Autossabotagem: A inimiga do crescimento profissional

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Autossabotagem

O ciclo da autossabotagem prejudica o desenvolvimento profissional nas empresas

Chegar atrasado, fazer somente o mínimo necessário ou reclamar demais em público. Estagnação. Ou melhor, se sabotar. Não são aspectos conscientes muitas vezes, mas pequenas atitudes que vão minando o crescer profissionalmente.

Desenvolvimento pessoal e profissional são pautas importantes dentro das empresas. Afinal, o empregador procura pessoas que possam acrescentar ao local, mas que também consigam se aprimorar.

Entretanto, falar de crescimento profissional deve estar associado mais a figura do funcionário. Nesse sentido, se desenvolver abre caminhos e oportunidades cada vez melhores dentro de um cenário competitivo.

Com esse ambiente competidor, a pessoa deve atuar de forma a se valorizar. Porém, existem aquelas situações em que todo o esforço é desperdiçado por atitudes pontuais. É a autossabotagem e, portanto, é necessário conhecer o assunto para evita-la.

O que é autossabotagem?

Autossabotagem. Já é possível ter uma noção do que ela é pela composição da palavra. O “auto” se refere aquilo que é feito para si mesmo, enquanto que a “sabotagem” é referente ao boicote. Sendo assim, pode-se compreender a palavra como um boicote a própria pessoa.

Nesse mesmo sentido, a psicóloga Joana Simão Valério trata sobre a autossabotagem. “(É) como um processo sustentado em crenças internas limitadoras que levam a pessoa a adotar comportamentos repetitivos que lhe são prejudiciais”.

No entanto, essa prática continua acontecendo, mesmo que a pessoa esteja sofrendo. Além disso, é algo que permeia diferentes aspectos da vida. Ou seja, é possível notar esse padrão em relacionamentos, em atividades e até mesmo no trabalho.

De acordo com o psicanalista Stanley Rosner, a autossabotagem “é a tendência a se repetir, indefinidamente, atitudes destrutivas. É claro que a maioria das pessoas não percebe o que faz. Prefere acreditar que a insatisfação é apenas fruto de algo externo”.

Pare de se sabotar: boicote ao crescimento na carreira

Autossabotagem e desenvolvimento profissional não combinam. E, às vezes, essas atitudes destrutivas acontecem até de forma inconsciente. Os problemas relacionados ao trabalho, geralmente, não variam muito. As mesmas relações interpessoais ditam essas questões e, portanto, trazem os mesmos problemas – até quando não são relacionados ao ambiente corporativo.

“A autossabotagem nasce daí: questiona-se a autoridade do chefe, negligencia-se uma meta, começa-se a chegar a atrasado. Como forma de combater inconscientemente algo do passado que ainda nos atormenta”, aponta Rosner.

Comportamentos de negligência e irritabilidade no trabalho podem ter origem fora da empresa, mas influencia na maneira como as pessoas observam aquele funcionário.

O psicanalista comenta que “as percepções das pessoas no local de trabalho muitas vezes são distorcidas por relações mal resolvidas do passado, da mesma forma que no casamento. Vê-se um chefe como o pai severo ou uma colega como a irmã competitiva”.

Separar as situações, então, é um elemento fundamental para não atrapalhar o crescimento profissional. Aspectos pessoais influenciam nas tomadas de decisão, porém não precisam constituir reflexos negativos.

Nem todas as pessoas gostam do lugar em que estão, porém isso não pode determinar a estagnação no desenvolvimento. Demonstrar descontentamento ou até mesmo preguiça são componentes que prejudicam o próprio crescimento.

Sendo assim, é preciso parar de culpar os outros por resultados negativos. Não existe espaço para pensamentos como “Eu não mereço” ou “Eu não posso”. A falta de empatia e incompetência devem ser deixadas de lado para poder prosperar.

Ciclo da autossabotagem: o que fazer para encerrar isso

A autossabotagem é um problema, entretanto é algo passível de correção. Sendo assim, com certas medidas, a pessoa consegue reajustar os diferentes aspectos da vida e diminuem os efeitos do boicote próprio.

De acordo com Valério, “desfazer crenças negativas que levam à autossabotagem, ter um autoconhecimento profundo, tolerar a frustração e ser persistente perante as adversidades, são aspectos que contribuem para o desenvolvimento do potencial e das habilidades de cada um”.

Além disso, o autoconhecimento é uma ferramenta capaz de ajudar a pessoa a passar por essa situação. Através dela, será possível ver os acontecimentos de forma mais clara. Ou seja, com brecha para melhoras.

“Estar ciente de seu padrão de repetições é extremamente importante, eu diria que é o primeiro passo. Mas o caminho para estancar esse comportamento é ir de encontro ao trauma que está na raiz de tudo. Enfrentar esta tristeza”, explica Rosner.

O acompanhamento psicológico, então, aparece como uma oportunidade para lidar com a autossabotagem e encontrar meios de combater ela. A terapia é capaz de analisar o cerne do problema e capacita o indivíduo de estruturas mentais capazes de enfrentar o problema e contorna-lo.

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