A jornada da parentalidade é uma das experiências mais significativas e desafiadoras que um ser humano pode vivenciar. Em meio a esse complexo equilíbrio de amor, cuidado e orientação, surge uma figura que desperta um debate acalorado: os pais superprotetores

Esses guardiões zelosos dedicam-se incansavelmente ao bem-estar de seus filhos, mas muitas vezes encontram-se no dilema entre a preocupação genuína e a necessidade de permitir que seus filhos cresçam e se tornem independentes. 

O pai e a mãe como figura na parentalidade

Quando falamos dos papéis mais importantes na vida de um ser humano estamos falando do pai e da mãe. Os dois primeiros ícones de referência que vem do ambiente familiar. Ali se formam as primeiras noções de mundo, formas de lidar e resolver problemas, maneiras de se comunicar com os outros e até mesmo comportamentos disfuncionais.

Dessa forma, os pais têm uma função social com seus filhos, que envolve cuidar e promover uma educação para que eles se tornem adultos funcionais. Isso implica capacitar as crianças para viverem de maneira autônoma e independente.

Além disso, a dinâmica entre o pai e a mãe desempenha um papel crucial na formação da identidade da criança. A forma como os pais se relacionam entre si, resolvem conflitos e expressam afeto serve de modelo para o desenvolvimento emocional e social dos filhos. 

O papel dos pais

Os pais desempenham papéis complementares na parentalidade, cada um contribuindo de maneira única para o desenvolvimento do filho. Enquanto a mãe muitas vezes representa o calor, o cuidado e a nutrição, o pai tende a desempenhar um papel de autoridade, ensinando lições sobre responsabilidade, resiliência e enfrentamento de desafios.

Contudo, quando a criança é recém nascida já podemos notar que é comum os pais ficarem preocupados com um choro ou uma expressão emocional que venha a incomodar a criança. Logo, a partir dali vai se construindo um entendimento sobre quando e como cada um deve intervir ou não.

Portanto, existem comportamentos que reforçam essa ansiedade, como o hábito de conferir o tempo inteiro como o bebê está bem, por exemplo. Cada vez que um dos pais vai conferir, antes desse comportamento sempre existiu um pensamento de: “e se?” causando assim essa preocupação e ansiedade.

Característica dos pais superprotetores

Os pais superprotetores geralmente demonstram um alto nível de preocupação, que pode estar relacionado a um evento específico na saúde de seus filhos. Por exemplo, se um dos filhos enfrentou uma patologia que causou grande dificuldade emocional para os pais, isso pode resultar em uma ansiedade persistente que os leva a intervir constantemente.

Os pais têm a responsabilidade de cuidar e educar para que os filhos se tornem adultos funcionais, o que inclui aprender educação emocional. Porém, aprender sobre emoções envolve senti-las, como por exemplo passar pela tristeza e refletir sobre o que fez chegar até ali e o que fazer para evitar novamente essa tristeza.

Esse, no entanto, também é um papel dos pais: deixar a criança chorar mas também conversar sobre esse sentimento.

De onde vem a superproteção?

Pais superprotetores evitam as consequências dos comportamentos dos filhos para proteger suas próprias emoções. Todavia, essa proteção evita que a criança aprenda sobre o que está sentindo e torne-se um adulto incapaz de lidar com emoções.

Entretanto, essa incapacidade dos filhos de lidar e manejar as próprias emoções fazem com que eles tenham uma dificuldade em ambientes variados em diferentes estágios da vida. Assim surge um adulto que se sente inseguro. Dessa forma, o que aparentemente parece um comportamento simples, na verdade foi algo que não lhe foi ensinado. 

No entanto, é importante que os pais reconheçam a importância de permitir que seus filhos enfrentem desafios e experimentem uma ampla gama de emoções, pois isso é fundamental para o crescimento.

As consequências da criação com superproteção 

Se um ser humano desenvolve problemas de saúde mental na idade adulta, isso muitas vezes está relacionado à formação de sua personalidade, moldada pela sua visão de mundo. Portanto, é fundamental que os pais auxiliem seus filhos a aprender a lidar com uma gama de emoções, incluindo alegria, medo, raiva, nojo e tristeza, desde cedo.

Isso pode servir como um alicerce sólido para orientar a reflexão e a abordagem dos pais na criação de seus filhos. Sendo assim, as consequências da criação com superproteção podem ser significativas e impactar o desenvolvimento emocional e psicológico das crianças de várias maneiras.

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