Como lidar com os filhos durante a separação conjugal?

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divórcio e filhos

São diversos motivos que levam as separações conjugais, – são 328.960 casais que romperam a relação em 2015 – mas a maior preocupação dos pais nesse momento devem ser os filhos. Segundo o IBGE em 2015 o Brasil registrou o maior crescimento de divórcios com a guarda compartilhada, chegando a 12,5% do número total de casais com filhos, e a maioria deles tinham filhos menores de idade (47,7%).

Mesmo após todo o desgaste da relação, que inclui brigas, falta de desejo sexual ou qualquer outro processo desarmonioso, o foco do divórcio devem ser os filhos, pois a separação gera um sentimento de tristeza, revolta e insegurança para as crianças.

Logicamente manter um casamento por causa dos filhos é um dos erros mais frequentes que acontecem e que precisa ser evitado, por isso a orientação psicológica é a chave para guiar a criança para o melhor entendimento do que ocorre em sua família.

É muito importante que haja comunicação entre o casal, eles precisam anunciar a separação para as crianças, ou seja, essa é uma tarefa que os dois têm que desempenhar juntos, tanto o pai quanto a mãe. Consequentemente o próximo passo é explicar o motivo, assim a criança não ficará se culpando.

O anúncio da separação

O primeiro pensamento que se deve ter é: tudo que está sendo vivido ali, ficará registrado na mente das crianças, por isso é preciso saber a maneira de como vocês comunicarão e os prepararão para a informação. O importante neste momento é prezar pela verdade, não deem justificativas falsas para as crianças, saibam entender o espaço necessário para que elas diluam toda situação e consigam lidar com o ocorrido.

Como contar aos filhos?

  • Explique para eles que é um assunto muito importante e que precisa ser dito. Complete dizendo que vocês esperam total compreensão, estando abertos para responderem qualquer pergunta;
  • falem sobre o motivo da separação;
  • informem quando foi tomada a decisão e como será todo o processo;
  • expliquem como eles ficarão, perguntando quais são seus desejos;
  • perguntem sobre os sentimentos, dúvidas, medos, anseios e tentem tranquilizá-los;
  • reforcem sempre o fato de que a separação não influência no fato que continuarão sendo pai e mãe;
  • e por fim, comentem o quanto eles são amados e queridos.

Dicas importantes

  • Só comuniquem às crianças quando a separação for realmente definitiva, evitem desgastes desnecessários;
  • a conversa precisa acontecer com ambos os pais, e se houver mais de um filho, é necessário que todos estejam presentes;
  • o melhor lugar para a conversa é na própria casa, para que assim as emoções possam ser demonstradas mais confortavelmente, isso representa segurança para as crianças;
  • deixem bem claro que a separação não é culpa dos filhos, já que esses muitas vezes pensam que os pais estão se separando por algo que eles fizeram de errado;
  • lembrem-se que acima de 12 anos a guarda fica com quem as crianças escolherem perante à Justiça. Caso contrário é para aquele que tiver melhor estrutura emocional e psicológica para educar;
  • se você já tiver outra pessoa, não é o momento de apresentá-la aos filhos, afinal tudo precisa ser compreendido no devido tempo, por isso é preciso ter paciência e respeito com o processo de entendimento de cada um.

Entenda como seus filhos podem pensar ou se comportar

  • Em alguns casos as crianças podem ter fantasias de abandono;
  • pensam que nunca mais irão ver o pai ou a mãe;
  • sentem que são responsáveis pela separação;
  • ficam divididos quando pensam com quem ficar, e imaginam que o outro não entenderá a escolha;
  • choram com frequência, isto porque ficam sentimentais;
  • podem ter dificuldade de dormir, aumento do apetite ou do estresse;
  • agressividade pode passar a ser a marca do comportamento.

Devido a esses diversos motivos é indispensável que haja o acompanhamento psicológico na vida desses jovens, embora a aparência possa ser de tranquilidade, essas crianças podem passar por processos muito complicados em suas mentes, sentimentos de revolta e culpa descontrolados, o que em um futuro impactará na formação emocional de um adulto.

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