Comer compulsivamente: Saiba o que é o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA)

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Quando a compulsão alimentar toma conta da sua vida, é preciso saber como agir! 

2 mil calorias. Esse é o número considerado ideal para um adulto saudável consumir em um dia se deseja manter o peso, aponta o Ministério da Saúde. Com a grande oferta de comida ao nosso bel prazer e a crescente quantidade de fast foods a torto e a direito, às vezes fica difícil seguir à risca as dietas e manter o limite das 2 mil calorias — ou as calorias ideais para o seu metabolismo, segundo prescrições de um nutricionista.

Todo mundo já extrapolou alguma vez na vida. Um docinho a mais, se empanturrar no rodízio de pizzas ou repetir o prato na feijoada de domingo. Mas há quem transforme o ato de comer em compulsão.

Esses indivíduos viciados em comer são capazes de ingerir de 5 a 6 mil calorias em uma única refeição! Para eles, comer “ está associado à sensação de prazer, muitas vezes, comemos mais do que seria indicado para suprir as necessidades do nosso organismo”, aponta o portal do Dr. Dráuzio Varella. São esses os indivíduos que sofrem do Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA).

Alguns alimentos podem trazer imensa sensação de prazer, como os açúcares e carboidratos. Na busca pelo prazer e pela compensação de emoções negativas, muitas pessoas ingerem alimentos desse tipo sem mesmo ter necessidade de comer. O alimento, então, vira combustível para apaziguar emoções e dar tranquilidade aos sentimentos em desequilíbrio.

O que é Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica?

“O comer compulsivo é um padrão recorrente, ou seja, acontece com frequência e está associado à perda de controle. Quando pensamos em compulsão alimentar ou comer compulsivo, estamos nos referindo à pessoa que come grande quantidade de alimentos rapidamente, perde o controle e não consegue interromper a refeição mesmo quando se sente estufada ou plenamente saciada. Para caracterizar esse comer como doença é preciso que ocorra pelo menos duas vezes por semana”, define o médico Alexandre Azevedo em entrevista para o portal do Dr. Dráuzio Varella.

Ou seja, o TCA difere de uma vontade de comer algo em específico ou perda de controle isolada. O transtorno é marcado por episódios recorrentes e intensos de descontrole associados à questões emocionais e sempre seguidos do sentimento de culpa.

Diferentemente da bulimia ou outros transtornos, na compulsão alimentar não há purgação. “A alimentação compulsiva não é seguida por tentativas de compensar o excesso de alimentos ingerido – por exemplo, livrando o corpo do excesso de alimento consumido (purgação)”, explica o Manual MSD.

A vontade de comer chega e o descontrole toma conta. Mas o que resta depois dos episódios compulsórios é culpa. A maioria das pessoas que sofrem do transtorno sabem que extrapolaram e sentem peso na consciência. Isso acontece ainda mais com quem passar por dietas restritivas e perdem o controle profundamente pelo desespero de ficar sem comer.

Muitas pessoas que sofrem de doenças psicológicas como depressão e ansiedade, ou que estão passando por momentos difíceis na vida, encontram na comida a válvula de escape para todas as angústias emocionais. A fome emocional vem pra suprir a falta, seja ela de emoções positivas, de afeto ou de vontades. Quem sofre de doenças psicológicas como depressão ou ansiedade, tem uma grande propensão ao comer compulsivo.

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O transtorno compulsivo é o mais frequente dos transtornos alimentares na população geral, com prevalência de 3,5% em mulheres, e 2% nos homens. O TCA traz grandes riscos à saúde física e mental. É bastante comum que pessoas com TCA apresentem comorbidades como depressão, TDAH, aumento do risco de transtornos psiquiátricos em geral e risco de obesidade e sobrepeso.

Compulsão alimentar: Sintomas

No III Congresso de Obesidade e Síndrome Metabólica” da Abeso, o médico José Carlos Apolinnario palestrou sobre o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA). “O TCA é caracterizado por episódios recorrentes de compulsão com pelo menos 3 indicadores de perda de controle. Os indicadores envolvem:

  • Comer mais rápido do que o normal;
  • Comer até se sentir cheio;
  • Comer grandes quantidades mesmo sem fome;
  • Comer escondido;
  • Sentir repulsa por si e deprimido após o episódio;
  • Sentir desconforto relacionado ao episódio.

Os episódios ocorrem pelo menos por 1 semana nos últimos 3 meses e não necessariamente ocorre somente durante o curso de anorexia e bulimia nervosas. Caso o indivíduo possua pelo menos 3 desses sintomas, é preciso dar início ao acompanhamento médico seguido de tratamento.

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Compulsão alimentar: Tratamento

Mas, afinal, como tratar a compulsão alimentar? Restaurar a nutrição adequada e educar o indivíduo é vital, de modo que toda a compulsão e exagero sejam reduzidos e o hábito alimentar do paciente se torne algo prazeroso, sem culpa e, principalmente, saudável. A psicoterapia é um dos métodos mais eficazes pois ajuda o paciente a entender os motivos psicológicos que transformaram a alimentação em vilão, afinal, os distúrbios não aparecem sozinhos.

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Monitoramento, cuidados médicos e aconselhamento com nutricionistas são fundamentais no processo de tratamento dos distúrbios. Até pouco tempo atrás, não existia remédio para compulsão alimentar. Porém, em 2018, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o dimesilato de lisdexanfetamina, da farmacêutica Shire. “Os médicos já usavam certos medicamentos em situações específicas do problema, mas essa aprovação, baseada em estudos robustos, dá mais confiança para o profissional e o paciente”, afirma Appolinario, em entrevista para a Revista Saúde.

Existem meios de como vencer a compulsão alimentar, e o primeiro passo é identificar que existe um problema. Quando o paciente tem consciência de que precisa de ajuda, fica mais fácil procurar tratamento e, consequentemente, chegar à solução do problema.

Caso precise de ajuda, saiba que a terapia é uma das mais importantes formas de tratamento. A Telavita pode te ajudar nessa luta. A plataforma online possui um leque de opções de profissionais capacitados e especializados. Agende uma consulta com um de nossos psicólogos e dê um passo para o início de seu tratamento.

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