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O elo entre fibromialgia e depressão

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depressão e fibromialgia

Conviver com a fibromialgia não é nada fácil. As intensas e constantes dores podem abrir as portas para doenças psicológicas com a depressão.

Ser uma popstar é ter como rotina shows, turnês, noites sem dormir, coreografias complexas e viver num ritmo bem acelerado, já que dançar por horas, cantar e ainda guardar fôlego para atender os fãs e a mídia, não é para qualquer um. Quem vê a diva Lady Gaga desempenhar esse papel por anos, não imagina que a cantora também precisa lidar com dores agudas e constantes pelo corpo todo. A fibromialgia é quem causa todas essas dores e ela está intimamente ligada com transtornos mentais como ansiedade e depressão.

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O que é fibromialgia?

A fibromialgia é um distúrbio não articular comum cuja principal característica é a “dor intensa e sensibilidade generalizadas das áreas de inserção dos tendões e dos tecidos moles adjacentes, rigidez muscular, fadiga e pouco sono”, informa o Manual MSD. Cerca de 2 a 3% da população brasileira sofre da doença, como divulgado pelo Colégio Americano de Reumatologia. As mulheres são as que mais são atingidas pelo problema: ocorre 7 vezes mais nelas do que nos homens, crianças ou adolescentes. Ela também pode ser comum em pacientes com distúrbios reumáticos sistêmicos.

 

 

As causas da fibromialgia ainda não são claras, o que dificulta no diagnóstico.  Por não ser possível diagnosticá-la com comprovação clínica no que diz respeito à alterações laboratoriais específicas, muitos pacientes sofrem descrédito e preconceito, o que dificulta chegar ao tratamento. Embora as origens da doença sejam incertas, alguns fatores podem ser associados ao início dela, como fatores genético, episódios traumáticos físicos ou psicológicos, infecções por vírus ou doenças autoimunes, distúrbios do sono, ansiedade e depressão.

Essa dor crônica também pode  ser acompanhada de cansaço extremo, insônia, déficits de memória e depressão. “Na fibromialgia, quaisquer tecidos fibromusculares podem ser envolvidos, especialmente aqueles do occipício, pescoço, ombros, tórax, região lombar e coxas. Não há anormalidade histológica específica. Os sinais e sintomas são generalizados, ao contrário da dor localizada dos tecidos moles e sensibilidade (síndrome da dor miofascial – Síndrome da dor miofascial), que frequentemente é relacionada com o uso excessivo ou microtrauma”, informa o MSD.

O Manual também informa que “hoje, sabe-se que a fibromialgia é uma doença relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor”.

Fibromialgia: sintomas

Além da rigidez e dores no corpo típicas do quadro de fibromialgia, outros sinais dão as caras, como estresse, traumas e sensibilidade extrema ao frio. Vamos aos sintomas mais comuns da doença:  

  • distúrbios do sono, como a insônia;
  • sono não reparador;
  • cansaço crônico;
  • falta de disposição;
  • fadiga;
  • cefaleia (dor de cabeça);
  • funcionamento inadequado do intestino (prisão de ventre ou diarreia frequentes);
  • dores constantes e difusas em cinco a sete partes do corpo por mais de três meses;
  • problemas de memória e concentração;
  • vontade frequente de urinar;
  • suor em excesso;
  • sensibilidade ao frio;
  • transtornos psicológicos, como depressão, estresse e ansiedade;
  • entre outros.

“Os sintomas podem ser exacerbados por estresse ambiental ou emocional, pouco sono, trauma, exposição à umidade ou ao frio ou pelo médico que passa ao paciente a mensagem incorreta de que isso é tudo de sua cabeça”, observa o Manual MSD. Além disso, há a tendência desses pacientes serem “estressados, tensos, ansiosos, fadigados, ambiciosos e, em alguns casos, depressivos. A dor pode piorar com fadiga, esforço muscular ou repetitivo. Áreas específicas e discretas do músculo (pontos de dor) podem ser doloridas quando palpadas”.

Fibromialgia e depressão

O elo entre depressão e fibromialgia já é bem conhecido pela ciência e psicologia, e, principalmente, por quem sofre da doença. Os pacientes costumam sentir um certo anuviamento mental chamado “fibrofog”, a união do termo em inglês “fog”, que significa neblina, e a doença. Essa espécie de neblina mental atua na perda da capacidade de focar, manter a atenção e reter os fatos na memória. Isso ocorre porque a dor física causada pela fibromialgia é tão forte que afeta o cérebro e compromete as suas funções. Esse fenômeno também pode ocorrer em outras doenças que provocam desconforto, ocasionando mau humor, tristeza e doenças psicológicas.

A qualidade de vida e bem-estar dos pacientes é profundamente comprometida tanto no aspecto físico, quanto mental.  “A presença concomitante de distúrbios psíquicos provoca maiores limitações funcionais, afetando ainda mais negativamente a qualidade de vida das pessoas, tanto no aspecto físico como no intelectual e emocional, e reduzindo a capacidade da pessoa para o trabalho, a vida familiar e social”, Torres, Troncoso & Castillo, 2006.

Os pesquisadores Berber, Kupek e Berber, em estudo realizado em Florianópolis, concluíram que a depressão aparece em em 67,2% (entre leve, moderada e severa) dos 70 pacientes com fibromialgia estudados. Uma das grandes preocupações que a conexão das duas doenças causa é o fato de a fibromialgia não ter sua causa definida e diagnósticos pouco objetivos, o que gera sentimentos de desamparo e vulnerabilidade por parte dos pacientes.

Fibromialgia: tratamento

O tratamento para a fibromialgia pode ou não envolver o uso de medicações. O remédio para fibromialgia mais prescrito por especialistas ficam na linha dos antidepressivos, pois auxiliam a regular os neurotransmissores e atuar nos gatilhos do sistema nervoso e doenças psicológicas.

A psicoterapia para fibromialgia também é indicada, principalmente a terapia cognitivo-comportamental, já que nessa linha o paciente atua ativamente no processo de transformação de pensamento e atitudes que beneficiam o quadro final.

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Os exercícios físicos e a fisioterapia na fibromialgia ajudam na diminuição das dores, cansaço e rigidez dos músculos.

Não é normal conviver com a dor. Por mais que a doença ainda seja alvo de muito preconceito e poucas descobertas acerca do diagnóstico preciso, procurar ajuda de médicos especialistas e psicólogos será de grande alívio físico e mental.

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