{"id":2718,"date":"2018-10-24T09:00:54","date_gmt":"2018-10-24T12:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/?p=2718"},"modified":"2024-07-04T14:00:40","modified_gmt":"2024-07-04T17:00:40","slug":"alice-e-funcionamento-do-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/alice-e-funcionamento-do-cerebro\/","title":{"rendered":"A rela\u00e7\u00e3o de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas e o funcionamento do c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Um coelho branco vestindo colete com um rel\u00f3gio de bolso, um gato que desaparece no ar e uma rainha vermelha com um louco desejo por cortar cabe\u00e7as. \u00c9 tudo assim, de cabe\u00e7a para baixo, no Pa\u00eds das Maravilhas, o mundo que mexe com o imagin\u00e1rio popular desde a publica\u00e7\u00e3o do livro <strong>&#8220;Alice no Pa\u00eds das Maravilhas&#8221;<\/strong>, escrito pelo autor ingl\u00eas <strong>Lewis Carroll<\/strong>, pseud\u00f4nimo de Charles Lutwidge Dogson, publicado em 1865.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>Alice: Chapeleiro, voc\u00ea me acha louca?<br \/>Chapeleiro: Louca, louquinha! Mas vou te contar um segredo: as melhores pessoas s\u00e3o.&#8221;<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O di\u00e1logo entre <strong>Alice e o Chapeleiro Maluco<\/strong>, os\u00a0<strong>personagens de &#8220;Alice no Pa\u00eds das Maravilhas&#8221;<\/strong> mais ic\u00f4nicos da obra, aparece na adapta\u00e7\u00e3o dos livros para as telonas. O\u00a0 filme, dirigido pelo exc\u00eantrico <strong>Tim Burton<\/strong>, capta bem o espectro do surreal em que as personagens est\u00e3o inseridas, pois tudo no Pa\u00eds das Maravilhas \u00e9 um tanto doido mesmo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Um s\u00e9culo e meio desde sua publica\u00e7\u00e3o, a obra se tornou um cl\u00e1ssico da literatura e agora inspira pesquisadores neurocientistas a contarem o que ela pode nos ensinar sobre o c\u00e9rebro humano. <strong>Alison Gopnik<\/strong>, professora de psicologia na <strong>Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley<\/strong>, afirma que Carroll explorou in\u00fameras possibilidades sobre a continuidade do self. O termo <strong>&#8220;self&#8221;, ou &#8220;si mesmo&#8221;<\/strong>, foi muito popular nas teorias de <strong>Carl Gustav Jung<\/strong>, c\u00e9lebre psiquiatra su\u00ed\u00e7o. Para ele, self \u00e9 a totalidade do homem, uma imagem arquet\u00edpica do potencial mais pleno dele.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O\u00a0<strong>autor de &#8220;Alice no Pa\u00eds das Maravilhas&#8221;<\/strong> tratou da mem\u00f3ria, linguagem, consci\u00eancia, inconsci\u00eancia e sonho, temas que pertencem \u00e0 base de estudos da psicologia. Ele foi t\u00e3o conciso nas suas descri\u00e7\u00f5es, que Alice ganhou at\u00e9 s\u00edndrome com o seu nome!<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00edndrome da Alice no Pa\u00eds das Maravilhas<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>&#8220;Que sensa\u00e7\u00e3o estranha!&#8221; disse Alice; &#8220;devo estar encolhendo como um telesc\u00f3pio!&#8221;. E estava mesmo: agora s\u00f3 tinha vinte e cinco cent\u00edmetros de altura e seu rosto se iluminou \u00e0 ideia de que chegara ao tamanho certo para passar pela portinha e chegar \u00e0quele jardim encantador.&#8221;<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Assim que se aventurou pelo buraco do coelho e caiu, caiu, caiu, at\u00e9 chegar a um estranho lugar cercado por portas de todos os tamanhos, Alice encontrou um pequeno frasco com os dizeres &#8220;Beba-me&#8221;. O efeito da po\u00e7\u00e3o \u00e9 descrito acima e encolhe a nossa personagem feito um telesc\u00f3pio! O efeito oposto se encontra no bolinho que continha os dizeres &#8220;Coma-me&#8221;, e Alice cresceu, &#8220;espichando como o maior telesc\u00f3pio que j\u00e1 existiu!&#8221; (Carroll).