A melancolia e o progresso da depressão melancólica

depressão melancólica

A depressão melancólica impacta negativamente a vida do paciente. Saiba como tratar!

Melancólico… esse adjetivo pode ser usado para descrever uma situação, um objeto e até uma pessoa. Não para designar como ela é mas, sim, o estado em que se encontra: melancolicamente em sua conjuntura.

E qual a definição de melancolia? “A melancolia é a felicidade de estar triste”, diria Victor Hugo. Interessante, mas não na abordagem necessária. Bem, ela não é tristeza – apesar de ser amplamente confundida. Aliás, muitas pessoas procuram tratamento para melancolia, mas não sabem o que estão indo atrás.

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Voltando ao cerne da questão, é interessante introduzir a figura de um especialista no assunto. Para Freud, a melancolia pode ser uma reação humana em decorrência a perda de um objeto amado – como o luto. Entretanto, trata-se de uma perda de natureza mais ideal, ou seja, seria como se fosse retirado algum objeto da consciência do indivíduo.

A melancolia, então, apresenta alguns sinais claros na condição da pessoa. Abatimento mental e físico. Ela parece perdida e não demonstra interesse em nada. Isso é perigoso, pois o prolongamento disso pode desenvolver sérios problemas, como a depressão. A depressão melancólica, assim, aparece.

O que é depressão melancólica?

“É melancolia ou depressão?” Essa é uma pergunta honesta que pode surgir, afinal, por conta da terminologia, é fácil confundir o que ela realmente é. Ao tratar de depressão melancólica, entretanto, é necessário ter em mente de que realmente ela é.

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Como o nome indica, trata-se de depressão. Entretanto, é importante ser mais específico do que isso. A depressão melancólica é uma forma de transtorno depressivo maior que se apresenta com características melancólicas. Ou seja, ela é um tipo depressivo e conta com aspectos de melancolia, que a diferencia dos demais.

Melancolia, depressão e causas

Não é possível apontar qual é o fator determinante para o desenvolvimento da condição. Entretanto, o seu resultado, geralmente, não é produto de algum evento específico. Isso pode ser explicado, pois no caso da depressão melancólica, acontecimentos positivos na vida da pessoa não resultam numa melhora do quadro, o que indica a não influência da causalidade na doença.

Nesse sentido, é possível observar alguns fatores que podem ser os responsáveis por tal, principalmente de origem biológica. Então, causas hereditárias e disfunções na química cerebral ou dos hormônios são os principais suspeitos.

Depressão melancólica: sintomas

Reconhecer os sinais da condição é fundamental. Dessa forma, somente assim será possível compreender o que está acontecendo e buscar ajuda profissional para solucionar o que está acontecendo.

O artigo “Depressão melancólica e depressão atípica: aspectos clínicos e psicodinâmicos” traz os sintomas da melancolia depressiva e trata o paralelo com o transtorno depressivo maior. Além disso, elenca algumas condições para a sua ocorrência.

“Durante um episódio depressivo maior ocorrem quatro dos seguintes sintomas, dentre os quais necessariamente estarão presentes a ou b, como segue: a) perda do prazer por quase todas as atividades, b) ausência de reatividade aos estímulos agradáveis, c) relato de uma qualidade distinta do humor depressivo, d) humor deprimido sendo mais intenso pela manhã, e) despertar na madrugada (insônia tardia), f) retardo psicomotor ou agitação psicomotora, g) perda significativa do apetite e do peso corporal, h) culpa excessiva”.

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O diagnóstico da depressão melancólica

O diagnóstico do médico começa com uma avaliação inicial da situação. Dessa forma, ele irá realizar algumas perguntas para aferir como está a condição do paciente, ou seja, verificar qual a natureza, gravidade e duração dos sintomas.

Ainda, é possível que seja examinada a saúde física, além de serem necessários alguns exames, como o de sangue. Tais testes são feitos para procurar outras possíveis fontes do problema e excluir demais doenças.

Como tratar depressão melancólica?

Para o tratamento para depressão melancólica é necessário uma abordagem multidisciplinar. Dessa forma, a figura do psiquiatra e do psicólogo aparecem para ajudar na recuperação do paciente em questão.

Por conta dos distúrbios de ordem biológica, o psiquiatra será o responsável por prescrever remédios para estabilizar a situação no organismo. Já o psicólogo, realizará um trabalho para compreender as origens dos problemas que afligem a pessoa e irá empoderar o indivíduo com recursos para lidar com eles.

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Caso suspeite que você ou alguém próximo possa ter depressão melancólica, procure um psicólogo ou psiquiatra de sua preferência para realizar o diagnóstico. E, caso precise de tratamento, saiba que a terapia é uma das mais importantes formas de tratamento. A Telavita pode te ajudar nessa luta. A plataforma online possui um leque de opções de profissionais capacitados e especializados. Agende uma consulta com um de nossos psicólogos e dê um passo para o início de seu tratamento.

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