{"id":6877,"date":"2020-07-01T16:58:14","date_gmt":"2020-07-01T19:58:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/?p=6877"},"modified":"2020-07-01T17:04:33","modified_gmt":"2020-07-01T20:04:33","slug":"racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/racismo\/","title":{"rendered":"Racismo: uma constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica impiedosa"},"content":{"rendered":"<p>O racismo \u00e9 entendido como uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que come\u00e7a a se esbo\u00e7ar a partir do s\u00e9culo XVI com a sistematiza\u00e7\u00e3o de ideias e valores constru\u00eddos pela civiliza\u00e7\u00e3o europeia. Esse movimento ocorre quando esses entraram em contato com a diversidade humana nos diferentes continentes e se consolida com as ideias cient\u00edficas em torno do conceito de ra\u00e7as no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Apesar do conceito datado ainda percebemos o seu preceito na sociedade. E ele n\u00e3o ocorre de maneira leviana. S\u00e3o diversas ocasi\u00f5es em que n\u00e3o veem o aspecto humano, mas utilizam o preconceito.<\/p>\n<p>\u201cTodo ser humano tem a capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidas nesta declara\u00e7\u00e3o, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer esp\u00e9cie, seja de ra\u00e7a, cor, sexo, religi\u00e3o, idioma, opini\u00e3o pol\u00edtica ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O segundo artigo da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, de 1948, j\u00e1 evidenciava a necessidade da equidade. Mesmo assim, as situa\u00e7\u00f5es vexat\u00f3rias continuam acontecendo. Portanto, iremos discutir o racismo sob uma \u00f3tica hist\u00f3rica.<\/p>\n<h2>Racismo: significado e defini\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>O ato de atribuir e perpetuar as desigualdades sociais, ps\u00edquicas, culturais e pol\u00edticas \u00e0 \u201cra\u00e7a\u201d significa legitimar as diferen\u00e7as sociais. Isso ocorre a partir da ideia falaciosa de diferen\u00e7as biol\u00f3gicas, manifestada nos fen\u00f3tipos e na apar\u00eancia dos indiv\u00edduos de diferentes grupos sociais.<\/p>\n<p>A discrimina\u00e7\u00e3o social, ent\u00e3o, \u00e9 baseada no conceito de que existem ra\u00e7as humanas, al\u00e9m de que umas s\u00e3o superiores \u00e0s outras. Analisar as pessoas como base nas diferentes caracter\u00edsticas f\u00edsicas \u00e9 uma atitude depreciativa e discriminat\u00f3ria n\u00e3o baseada em crit\u00e9rios cient\u00edficos.<\/p>\n<h3>O que \u00e9 racismo?<\/h3>\n<p>O racismo pode ser entendido como qualquer fen\u00f4meno que justifique as diferen\u00e7as, prefer\u00eancias, privil\u00e9gios, domina\u00e7\u00e3o, hierarquias e desigualdades materiais e simb\u00f3licas entre seres humanos, baseados na ideia de ra\u00e7a.<\/p>\n<p>Para Michael Foucault e Hanna Arendt, racismo \u00e9 a forma de delimita\u00e7\u00e3o de novas t\u00e9cnicas de poder, pois o racismo moderno n\u00e3o est\u00e1 ligado a mentalidades, ideologias ou mentiras do poder. Dessa forma, est\u00e1 ligado \u00e0 tecnologia do poder, j\u00e1 que \u00e9 uma forma do biopoder exercido. Nesse sentido, possui conex\u00e3o com o funcionamento de um Estado que \u00e9 obrigado a utilizar a ra\u00e7a \u2013 no tocante de sua elimina\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o &#8211; para exercer o seu poder soberano.<\/p>\n<p><strong>LEIA MAIS: <a href=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/causas-e-consequencias-do-preconceito-racial\/\">Causas e consequ\u00eancias do preconceito racial na constru\u00e7\u00e3o emocional<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Dessa forma, racismo, enquanto conceito, traz a ideia de um estudo de ra\u00e7as como forma classificat\u00f3ria. Por outro lado, de um ponto de vista ideol\u00f3gico, ele traz a ideia de uma doutrina que induz os atos e a\u00e7\u00f5es preconceituosas e discriminat\u00f3rias das pessoas.<\/p>\n<p>Dessa forma, nasce e desenvolve o racismo biol\u00f3gico-social, em que h\u00e1 uma ra\u00e7a superior (branco\/europeia) detentora de uma superioridade f\u00edsica, moral, intelectual e est\u00e9tica, dispondo um poder traduzido em \u201cverdades\u201d e normas.<\/p>\n<p>Dentro desse contexto, as outras ra\u00e7as s\u00e3o vistas como um perigo para esse patrim\u00f4nio biol\u00f3gico. E \u00e9 nesse momento que aparecem os discursos sobre a degenera\u00e7\u00e3o da humanidade e a situa\u00e7\u00e3o fica perigosa.