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A memor\u00e1vel cena n\u00e3o passou despercebida pelo psiquiatra ingl\u00eas &#8211; e f\u00e3 das obras de Carroll &#8211;\u00a0 <strong>John Todd<\/strong>. Em 1955, ele observou que alguns pacientes relatavam o mesmo sentimento de Alice e cunhou o termo da doen\u00e7a chamada<strong>\u00a0S\u00edndrome da Alice no Pa\u00eds das Maravilhas.<\/strong> O neurologista da <strong><a href=\"https:\/\/www.upenn.edu\/\">Universidade da Pensilv\u00e2nia<\/a>, Filad\u00e9lfia<\/strong>, <strong>Grant Liu<\/strong>, estudou o fen\u00f4meno: &#8220;Eu ouvi pacientes dizendo que as coisas apareciam de cabe\u00e7a para baixo, ou que a m\u00e3e estava do outro lado da sala e, do nada, aparecia do seu lado\u201d, relatou ele.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Sabe-se que a doen\u00e7a \u00e9 mais comum em crian\u00e7as, pessoas que sofrem de enxaqueca e\/ou que est\u00e3o sob efeitos de drogas, como o <strong>LSD<\/strong>. Carroll relatou em seus di\u00e1rios as intensas crises de enxaqueca que sofria, o que faz com que os cientistas acreditem que o autor tenha usado suas pr\u00f3prias experi\u00eancias com a doen\u00e7a como inspira\u00e7\u00e3o. Para Liu, os <strong>lobos parietais<\/strong>, respons\u00e1veis pela percep\u00e7\u00e3o espacial do corpo, podem ser afetados pela s\u00edndrome, criando uma anormalidade nas suas fun\u00e7\u00f5es e fazendo com que o sentido de perspectiva e dist\u00e2ncia fiquem distorcidos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Embora pare\u00e7a grave, essas ilus\u00f5es s\u00e3o passageiras e inofensivas e o trabalho de Liu \u00e9 levar informa\u00e7\u00e3o aos pacientes que pensam estarem loucos.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dos sonhos mais loucos\u00a0<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 teve um sonho bem doido, em que pessoas ganhavam caracter\u00edsticas animalescas e se comportavam de forma estranha? Pois no sonho de Alice com o Pa\u00eds das Maravilhas, os sonhos operam dessa forma.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"https:\/\/www.ebiografia.com\/sigmund_freud\/\"><strong>Sigmund Freud<\/strong>,<\/a> considerado o pai da psican\u00e1lise, afirma que a censura, nos sonhos, opera nos\u00a0sistemas inconsciente e pr\u00e9-consciente, ou seja, um fragmento n\u00e3o \u00e9 distorcido ao acaso.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p><em>&#8220;N\u00e3o se devem assemelhar os sonhos aos sons desregulados que saem de um instrumento musical atingido pelo golpe de alguma for\u00e7a externa, e n\u00e3o tocado pela m\u00e3o de um instrumentista; eles n\u00e3o s\u00e3o destitu\u00eddos de sentido, n\u00e3o s\u00e3o absurdos; n\u00e3o\u2026 implicam que uma parcela de nossa reserva de representa\u00e7\u00f5es esteja adormecida enquanto outra come\u00e7a a despertar. Pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o fen\u00f4menos ps\u00edquicos de inteira validade \u2013 realiza\u00e7\u00f5es de desejos; podem ser inseridos na cadeia dos atos mentais intelig\u00edveis da vig\u00edlia; s\u00e3o produzidos por uma atividade mental altamente complexa\u201d. (Freud, Ed.Imago, 2001, p.136)<\/em><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Para ele, a mente adormecida reflete os nossos maiores desejos e se funde com epis\u00f3dios que a nossa mente absorve quando estamos acordados e conscientes.\u00a0O Pa\u00eds das Maravilhas est\u00e1 recheado de personagens que se metamorfoseiam, como a <strong>Duquesa e o seu beb\u00ea chor\u00e3o<\/strong>. Ao segurar o beb\u00ea no colo, Alice nota que o nariz do beb\u00ea se torna mais arrebitado; seus olhos ficam mais pr\u00f3ximos um do outro, e ele come\u00e7a a grunhir. De repente, o beb\u00ea se transforma em um porco.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Alice sonhou com a cena, mas no seu estado consciente, sua mente absorveu informa\u00e7\u00f5es e epis\u00f3dios reais que se fundiram ao imagin\u00e1rio, fixando-as na mem\u00f3ria.\u00a0Neurocientistas explicam que, uma vez que consolida as lembran\u00e7as, a mente desenha liga\u00e7\u00f5es entre diferentes eventos para construir a uma hist\u00f3ria. Disso, informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o cruzadas e misturadas a ponto de criarem os sonhos mais loucos.