Como a saúde mental está relacionada ao trabalho?

saúde mental no trabalho

Desde o advento da revolução industrial ocorrida no século XVIII, os trabalhadores passaram a lidar com um ritmo e volume de trabalho maiores. Nesse sentido, a vida tem sido governada cada vez mais pelos relógios e prazos.

Naquela época já apareciam as condições sub-humanas registradas nas fábricas, como por exemplo, altas jornadas, rápido crescimento desordenado das populações urbanas, péssimas condições de moradias, baixos salários, ausência de direitos trabalhistas e exploração do trabalhador. Essas eram algumas das situações as quais os funcionários eram submetidos.

O trabalho na atualidade

Infelizmente muitos desses aspectos ainda persistem fortemente em pleno século XXI. E isso por que já estamos na quarta revolução industrial, caracterizada pela predominância da computação, cibernética e internet das coisas.

Com o advento da pandemia, muitas pessoas tiveram que trabalhar de casa. Tudo passou a ser integrado. O funcionário fica disponível para a empresa quase que grande parte do seu dia, finais de semana, feriados e até madrugadas. E com a ajuda da tecnologia, ele recebe mensagens a qualquer momento solicitando que realize tarefas.

Obviamente, isso vai gerando muito estresse, pois os ambientes domésticos e laborais se confundem. Além de tudo, há muitas cobranças e pressões para que ele seja avaliado, apresente alto desempenho e constante aprimoramento.

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Lamentavelmente, o assédio moral continua mais forte do que nunca. Os trabalhadores ditos braçais nunca puderam fazer o tal do home office (teletrabalho). Para esses, a pandemia foi só mais um fator de pressão, pois sempre tiveram que enfrentar condições bem adversas na busca da sobrevivência. Conforme já dito, nesse grupo, as péssimas conjunturas ainda se assemelham àquelas do início da revolução industrial.

As condições de trabalho podem até ter melhorado para outros trabalhadores, mas a exploração, salários injustos, competições e altos volumes de demandas ainda continuam para a maioria.

Como a saúde mental está relacionada ao trabalho?

De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos emocionais, psíquicos e comportamentais estão entre os principais motivos de faltas ao trabalho (absenteísmo) no mundo. Porém, esse assunto ainda é um tabu não apenas em ambientes corporativos, mas na sociedade como um todo.

Desse modo, é comum que nós mesmos interpretemos nosso desgaste emocional como um sinal de fraqueza que poderia ser facilmente resolvido com um pouco de força de vontade. Há estereótipos negativos em relação à saúde mental. Quem busca ajuda de um profissional da saúde ainda é visto como o famoso “louco”. Culturalmente associa-se a manifestação do racional à produtividade, enquanto que a emocional é vista como descontrole.

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Os sintomas de estafa emocional são muito subjetivos e variam de pessoa para pessoa. A Síndrome de Burnout é um quadro persistente de esgotamento profissional, ou seja, o ponto máximo do estresse no ambiente de trabalho.

Dito de outra forma, a exaustão emocional pode resultar no esgotamento de energia, falta de ânimo, sentimento de frustração e tensão. O sujeito ainda pode sentir que não tem mais as capacidades que tinha antes.

A insatisfação gera insensibilidade emocional, fazendo com que o trabalhador não tenha paciência para lidar com as pessoas ao seu redor. Ele se avalia de forma negativa, ficando cada vez mais infeliz e insatisfeito com o seu desenvolvimento. Sendo assim, ele sente que não tem êxito nas suas atividades e perde a capacidade de interagir no seu ambiente profissional.

Como lidar melhor com essa relação?

A prevenção é um grande aliado para manter a qualidade de vida e obter melhores resultados em caso de diagnóstico da doença e, por isso, é importante procurar um profissional de saúde, preferencialmente um psicólogo.

Em geral, as pessoas têm receio de expor estes sintomas, pois podem acreditar que isso demonstrará fragilidade não só em suas vidas, mas também no ambiente profissional, conforme mencionado.

A boa notícia é que percebendo os prejuízos possíveis, algumas empresas estão começando a se preocupar com a saúde mental de seus funcionários. Desse modo, estão começando a oferecer gratuitamente serviços de psicoterapia.

No entanto, é preciso haver mobilização e engajamento de todos os envolvidos para reconhecer os sintomas, admiti-los e buscar ajuda. Sendo assim, é fundamental estabelecer limites, redesenhar rotinas de trabalho, restabelecer estratégias e práticas menos estressantes, criar redes de apoio tanto na empresa como fora dela e procurar tratamento de outros profissionais da saúde além do psicoterapeuta.

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Psicólogo Pedro Sammarco - CRP 06/66066
Desde que me formei em psicologia em 2002 já iniciei meus atendimentos em consultório, onde estou até hoje. Logo em seguida fiz cursos na área clínica em gestalt-terapia e psicoterapia existencial. Dediquei-me também aos estudos de mestrado e doutorado voltados a psicologia social, sexualidade e envelhecimento. Além disso, sou plantonista voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV) desde 1998, prestando apoio emocional e psíquico. É importante mencionar que atuei cinco anos como psicólogo clínico no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. Quando solicitado, palestro em escolas, ONGs, dentre outros. Também atuo como psicólogo voluntário em ONG que presta amparo ao LGBT idoso.

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