Qual o perigo de parar a terapia sem alta?

terapia

Uma das grandes dúvidas que aparecem na terapia é sobre quando a pessoa irá parar o procedimento. Muitas pessoas, inclusive, já começam o processo querendo saber a data do seu término. Porém, antes de qualquer coisa, devemos entender o que ela é.

De uma maneira simples, podemos entender a terapia como um diálogo. Entretanto, não pense que esse é um diálogo qualquer ou um mero bate papo recheado de conselhos e orientações. Pelo contrário, trata-se de um diálogo orientado por normas técnicas, que devem conduzir o paciente a eliminar seus sintomas e encontrar seus próprios caminhos, sem interferência das posições e preferências do terapeuta.

LEIA MAIS: Coisas para não fazer na terapia

São vários os motivos que levam uma pessoa a iniciar uma psicoterapia e essa é uma ferramenta que ajuda as pessoas a enfrentar algumas fases difíceis na vida. Aliás, ela é recomendada para tratar problemas de saúde (como depressão, pânico, ansiedade e etc) ou usada para o autoconhecimento.

A interrupção da terapia

A interrupção do tratamento é um fato com consequências diversas, tanto para o paciente como para o terapeuta. O abandono psicoterápico traz para todas as partes envolvidas sentimentos de fracasso e ineficácia. Porém, ainda fica a dúvida: quando o psicólogo deve dar alta?

Não existe um período pré-determinado para o paciente receber alta, pois isso varia de pessoa para pessoa. Cada paciente é único e, dessa forma, é praticamente impossível determinar quanto tempo o tratamento vai demorar.

Além disso, existem muitos tipos de terapias diferentes. São diversas vertentes que variam entre clássicas, alternativas e modernas. Nesse sentido, a alta irá depender da linha de trabalho seguida e também da evolução dos pacientes.

Por que as pacientes interrompem o tratamento?

Nunca é fácil precisar exatamente o motivo das pessoas pararem de ir na terapia, mas consigo observar duas situações mais comuns. Na primeira, o paciente está desanimado com o progresso do tratamento e se sente desanimado, pois entende que sua queixa já deveria ter melhorado. E por outro lado, existem aqueles que enxergam uma melhora na sua condição e acreditam estar aptos para largar o procedimento.

Nos casos em que o paciente se sente desencorajado com a terapia é recomendado conversar sobre isso com o próprio psicólogo, pois este pode sugerir outras opções e entender o motivo dessa frustração. Essa solução é melhor do que simplesmente cancelar a próxima sessão e não aparecer mais.

LEIA MAIS: É melhor fazer terapia com um psicólogo parecido comigo?

Além disso, existem situação em que o paciente pode estar sentindo uma estagnação com o processo terapêutico. Nesses casos, o melhor a se fazer é conversar com o terapeuta, pois se realmente parar for a melhor opção, o profissional irá conduzir as sessões de forma a se desligar gradualmente do paciente. Tal tratativa é importante para a pessoa não sentir o efeito que tanto tememos: a recaída.

Portanto, esses sinais deverão ser discutidos com seu terapeuta antes do encerramento do processo de psicoterapia. Caso esse capítulo ainda não tenha encerrado, converse com o profissional sobre as razões pelas quais você deseja parar.

A importância de ser sincero

Não tenha medo de falar sobre isso. Ambos poderão chegar a conclusões bastante pertinentes sobre o processo como um todo. Afinal, os comportamentos gerados a partir da relação terapêutica é a via de acesso do terapeuta para conhecer a fundo o olhar de seu cliente e sua forma de se relacionar com o mundo ao redor.

Sinta-se livre para conversar com o seu psicólogo sobre a alta, suas insatisfações ou estagnações com o processo terapêutico. Deixe esse caminho aberto, pois também é interessante manter uma boa relação caso a pessoa tenha que voltar ao tratamento.

Qual o perigo de parar a terapia sem alta?

O ideal é o desligamento ser gradual, já que parar a terapia antes da alta pode ser um erro perigoso. O vínculo formado entre paciente e terapeuta não deve ser cortado abruptamente, pois, nesse caso, é possível que o paciente tenha alguma recaída e acabe pior do que estava anteriormente.

Dessa forma, tal acontecimento pode gerar insegurança na pessoa, que irá precisar resgatar alguns pontos que não foram concluídos. Além disso, uma posterior retomada do processo terapêutico acaba sendo muito mais difícil quando já alguma interrupção brusca.

LEIA MAIS: Além da terapia: o que fazer para melhorar sua saúde mental

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.