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Rainha Branca e a viagem no tempo<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>&#8220;&#8230;mas h\u00e1 uma grande vantagem nisso: a nossa mem\u00f3ria funciona nos dois sentidos.&#8221;<br \/>&#8220;Tenho certeza de que a<em> minha<\/em> mem\u00f3ria s\u00f3 funciona em um&#8221;, Alice observou. &#8220;N\u00e3o posso lembrar coisas antes que elas aconte\u00e7am.&#8221;<br \/>&#8220;\u00c9 uma m\u00edsera mem\u00f3ria, essa sua, que s\u00f3 funciona para tr\u00e1s&#8221;, a Rainha observou.&#8221;<br \/>&#8220;De que tipo de coisas <em>voc\u00ea<\/em> se lembra melhor?&#8221; Alice se atreveu a perguntar.<br \/>&#8220;Oh, das coisas que aconteceram daqui a duas semanas&#8221;, a Rainha respondeu num tom displicente. &#8220;Por exemplo, agora&#8221;.<\/p>\r\n<cite>Carroll, Lewis<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A mem\u00f3ria \u00e9 o centro da conversa entre Alice, que diz possuir apenas um sentido de mem\u00f3ria (o do passado) e a<strong> Rainha Branca<\/strong>, que afirma possuir mais sentidos, como o do futuro, em que j\u00e1 havia se lembrado do exato momento em que conversavam. Mas que maluquice \u00e9 essa? Mem\u00f3rias do futuro?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A neurocientista irlandesa, <strong>Eleanor Maguire<\/strong>, da <a href=\"https:\/\/www.ucl.ac.uk\/\"><strong>University College London<\/strong><\/a> explica: &#8220;Uma vez que os neurocientistas em meados dos anos 2000 come\u00e7aram a descobrir que a mem\u00f3ria n\u00e3o est\u00e1 relacionada somente com o passado, mas, principalmente, na utilidade que ela tem para ajudar a resolver problemas futuros. Voc\u00ea precisa se projetar para a frente para trabalhar melhor o curso de a\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A vision\u00e1ria Rainha Branca j\u00e1 antecipava estudos sobre o hipocampo e a rela\u00e7\u00e3o entre mem\u00f3rias do passado e do futuro. Ao imaginarmos o futuro, coletamos nossas lembran\u00e7as do passado e as unimos com informa\u00e7\u00f5es do presente e futuro para formar o novo cen\u00e1rio. Maguire estudou pacientes com <strong>danos no hipocampo<\/strong>, estrutura cerebral cuja fun\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e9 converter a <strong>mem\u00f3ria a curto prazo em mem\u00f3ria a longo prazo<\/strong>. Em sua pesquisa, notou que, ao mesmo tempo que os pacientes n\u00e3o conseguiam se recordar de mem\u00f3rias do passado, tamb\u00e9m mostraram o mesmo problema com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de fatos futuros.\u00a0\u00a0&#8220;Eles sabiam que teria areia e mar, mas n\u00e3o conseguiam visualizar a situa\u00e7\u00e3o em suas mentes&#8221;.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>&#8220;A regra \u00e9: geleia amanh\u00e3 e geleia ontem,\u00a0 mas nunca geleia hoje&#8221;.<br \/>&#8220;Isso s\u00f3 pode acabar levando \u00e0s vezes a &#8216;geleia hoje'&#8221;, Alice objetou.<br \/>&#8220;N\u00e3o, n\u00e3o pode&#8221;, disse a Rainha. &#8220;\u00c9 geleia no outro dia: <em>hoje nunca \u00e9 outro dia<\/em>, entende?&#8221;<\/p>\r\n<cite>Carroll, Lewis<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ou seja, os pacientes da Dra. Maguire est\u00e3o sempre presos no presente, pois n\u00e3o se lembram do passado e nem conseguem projetar o futuro, ao contr\u00e1rio da Rainha Branca.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cogni\u00e7\u00e3o do imposs\u00edvel<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Primeiro, vamos responder uma pergunta importante: <strong>O que \u00e9 cogni\u00e7\u00e3o?<\/strong> Cogni\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento, e ele se d\u00e1 atrav\u00e9s da percep\u00e7\u00e3o, da aten\u00e7\u00e3o, associa\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, racioc\u00ednio, etc. Essa capacidade de processar informa\u00e7\u00f5es e transform\u00e1-las em\u00a0conhecimento \u00e9 um dos processo mais importantes que ocorrem na nossa mente. Sem ele, nossa no\u00e7\u00e3o de mundo n\u00e3o seria a mesma.