5 sinais de Burnout: Confira alguns dos sintomas mais comuns da síndrome

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Também chamada de “síndrome do esgotamento profissional”, o Burnout pode desencadear diversos problemas e crises seríssimas.

Jornada de trabalho estendida, ligações durante a noite, tempo de lazer quase nulo e atribuições além da descrição do cargo: essa é a situação agoniante que pode se tornar gatilho para o burnout. A síndrome de Burnout já atinge 30% dos brasileiros, índice semelhante ao do Reino Unido, cuja proporção é de 1 para 3 habitantes. Mas, afinal, o que é burnout? 

A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psicológico  que consiste em tensão emocional e estresse crônico decorrente do trabalho desgastante. O esgotamento físico, emocional e psicológico é constante e se manifesta, principalmente, em profissões cuja exigência interpessoal se faz presente.

Antes, era comum o transtorno aparecer mais em profissionais de certas áreas, como professores, médicos ou outras cuja jornada de trabalho oferece níveis elevados de estresse e exaustão. Hoje em dia, não há mais um núcleo restrito, já que a demanda em qualquer profissão se elevou. Em 2016, foram 75,3 mil afastamento por estresse de trabalho ocasionados pelo Burnout registrados pela Previdência Social no Brasil.

5 sinais de Burnout

Isolamento da vida social

As festas, os momentos em família e o convívio com os amigos são deixados em segundo plano. Isso acontece porque a sobrecarga do trabalho se torna tão profunda, que o paciente não consegue dar atenção a mais nada. Ou seja, toda a fonte de relaxamento passa a não ser comum na vida dele.

As pessoas afetadas por esse mal têm tendência a desenvolver vícios que funcionam como um escape. É comum o alcoolismo e o uso abusivo de substâncias psicoativas tornarem frequentes. Doenças cardiovasculares e ideias de suicídio completam as tendências desenvolvidas pelo esgotamento.

Cobrança excessiva de si mesmo

O desenvolvimento da síndrome de Burnout acontece quando o ambiente de trabalho exige muito mais do que o normal. Em decorrência desse desgaste e constante demanda, o paciente desenvolve uma profunda cobrança de suas realizações dentro do âmbito profissional, e entende que qualquer obrigação diz respeito a ele.

Essa cobrança em demasia faz com que o estresse e a frustração tomem conta, afinal, quem sofre da síndrome acaba por se desmotivar da atividade laboral e não realizar o que é cobrado, gerando, assim, sentimentos frustrantes e depressivos.

A Síndrome de Burnout agora é listada como doença crônica pela OMS. Confira a explicação da Milene Rosenthal, psicóloga e co-fundadora Telavita:

Incapacidade de fazer planos pessoais

A conexão com o ambiente de trabalho é constante para quem sofre do transtorno de burnout, seja pela jornada profissional estendida ou por levar obrigações para casa todos os dias. Assim, o paciente fica sempre ligado ao mundo empresarial e deixa de lado qualquer plano ou objetivo pessoal, seja viagens, cursos, ou passar mais tempo com a família.

Agressividade

A partir do momento que o paciente que sofre de burnout não consegue lidar com todas as pressões, sua reação pode ser extremamente agressiva, já que sentir-se frustrado e desgastado soma-se a desmotivação e não realização das demandas exigidas. É preciso muita paciência das pessoas que cercam esse indivíduo e que o encaminhem para médicos especialistas, como psicólogos, pois o auxílio profissional é a chave para a cura.

Você sabe a diferença de Burnout e estresse? Confira em nosso blog

Sinais de depressão

O esgotamento nervoso não se restringe às consequências sociais, mas pode desencadear em doenças físicas e psicológicas mais sérias, como o aumento da pressão cardíaca, ansiedade e depressão. A depressão, considerada o grande mal do século, pode assolar a vida do paciente com Burnout. Os sintomas variam conforme o quadro do paciente, sendo os mais comuns: cansaço extremo, alterações no sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, angústia e isolamento.

Leia mais sobre depressão aqui!

Três perfis distintos de pacientes:

  • Esgotado: não tem controle dos resultados, sintomas relacionados a depressão, grande desmotivação, dificuldade de realizar trabalhos e negligência;
  • Frenético: realiza tarefas de equipe por conta própria, necessidade de ascensão no trabalho, não aceita que esteja errado em alguma tarefa, irritação, ansiedade e dedicação em excesso ao trabalho;
  • Desmotivado: não possui interesse em se desenvolver profissionalmente, sempre procura por um emprego novo, se sente em total monotonia e faz tudo de modo superficial sem vontade.

Tratamento para a Síndrome de Burnout

O Burnout é um dos transtornos mais comuns da atualidade e cresce cada vez mais. É vital que, a qualquer sinal parecido com o Burnout, o paciente procure por médicos especialistas, como psiquiatras ou psicólogos, pois somente eles podem diagnosticar o problema.

O tratamento poderá ser realizado através do uso de medicamentos e/ou psicoterapias de forma individual. É muito importante também que as empresas passem a ter um pensamento mais empático com os funcionários e pensem no bem-estar deles, para que medidas sejam aplicadas a fim de minimizar qualquer sinal de Burnout.

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