Vacina causa autismo? É fake news!

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autismo e vacina

Desde sempre, os boatos são responsáveis pela disseminação do medo e da falta de  informações verdadeiras. Com a chegada dos aparatos tecnológicos e das redes sociais, ficou muito mais fácil veicular todo o tipo de informação e deixá-las com “cara” de oficial: basta qualquer um escrever o que pensa e assinar como se fosse especialista no assunto. É por isso que pesquisar a veracidade dos fatos em órgãos oficiais é necessário e, hoje, uma questão de sobrevivência.

A onda das fake news atingiu o mundo da saúde, e um dos alvos mais frequentes são as vacinas. Segundo a epidemiologista franco-americana Laurence Cibrelus, chefe da estratégia de combate à doença da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número ideal de população vacinada contra a febre amarela no Brasil é de 80%, porém, no ano de 2018, a taxa ficou só nos 55%. Para ela, essa grande diferença se deve às fake news disseminadas em grupos do Whatsapp, Facebook e outras redes. Até o início do ano, o Brasil era detentor do certificado de erradicação do sarampo, porém, com novos surtos devido ao movimento antivacinação sustentado pelas notícias falsas, o país perderá tal posição, segundo o Ministério da Saúde.

Abril é o Mês da Conscientização do Autismo, e o medo é que um boato que circula o mundo há mais de 20 anos se torne pauta novamente. Tudo começou em 1998, quando o médico britânico Andrew Wakefield divulgou uma pesquisa preliminar em que descreveu 12 crianças que desenvolveram comportamentos autistas e inflamação intestinal grave. Segundo o médico, a hipótese era que um fator em comum entre elas fosse o motivo disso: vestígios do vírus do sarampo no corpo.

Wakefield não hesitou e conseguiu espaço na conceituada revista científica The Lancet para publicar a tese. Porém, o efeito dessa ação foi uma drástica queda nos índices de vacinação de MMR, mais conhecida como  “tríplice”, a vacina contra sarampo (measles), caxumba (mumps) e rubéola (rubella). O que começou no Reino Unido logo tomou conta do mundo e, até hoje, essa notícia é veiculada nas redes sociais como verdade.

O que é Autismo

O autismo é um transtorno de desenvolvimento marcado pelas dificuldade nas interações sociais, na comunicação, na cognição, no aprendizado e nos relacionamentos. O autismo não tem cura, porém o acompanhamento psicológico serve como base para que as pessoas autistas aprendam a comunicar seus sentimentos e pensamentos de outras maneiras.

Confira também nossa websérie sobre o autismo e entenda melhor sobre esse Espectro:

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Dentre os sintomas do autismo estão: falta de empatia, dificuldade em estabelecer contato visual, hiperatividade, agressividade, impulsividade, ansiedade, entre outros. É importante ressaltar que os sintomas não são iguais para todos os casos de autismo, já que existem tipos e graus do transtorno. Por isso, caso suspeite que seu filho tenha autismo, procure um médico para que o diagnóstico seja feito apropriadamente e os tratamentos sejam realizados de acordo com o seu quadro.

Confira a lista dos sintomas do autismo, feita por especialistas da APAE!

Autismo e suas causas

Evidências científicas sugerem que fatores ambientais e genéticos podem ser responsáveis pela ocorrência do autismo. “Hoje, os especialistas consideram que a contribuição dos fatores genéticos esteja ao redor de 90%, sobrando para o ambiente apenas 10% da responsabilidade”, aponta o Dr. Drauzio Varella.

“Não há evidência de uma associação causal entre a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola e o transtorno do espectro autista. Estudos anteriores que sugerem uma ligação causal estavam marcados por erros metodológicos. Também não há evidências de que qualquer outra vacina infantil possa aumentar o risco do transtorno do espectro autista. Ao contrário: as revisões sobre a relação entre o conservante timerosal ou os adjuvantes de alumínio contidos em vacinas inativadas e a possibilidade de desenvolvimento do transtorno concluíram firmemente que não há risco algum”, explica a OMS.

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