Como interpretar os sonhos

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Você já acordou com aquela sensação estranha depois de ter sonhado? Ou ficou o dia todo pensando no que tudo aquilo realmente significava? Os sonhos são eventos psicológicos realmente muito intrigantes. E a nossa curiosidade por eles é de longa data.

Os faraós acreditavam muito na importância dos sonhos. Por isso, recorriam aos adivinhos e oráculos para interpretarem o que haviam sonhado e, então, tomar algum tipo de decisão. Eles acreditavam que os sonhos continham mensagens para o futuro e que através deles os deuses entravam em contato com os humanos.

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Ainda hoje, os sonhos são vistos por muitos como mensagens importantes. Às vezes, acordamos e ficamos com certas emoções do sonho e de toda vivência ocorrida. Aliás, podemos até ficar apreensivos quando o sonho foi um pesadelo.

No sonho, as dimensões de tempo e espaço são diferentes. Dessa forma, podemos mudar de local rapidamente e as pessoas também mudam de uma hora para outra. O mundo onírico é muito diferente do nosso mundo real e para entendê-lo por completo precisamos examinar todos os aspectos.

O que acontece quando dormimos?

Imagine uma grande biblioteca que foi utilizada o dia todo. São empréstimos de livros, entregas e aquisições sem parar. Obviamente, tudo fica uma bagunça. Bem, algo parecido acontece com o nosso drive, o cérebro. E quando dormimos ele consegue se organizar dessa grande troca de informações.

Sendo assim, é nesse momento que tudo vai ser catalogado e colocado na sua devida estante. Durante esse tempo, pode ser que, de repente, emerja algum livrinho esquecido dentro de toda essa mudança. Muitas vezes, nem lembrávamos mais que existia, de tão guardado ou esquecido que estava na prateleira do inconsciente.

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Pois bem, nossos sonhos são uma das formas do nosso inconsciente mostrar, por meio de arquétipos, os conteúdos sobre nós mesmos que ainda não adquirimos total consciência e domínio. Como não havíamos prestado atenção ainda para aquele livro, seu conteúdo, no sonho, pode vir representado de uma maneira simbólica.

Os arquetípicos são matrizes, protótipos e representações desenvolvidas pela mente. Sendo assim, são como imagens, símbolos, lembranças de experiências passadas em nossa existência. Essas representações são muito pessoais e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa.

Para esclarecer, alguns dos arquétipos básicos conhecidos são: a mãe, o herói, o poder, a magia, o nascimento, a morte, o homem e a mulher.

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Como interpretar os sonhos

Durante o sono, o inconsciente pode ser retratado nos sonhos cinco ou seis vezes por noite. Dessa forma, surge a oportunidade de a mente consciente observar o conteúdo da nossa mente inconsciente. E o mais interessante é que conseguimos tirar informações bem interessantes dessas representações.

Sendo assim, é possível analisar e interpretar os significados pessoais dos seus sonhos. Para tal, veja quais os detalhes e emoções do sonho, reúna os detalhes, faça associações que te ajudem na interpretação e tente encaixar o sonho no momento em que está vivendo.

Para facilitar, irei colocar alguns passos para você seguir, que pode ajudá-lo nesse entendimento dos próprios sonhos.

Tente identificar o que o objeto significa para você

Nós temos experiências únicas em relação a estruturação dos arquétipos, ou seja, os símbolos universais. Por exemplo, existe uma tendência universal sobre a imagem de mãe, mas a experiência individual é o que, de fato, vai formar o que mãe significa internamente para cada um.

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Se seu sonho apresentar alguma figura arquetípica, tente traduzir o significado que ela pode ter para você e não para o universal. Isto é, pense no que aquilo pode simbolizar para você e não no que aquela figura representa no senso comum.

Qual emoção você sentiu durante o sonho?

É fundamental tentar lembrar quais foram os sentimentos que aquele sonho trouxe para você. Sendo assim, foque nas sensações que ele causou: felicidade, medo, apreensão, raiva, etc. As sensações podem ser guias para entender todo o enredo do sonho.

Fique atento para sonhos recorrentes e pesadelos

Nós guardamos as vivências e experiências ruins como arquivos de um drive. Os sonhos recorrentes podem estar ligados a essas questões traumáticas que não foram resolvidas. Dessa forma, elas se apresentam em forma de repetição, chamando a nossa atenção para a necessidade de uma resolução interna do trauma.

E o mesmo vale para os pesadelos também. Fique atento neles e localize as questões que você ainda precisa elaborar melhor internamente e superar.

Anote seus sonhos

É muito importante que logo ao acordar você anote os seus sonhos. Deixar um caderninho na mesa de cabeceira facilita, assim nada passa despercebido. Essa questão é interessante, pois Jung sugeriu fazer a análise dos sonhos em série, como se cada sonho fosse um capítulo de um livro.

Você pode anotar sonhos uma vez ou outra, mas será muito mais terapêutico ter um diário dos sonhos sempre ao alcance. Com o tempo, os sonhos se tornam material de autoconhecimento.

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