Bullying, a palavra parece ser de tempos modernos mas na verdade é só um termo que se tornou conhecido devido a facilidade a informação de nosso cotidiano. Vale lembrar que os canais para a prática desta agressão já não são mais somente por meio físico e verbal. A maioria das vítimas de bullying atuais também são perseguidas através de mensagens em programas como WhatsApp e Skype, nas redes sociais como Twitter e Facebook, e também por e-mail.

É essencial identificar quando uma criança ou adolescente é vítima de bullying, pois ela precisa de direção para lidar com a situação e quem está o agredindo também precisa ser corrigido, pois não é só a vítima que está com problemas, o agressor  tem distúrbios comportamentais e psicológicos.

Então, é importantíssimo que essas crianças sejam tratadas corretamente (tanto quem sofre quanto quem abusa), ou as consequências serão graves para ambos os lados. Para entender um pouco mais, montamos um artigo especial aqui na TelaVita!

O que é o Bullying

De uma forma resumida, bullying é uma agressão sem motivos evidentes, feita de forma repetitiva, que atinge a vítima não só fisicamente, mas abala o seu psicológico e ela pode ser aplicada por uma pessoa ou um grupo de pessoas.

Existem classificações para os envolvidos, podem ser eles:

O Agressor – pessoa que pratica a ação, podendo ser um ou mais;

Vítima Provocadora – a vítima que revida as agressões tentando se proteger, mas só piora a situação;

Vítima Agressora – a vítima começa a ser agressiva com outras pessoas mais vulneráveis que não estão envolvidas com a situação;

Vítima Típica – é a vítima que sofre as agressões e não revida.

Como Identificar se seu filho é vítima de bullying

Na maioria dos casos, a criança não comenta com os pais que sofre bullying por vários motivos, dentre os quais podemos citar:

  • Medo de decepcionar os pais por não ser forte ou sábio o suficiente para lidar com a situação;
  • Acredita que tudo será solucionado brevemente se manter o silêncio;
  • Tem receio de que os pais achem que eles não são aceitos socialmente, não são populares;
  • A difícil interação entre pais e filhos, falta de diálogo;
  • Baixa autoestima, se sentem merecedores das chacotas.

Tenham consciência dos sinais listados abaixo, não necessariamente eles isolados indicam realmente a agressão, mas é muito importante procurar averiguar e fazer parte deste universo que a criança está vivendo para manter sua segurança. A integração dos pais na vida dos filhos tem que ter seus limites para não sufocar e para permitir o amadurecimento, mas é necessário que haja o conhecimento do que ocorre na vida do seu filho, quais seus medos e anseios, de forma que você possa dar suporte assim que preciso. Os sinais são:

  • Insônia;
  • Irritação;
  • Baixa imunidade (adoecem com frequência);
  • Perda de apetite;
  • Sintomas de transtorno de ansiedade;
  • Sempre triste, desanimado, desmotivado;
  • Chora com facilidade;
  • Dores principalmente de cabeça e barriga;
  • Aparecimento de aftas com frequência;
  • Costuma relatar perdas de objetos;
  • Machucados no corpo;
  • Costuma voltar da escola faminto;
  • Não possui muitos amigos;
  • Não tem motivação para sair de casa, prefere se isolar;
  • Raramente é convidado por amigos para algo;
  • Materiais ou roupas em más condições;
  • Costuma mudar o caminho até a escola;
  • O rendimento escolar cai;
  • Não tem vontade de ir a aula e vive dando alguma justificativa;
  • O humor altera-se frequentemente.

Estes são os sinais mais comuns, é necessário ficar atento ao aparecimento de cada um deles, principalmente quando acontecem com frequência.

Como identificar se meu filho é agressor

Aqui a missão é um pouco mais complicada, mas com muita atenção algumas características básicas serão notadas. O mais importante é que se seu filho for acusado de agressão a um colega, ou que participou de alguma atividade de repressão, ele não deve ter sua atitude ignorada, tem que ser corrigido imediatamente, pois ele precisa compreender o erro que cometeu e dependendo do grau de dificuldade de orientá-lo é aconselhável uma consulta com um psicólogo.

Caso esta criança não seja bem orientada, terá grandes chances de se tornar um adulto imprudente e agressivo, ou viver um episódio traumático em sua vida dependendo de que fim a vítima do bullying tomará.

Os agressores costumam ser intolerantes, não aceitam imposições facilmente, são hostis e acham que a força é a melhor forma de resolver todos os problemas. Lembrando que essas são características da maioria, mas como toda regra tem sua exceção, é bom reparar em seu comportamento quando estão com seus amigos, em suas redes sociais e na comunicação com seus colegas.

Possíveis problemas oriundos do bullying

Essas crianças abusadas psicologicamente tornam-se com frequência adultos depressivos, com baixa autoestima, desmotivados, podendo ser também agressivos e com fácil acesso de raiva e irritação, ou pior ainda, cometer suicídio, como presenciamos nos casos mais recentes.

Formas de se comportar com a criança vítima de bullying

Envolva-se mais com seu filho

Procure formas de manter um diálogo saudável, questione sobre suas atividades e o que fez na escola, participe da vida dele, repare se seus materiais estão em bom estado, se não possui nenhum machucado no corpo, tudo isso discretamente, sem desespero. Faça isso diariamente, é uma forma de você mostrar que ele é importante porque você se importa.

Controle os meios de comunicação

Você como pai tem sim o dever de verificar as redes sociais e os canais de comunicação do seu filho, não só por causa do bullying, este é um meio de garantir a segurança dele até mesmo com pessoas más intencionadas, então fique atento!

Como proceder confirmando a agressão

Não diga para seu filho esquecer a situação, ele precisa saber que isso é abusivo e errado e os responsáveis devem ser punidos. É uma forma dele entender os limites que temos na vida. Não o vitimize, ele não pode se sentir fraco e inferior para depender sempre de você, tenha uma conversa honesta, o passe segurança e a consciência de que esse é um assunto tão grave que ele nunca deve deixar de lado, mesmo quando ele não for a vítima.

  • Se o problema for no colégio, procure a coordenação e relate o ocorrido;
  • Comente sobre o assunto na reunião de pais, para que todos fiquem cientes;
  • Exija postura do colégio quanto ao assunto;
  • Se a situação persistir, faça um Boletim de Ocorrência diretamente na delegacia;
  • Quando necessário transfira seu filho para outro colégio, informe sobre o acontecido e veja se eles saberão lidar com a questão;
  • Se a agressão for pela internet, arquive e imprima todas as conversas e provas e leve até o Ministério Público.

Alimente a autoestima de seu filho

Seja um pai orientador, o encoraje, nunca o ensine a revidar com agressão, o ensine a amadurecer. Faça com que ele aprenda a se expressar de forma mais positiva. Se julgar necessário e por segurança, o leve para acompanhamento de um especialista. Mas saiba que sua participação será fundamental.

Fique sempre atento ao desenvolvimento do seu filho, você é a sua maior fonte de confiança e segurança. Nunca o vitimize a ponto de ficar mais vulnerável mas não o permita sofrer abusos psicológicos que possam desestruturar toda sua vida e comportamento.

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