Quando falamos de problemas psicológicos, logo remetemos a problemas como depressão, ansiedade e outras doenças ligadas a saúde mental que vem afetando a população.

Com o avanço da internet e da transformação digital, esse é um tema muito discutido pelos nascidos na geração Millenial, por ser um assunto muito em pauta nos últimos anos.

Porém, pouco se fala em como a geração X, os nascidos entre 1960 e 1970, enfrenta tais problemas. Afinal, eles não tinham o mesmo acesso a informações e debates sobre saúde mental como temos hoje em dia. Então, como lidam com as questões emocionais?

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Como está a saúde mental da geração X?

De acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças, cerca de 30% dos adultos americanos apresentam sintomas que atendem aos critérios para um transtorno de ansiedade. Antes da pandemia, esse número era de 19%.

Além disso, uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) em 11 países, descobriu que o Brasil é o país com mais casos de ansiedade (63%) e depressão (59%).

Por conta disso, é fundamental que esse tema seja tratado em diversas rodas de conversa, em meios de comunicação e abertamente falado dentro das famílias. Afinal, somente assim, será possível saber quais passos seguir e qual doença está atrelada ao momento vivido.

Aliás, é interessante observar que muitas pessoas da geração X não conseguem identificar os sintomas de questões mentais. Dessa forma, possuem dificuldade em analisar a si mesmos e reconhecer sinais de ansiedade, síndrome do pânico e depressão, por exemplo.

Sinais de problemas de saúde mental

Vale lembrar que os problemas de saúde mental começam de forma leve. Então, qualquer alteração no comportamento, por menor que seja, deve ser levada em consideração.

Sendo assim, devemos ficar atentos aos sinais que demonstramos durante a rotina. Além disso, tente procurar saber qual a raiz do problema e por que isso nos afeta tanto. Essas questões são fundamentais para conseguirmos buscarmos ajuda desde o início.

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A mudança no comportamento é um dos primeiros sinais que a pessoa demonstra de que não está bem. Dessa forma, fique atento para mudanças bruscas no consumo de alimentos, abuso de álcool, irritação por problemas pequenos e na verbalização sobre o sentido da vida.

Nesses casos, as pessoas insistem em se manter afastadas e sem diálogo. Entretanto, lembre-se que a conversa e a compreensão são de extrema importância para identificar o que está causando esses sintomas e começar a recuperação.

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Como ajudar a geração X a cuidar da saúde mental

Apesar de reforçarmos a importância da conversa sobre o tema, para a geração X, falar sobre os próprios sentimentos pode ser um desafio. Diante disso, não faça julgamentos e esteja por perto.

Nesse momento, pode ser interessante sugerir a procura por um profissional, mas não pare somente nisso. Ajude na escolha, incentive a ida a terapias e reforce a importância de um tratamento contínuo.

É fundamental também demonstrar confiança para que a pessoa procure ajuda sem receio de julgamentos. Com isso, ela irá enfrentar o medo que ainda tem de admitir que precisa de cuidados psicológicos. A saúde mental ainda é vista com muito estigma pelas pessoas e, por isso, elas resistem na busca por tratamentos.

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Por fim, sempre demonstre apoio e ajude a geração X a perceber que ela possui uma rede de suporte para conversas. Participe de todo o processo, assim, será possível perceber que existem pessoas realmente interessadas em ajudar na procura por soluções.

Esse é um tema delicado e que muitas vezes pode não ser bem recepcionado. Entretanto, nunca deixe de demonstrar empatia e compreensão, pois esse pode ser o começo para a recuperação da saúde mental.

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1 COMENTÁRIO

  1. Não diria que o excesso de informações “nos atrapalhe”, mas quando eu tinha 21 anos, tive uns 3 colegas, com 67 anos, até ex-expedicionarios e, um deles apesar das experiências vividas, extrovertido e de uma sabedoria impar. Humildemente, reconheceu que eu poderia ocupar a Escala de Serviço como titular e como eu o sucedia em dois dias, me perguntou se mensagens (de telex) sem urgência poderia eu transmitir em meu turno: concordei, afinal eu já entendia as limitações que a velhice traz! Nos últimos anos da minha carreira profissional e, com formação acadêmica em Administração, ouço de colegas com menos de 40 anos e contratados como nível superior se definirem como Operacionais, mas com função de chefia! Em janeiro recebi um email, de uma colega, com anexos, em que a redação era “simples” para um assunto técnico e dados que se reportavam aos anexos, com desatenção dela, na hora de mera transcrição! Em suma, no meu ponto de vista, falta hoje o ouvir a geração X: quando, ontem, o jornal divulgou que o Itamaraty encaminhou mensagem telegráfica, quantos devem ter ido ao “Google”! Em toda a vivência (existência), sempre é tempo de aprender e ensinar; interagir!

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