Os perigos da solidão na adolescência

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A adolescência, período marcado por transições emocionais e mudanças significativas, é uma jornada de autodescoberta e crescimento. No entanto, por trás das inúmeras possibilidades e experiências, muitos jovens enfrentam um desafio silencioso e complexo: a solidão.

A solidão na adolescência não é apenas a ausência física de companhia, mas sim um estado emocional profundo que pode afetar tanto a saúde mental quanto o desenvolvimento social dos jovens.

Como a solidão na adolescência se manifesta?

A solidão na adolescência assume uma variedade de manifestações sutis e complexas, frequentemente escapando à detecção. Nesse sentido, os  jovens podem vivenciar esse sentimento de diferentes maneiras, sendo o isolamento social uma característica proeminente desse quadro.

No entanto, o isolamento social pode afetar diretamente a autoestima e confiança da pessoa, fazendo com que ela reforce pensamentos disfuncionais referentes ao seu contato com os outros. Dessa forma podemos concluir que estar isolado do contato social é um problema gigante para nós seres humanos.

O problema do isolamento

Para uma compreensão mais aprofundada desse processo, é instrutivo examinar a natureza humana. Desde o início, nossa capacidade de fala é desenvolvida por meio do contato com os outros, assim como a habilidade de utilizar objetos específicos, como talheres, lápis e chaves de fenda. 

Esse contínuo processo molda nossas aptidões e perspectivas desde a infância. Sendo assim, é por meio do contato e das experiências que adquirimos ao interagir com outros seres humanos que nos transformamos na pessoa que somos hoje.

No entanto, à medida que começamos a evitar esse contato, começam a surgir outros sentimentos, como o medo de conversar com pessoas desconhecidas, a dificuldade em encontrar assuntos em comum durante uma conversa em grupo e a sensação de não se encaixar em ambientes sociais. Tudo isso acaba sendo reforçado pela falta de interação.

O que os pais NÃO devem fazer na infância dos filhos

Ao abordar os estágios cruciais do desenvolvimento humano, como a infância ou adolescência, é crucial considerar os efeitos da supressão da interação social. Nesse sentido, é fundamental ter em mente as etapas que esses indivíduos estão prestes a experimentar e que ainda vão enfrentar.

Uma maneira concreta de exemplificar essa importância é imaginar a exclusão do contato social durante a adolescência. Esse cenário hipotético pode gerar consequências significativas, como a sensação de desamparo ao ter que fazer uma apresentação perante a turma durante a graduação ou, mais tarde, em um ambiente profissional.

O fato é que precisamos passar por experiências sociais para nos sentirmos seres sociais cada vez mais completos. Na infância, os pais precisam deixar os filhos terem interações sociais, seja brincando na rua ou fazendo amizades com outras crianças.

Os perigos de um adolescente solitário

Os riscos associados à solidão na adolescência são significativos e podem ter efeitos duradouros. Quando um adolescente se encontra frequentemente isolado e com pouca interação social, surgem desafios emocionais, cognitivos e sociais que merecem atenção.

Entretanto, a  solidão na adolescência pode levar a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Sendo assim, a falta de conexões sociais e apoio pode intensificar sentimentos de tristeza e isolamento, levando a uma espiral negativa de pensamentos e emoções.

Além disso, o sentimento de solidão pode levar também a casos de suicídio, que por sua vez, é a segunda maior causa de morte entre jovens e adolescentes. Diante disso, identificar sinais de alerta em um adolescente solitário é importante para poder oferecer apoio e intervenção adequados. Dessa maneira fique atento ao:

  • Isolamento social: evitação de interações sociais e preferência por estar sozinho.
  • Mudanças comportamentais: alterações significativas nos comportamentos habituais.
  • Dificuldades acadêmicas: queda no desempenho escolar e nas notas.
  • Expressão de tristeza: sentimentos persistentes de tristeza ou baixa autoestima.
  • Alterações no sono e apetite: mudanças nos padrões de sono e alimentação.
  • Declínio nas relações sociais: dificuldades em manter ou criar amizades.
  • Reações excessivas à rejeição: respostas intensas a críticas ou rejeição.
  • Falta de participação em atividades: abandono de interesses anteriores.
  • Uso excessivo de tecnologia: recurso exagerado ao celular para preencher a solidão.
  • Expressões artísticas ou escritas de isolamento: expressões visuais ou escritas que denotam sentimentos de solidão.

Os benefícios de levar o adolescente solitário a terapia

Dentro da psicoterapia uma das coisas que é trabalhado com os pacientes que têm dificuldades em interagir socialmente são as suas habilidades sociais e emocionais para lidar consigo mesmos, com os outros e também tomar decisões corretas em situações difíceis.

Falando-se então dos perigos, tratam-se justamente dos danos causados pela ausência de um repertório no adolescente. Insegurança, ansiedade, medo e diversas outras demandas emocionais podem surgir. 

Entretanto, a terapia proporciona um espaço seguro onde o adolescente pode expressar seus sentimentos, pensamentos e preocupações sem medo de julgamento, ajudando a aliviar o peso da solidão e evitando comportamentos autodestrutivos.

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