A felicidade sempre foi o tema central da existência do ser humano. Quem nunca se perguntou “qual o segredo da felicidade”? Muitos filósofos, escritores, músicos, artistas e cientistas tentam, incansavelmente, chegar à resposta desse enigma. É que a felicidade não pode ser definida como conceito exato e imutável, pois ela depende de inúmeros fatores, como contexto histórico, social, econômico, geográfico e aqueles intrínsecos a cada se, como personalidade, essência e criação.

Na Idade Média, por exemplo, os membros da realeza e da corte encontravam a felicidade por meio da obtenção de títulos, terras e riquezas. Já para os plebeus, ter uma boa colheita e invernos brandos já era motivo de grande alegria. Ambos viviam no mesmo período histórico e na mesma porção de terra, mas suas condições ditavam sua visão de felicidade.

O que é felicidade?

A definição de felicidade é pautada por cada ser, individualmente, segundo a soma de suas experiências e contexto no qual se encontra. Há quem diga que a felicidade se fundamente na “falta”, ou seja, se alguém sofre de uma grave doença, para esse indivíduo, felicidade é sinônimo de saúde. Já para quem perdeu um ente querido, a felicidade é encontrada na família, e assim sucessivamente.

A felicidade para Aristóteles, filósofo grego, é a finalidade das ações humanas. É compreendida como o maior bem do homem e relaciona-se com o viver bem e o fazer o bem. Ele acreditava na felicidade como o fim completo da vida. Para os cientistas e pesquisadores do impacto da felicidade na saúde, também.

Saúde e felicidade

Ser feliz é uma questão de saúde. Diversos estudos apontam que a saúde emocional está profundamente ligada com o bem-estar físico, ou seja, pessoas felizes ficam menos doentes e se sentem mais saudáveis do que aquelas que nutrem emoções negativas. Laura Kubzansky, professora e pesquisadora da HSPH (Harvard School of Public Health), aponta que “existe um benefício da positividade mental que vai além do fato de você não estar depressivo”.

Na ânsia de saber o que acontece com o nosso cérebro quando nos mantemos positivos e felizes, Kubazansky liderou um estudo com mais de  6,000 pessoas. Ela descobriu que a vitalidade emocional, como entusiasmo, perseverança, compromisso na vida e habilidade de encarar as adversidades com equilíbrio emocional, reduz o risco de doenças cardiovasculares, por exemplo.

A importância de ser feliz na infância também aumenta as chances de uma vida adulta mais saudável. Segundo a pesquisa de Kubazansky, crianças capazes de focar  anos de idade, reduzem pela metade a chance das doenças cardíacas. O cérebro e a felicidade estão intimamente ligados por alguns hormônios, também conhecidos como “hormônios da felicidade”, como a serotonina, endorfina, dopamina e oxitocina. O papel deles é produzir alegria, prazer e bem-estar quando realizamos certas atividades.

De acordo com uma pesquisa publicada pela Applied Psychology: Health and Well-Being, pessoas felizes tendem a cuidar mais de si mesmas, se preocupar com a saúde física e mental e tomar atitudes referentes a isso, como a prática de exercícios, alimentação balanceada e boas noites de sono.

As pessoas felizes tendem a cuidar mais de si mesmas, se preocupar com a saúde física e mental e tomar atitudes referentes a isso, como a prática de exercícios, alimentação balanceada e boas noites de sono.

O segredo da felicidade, segundo a HSPH

  • Inteligência e vitalidade emocional;
  • Otimismo;
  • Apoio da família e da rede de amigos;
  • Equilíbrio emocional;
  • Estilo de vida saudável.

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