Síndrome de Boreout: o que é e como lidar

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síndrome de boreout

Muito se fala sobre como o excesso de trabalho pode ser prejudicial à nossa saúde e ao desenvolvimento pessoal e profissional. Por conta disso, o burnout e o desenvolvimento de vícios, como é o caso do workaholic, já são assuntos bem conhecidos pelo ambiente corporativo.

Entretanto, existe o outro lado da moeda nessa questão. Enquanto alguns estão mergulhando demais no trabalho, existem aqueles que se veem cada vez mais desanimados com suas carreiras.

Dessa forma, o desinteresse no trabalho aparece como um tema importante para ser tratado, porém, ele ainda é de difícil identificação. Então, é fundamental entender o que isso é e como lidar com essa questão.

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O que é a Síndrome de Boreout?

A “Síndrome de Boreout” (do inglês “bored”, que pode ser traduzido como tédio) evidencia o desinteresse constante pelas atividades diárias. Nesse sentido, pode afetar diretamente a autoestima dos colaboradores e até mesmo acarretar consequências mais graves, como apatia, depressão, ansiedade e estresse crônico.

De acordo com estudos recentes da Udemy, plataforma de cursos online, cerca de 50% das pessoas afirmaram se sentirem entediadas com seu trabalho em mais da metade da semana. Além disso, o levantamento também identificou que 43% dos respondentes estão completamente desmotivados e descontentes com o emprego atual.

Como lidar com a Síndrome de Boreout

Além de entender o seu conceito, precisamos saber como lidar com essa questão. Por conta disso, segue abaixo uma lista com alguns pontos importantes de atenção para entender como encarar o boreout.

Reflita sobre o motivo do desinteresse no trabalho

Antes de mais nada, é importante ter em mente que estar desestimulado com a sua carreira ou com a atividade que está exercendo pode ser parte de um problema muito maior do que se imagina.

LEIA MAIS: Riscos psicossociais do adoecimento físico e mental no trabalho

Por isso, tire um momento para refletir e entender o que, de fato, está gerando este desconforto e infelicidade. Será o excesso de trabalho? A ausência de desafios e canal aberto com os seus superiores? Ou, quem sabe, a falta de reconhecimento dentro da sua área?

É essencial ter essas questões em mente antes de tomar qualquer decisão mais drástica, como pedir demissão, por exemplo. A reflexão é fundamental para entender o real motivo por trás do desinteresse.

Tenha um canal aberto com suas lideranças

Uma vez que você identificou com clareza o que está causando o seu tédio, está na hora de ter uma conversa franca com seus superiores. Não tenha receio: o diálogo e comunicação clara é fundamental para resolver essa questão.

Então, explique o que está acontecendo e que está se sentindo descontente, mostrando-se aberto a um diálogo e à possíveis soluções para a mudança. Busquem, juntos, a melhor alternativa para driblar o descontentamento.

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Nem sempre é fácil resolver tudo sozinho, por isso, não tenha medo de pedir ajuda especializada. Existe uma vertente na psicologia conhecida como psicologia trabalhista. Essa área é focada, fundamentalmente, na melhora do aspecto organizacional e do trabalho.

Nesse sentido, o psicólogo surge como um expoente capaz de resolver o dilema do desempenho dos funcionários, desenvolvendo um papel importante para compreender as angústias dos colaboradores.

Inclusive, já é possível encontrar diversas formas práticas para encontrar uma ajuda qualificada. Atualmente, existem plataformas online, como é o caso da Telavita, em que é possível estimular o bem-estar sem precisar sair de casa e de maneira rápida, simples e segura.

Não se cobre demais

Sim, alguns dias a gente simplesmente não rende, seja por estresse, cansaço ou falta de criatividade. E está tudo bem. Nestes momentos, respire fundo, respeite seu tempo, converse com seu gestor e, se for o caso, sinalize que o dia está sendo improdutivo.

LEIA MAIS: Burnout e o esgotamento psicológico no trabalho

O importante aqui é não se cobrar demais pelo o que está acontecendo nesse momento. Todos possuímos fases e compreender a etapa em que estamos também faz parte do processo de evolução.

O ócio não é seu inimigo

Ser uma pessoa muito ocupada nem sempre é sinônimo de produtividade. Logo, ter alguns momentos ociosos e de procrastinação – com parcimônia e responsabilidade, claro – pode ser uma ferramenta poderosa no quesito criatividade.

Como dito acima, com uma rotina bem organizada, é possível tirar uns instantes do seu dia para simplesmente “descarregar” o cérebro. Inclusive, esses momentos de pausa são fundamentais para não sobrecarregar a mente e possibilitar um descanso necessário para deixar a criatividade fluir.

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