<\/p>\n<h3>A problem\u00e1tica do racismo estrutural<\/h3>\n<p>Como vimos, o racismo \u00e9 uma domina\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de um grupo \u00e9tnico por outro, acompanhada de representa\u00e7\u00f5es e ideologias que pretendem depreciar o povo subordinado. Ou seja, serve para explicar e justificar a explora\u00e7\u00e3o ou a exclus\u00e3o material do diferente.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 poss\u00edvel perceber a sua normaliza\u00e7\u00e3o em diversos setores da sociedade. Trata-se de um fen\u00f4meno conjuntural e patologia social chamada de racismo estrutural. Nesse sentido, funciona como uma viol\u00eancia direta contra qualquer pessoa.<\/p>\n<p>Dessa forma, pode ser entendido como uma forma de racionalidade constitu\u00edda de a\u00e7\u00f5es conscientes e inconscientes, com tr\u00eas dimens\u00f5es: economia, pol\u00edtica e subjetividade, em que existe o constrangimento de indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Entretanto, o racismo n\u00e3o \u00e9 apenas e simplesmente a diferen\u00e7a f\u00edsica ou um fen\u00f4meno ideol\u00f3gico. O racismo se define pela rejei\u00e7\u00e3o estigmatizada por estere\u00f3tipos, em que impera a soberania e a superioridade cultural, intelectual e moral.<\/p>\n<h2>Constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do racismo<\/h2>\n<p>Delimitar precisamente quando o racismo come\u00e7ou a ser praticado \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil. Entretanto, conseguimos tra\u00e7ar alguns momentos da hist\u00f3ria em que tal conduta chama aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo IX, na Ar\u00e1bia, por exemplo, j\u00e1 existia a diferen\u00e7a entre o tratamento de escravos brancos e negros. Nesse sentido, mesmo com as duas ra\u00e7as vivendo num regime de escravid\u00e3o, as regras para os brancos eram mais amenas do que para os negros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os ensinamentos religiosos da \u00e9poca j\u00e1 traziam a ideia de pureza no sangue, o que tamb\u00e9m pode ser considerado uma forma de racismo. Inclusive, tal pensamento deu in\u00edcio \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o dos judeus. Ent\u00e3o, essas atitudes escravistas e preconceituosas permeiam as sociedades com mais afinco desde a coloniza\u00e7\u00e3o \u00e1rabe.<\/p>\n<p><strong>LEIA MAIS:<a href=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/negacionismo\/\"> Negacionismo: o perigo do pensamento negacionista<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Entretanto, outra percep\u00e7\u00e3o de racismo vem das interpreta\u00e7\u00f5es crist\u00e3s da B\u00edblia e tamb\u00e9m remetem a quest\u00e3o da purifica\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, v\u00e1rios judeus se converteram ao cristianismo para uma poss\u00edvel aceita\u00e7\u00e3o social e, assim, se tornaram os \u201cnovos crist\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>A ideia de pureza do sangue ganha for\u00e7a na Idade M\u00e9dia e se estende at\u00e9 o s\u00e9culo XIX, legitimando os discursos que defendiam os conceitos de inferioridade\/superioridade entre as ra\u00e7as. Vale trazer, tamb\u00e9m, que no s\u00e9culo XVII, a diversidade humana foi classificada em brancos, negros e amarelos, atrav\u00e9s das classifica\u00e7\u00f5es da biologia e da zoologia.<\/p>\n<h3>Racismo na modernidade<\/h3>\n<p>O racismo no mundo moderno \u00e9 visto como consequ\u00eancia da expans\u00e3o europeia, a partir do fim do s\u00e9culo XV, e se estendeu para judeus, \u00e1rabes e ciganos. Vale aqui tamb\u00e9m mencionar o maior genoc\u00eddio da Hist\u00f3ria, que foi o Holocausto, perpetrado por racistas assumidos e justificados por uma ideologia explicitamente racial.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 importante tratar sobre o racismo n\u00e3o europeu. Nesse sentido, podemos citar como exemplo a viol\u00eancia dos japoneses contra coreanos e chineses durante a Segunda Guerra Mundial, al\u00e9m de casos nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Inclusive, a tratativa americana \u00e9 bem peculiar de ser analisada. Isso ocorre, pois houve a socializa\u00e7\u00e3o com um grande senso de superioridade, para manter os brancos como classe dominante. Ent\u00e3o, negros e imigrantes eram tratados de forma diferenciada e perseguidos pelo grupo no poder.<\/p>\n<p>Mesmo assim, \u00e9 v\u00e1lido trazer que ainda existe um problema de estigmatiza\u00e7\u00e3o com esses grupos. A desigualdade social gerada por um arca\u00edsmo de uma sociedade atrasada ainda v\u00ea tais indiv\u00edduos como criminosos e vagabundos pela ordem estatal e dominante.