APAE DE SÃO PAULO: 10 sinais de alerta para se detectar o autismo

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sintomas de autismo

Sintomas envolvem problemas na interação social do indivíduo

Por André Luiz de Sousa, Cindy Mourão, Regina Viana Nojoza e Luciana Mello Di Benedetto,
psicólogos/neuropsicólogos do Ambulatório de Diagnóstico da APAE DE SÃO PAULO

É provável que a maioria das pessoas nunca tenha ouvido falar tanto no Transtorno do Espectro Autista (TEA) quanto atualmente, mas ainda há dúvidas sobre o que realmente é, seus sintomas e as implicações para o indivíduo. O TEA é conhecido também de diferentes

maneiras, como Transtorno Autístico (Autismo), Transtorno/Síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno Global ou Invasivo do Desenvolvimento sem outra especificação e é considerado um dos Transtornos do Neurodesenvolvimento.

Entre as organizações que oferecem avaliação diagnóstica para identificar casos de TEA está a APAE DE SÃO PAULO, referência no tratamento de deficiência intelectual. Por meio do Ambulatório de Diagnóstico, profissionais investigam sinais característicos desta condição em crianças, jovens e adultos. Os atendimentos podem ser realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde e consultas particulares.

No diagnóstico é detectado se o paciente possui características que envolvam prejuízos na interação social, na linguagem/comunicação, e se há padrões repetitivos de comportamento.

A orientação é para que os pais, professores e/ou responsáveis procurem auxílio médico quando há os seguintes sinais:

1 – Pouco contato visual

A criança não olha quando é chamada pelo nome ou não sustenta o olhar.

2 – Não interagir com outras pessoas

Não interage com outras pessoas por meio de sorrisos, por exemplo.

3 – Bebês que não fazem jogo de imitação

Os bebês começam a imitar atitudes e comportamentos por volta dos seis a oito meses de vida, portanto, deve-se ficar atento quanto à ausência desse comportamento.

4 – Não atender quando chamado pelo nome

A criança pode parecer desatenta, pois não atende quando é chamada pelo nome.

5 – Dificuldade em atenção compartilhada

Não demonstra interesse em brincadeiras coletivas e parece não entender a brincadeira.

6 – Atraso na fala

Criança acima de dois anos que não fala palavras ou frases.

7 – Não usar a comunicação não-verbal

Não usa as mãos para indicar algo que quer.

8 – Comportamentos sensoriais incomuns

Se incomoda com barulhos altos, por vezes colocando as mãos nos ouvidos diante de tais estímulos; não gosta do toque de outras pessoas, irritando-se com abraços e carinho.

9 – Não brinca de faz de conta

Não cria suas próprias histórias e não participa das brincadeiras dos colegas. Também não utiliza brinquedos para simbolizar personagens. Suas brincadeiras costumam ser solitárias e com partes de brinquedos, como a roda de um carrinho ou algum botão.

10 – Movimentos estereotipados

Apresenta movimentos incomuns, como chacoalhar as mãos, balançar-se para frente e para trás, correr de um lado para outro, pular ou girar sem motivos aparentes. Os movimentos podem se intensificar em momentos de felicidade, tristeza ou ansiedade.

Não há medicação para o TEA, mas há casos em que são necessárias medicações para controlar quadros associados ao autismo, como insônia, hiperatividade, impulsividade, irritabilidade, atitudes agressivas, falta de atenção, ansiedade, depressão, sintomas obsessivos, raiva e comportamentos repetitivos. Em alguns casos, o indivíduo desenvolve problemas psiquiátricos.

Confira também nossa websérie sobre o autismo e entenda melhor sobre esse Espectro:

O tratamento do autismo baseia-se em estratégias como:

Treinamento dos pais: é a família que mais interage e estimula o comportamento das crianças, portanto, um tratamento eficaz depende do auxílio dos familiares e amigos.

Análise Aplicada do Comportamento (ABA): a Metodologia de Análise Aplicada do Comportamento (ABA – Applied Behavior Analysis) é um conjunto de procedimentos aplicados com o intuito de melhorar o comportamento socialmente adaptável e a aquisição de novas habilidades por meio de práticas intensas.

Tratamento e Educação para Crianças Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação (TEACCH): é um programa desenvolvido para educadores. Desenvolvido na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, e iniciado em 1972 por Eric Schopler, tem sido amplamente incorporado nos contextos educativos e contribuído para uma base concreta de intervenções do autismo. É também chamado de estrutura de ensino, pois de baseia na evidência e observação de que indivíduos com autismo compartilham um padrão de comportamento semelhante na maioria dos casos.

Psicoterapia em abordagem cognitivo-comportamental (TCC): a abordagem psicológica demonstra ter eficácia nos quadros de ansiedade, autoajuda e habilidades de vida diária.

Para a APAE DE SÃO PAULO, o diagnóstico precoce é fundamental para que o indivíduo possa receber o tratamento adequado e desenvolver uma vida produtiva e inclusiva, com chances de estudar e trabalhar.

A Organização atua há 57 anos para promover assistência e desenvolver o potencial de seus pacientes, a fim de capacitá-los e incluí-los na sociedade.

BIBLIOGRAFIA: GADIA, Carlos A.; TUCHMAN, Roberto; ROTTA, Newra T. Autismo e doenças invasivas de desenvolvimento. Jornal de pediatria, v. 80, n. 2, p. 83-94, 2004.

Sobre a APAE DE SÃO PAULO

A APAE DE SÃO PAULO é uma Organização da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, que há 57 anos previne e promove a saúde das pessoas com deficiência intelectual, além de apoiar a sua inclusão social e a defesa de seus direitos, produzindo e disseminando conhecimento. Atua desde o nascimento ao processo de envelhecimento, propiciando o desenvolvimento de habilidades e potencialidades que favoreçam a escolaridade e o emprego apoiado, além de oferecer assessoria jurídica às famílias acerca dos direitos das pessoas com deficiência intelectual. Pioneiro no Teste do Pezinho no Brasil e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal, o Laboratório APAE DE SÃO PAULO é o maior da América Latina em exames realizados. Por meio do Instituto APAE DE SÃO PAULO, a Organização gera e dissemina conhecimento científico sobre deficiência intelectual com pesquisas e cursos de formação.

Para colaborar, os interessados podem ligar para: 11-5080- 7000, acessar www.apaesp.org.br ou enviar e-mail para atendimento@apaesp.org.br.

Quer saber mais sobre o autismo? Leia também: tudo sobre o trastorno do Espectro Autista

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