Como contar para minha família que tenho transtorno mental?

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Antes de começarmos, precisamos entender o que significa saúde mental. Trata-se, basicamente, da capacidade de lidar com as exigências e os limites impostos pelo cotidiano. Ou seja, é a nossa capacidade de elaborar e trabalhar as emoções e sentimentos, sejam elas agradáveis ou não.

Dessa forma, para ter saúde mental é preciso equilíbrio entre os aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Além disso, a pessoa precisa estar bem consigo mesmo e com os demais.

Já o conceito de transtorno mental é abstrato e subjetivo, visto que não pode ser observado fisicamente. O que é concreto, entretanto, e passível de observação e classificação, são as várias manifestações do comportamento.

O transtorno mental é explicado pelo desequilíbrio nas dimensões humanas, sejam elas físicas, psíquicas, emocionais, culturais, manifestadas por sentimentos de tristeza, angústia e sofrimento.

O termo em si ainda gera certo preconceito nas pessoas. No entanto, elas são mais comuns do que você pode imaginar. Para você ter uma ideia, ansiedade, depressão, fobias, Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC) e Transtorno Afetivo Bipolar são alguns dos transtornos mentais mais comuns.

Família e os problemas de saúde mental

Durante muito tempo, as pessoas com transtorno mental eram colocadas em manicômios e ficavam por lá, praticamente abandonadas. A participação da família era quase inexistente. Com o passar dos anos, percebeu-se a importância da presença e da participação dos familiares para o tratamento e o restabelecimento do doente.

O quanto antes a família aceitar a realidade da doença, mais fácil será aprender sobre ela e criar estratégias para diminuir as dificuldades. Desse modo, o ambiente familiar conseguirá promover qualidade de vida para todos, principalmente, para quem padece do transtorno.

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Muitos ainda enxergam a saúde mental como um tabu ou algo inventado. Nesse sentido, acreditam que as doenças somente são verdadeiras quando acometem algum órgão físico. Entretanto, é muito claro que posturas desse tipo em nada aliviam os sofrimentos do paciente e da própria família.

Sendo assim, é necessário procurar informação sobre o assunto. Ou seja, é fundamental buscar compreender os sintomas e a dinâmica da doença, pois, somente assim, será possível lidar com o transtorno de forma benéfica.

A importância das famílias nesse momento

Muitas famílias estão entendendo que ter alguém no meio familiar que sofre de algum transtorno é um aprendizado diário. Aliás, são pessoas que podem ensinar bastante por meio de suas trajetórias de superação, desde que devidamente tratadas e apoiadas pelos familiares.

Felizmente, vários núcleos familiares estão se conscientizando da importância da participação na vida do seu ente querido. Nesse sentido, procuram estar por perto e levam a pessoa para festas e eventos como uma forma de melhorar a autoestima deles.

Devemos prezar por esse tipo de atitude, pois conseguiremos ajudar efetivamente a pessoa que está passando por dificuldades. Quando fazemos essas ações, todos da família são beneficiados, afinal, os laços afetivos são reforçados e a pessoa com transtorno mental se sente valorizada.

Dificuldade de como lidar com a situação

Muitas vezes, observamos que a família não consegue apoiar adequadamente o indivíduo. Afinal, são diversas as mudanças de comportamento dentro da lógica familiar que acontecem e, por isso, nem sempre é fácil ajustar tais parâmetros.

Aliás, ter um ambiente conturbado não contribui à saúde da pessoa que está passando por dificuldades. E caberá a todos dentro do ambiente familiar fazer um esforço para entender e ajudar quem precisa.

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Entretanto, o excesso de zelo também pode atrapalhar e muito os resultados alcançados pelo paciente. Desse modo, é necessário que ocorra um equilíbrio nas ações, pois, assim, a pessoa se sentirá confortável para trabalhar na sua melhora.

No entanto, vale destacar que é no ambiente familiar equilibrado que o portador de um transtorno mental encontra tranquilidade e suporte para ter qualidade de vida. Portanto, precisamos entender como contar isso dentro de casa.

Como contar para minha família que tenho transtorno mental?

Agora que entendemos como tudo funciona, chegamos no momento mais difícil para quem tem um transtorno mental: contar o seu diagnóstico para a família. Esse, geralmente, é um momento de muita apreensão, porém, como vimos, é fundamental compartilhar essa situação com os entes queridos.

Apesar de termos medo de preconceitos que possam existir, precisamos contar o que está acontecendo conosco. Dessa forma, a melhor maneira de dizer isso para a família é contar como você se sente, pois quando expomos nossas dificuldades e o que passamos fica mais fácil ter o apoio de quem precisamos.

Contar suas dores, seus pensamentos e sentimentos faz com que as pessoas em sua volta possam entender melhor a sua situação. Esse não é um momento fácil, mas a compreensão dentro da família pode te surpreender.

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Além disso, é fundamental dizer quais são os passos necessários para a sua melhora. Deixe bem claro o que está acontecendo e como cada um pode ajudar para facilitar a convivência e amenizar a dor que está sentindo.

Dessa forma, quando os familiares entendem o que você sente, fica mais fácil ter o apoio deles. Nunca se esqueça que a família acaba sendo um alicerce importante da nossa vida. E a ajuda deles fará com que esse momento seja mais fácil de lidar.

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