00b0 24.417 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">versou sobre a situa\u00e7\u00e3o das mulheres dentro do mercado de trabalho. Mesmo assim, somente na d\u00e9cada de 40 que elas come\u00e7aram a ocupar diferentes cargos, sendo isso impulsionado pelo aumento das <\/span><b>sider\u00fargicas, petrol\u00edferas, qu\u00edmicas, farmac\u00eauticas e automobil\u00edsticas no pa\u00eds.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, a participa\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho ainda era muito pequena. De acordo com dados do censo demogr\u00e1fico do IBGE, em 1950, os homens representavam 80,8% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa do pa\u00eds,<\/span><b> enquanto que as mulheres apontavam somente 13,6% na pesquisa.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As d\u00e9cadas seguintes foram marcadas pela <\/span><b>evolu\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho, mesmo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> que de forma gradual. Nesse sentido, o movimento feminista foi importante por conseguir impulsionar a pauta da <\/span><b>mulher que trabalha<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, visando diminuir o tabu que existia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda, \u00e9 importante trazer o valor da nova<\/span><b> Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Com ela, foi autorizada a institui\u00e7\u00e3o da cidadania e dos direitos humanos para as mulheres brasileiras. Al\u00e9m disso, o pa\u00eds tamb\u00e9m passou a comemorar o <\/span><a href=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/dia-internacional-da-mulher\/\"><b>Dia Internacional da Mulher no dia 08 de mar\u00e7o.<\/b><\/a><\/p>\n<h2><b>A inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <\/span><b>poder feminino<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> tem se mostrado acentuado na evolu\u00e7\u00e3o do mundo. Desde os tempos da ind\u00fastria, as mulheres v\u00eam ganhando espa\u00e7o no mercado de trabalho. Nem todas mulheres sonham em ser m\u00e3es (assim como nem todos os homens sonham ser pais).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa forma,\u00a0 h\u00e1 tamb\u00e9m uma nova mentalidade feminina: aquela que procura por <\/span><a href=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/a-relacao-entre-saude-mental-e-vida-financeira\/\"><b>estabilidade financeira<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> antes de constituir uma fam\u00edlia.Essas mulheres lutam na \u00e1rea profissional. Elas s\u00e3o extremamente competentes, assim como qualquer homem, e est\u00e3o ali n\u00e3o somente para alimentarem uma fam\u00edlia, mas <\/span><b>para buscarem a sua independ\u00eancia.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os tempos evolu\u00edram. Os homens n\u00e3o possuem o mesmo comprometimento com as esposas, como em \u00e9pocas passadas. Logo, esse tipo de situa\u00e7\u00e3o fez com que essas mulheres &#8220;arrega\u00e7assem as mangas&#8221; e fossem em busca do que acreditam e sonham construir, <\/span><b>sem ter ningu\u00e9m para sustent\u00e1-las.<\/b><\/p>\n<h2><b>Machismo no mercado de trabalho<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo assim, o <\/span><b>preconceito no mercado de trabalho<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> continua. Uma pesquisa realizada pelo Brookings Institution mostrou que as mulheres formadas em tecnologia s\u00e3o melhores que os homens no desempenho de seus pap\u00e9is.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto elas marcaram 48 pontos em um teste l\u00f3gico, eles fizeram 45 pontos. Entretanto, as mo\u00e7as ocupam menos de 30% dos cargos da \u00e1rea e quase nenhuma na <\/span><a href=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/lider-saude-mental\/\"><b>posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a de equipe.<\/b><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel perceber in\u00fameros setores em que <\/span><b>a inclus\u00e3o das mulheres ainda \u00e9 algo complicado.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Desse modo, essa quest\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 facilmente percebida na escolha das profiss\u00f5es pelos estudantes. Ainda existe certo estigma com as garotas que decidem cursar mat\u00e9rias de tecnologia, o que \u00e9 refletido no <\/span><b>n\u00famero desproporcional de g\u00eanero dentro dessas classes universit\u00e1rias.