Motivação no trabalho: a importância de motivar os profissionais

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funcionário motivado

Eles não usam capa e nem têm superpoderes, mas aqui no Brasil podem ser considerados verdadeiros heróis. Eles passam a vida estudando para compartilhar conhecimento com a geração mais nova para prepará-la para o futuro, e fazem isso em meio a péssimas condições, pouco incentivo e baixo salário. Você consegue adivinhar de qual profissional estamos falando? Sim, eles, os professores! Uma das profissões mais resilientes que há no país.

E, já que estamos falando sobre professores, não podemos deixar de mencionar um dos maiores educadores do país – e do mundo: Paulo Freire. É dele a frase “Me movo como educador, porque, primeiro, me movo como gente”. Os professores, nesse cenário atual da precária educação brasileira, necessitam ter grande motivação pessoal e profissional para conseguirem sair de suas casas e lecionar. Mas, antes de tudo, são pessoas e sabem da importância da motivação na vida e como ela pode transformar o meio e os outros.

 O que é motivação?

A palavra “motivação” tem origem no latim “movere” e significa “mover”, ou seja, quando falamos de motivação, falamos de movimento e direção. É o impulso interno que faz alguém se movimentar e partir para uma direção desejada intensamente, seja ela consciente ou inconsciente. O conceito de motivação em psicologia percorre diversas instâncias. Há pesquisadores que estudam as razões pelas quais os indivíduos se sentem motivados a partir de determinado estímulo. Outros, preferem acreditar que a motivação já é algo intrínseco em cada indivíduo. 

“Se, no início do século, o desafio era descobrir aquilo que se deveria fazer para motivar as pessoas, mais recentemente tal preocupação muda de sentido. Passa-se a perceber que cada um já traz, de alguma forma, dentro de si, suas próprias motivações. Aquilo que mais interessa, então, é encontrar e adotar recursos organizacionais capazes de não sufocar as forças motivacionais inerentes às próprias pessoas…não existe o pequeno gênio da motivação que transforma cada um de nós em trabalhador zeloso ou nos condena a ser o pior dos preguiçosos. Em realidade, a desmotivação não é nenhum defeito de uma geração, nem uma qualidade pessoal, pois ela está ligada a situações específicas”, defende Cecília Whitaker Bergamini, mestre, doutora e livre-docente especialista em psicologia clínica.

Os psicólogos e autores de “Motivacao e Aproveitamento Escolar”, agregam à motivação o fator “persistência”: “a motivação é o conjunto de mecanismos biológicos e psicológicos que possibilitam o desencadear da ação, da orientação (para uma meta ou, ao contrário, para se afastar dela) e, enfim, da intensidade e da persistência: quanto mais motivada a pessoa está, mais persistente e maior é a atividade”. 

A psicologia apresenta diferentes hipóteses acerca da definição de motivação, afinal, muitas são as perguntas a serem feitas sobre o assunto.

Motivação no ambiente de trabalho

Assim como na vida, todos nós temos áreas de interesse, desejos e paixões. Quando escolhemos uma profissão e trilhamos uma carreira, também nutrimos motivação profissional para atingir objetivos ou, simplesmente, ter um trabalho que converse com os nossos ideias e que nos motive a realizá-los todos os dias. A satisfação no trabalho não é algo facilmente alcançável, ainda mais no atual cenário social que vivemos com números cada vez maiores de vítimas de burnout. 

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Mas se sentir motivado e motivar os seus funcionários não é tão difícil assim. Para Alexandre Lauria, contabilista na Telavita, motivação no trabalho “é ter um bom ambiente, condições de trabalho adequadas, reconhecimento profissional — não que a gente trabalhe pelos elogios, mas é bom que existam–, salário justo e respeito”. Lendo assim parece fácil, não é mesmo? Mas segundo levantamento do Instituto Locomotiva, “56% dos trabalhadores com carteira assinada no Brasil se dizem insatisfeitos com seu emprego”, informa a Revista Exame.

A pesquisa também aponta que dentre os 33,3 milhões de trabalhadores formais no país, mais da metade afirma estar insatisfeita com seu trabalho. Os motivos para tanta insatisfação não vêm somente do salário. “Baixa qualidade de vida, falta de reconhecimento, pouca produtividade e estagnação profissional também são grandes motivadores para a insatisfação dos funcionários com carteira assinada”, informa a Exame.

Dinheiro traz motivação?

Maria Fernandes Faria, customer success da Telavita, já passou pela falta de motivação no trabalho em uma empresa em que foi funcionária há alguns anos. “O salário não compensa a falta de motivação no trabalho. Eu saí de uma empresa para ganhar 40% menos pois eu era completamente infeliz e sem perspectiva, crescimento ou desenvolvimento profissional. O dinheiro como compensação só me fazia gastar ainda mais dinheiro, pois era a forma que eu compensava a frustração: pelo menos a grana é boa, vou gastar”, conta Maria Fernanda. 

