A recomendação de psicólogo para criança – A importância da Psicologia Infantil

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psicólogo infantil

Todas as fases da vida são desafiadoras e requerem capacidade de solucionar problemas e viver em harmonia com a mente e o corpo. Porém, com a rotina cada vez mais estressante e padrões muitas vezes difíceis de serem atingidos, os problemas psicológicos têm sido cada vez mais frequentes, sejam eles causados pelo meio externo, traumas ou fatores genéticos.

A infância, na maioria das vezes, é o baú onde grande parte dessas complicações nascem e são guardadas. Muitas pessoas só vão abrir esse baú e descobrir a fonte de seus problemas na fase adulta. Outros, nem sequer o abrem, seja por medo ou por falta de autoconhecimento. A questão é que, quando os problemas psicológicos não são tratados desde cedo,  podem se estender para as outras fases da vida e de modo mais intenso.

É preciso muito cuidado e atenção pois é nessa fase que a criança possui grande dificuldade em expressar suas angústias e, mesmo quando o fazem, podem ser confundidos erroneamente com birra. É aí que entra a psicologia da criança.

O que é psicologia infantil?

A infância é uma fase de descobertas e aprendizado tanto para a criança, quanto para os pais. É nela que os pequenos desenvolvem suas capacidades cognitivas, criam interesse por atividades e começam a dar cor à sua personalidade. Porém, assim como todas as fases, essa pode ser muito conturbada quando os pais não conseguem lidar com todo esse mar de descobertas ou quando não aceitam que o filho precisa de orientação psicológica.

A psicologia para crianças existe para acolher os pais e as crianças, dar suporte a eles e guiá-los com técnicas e métodos a fim de acabar com os medos inseguranças.

O psicólogo pediatra é um dos profissionais que pode auxiliar nesse processo. Através de brincadeiras, ele acessa os sentimentos da criança de forma lúdica e sem que ela se sinta acuada. Ele oferece um ambiente onde a criança se sinta segura e confortável para ser quem é.  É aí que o terapeuta é capaz de identificar os conflitos, buscar maneiras de lidar com eles e orientar os pais a melhor forma de conviver e trata-los.

Estágios da infância e psicologia infantil

Psicologia infantil 1 a 2 anos

O primeiro aniversário consolida a formação de inúmeras conquistas, como as capacidades motoras, em que a criança já consegue brincar, empilhar blocos, montar brinquedos simples e a interagir com o ambiente e as pessoas.

Aos 2 anos, a fase motora ganha mais força e se estende até os 7 anos de idade. A linguagem e precisão nos movimentos têm início, ou seja, as primeiras palavras podem aparecer, assim como os primeiro chutes à bola.

A fase da separação quando a criança vai para a escolinha pela primeira vez é um grande marco tanto para ela quanto para os pais. É preciso muita paciência e suporte nesse momento, pois as pressões e tristeza podem gerar traumas.

Nessa fase, os pais costumam ser muito preocupados e tendem a comparar seus filhos com os de outras pessoas. Se questionam o porquê da criança ainda não ter dito as primeiras palavras ou dela não ser tão coordenada quanto àquela do parquinho. Cada criança tem um tempo para se desenvolver. Se você tem alguma dúvida sobre o desenvolvimento do seu filho, procure acompanhamento psicológico infantil.

Psicologia infantil aos 3 anos – 4 anos

Nessa fase, a criança já começa a criar um pouco de sua identidade e a perceber as diferenças dos ambientes e pessoas que a cerca. A revista Pais&Filhos descreve o comportamento dos filhos nesse período, “ele está cada vez mais autônomo e mais sociável. Se ainda não entrou na escolinha, agora é um bom momento, porque ele já gosta de brincar com outras crianças e fazer amigos. Ele já consegue a responder perguntas como “onde está?” e “por quê?”.” Ou seja, é um momento cujas marcas são a socialização, os questionamento e a inicialização do processo de desenvolvimento de inteligências e interesses.

Para ficar de olho:

  • a criança apresenta falta de interesse nos outros ou em brincadeiras; 
  • tem dificuldades em socializar;
  • atraso na fala aos 3 anos ou mais;
  • dificuldade no desenvolvimento cognitivo;
  • falta de empatia;
  • entre outros.

