A importância da inteligência emocional

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emoção inteligente

Foi sob o olhar do diretor americano Pete Docter que finalmente pudemos ver o que acontece dentro da mente humana. A animação Divertida Mente explorou a importância das emoções na formação da personalidade, no relacionamento com os outros, na fixação da memória e de outros aspectos importantíssimos para o funcionamento do cérebro, e, consequentemente, de todo o corpo.

Vencedor do Oscar de Melhor Animação, Divertida Mente é um filme para crianças e adultos mergulharem no universo das emoções. A história se passa dentro da cabeça da garotinha Riley, de onze anos, e também fora dela, com todas as questões que circundam sua vida e de sua família. Os personagens de Divertida Mente que ocupam a Sala de Comando da sua mente são as emoções Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho e Raiva.

Veja o artigo completo: O que Divertida Mente ensina sobre o cérebro!

As emoções guiam Riley desde o seu nascimento, mas as coisas começam a ficar mais complexas quando a família se muda para uma nova cidade. É a partir dessa grande transformação que as emoções são colocadas à prova. O que o filme nos  mostra é que, sem um bom gerenciamento das emoções, todo o restante é comprometido e é por isso que o poder da inteligência emocional nunca deve ser subestimado.

O que é inteligência emocional?

Quando pensamos no conceito de inteligência, a primeira coisa que nos vem em mente é da inteligência como produto do que aprendemos nas instituições de ensino e que nos tornarão mais aptos para o mercado de trabalho. Raramente dizemos que alguém é inteligente por conseguir administrar bem as emoções. Afinal, são “só” emoções, não é mesmo? Engana-se quem pensa que saber lidar com os sentimentos frente às mais variadas situações é tarefa fácil.  Entende-se por inteligência emocional, “a capacidade de um indivíduo administrar as próprias emoções e usá-las em seu favor, além de compreender as emoções das outras pessoas, construindo relações saudáveis e fazendo escolhas conscientes. Quem tem Inteligência Emocional sabe pensar, sentir e agir de forma inteligente e consciente, sem deixar que as emoções controlem sua vida e se acumulem de forma a reproduzir ou criar traumas”, define a SBie (Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional)

Um dos grandes nomes da psicologia da inteligência emocional é Daniel Goleman. Considerado o “pai da Inteligência Emocional”, ele é psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Através do livro “Inteligência Emocional”, um dos livros sobre inteligência emocional mais vendidos no mundo,  Goleman pontua a importância do controle e convívio com as emoções para o desenvolvimento da inteligência. O especialista define a inteligência emocional como a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e dos nossos relacionamentos”.

Embora algumas pessoas já nasçam com alguns elementos da inteligência emocional já estabelecidos no código genético, é possível aprender a desenvolvê-la. Mas, afinal, como ter inteligência emocional? Goleman estabeleceu 5 pilares da inteligência emocional. Vamos a eles!

Autoconhecimento emocional

Ter a habilidade de reconhecer as próprias emoções e o que as despertam, é um dos elementos da inteligência emocional. Mais do que identificá-las, é preciso saber como as emoções refletem nas próprias atitudes e humor, afinal, o que sentimos e como sentimos provoca efeitos tanto em nós mesmos, quanto nas pessoas ao redor.

Indivíduos com essa capacidade conseguem guiar a própria vida com mais destreza, pois sabem identificar seus pontos positivos, fraquezas e como as emoções que sentem o fazem interagir nos relacionamentos interpessoais.

Controle emocional

O próximo estágio da inteligência emocional está ligado à habilidade de lidar com os próprios sentimentos, pois não basta saber identificá-los se não consegue controlá-los. O controle emocional está em adequar e nivelar as emoções conforme as situações vividas. O mesmo acontece para os sentimentos negativos: com controle e direcionamento guiado pela razão, é possível transformá-los.

Automotivação

No filme Divertida Mente, tanto  a Alegria, quanto a Tristeza, tomam conta da mente da garotinha Riley. Ou seja, nem sempre nos sentiremos felizes, afinal, a tristeza e os sentimentos negativos também nos moldam. Para Goleman, a automotivação se dá no sentido de guiar as emoções para interesse próprio, seja um objetivo ou sonho. Assim, quando os problemas, estresse e ansiedade aparecerem como obstáculos para a realização desses objetivo, o emocional inteligente consegue dirigir as emoções em prol da sua meta.

Empatia

Alguém emocionalmente inteligente não só reconhece as emoções em si mesmo, mas também nas outras pessoas. A empatia é a chave para a construção do autoconhecimento e permite que, ao identificar os sentimentos do outro, o respeito auxilie na construção de relacionamentos interpessoais mais fortes e duradouros.

Relacionamentos interpessoais

O último pilar da inteligência emocional se dá no âmbito do relacionamento, já que ele é a base da sociedade. Além da reconhecer os sentimentos alheios, respeitar e ter empatia, também é preciso administrar como a interferência das pessoas e dos sentimentos dela nos afetam.

Psicologia Online

A inteligência emocional é a chave para o autoconhecimento, relações interpessoais mais saudáveis e profundas e um meio de atingir objetivos de maneira consciente. Mas, como adquirir inteligencia emocional? Uma grande aliada nesse processo é a psicologia, mas engana-se quem pensa que ela só existe para curar transtornos. Essa área da ciência auxilia os indivíduos a desenvolverem o autoconhecimento e  a gestão das emoções.

A psicologia online é uma das grandes novidades que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) aprovou em novembro de 2018. Com a nova resolução que entrou em vigor, a terapia online está completamente liberada, nos mesmos critérios de um atendimento presencial.O atendimento psicológico online oferece muitos benefícios e será cada vez mais uma ferramenta presente na vida dos pacientes.  No caso da síndrome de burnout, ela pode ser a chave para evitar uma crise súbita e também para o tratamento periódico.

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