Burnout e o esgotamento psicológico no trabalho

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o que é burnout

O transtorno de Burnout já atinge 30% dos brasileiros. Saiba mais sobre esse problema psicológico.

Andy é uma jovem jornalista que, em busca da tão sonhada carreira na área, aceita trabalhar na conceituada revista de moda Runaway, embora o mundo fashion nunca tenha sido o seu foco. O que Andy não esperava era ter como fiéis companheiros de trabalho, o estresse e o esgotamento psicológico, já que a sua chefe, Miranda Priestly, a tirava constantemente do eixo.

Carga de trabalho que extrapola – e muito – as oito horas previstas, ligações durante a noite, tempo de lazer quase nulo e atribuições além da descrição de seu cargo: essa era a rotina da jornalista. Para piorar a situação, Miranda, a renomada editora-chefe, usava de humilhações e rispidez no trato com todos os profissionais com quem trabalhava, e Andy não foi exceção.

Esse é o enredo do filme O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada), estrelado pelas renomadas atrizes de Hollywood Meryl Streep, que interpreta Miranda, e Anne Hathaway, que dá vida à Andy. Embora seja ficção, a história foi inspirada em fatos reais, além de ser extremamente comum no mundo corporativo. A situação pode ser um clássico gatilho para uma das síndromes cujos índices mais crescem atualmente: a Síndrome de Burnout.

O que é síndrome de burnout?

A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psicológico  que consiste em tensão emocional e estresse crônico decorrente do trabalho desgastante. O esgotamento físico, emocional e psicológico é constante e se manifesta, principalmente, em profissões cuja exigência interpessoal se faz presente.

Segundo a Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, “atualmente, Burnout é definida por uma combinação de três fatores: exaustão emocional (depleção da energia emocional pela demanda excessiva de trabalho), despersonalização (senso de distância emocional dos pacientes ou do trabalho) e baixa realização pessoal (sensação de baixa autoestima e baixa eficácia no trabalho), em outras palavras, Burnout é a resposta prolongada ao estresse crônico no trabalho”.

O significado de burnout provém dos termos em inglês burn (queimar) out (por inteiro) e a doença está listada o no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). O termo foi cunhado pelo psicanalista norte-americano Herbert J. Freudenberger na década de 70. O curioso é que isso aconteceu após ele ter diagnosticado o distúrbio em si mesmo!

“A Síndrome de Burnout acontece principalmente por razões externas, como um ambiente de trabalho sobrecarregado, que propicia um estresse emocional intenso. Por vezes a pessoa ocupa seu cotidiano com afazeres, tendo pouco tempo livre para atividades prazerosas”, explica o portal oficial do Hospital São Camilo.

O transtorno de burnout já atinge 30% dos brasileiros. O índice se assemelha ao do Reino Unido: uma em cada três pessoas sofre da síndrome, o que corresponde a mais de 20 milhões de habitantes. O problema é mundial e causa impacto tanto na saúde quanto na economia, já que o burnout abala diretamente a produtividade de funcionários. Aqui no Brasil, a exaustão acarreta um prejuízo de 3,5% do nosso PIB (Produto Interno Bruto), segundo dados do Isma. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os transtornos mentais no trabalho levam a uma queda de produtividade que resulta na perda de US$ 1 trilhão por ano no mundo. Em 2016, foram 75,3 mil afastamento por estresse de trabalho ocasionados pelo Burnout registrados pela Previdência Social no Brasil.

A Síndrome de Burnout agora é listada como doença crônica pela OMS. Confira a explicação da Milene Rosenthal, psicóloga e co-fundadora Telavita:

Síndrome de Burnout: Sintomas

O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento mental, físico e também de esgotamento emocional que refletem diretamente no trabalho e também na vida pessoal, como:

  • Insônia;
  • Isolamento;
  • Irritabilidade;
  •  Ansiedade;
  • Depressão;
  • Pessimismo;
  • Dor de cabeça;
  • Agressividade;
  • Enxaqueca;
  • Cansaço;
  • Sudorese;
  • Palpitação;
  • pressão alta;
  • baixa autoestima;
  • Ausências no trabalho;
  • Baixa produtividade;
  • lapsos de memória;
  • alterações  de humor;
  • dores musculares;
  • dificuldade de concentração;
  • crises de asma;
  • distúrbios gastrintestinais;

Entre outros sinais que podem estar associadas à síndrome, segundo o portal do Dr. Drauzio Varella.

Síndrome de burnout: Tratamento

O diagnóstico do transtorno só pode ser realizado por um profissional de saúde mental, seja ele psicólogo ou psiquiatra. Felizmente, a síndrome de burnout tem cura e, as formas de tratamento envolvem medicação e psicoterapia. Com o acompanhamento psicológico mais indicado para cada caso, o profissional é capaz de identificar os sintomas e auxiliar o paciente a transformar o pensamento e o comportamento perante as situações que possam engatilhar uma crise de burnout.

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