<\/p>\n<h2>Racismo no Brasil<\/h2>\n<p>Por aqui tivemos uma comunidade de indiv\u00edduos que chegaram de todas as partes do mundo, principalmente da Europa, para nos colonizar. A forma\u00e7\u00e3o social brasileira \u00e9 caracterizada por europeus, ind\u00edgenas, africanos, asi\u00e1ticos e povos \u00e1rabes, que tiveram aqui uma gama de rela\u00e7\u00f5es e conflitos, seja no campo pol\u00edtico, comercial, religioso ou afetivo-social.<\/p>\n<p>As ideias de superioridade racial ficaram mais comuns nas elites brasileiras do final do s\u00e9culo XIX at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX (por volta de 1930). Sendo assim, por influ\u00eancia da Europa, ficava estabelecido que os brancos eram superiores aos negros.<\/p>\n<p>Dessa forma, aos brancos eram atribu\u00eddas as capacidades de construir grandes civiliza\u00e7\u00f5es. Por outro lado, os negros eram vistos como selvagens e b\u00e1rbaros, incapazes de realiza\u00e7\u00f5es civilizat\u00f3rias.<\/p>\n<p><strong>LEIA MAIS: <a href=\"https:\/\/www.telavita.com.br\/blog\/narcisismo-poder\/\">Narcisismo e poder<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Inclusive, o branqueamento era o passaporte para transformar o Brasil, possibilitando a vinda de imigrantes europeus, considerados superiores e aptos para o trabalho agr\u00edcola e desenvolvimento industrial. E, apesar do intenso fluxo de \u201csangue europeu\u201d, a popula\u00e7\u00e3o brasileira foi se constituindo por muitos mesti\u00e7os.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a partir de 1930, o mesti\u00e7o passou a ser visto como brasileiro gra\u00e7as ao movimento liter\u00e1rio, o culturalismo antropol\u00f3gico e as condena\u00e7\u00f5es \u00e0s teorias racistas da Europa. Nessa fase, defender ideias racistas n\u00e3o era politicamente correto.<\/p>\n<p>Sendo assim, as institui\u00e7\u00f5es sociais passaram a defender o antirracismo como um valor nacional, contr\u00e1rio ao que acontecia nos EUA e na \u00c1frica do Sul, que mantinham leis rigorosas separando brancos de negros.<\/p>\n<h3>S\u00e9culo XX<\/h3>\n<p>Ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, o Brasil surge como uma \u201cdemocracia racial\u201d. Os afro-americanos come\u00e7aram a vir para c\u00e1 por essa ideia, pois n\u00e3o existia a segrega\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, ou seja, os negros eram livres para participarem da vida nacional e a miscigena\u00e7\u00e3o era ampla.<\/p>\n<p>No entanto, existia segrega\u00e7\u00e3o racial, principalmente no Sul do pa\u00eds, pela competi\u00e7\u00e3o de empregos com os imigrantes italianos e alem\u00e3es. Em 1950, o que se percebeu foi uma discrimina\u00e7\u00e3o racial velada. A partir de 1960, ent\u00e3o, come\u00e7aram os movimentos negros.<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 80\/90, a opress\u00e3o racial era aberta, \u00f3bvia e vis\u00edvel no mundo, mas no Brasil ela era escondida e mascarada por um discurso nacionalista que proclamava harmonia e igualdade racial. Se dizia nos Estados Unidos que o negro tinha uma metralhadora apontada para sua cabe\u00e7a. J\u00e1 no Brasil, essa metralhadora apontava para as costas, onde n\u00e3o se pode v\u00ea-la.<\/p>\n<h2>Como est\u00e3o as coisas hoje?<\/h2>\n<p>O que temos hoje, no s\u00e9culo XXI, \u00e9 um racismo estrutural, que segrega negros e brancos em classes sociais diferentes, o que dificulta acesso \u00e0 servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade, de educa\u00e7\u00e3o, de seguran\u00e7a e de emprego digno.<\/p>\n<p>O racismo estrutural n\u00e3o \u00e9 expl\u00edcito ou um preconceito claro, mas uma discrimina\u00e7\u00e3o distinta. Dessa forma, o que se percebe \u00e9 uma discrep\u00e2ncia de renda, de empregabilidade e de marginaliza\u00e7\u00e3o, principalmente, da popula\u00e7\u00e3o negra e pobre.<\/p>\n<p>Nesse sentido, isso significa um entrave para que se forme uma sociedade brasileira justa, baseada em pilares democr\u00e1ticos e republicanos de igualdade e de liberdade. Muitas coisas ainda precisam mudar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O racismo \u00e9 entendido como uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que come\u00e7a a se esbo\u00e7ar a partir do s\u00e9culo XVI com a sistematiza\u00e7\u00e3o de ideias e valores constru\u00eddos pela civiliza\u00e7\u00e3o europeia. 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