Para algumas pessoas, um bom salário é o suficiente para ter motivação para trabalhar, porém, a longo prazo, essa pode ser uma grande armadilha. Mesmo que receber uma boa quantia de dinheiro seja satisfatório, pode não suprir os desejos internos que falamos lá no começo do artigo e, com o passar do tempo, não seja mais o suficiente para te fazer acordar motivado para ir trabalhar. 

Mas isso não se aplica à todo mundo. Algumas pessoas conseguem balancear bem e por um bom tempo o que Vitor Matsuoka, coordenador de inbound na Telavita, chama de equação. “Um bom salário é um dos critérios para se ter motivação. Se os outros pontos oferecidos pela empresa forem muito ruins, o salário tem que ser muito alto para compensar. E, se os outros pontos forem bons, um salário não tão bom pode ser mais aceitável. É tipo uma equação, em que as variáveis precisam se compensar para conseguir a motivação”, observa. 

Por isso, é preciso ficar de olho se você não está se enganando com a premissa de que o dinheiro e somente ele é capaz de anular a frustração, falta de perspectiva e até transtornos psicológicos como depressão ou burnout. Alexandre Lauria relembra esses pontos importantes: “não adianta ter dinheiro mas estar infeliz…isso não paga a sua paz de espírito. Mas eu reconheço que por um tempo (e quanto tempo vai depender de cada pessoa), valha a pena ganhar mais em nome de um outro projeto. Mas na maioria das vezes, se pensa no futuro fora da empresa. Então, o ambiente ruim se torna transitório, só um trampolim para outro projeto.

Como motivar os funcionários

Algumas empresas apostam em treinamento motivacional para ajudar seus funcionários. As palestras motivacionais também estão em alta, mas somente ações diárias e a longo prazo poderão trazer motivação aos colaboradores. Para Maria Fernanda, motivação “está ligada a dois pilares principais: alinhamento da visão e propósito da empresa com o meu propósito de vida e os desafios que a minha posição oferece. Eu preciso sentir que estou contribuindo para o negócio da empresa e, ao mesmo tempo, que estou me desenvolvendo também como profissional. Não consigo o trabalho única e exclusivamente como fonte de sustento, ele realmente precisa me satisfazer também. Passamos mais de 8 horas no trabalho e eu tenho que estar feliz e me divertindo nesse período pois só o dinheiro com certeza irá me frustrar”, conta.

Oferecer plano de carreira, por exemplo, dá ao colaborador segurança e perspectivas para o futuro de sua carreira. Apenas palavras motivadoras não farão com que o seu colaborador permaneça na empresa por muito tempo. É preciso colocar em prática todo o discurso motivacional. Liderança e motivação andam juntos. Um gestor líder é aquele que dá todas as ferramentas necessárias para o colaborador crescer profissionalmente e pessoalmente. 

Vitor acredita que motivação no trabalho parte de uma combinação de fatores. “Recentemente me vi em uma situação em que tive que escolher entre duas propostas de trabalho. Fiz um diagrama comparando vários critérios: salário, distância, ambiente (mesmo que ainda fosse uma suposição), desafio, possibilidade de aprender/crescer e propósito. Dependendo do momento de vida, um critério terá mais peso que o outro e isso também precisa ser considerado. Acredito que motivação é o equilíbrio, ou uma boa relação entre todos esses fatores”.

Será que você está aplicando esses fatores mencionados por Vitor na sua empresa? Você oferece um salário condizente com as capacidades e demanda de seu funcionário? O ambiente de trabalho é tranquilo e seu colaborador tem possibilidades de crescer e exercer o seu melhor? Lembre-se que o seu funcionário não é só um número. Ele é peça chave para a sua empresa se desenvolver. 

Um gestor que aposta na qualidade de vida de seu colaborador terá melhores resultados no final. “Quando não estou motivado demoro mais para começar e terminar qualquer projeto, sem dúvida”. O modelo de trabalho de antigamente em que o chefe mandava e o funcionário obedecia de cabeça baixa está morrendo. Uma equipe que recebe todos os incentivos, bem-estar e qualidade de vida será aquele que mais motivado se sentirá e, consequentemente, aquele em que você poderá confiar que fará um trabalho de qualidade.

Sentir-se desmotivado no trabalho não é, de forma alguma, o cenário ideal. Pelo o contrário, é a porta de entrada para problemas psicológicos. Os psicólogos da Telavita podem te orientar em como prosseguir na sua carreira e a recuperar a sua motivação pessoal e profissional. Se você é gestor ou dono de uma empresa e precisa aprender como motivar a sua equipe, os nossos psicólogos ocupacionais saberão te dar o melhor acompanhamento e dicas nesse quesito!

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