Por que sentimos atração por determinados padrões?

atração

Você já parou para pensar por que sente atração por determinadas pessoas e por outras não? Afinal, por que quero estar com José e não com o João? Ou por que prefiro a Maria e não a Ana? As perguntas são inúmeras e geram tremenda curiosidade.

Pois bem, atração é a ação de atrair algo ou alguém de forma encantadora ou sedutora. Nesse sentido, ocorre a partir de um conjunto de características (físicas, emocionais ou psicológicas) que despertam o interesse ou o desejo. Trata-se, então, da percepção de determinado objeto como erótico ou excitante, provocando uma tendência para a aproximação, sedução ou relação.

Esse interesse depende de muitos fatores, que pode ir de questões biológicas ou até sociais. Sendo assim, as razões pelas quais achamos alguém atraente podem ser confusas para todos os envolvidos. Aliás, se fizermos uma retrospectiva de nossas vidas, iremos perceber que nos atraímos, na maioria das vezes, por características semelhantes.

No entanto, isso não acontece apenas por coincidência. O deslumbramento, muitas vezes, vem dos nossos padrões de experiências na vida – e isso pode ser traçado desde a primeira infância. Afinal, relacionamos nossas memórias de infância com as pessoas que estamos encontrando no presente.

Atração é um processo multissensorial

Dessa forma, pensamos na atração como uma coisa que vem do coração, entretanto, o cérebro é o responsável por determinar o nosso interesse. Nesse sentido, ele processa todos os sentidos envolvidos da nossa vivência até chegar naquilo que ficamos deslumbrados.

Dentro desse grande processo, o aspecto visual é aonde começa tudo. Então, quando os olhos encontram algo que agrada, nosso instinto procura uma aproximação do objeto, pois, assim, os outros sentidos podem investigar também.

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Em seguida, o nariz acaba desempenhando função importante. Ele será capaz de captar sinais químicos naturais, também conhecidos como feromônio. Estas substâncias químicas secretadas pelo corpo permitem a sua comunicação com outros indivíduos da mesma espécie.

Entretanto, a atração também pode ser mais emoção e menos química. Sendo assim, podemos nos sentir emocionalmente atraídos por alguém, pelos sentimentos que essa pessoa nos desperta e pelo que nos fazem sentir. Contudo, mais cedo ou mais tarde, é inevitável a entrada de todo processo químico.

Ainda, temos a tendência de nos sentirmos atraídos por pessoas semelhantes a nós em termos de atitudes e valores. Existem diversas variáveis que influenciam a nossa atração, mas também é comum um interesse maior em pessoas geograficamente próximas e que nos lembram os nossos pais.

E existe atração súbita?

Você já passou a gostar de repente de alguém que conhece e mantém um contato, mas nunca compreendeu direito esse interesse inesperado? Bem, isso é chamado de atração súbita e pode acontecer por duas razões.

O primeiro motivo para esse interesse repentino seria a alteração de disponibilidade dessa pessoa. Desse modo, como esse alguém agora está disponível, você começa a enxergar tal indivíduo como um potencial parceiro.

Além disso, outra possibilidade ocorre quando essa pessoa decide manifestar seu interesse por outra. Nesse sentido, essa demonstração de interesse ou de desejo pode desencadear uma atração que não existia antes.

A ciência também explica

A atração é impulsionada pelos mesmos caminhos cerebrais que controlam a sensação de recompensa. Dessa forma, isso explica o motivo pelo qual os estágios iniciais de um relacionamento podem ser tão estimulantes. Afinal, a dopamina é produzida e causa uma sensação de euforia quando estamos perto das pessoas que amamos.

Ainda, a serotonina é outro neurotransmissor presente no organismo e importante nessa questão. Ela é liberada logo após encontrarmos alguém que achamos atraente. Por conta disso, temos um enorme impacto em nossos sentimentos ao longo dos estágios iniciais de um relacionamento. Aliás, estudos mostram que a serotonina distrai a mente de tal forma, que podemos ter pensamentos sobre a pessoa por quem estamos atraídos por até 65% do dia.

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A combinação da dopamina e serotonina são tão influentes ao longo dos estágios preliminares de um relacionamento, que as pessoas podem atribuir seus efeitos ao amor. Isso faz sentido, principalmente, quando utilizamos o termo “amor à primeira vista”.

A atração pelo próximo, então, é um conjunto de fatores que se interligam e isto somente nos mostra como tudo no ser humano é complexo e interligado. Se formos analisar pelo ponto de vista psicológico, sabemos que vamos construindo o interesse dependendo de experiências presenciadas em nossas vidas.

Sendo assim, só temos que prestar atenção para não nos sabotarmos nas nossas escolhas. É fundamental essa análise, pois, de repente, podemos nos ver atraídos apenas por determinados tipos de pessoas que nos ferem e nos magoam.

Dessa forma, caso perceba que está atraindo apenas tipos de pessoas que lhe causam mais sofrimento do que felicidade, talvez, seja hora de consultar um profissional para poder ressignificar estas memórias.

1 COMENTÁRIO

  1. Um fato que me aconteceu foi meio encontros e desencontros na vida! Por volta de 1978, uma colega me chamava atenção e era bem magra e, ela percebia a “paquera”! Mesmo no inicio da adolescência, ela parecia a frente do seu tempo, como se diz e, num dia voltamos da escola: nós dois e um colega. Na frente do portão da casa dela, ela beijou o colega e, como dizem atualmente: “nem precisou desenhar”! Tempo passou e, minha mãe precisou mudar de casa, aonde morei por 15 anos e, da sala me chamava atenção a casa de esquina da quadra seguinte a que eu morava e, passava por essa casa, no caminho até a casa da minha tia. Numa ocasião que um colega nosso, daquela época e, estava como taxista que me levou a casa da minha tia, passou pela “enigmática casa” e disse ser da referida colega! Ainda pensei paradoxal termos sido vizinhos tão próximos e se tivesse ela algumas vezes me visto passar pela calçada! Em 2014, um colega de trabalho recém contratado e, a época, até casado, sob alegação de se inteirar da atividade do Órgão em que trabalharia, buscava conversar comigo evoluindo para a paquera. Até que refleti o biotipo dele (magreza semelhante a da colega) e, dessa vez a iniciativa dele em paquerar e, só não evoluiu por ter tirado dedução que eu recebia irmãos e cunhadas, como visita e que se namorassemos ele não estaria tão “resolvido” a viver plenamente a Bissexualidade, tanto que “resolveu” voltar a namorar mulher e quando eu os encontrei num supermercado, evitou cumprimentar! Nessa situação não busquei namorar um “biotipo” semelhante a colega de outrora, mas alguém com “biotipo” dela veio a mim e próximo de mim (com a “namorada”), em local público, se “mostrou mexido” como talvez o Universo tenha querido mostrar que ela (a ex colega) perceba (em suas reflexões) ter deixado um amor “passar”! Mas em suma, duas pessoas de gêneros diferentes, que estiveram em etapas de minha vida, mostrando que nem sempre uma relação começa com o nosso querer, mas em ambos os casos faltou conversar: dela comigo e, talvez eu de mostrar a ele, levar uma vida independente e oportunizarmos nos conhecer melhor!

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