Violência infantil: os impactos da violência psicológica infantil

violência psicológica infantil

Se uma criança aparece constantemente com roxos pelo corpo, é de se preocupar. A violência infantil existe e não pode ser negligenciada, precisa ser combatida. Porém, quando se fala em violência contra a criança, associa-se imediatamente a algo físico, mas não podemos esquecer de que a violência psicológica infantil pode acontecer com frequência e bem debaixo do nosso nariz. Os danos na mente podem ser extremamente perigosos para o futuro, pois afetam o desenvolvimento pleno cognitivo e comportamental da criança e que não são resolvidos facilmente.

O assunto é urgente pois, na maioria dos casos, é a violência infantil doméstica que impera. Dessa forma, como nesse tipo de violência infantil os próprios familiares quem praticam a violência, é importante sabermos identificar quando o abuso psicológico dá as caras.

A violência doméstica contra menor, então, precisa ser observada de perto. Os danos não são aparentes, mas sutis. O comportamento da criança é um bom indicador do fato. Aprender sobre o seu significado e a consequente manifestação podem fazer a diferença para revelar um relação abusiva.

O que é violência psicológica infantil?

Ao definir determinadas situações, fazemos uma distinção do que é real ou não. Dar significado à algo permite compreendermos o que está acontecendo. Por conta disso, dar nome retifica e valida a ocorrência, principalmente quando tratamos de assuntos mais delicados.

Nesse sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS), definiu a violência infantil sob a ótica psicológica. De acordo com o órgão internacional, “a violência emocional ou psicológica inclui a restrição de movimentos, denigração, ridículo, ameaças e intimidação, discriminação, rejeição e outras formas não-físicas de tratamento hostil”.

As denúncias de violações de direitos humanos coletadas nos canais da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos dão uma certa dimensão do problema no Brasil: A violência psicológica se mostrou presente em 48,76% dos casos averiguados com pessoas de até 17 anos.

Vale ressaltar que numa mesma situação podem incorrer variados tipos de violência contra criança e adolescente. Segundo os dados, os problemas psicológicos somente perdem para os casos de negligência, que correspondem a 72,66% dos eventos.

Agressão contra criança: consequências para o psicológico

A violência infantil produz diversos reflexos na criança. Uma agressão gera consequências. Quando tratamos do abuso psicológico, a mente é a mais afetada. Diversas áreas do desenvolvimento sofrem com essas ações.

“Precisamente porque interfere na trajetória de desenvolvimento de uma criança, os maus-tratos psicológicos têm sido associados a distúrbios de apego, problemas de desenvolvimento e educação, problemas de socialização e comportamento perturbador”, enfatizaram os pesquisadores do artigo “Psychological Maltreatment”, publicado na revista Pediatrics.

Nesse sentido, procurando compreender o peso da violência psicológica nos jovens, um estudo publicado na “Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy” analisou 5.616 crianças e adolescentes com histórico de abuso psicológico, físico e sexual.

A pesquisa “Unseen Wounds: The Contribution of Psychological Maltreatment to Child and Adolescent Mental Health and Risk Outcomes” destacou que ‘os perfis clínicos de jovens maltratados psicologicamente se sobrepunham a, ainda que distintos, daqueles de jovens vítimas de abuso físico e/ou sexual”.

No caso das pessoas que sofreram violência psicológica, o artigo apontou uma tendência maior delas apresentarem os sintomas de ansiedade, depressão, transtorno de estresse pós-traumático e baixa auto-estima.

Sendo assim, fica evidente os danos causados pelo abuso psicológico na infância. Todas as ações causam impactos na vida das crianças e, sendo uma atitude negativa, os traumas têm grande chance de existirem. É preciso lutar contra a violência infantil. Seja a violência doméstica infantil ou não. Caso presencie algo do tipo, denuncie imediatamente para a polícia.

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