Ego e Self: qual a diferença entre eles?

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Você já parou para pensar naquilo que define o que você é? Bem, sabemos que essa é uma questão complicada, mas existem alguns conceitos fundamentais da psicologia Analítica capazes de nos ajudar nessa questão: o Ego e o Self.

E eles aparecem para nos auxiliar nesse busca da questão interior. Entretanto, a diferenciação entre as forças do Ego e do Self definirão a consciência sobre a própria individualidade. 

Então, que tal aprender mais sobre eles? Nesse artigo, trarei a importância de cada um deles para nós, além de esclarecer a diferença entre eles.

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Ego e Self: qual a diferença entre eles?

De acordo com Carl Jung, o criador da psicologia Analítica, o Self pode ser descrito como a nossa essência ou aquilo que existe de único e peculiar na nossa personalidade. Muitas culturas, religiões e tradições filosóficas o reconhecem também como sendo a alma ou o espírito. Para a Psicologia Analítica, o Self é uma espécie de Arquétipo central.

Quando nascemos não possuímos ainda um Ego formado, que é o centro da nossa consciência. Porém, nosso Self já está ali. O Ego vai, então, sendo construído ao longo do nosso desenvolvimento. Dessa forma, o Ego vai se sobrepondo gradualmente ao Self.

A construção do Ego

Basicamente, o Ego se inicia primeiramente com os próprios pais em função do processo de socialização. Por isso, as relações primárias, com o nosso núcleo familiar, são tão importantes na formação do nosso Ego e geram muito assunto nas sessões de psicoterapia analítica. 

Isto se dá por uma condição básica da vida humana: o ser humano não nasce completo. O período, que vai até meados dos três anos de idade, é uma espécie de gestação psicológica, na qual o Ego está sendo incubado. 

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Nesta fase, a criança é totalmente dependente dos pais para tudo na vida, especialmente da mãe em função da amamentação. Sendo assim, seu instinto de sobrevivência básico é ser acolhida primeiramente pelos pais.

Assim, o Ego é formado pela leitura que a criança faz da expectativa dos pais sobre ela, buscando, obviamente, se sentir amada. Isto inclui, em grande medida também, as expectativas inconscientes, pois ainda não possuímos um Ego formado. Nesse sentido, a criança está com o seu Self exposto ao inconsciente familiar.

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A formação de complexos

Podemos receber de herança psíquica tanto estímulos positivos como negativos. Em relação ao primeiro, podemos citar o amor e afeto, que se transformarão em potenciais de realização e segurança pessoal.

Em relação aos estímulos negativos, como abandono ou rejeição, estes ferem o instinto básico de sobrevivência da criança, em função da dependência dos pais. Além disso, provocam uma angústia terrível semelhante a uma sensação de quase morte.

E para se proteger desta dor emocional se formam as defesas psicológicas. Esse fato dará origem às fixações e, posteriormente aos complexos, frutos de grande insegurança psicológica e sofrimento emocional ao longo da vida. 

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Os complexos podem ser entendidos como reações emocionais que geram uma resposta fisiológica instintiva. Geralmente, provocam um comportamento involuntário e inconsciente. Estas características atuam a partir das feridas do Ego, que aprende desde cedo a lutar pela aprovação externa, assim como para se proteger, através dos complexos, e da falta dela. 

Para Jung, “o próprio Ego pode ser visto como um complexo”. Dependendo de como se dão as condições sociais e afetivas de desenvolvimento da primeira fase da vida, lidamos melhor ou pior com o sentimento de desaprovação social e rejeição afetiva. Aliás, estes representam os nossos medos mais primitivos e, geralmente, inconscientes. 

O papel da psicoterapia 

A meta da psicoterapia de abordagem analítica é nos ajudar a conseguir superar esses traumas e liberar a energia psíquica fixada nos complexos através das defesas do Ego. Dessa forma, é fundamental saber lidar com o sentimento de desaprovação externa e utilizar a energía psíquica como potencial para a conquista dos desafios, que levam a auto-aprovação.

O reconhecimento e a ancoragem no Self é o que chamamos de processo de individuação. E é essa a proposta final desse tipo de psicoterapia, que visa a superação dos complexos inconscientes. 

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1 COMENTÁRIO

  1. As primeiras gerações de mulheres, a ingressarem no Mercado de Trabalho, elas ou eram professoras (chamadas de normalistas, por terem cursado o Ensino Médio para lecionarem) ou eram ligadas a Direção ou Supervisão Escolar! Naquela época, a prole na infância, ficava aos cuidados dos avós quando a mãe estava em sala de aula. Na situação em que o trabalho da mãe era em tempo integral, ela se programava para uma espécie de ano sabático (três anos se dedicando a maternidade)! A partir dos anos 80, especialmente no Brasil, tivemos a queda na qualidade no Ensino, especialmente das creches que surgiram para atender às crianças, com mães que trabalham em tempo integral! A concepção inicial dessa atividade educacional era justamente proporcionar o amadurecimento físico, psicológico e emocional, das fases chamadas: maternal até a pré escola! Nas últimas décadas temos percebido as creches, como depósito de crianças, onde elas ficam em pátios (parecendo quintais) olhando o movimento das calçadas parecendo a população da outra ponta: idosos nas janelas (de maioria) dos asilos, “assistindo” a vida passar! Nesse cenário, há o comprometimento do futuro das Nações e da História delas! Felizmente, na grade curricular do meu então 1. Grau, a Escola tinha calendário de visitas a Asilo: uma tarde de confraternização de gerações e aprendizado existencial, que nenhuma literatura educacional tenha conseguido alcançar!

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