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>\u201cIsto \u00e9 imposs\u00edvel.&#8221;<br \/>&#8220;S\u00f3 se voc\u00ea acreditar que \u00e9.\u00a0\u00c0s vezes, eu acredito em s\u00a0 eis coisas imposs\u00edveis antes do caf\u00e9 da manh\u00e3.&#8221;<\/p>\r\n<cite>Carroll, Lewis<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Alison Gopnik<\/strong>, a professora de psicologia na <strong>Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley<\/strong>, j\u00e1 nos explicou sobre o &#8220;self&#8221; l\u00e1 no comecinho do texto. Agora, ela\u00a0estuda a forma como constru\u00edmos nossa imagina\u00e7\u00e3o. Ela descobriu, por exemplo, que as crian\u00e7as que brincam \u201cacreditando no imposs\u00edvel\u201d tendem a desenvolver uma cogni\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ada. Elas desenvolvem o pensamento hipot\u00e9tico muito melhor do que quem n\u00e3o imagina tanto, al\u00e9m da tend\u00eancia em ter uma <strong>\u201cteoria da mente\u201d<\/strong> mais avan\u00e7ada, ou seja,\u00a0 possuem uma compreens\u00e3o maior sobre os motivos e inten\u00e7\u00f5es dos outros.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cMuito do que elas fazem na brincadeira \u00e9 formar uma hip\u00f3tese e segui-la at\u00e9 a conclus\u00e3o l\u00f3gica\u201d, diz <strong>Gopnik<\/strong>. \u201cO interessante \u00e9 que Carroll tamb\u00e9m era um m\u00e1gico e voc\u00ea pode ver essa mesma capacidade quando toma uma premissa para chegar \u00e0 uma conclus\u00e3o absurda\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>E quem mergulha em hist\u00f3rias de fantasia e fic\u00e7\u00e3o? Tamb\u00e9m tem poderes m\u00e1gicos de cogni\u00e7\u00e3o? O pesquisador Travis Proulx, da <a href=\"https:\/\/www.tilburguniversity.edu\/\"><strong>Universidade de Tilburg<\/strong><\/a>, na Holanda, estudou a forma com que a literatura surreal e absurda, como a de Carroll, influencia a nossa cogni\u00e7\u00e3o. Quando nos aventuramos com dinossauros, lutamos contra monstros ou viajamos para o Pa\u00eds das Maravilhas, rompemos com as nossas expectativas, tornando o c\u00e9rebro mais flex\u00edvel e, aquele que l\u00ea, mais criativo e \u00e1gil para compreender novas ideias.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&#8220;N\u00e3o tenho nenhuma d\u00favida de que estimular esses estados mentais contribui para o desenvolvimento da aprendizagem e origina novas conex\u00f5es\u201d, diz Proulx.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Cientificamente, nos aventurar em mundos estranhos e que parecem imposs\u00edveis, estimula &#8211; e muito &#8211; a nossa mente a ser mais ativa e criativa. Talvez Carroll, conscientemente, n\u00e3o tivesse pensado nos detalhes ou que a ci\u00eancia poderia, um dia, explicar t\u00e3o bem a sua obra. O fato \u00e9 que, ao descer pela toca do Coelho, Carroll e Alice nos deram a chave para mergulhar no Pa\u00eds das Maravilhas e, tamb\u00e9m, em nossa pr\u00f3pria mente.<br \/><br \/>FONTE: BBC<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um coelho branco vestindo colete com um rel\u00f3gio de bolso, um gato que desaparece no ar e uma rainha vermelha com um louco desejo por cortar cabe\u00e7as. \u00c9 tudo assim, de cabe\u00e7a para baixo, no Pa\u00eds das Maravilhas, o mundo que mexe com o imagin\u00e1rio popular desde a publica\u00e7\u00e3o do livro &#8220;Alice no Pa\u00eds das [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":2816,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[273],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.8 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A rela\u00e7\u00e3o de &quot;Alice no pa\u00eds das maravilhas&quot; e a mente - Telavita<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"J\u00e1 parou pra pensar que tudo no mundo de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas \u00e9 meio doido? 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