<\/b><\/p>\n<h2><b>A rela\u00e7\u00e3o entre as mulheres e o trabalho<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como vimos, o <\/span><b>mercado de trabalho para as mulheres<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 mais dif\u00edcil. Segundo a <\/span><b>Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, os sal\u00e1rios das mulheres s\u00e3o em m\u00e9dia 24% inferiores aos dos homens que ocupam a mesma posi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso ocorre principalmente por causa das <\/span><b>cren\u00e7as culturais que n\u00e3o se modificaram na sociedade.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Ainda h\u00e1 o preconceito quanto a gravidez, a jornada dupla de trabalho, a aus\u00eancia por se preocupar mais com a fam\u00edlia do que com o emprego e as demais &#8220;mazelas&#8221; femininas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, as mulheres se dedicam mais aos afazeres dom\u00e9sticos e cuidados de pessoas. De acordo com um dado de 2016 do IBGE, elas trabalharam cerca de<\/span><b> 73% a mais de horas nessas atividades do que os homens (18,1 horas contra 10,5 horas).<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse comportamento cultural se reflete na <\/span><b>evolu\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Elas precisam conciliar o trabalho remunerado com essas atividades, o que, em muitos casos, resultam em trabalhos com carga hor\u00e1ria reduzida.<\/span><\/p>\n<h2><b>O que pode ser feito pela mulher no trabalho para se destacar<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em primeiro lugar, seja honesta consigo mesma:<\/span><a href=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/ambicao-no-trabalho\/\"> <b>voc\u00ea sabe o quanto vale e o quanto investiu em sua carreira<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Tenha a coragem de pedir o justo. Em um emprego, a empresa n\u00e3o est\u00e1 fazendo favor nenhum favor. Ali\u00e1s, voc\u00eas possuem uma rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua: enquanto voc\u00ea presta um servi\u00e7o de qualidade, eles pagam pelo que voc\u00ea traz a eles. Lembre-se sempre disso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, para diminuir a <\/span><b>desigualdade no mercado de trabalho<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, acabamos selecionando alguns conselhos que podem ajudar o <\/span><b>trabalho feminino<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> a ganhar mais destaque:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><a href=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/beneficios-de-estudar\/\"><b>Se mantenha atualizada e com foco no estudo constante<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">D\u00ea opini\u00e3o. Mesmo que algu\u00e9m tente te cortar, pe\u00e7a a palavra educadamente e com respeito para prosseguir com seu pensamento;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o se cale diante de ass\u00e9dios;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Atue com respeito. N\u00e3o fa\u00e7a piadas machistas, nem d\u00ea liberdade para tal;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Deixe claro sua vontade quanto ao profissional;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Busque apoio psicol\u00f3gico para cuidar da sua sa\u00fade mental.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<span class='mb-center maxbutton-3-center'><span class='maxbutton-3-container mb-container'><a class=\"maxbutton-3 maxbutton maxbutton-manda-para-pagina-psicologos\" href=\"https:\/\/app.telavita.com.br\/psicologia-online\/encontre-seu-psicologo\"><span class='mb-text'>Agende agora uma consulta com psic\u00f3logo<\/span><\/a><\/span><\/span>\n<p><strong>GOSTOU DO CONTE\u00daDO? CONTINUE LENDO SOBRE O ASSUNTO:<\/strong><\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ehmlraHBTN\"><p><a href=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/sindrome-do-impostor-em-mulheres\/\">Carreira feminina: a s\u00edndrome do impostor em mulheres<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carreira feminina: a s\u00edndrome do impostor em mulheres&#8221; &#8212; \" src=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/sindrome-do-impostor-em-mulheres\/embed\/#?secret=txYhwU4rZb#?secret=ehmlraHBTN\" data-secret=\"ehmlraHBTN\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Limita\u00e7\u00f5es. Essa \u00e9 a palavra-chave que surge como justificativa para certos impasses para a mulher no mercado de trabalho. 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