Somente um especialista em psicologia infantil poderá diagnosticar se há algum tipo de problema. Muitas pessoas têm o errôneo costume de procurar na internet sintomas e analisar por si só o comportamento infantil de 3 a 4 anos. É claro que vão encontrar toda a sorte de informações e podem chegar à conclusão de que o filho é autista ou qualquer outra condição. É altamente recomendável que essa prática seja abolida pois somente um profissional pode dar a análise completa do comportamento psicológico da criança e dizer se ela tem ou não algum transtorno.

Psicologia infantil aos 5 anos

O típico comportamento infantil de 4 a 5 anos é quando a criança está ainda mais independente e com sua coordenação motora extremamente desenvolvida. “Consegue realizar atividades em grupo, na escola, por exemplo, e percebe que as outras crianças também têm sentimentos, medos e vontades e respeita mais essas diferenças. Ele passa a compartilhar mais e tem facilidade para fazer novas amizades. Ainda não distingue totalmente o real do imaginário (não mente, mas imagina demais), nem o que é dela ou dos outros”, explica a Revista Pais&Filhos.

Nessa fase, a criança já consegue controlar melhor a bexiga à noite e dorme por mais horas. É importante manter a rotina e estabelecer horários para dormir e levantar.

Para ficar de olho:

  • não consegue dormir sozinha e sempre vai para a cama dos pais;
  • faz xixi na cama com frequência;
  • alterações do sono;
  • medos constantes;
  • entre outros.

O medo em excesso  pode desencadear outros problemas como depressão infantil, transtornos de ansiedade infantil, transtorno de déficit de atenção infantil e hiperatividade (TDAH)transtorno obsessivo compulsivo (TOC), síndrome do pânico, entre outros.

Crianças que não conseguem dormir sozinhas e vão para a cama dos pais todas as noites ou que fazem xixi na cama com frequência, podem apresentar medos excessivos, fobias, depressão e ansiedade.

Daqui para as demais idades, os sintomas de problemas são muito comuns como os citados acima, além da rebeldia que começa a se demonstrar mais forte na pré-adolescência. É importante ficar atento ao comportamento de seu filho e caso algo saia do normal, procure um psicólogo para uma avaliação. Esse cuidado auxiliará no desenvolvimento da criança e para ela, no entendimento de possíveis dificuldades que muitas vezes nem ela mesmo sabe que existe.

Quando procurar um psicólogo infantil?

Um dos erros mais comuns cometidos pelos pais é achar que a criança agitada ou (o bebê muito agitado) é hiperativa.

O que é TDAH? No Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) costuma apresentar atitudes impulsivas, hiperativas, descontrole emocional e falta de atenção. Quando não tratado, o paciente terá uma grande dificuldade de se relacionar e alcançar os objetivos de sua vida, pois não consegue se concentrar, manter o foco e esquecem facilmente de suas tarefas e obrigações, além de terem acessos de raiva e agressividade.

A criança muito nervosa pode apenas ter uma personalidade forte e de identidade já muito bem definida. É bom ficar de olho. Crianças muito agressivas e que se irritam com facilidade podem desenvolver outros problemas. A Síndrome de Hulk, como é popularmente chamada, ou Transtorno Explosivo Intermitente (TEI), é um comportamento agressivo, gerando acesso de fúria descontrolada, geralmente sem motivos aparentes, onde a pessoa perde o controle de seus impulsos violentos e pode agredir alguém através de palavras ou de forma física. Este descontrole também pode ser descarregado em animais ou objetos.

Somente um especialista em comportamento infantil poderá diagnosticar a criança com precisão e indicar o tratamento adequado. Nem toda criança agitada ou agressiva possui algum tipo de transtorno. Ás vezes a fonte dos problemas está nos pais, que não conseguem lidar com a criança. É por isso que a psicologia infantil é tão importante, pois ajuda a desmistificar os comportamentos e auxiliar os pais na hora de lidar com os filhos sem causar traumas para nenhum dos dois.

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