Os antidepressivos não funcionam comigo! Entenda os motivos e o que fazer.

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antidepressivos não funcionam comigo

Estima-se que 50% das pessoas deprimidas não recebem o tratamento adequado. Entenda o porquê os antidepressivos não funcionam em alguns casos.

Considerada o grande mal do século 21, a depressão já atinge 400 milhões de pessoas em todo o planeta, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). É uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente que consiste na diminuição ou na perda de interesse pelas atividades diárias, comprometendo não só a mente, mas também o corpo.

“Ela produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite”, explica o Dr. Drauzio Varella. Erroneamente tratada como tabu, a depressão é doença sim e precisa de tratamento.

O que é depressão? Confira no artigo completo sobre a doença!

As causas da depressão podem ter origem em diversos fatores, como a genética, onde disfunção bioquímica do cérebro é a origem. Fatores externos também podem engatilhar a doença, como experiências traumáticas na infância, estresse físico e psicológico, doenças, consumo de drogas lícitas e ilícitas, entre outros. As mulheres aparecem entre os grupos de risco em decorrência da oscilação hormonal que sofrem, principalmente durante o período fértil.

Quais os sintomas de depressão? Quais os tipos de depressão? Saiba tudo sobre a doença em nosso blog!

Tratamentos para a depressão

Sabe-se que 50% das pessoas deprimidas não recebem o tratamento adequado e isso acontece por diversos motivos. Um deles é a banalização da depressão. Muita gente pensa que depressão não existe, ou que é apenas uma fase, mas o fato é que a doença faz mais vítimas a cada dia que passa.

Outro motivo para esse alto número é a falta de conhecimento: as causas, os tipos, os sintomas mais intensos e o estilo de vida de cada indivíduo diferem, portanto as formas de tratamento também.

Confira 5 sinais da depressão aqui!

Existem dois pilares fundamentais na recuperação: o acompanhamento psicológico periódico e o uso de medicamentos. A terapia ajuda a modificar comportamentos e pensamentos, e permite medir os avanços na melhora do quadro. Enquanto isso, os antidepressivos reequilibram a química cerebral ao ajustar neurotransmissores como a serotonina. 

É importante que ambos sejam aliados no combate a depressão. Além disso, é importante  adotar um estilo de vida saudável, pois uma dieta equilibrada e sem excessos e uma rotina de exercícios físicos dão suporte ao tratamento convencional.

Os antidepressivos

Foi em 1950 que eles chegaram. Os remédios para depressão, mais conhecidos como antidepressivos, foram descobertos ao acaso, pois antes eram prescritos originalmente para tuberculose. Eles estimulam a produção e a liberação dos neurotransmissores, substâncias químicas produzidas pelos neurônios responsáveis pela transmissão e propagação de impulsos nervosos. A serotonina é um desses neurotransmissores, e é responsável pelo estado de vigília do cérebro e regula o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, entre outros. 

É importante salientar que os efeitos do uso de antidepressivos varia de indivíduo para indivíduo. “Cerca de um terço dos casos a gente trata. Depois de um tempo, pode suspender o remédio e a pessoa não vai ter recaídas.Há situações em que suspendemos o antidepressivo depois de um ano de tratamento e a pessoa passa bem e, após 10 anos, por exemplo, vai ter uma nova fase depressiva. Mas também existem os pacientes que, logo que começam a reduzir a medicação, já começam a piorar”, esclarece o médico Wagner Gattaz.

Os antidepressivos possuem efeitos colaterais e variam conforme o organismo do paciente. Há casos em que o ganho de peso ocorre e, em outros, em que a perda de peso acontece. Os altos e baixos, mesmo com o remédios antidepressivos, podem dar as caras. 

Há a crença de que antidepressivos viciam, mas isso não procede. “O hipertenso é dependente do remédio? Ou alguém chamaria um diabético de viciado em insulina? Não! O paciente toma porque o remédio está dando para ele o que o corpo está precisando”, explica Gattaz.

Existem muitos tipos de antidepressivos e é preciso bastante cuidado na prescrição deles, pois cada qual vai agir de modo diferente nos organismos. Por isso é que muitos pacientes reclamam da ineficácia desses 
medicamentos para a depressão. A saída é sempre a informação: procurar um médico qualificado que entenda os motivos da falha e que consiga prescrever um medicamento que condiz melhor com o funcionamento do organismo desse paciente.

Outra dica importante é aliar o uso dos medicamentos com a psicoterapia. “Nos baseamos nos estudos em que pessoas identificadas previamente e tratadas com antidepressivos e psicoterapia obtêm uma melhora significativa dos sintomas”, justifica o epidemiologista Michael Pignone, membro do USPSTF e professor da Universidade da Carolina do Norte em entrevista para a Revista Saúde.

Infelizmente, depressão não tem cura, mas, sim, controle. É preciso seguir as recomendações do profissional à risca para sair da depressão e não sofrer com as recaídas.

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