Crise existencial: como as crises existenciais podem ser enfrentadas

crise existencial

A crise existencial é uma experiência que modifica a realidade da pessoa

Crise existencial. Em algum momento, você já passou por uma situação assim. Não é algo tão glamourizado como nos filmes, com certeza. Refletir sob uma cachoeira, por exemplo, não espelha a realidade. Lidar com os sentimentos confusos durante as diversas tarefas da rotina é mais plausível.

Não há muito como precisar quando irá chegar. Entretanto, já sabemos o que é no exato momento em que iniciam os sintomas da crise existencial. Atua como um rito de passagem, afinal, representa a mudança propriamente dita.

Apesar de positiva, muitas vezes é a angústia o sentimento prevalente durante tal condição. É exatamente o conflito que gera uma nova realidade. Uma realidade de perspectivas antes desconhecidas, mas finalmente encontradas após a resolução.

Então, sabemos um pouco sobre o seu processo. Porém, é complicado precisar o que ela realmente é. Por conta disso, será necessário realizar um exercício para compreender as diferentes fases da crise de existencialismo.

Crise existencial: significado

E qual é o significado de crise existencial? Colocar em palavras algo que demanda bastante do emocional é algo complicado. Cada experiência é diferente para cada pessoa e, além disso, é necessário considerar o momento de vida de cada um.

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O artigo “Getting Out or Remaining in the Cage of Inauthentic Self: The Meaning of Existential Challenges in Patients’ with Cancer”, por exemplo, trabalha o conceito em pacientes que possuem cancer. Ou seja, irá demonstrar uma perspectiva diferente das demais.

Mesmo assim, é possível perceber uma noção de semelhança com a experiência universal. Segundo os autores, a crise existencial é “como uma divisão entre a pessoa e a realidade anterior, o que resulta em uma mudança de atitude e estilo de vida da pessoa”.

As crises existenciais são uma mudança de paradigma. Trata-se do confronto de realidade existenciais. Da anterior, que está confortável sendo assim, e da futura, que pretende ser disruptiva. A angústia durante esse processo surge da impossibilidade de vivenciar as duas ao mesmo tempo. É a angústia da escolha e de um novo caminho.

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Crise de existencialismo: uma experiência necessária e controversa

A crise de existência é algo necessário na evolução de uma pessoa. Através desses momentos, que ocorrem redefinições e certezas. Aliás, ocorrem em diferentes estágios para moldar as perspectivas futuras. Seja na adolescência, no início da fase adulta ou já no final da vida, essas são situações que permitem o crescimento pessoal.

De acordo com o artigo “The Existential Crisis”, “experimentar uma crise existencial faz parte de estar vivo; significa que você está realizando uma importante tarefa da vida para evitar consequências negativas. O conceito de crise existencial existe principalmente em uma sociedade moderna, porque a sociedade moderna oferece muitas opções a indivíduos de diversos grupos”.

A autora exemplifica tratando sobre a formulação da sociedade atual. Nesse sentido, é possível perceber a enorme gama de escolhas que as pessoas possuem para realizar. Elas podem decidir as suas carreiras, com quem vão casar, entre várias outras possibilidades.

“Quando são oferecidas várias opções aos indivíduos, eles querem ter certeza de que selecionam a melhor opção para si mesmos. O processo de escolha pode causar grande ansiedade e levar a uma crise existencial”, complementa.

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Crise existencial: sintomas

Passar por essa experiência, entretanto, não é algo fácil. Durante o período, o indivíduo apresenta certos sintomas de crise existencial, que não são agradáveis. Por conta disso, é necessário entender o que está acontecendo para poder lidar da melhor forma possível.

Em relação aos sinais, o artigo “Components of existential crisis: a theoretical analysis” trouxe uma lista de ocorrências durante a condição.

– Dor emocional: o sofrimento acompanha o período de forma intensa;

– Desespero e desamparo: acredita-se de que não há solução vigente e que ninguém pode ajudá-lo;

– Sensação perturbada de integridade: a pessoa possui dificuldade para compreender a própria individualidade;

– Vulnerabilidade emocional: é comum o indivíduo estar mais sensível para as questões emocionais;

– Culpa e medo: a pessoa apresenta remorso e dificuldade para lidar com a situação;

Ansiedade: a dúvida sobre o futuro é angustiante e atormenta;

Solidão: é comum ocorrer o isolamento para tentar esclarecer o que está acontecendo.

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Crise existencial: como sair dela?

Não existe uma resposta pronta para solucionar a questão da crise existencial. O que é possível, entretanto, é compreender a situação na qual a pessoa está, além de procurar meios para ajudar a passar esse momento.

Não é possível ter todas as respostas. E é simplesmente assim. Não importa o caminho que o indivíduo tome, não é possível saber de tudo. Mas é importante realizar uma reflexão e compreender que as incertezas fazem parte da vida.

É importante lembrar que não é necessário passar por esses momentos sozinho. A ajuda de um profissional capacitado pode ajudar — e muito — nesse estágio. O acompanhamento psicológico, por exemplo, é uma boa oportunidade para aprender a lidar melhor com os sentimentos e compreender a si mesmo. O autoconhecimento, afinal de contas, é a chave para se lidar com o mundo e com nós mesmos.

Se você acha que precisa de ajuda para resolver questões internas e para encontrar um caminho, saiba que a Telavita está aqui para você. A nossa plataforma online possui um leque de opções de profissionais capacitados e especializados.

A psicóloga da Telavita, Maria Isabel Ribeiro Cavalheiro (CRP 06/197), pode te ajudar a lidar com crises existenciais e a desenvolver o autoconhecimento.

maria isabelPsicóloga clínica formada pela Universidade Mogi das Cruzes e com diversas especializações, atuo há 45 anos na área. No meu dia a dia, acompanho cada paciente como um todo, no nível físico, mental, emocional e espiritual. A abordagem transpessoal considera o aspecto íntegro e genuíno de cada ser, no reconhecimento de sua essência, ou seja, no seu comprometimento com a vida e com a sua alma. Eu cuido principalmente dos bloqueios que impedem de alcançar e manifestar a sua completude e satisfação de vida. Destaco entre outros, os bloqueios mais frequentes que atendo, que são: por bloqueio no amor próprio; por medos e fobias; por conflitos amorosos, familiares e de trabalho; de relacionamentos afetivos e homo-afetivos; por problemas de casamento; ou de baixa estima causados por ressentimentos, remorsos, rejeição; por doenças crônicas; por acreditar (crenças inconscientes) ser impossível o que é possível.

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