Decepção amorosa e Depressão amorosa – Existe depressão por amor?

depressão amorosa

Amor e depressão. Essas duas palavras são dificilmente relacionadas. Afinal, o amor remete a coisas positivas, certo? Entretanto, o que acontece quando a história não termina no felizes para sempre? A desilusão amorosa pode, então, ter impactos negativos na vida dos envolvidos.

O casamento, por exemplo, é a representação máxima do comprometimento num relacionamento. O amor está no ar, a felicidade é plena no dia em que as alianças são trocadas e o casal exala prosperidade. Porém, mesmo assim, um a cada três deles termina em divórcio no Brasil.

E quem passou por uma decepção no amor sabe que o período pós-término é bem complicado. Depressão e amor, então, fazem mais sentido nesse contexto. A dor e o sofrimento aparecem, mas, eventualmente, passam.

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Existe depressão por amor?

Essa é uma pergunta bem complicada. No entanto, vamos compreender primeiro o que é depressão. De forma simples, trata-se de uma doença mental crônica que provoca a alteração no humor na pessoa e é caracterizada pela profunda tristeza.

Durante a condição, a pessoa geralmente apresenta diversos sentimentos de dor, baixa autoestima, desesperança, amargura e até precisa lidar com distúrbios de apetite e no sono. E não seriam esses também sintomas de depressão após término de namoro, por exemplo?

As decepções amorosas provocam um efeito similar. As pessoas ficam magoadas e muito tristes por conta de eventuais términos. Além disso, a desilusão de amor pode servir como um dos gatilhos para o desenvolvimento de uma depressão.m Esse efeito é tão forte que alguns estudos comprovaram que o cérebro capta essas emoções e as processa como se fossem dores físicas, comenta a psicóloga Melanie Greenberg.

“Nosso cérebro parece processar os términos de relacionamento na mesma região que a dor física. No entanto, isso não significa que a rejeição romântica cause dor física real. Em vez disso, seu cérebro está sinalizando que ambos são eventos importantes a serem observados”, ressalta Greenberg.

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A depressão amorosa pode acontecer. Amor e decepção estão relacionados e, inclusive, existem diversas pesquisas realizadas para compreender a ligação entre elas. Então, quando escutar que alguém está com depressão por causa de amor, não a julgue. Pode ser um problema sério.

Decepção amorosa e estudos acadêmicos

A decepção de amor é acompanhada de sentimentos negativos e é seguida de um período mais introspectivo. É complicado se desvencilhar disso. Com esse intuito, aparecem algumas pesquisas para compreender os efeitos que a separação provoca nos indivíduos.

Dessa forma, um estudo realizado com 117 pessoas e publicado na “PLOS One” procurou explorar se o término de um relacionamento romântico pode ser usado como modelo experimental para estudar um estado semelhante à depressão durante um período de estresse em indivíduos sem transtorno psiquiátrico.

Confira aqui o nosso infográfico sobre depressão!

De acordo com a pesquisa, “nossos resultados mostram que os efeitos de experimentar um término de relacionamento podem ser capturados com duas descrições: ‘perda repentina’ e ‘falta de afeto positivo’. Ambos foram associados a sintomas de depressão”.

Já um estudo publicado na “SAGE Journals” procurou compreender a depressão após término de namoro em jovens e as suas consequências para o restante da vida. Os testes foram aplicados em 144 pessoas durante um período de quatro anos.

“Os resultados sugerem que níveis mais altos de sintomas depressivos durante a adolescência podem levar a mais dificuldade em se recuperar de uma ruptura no início da idade adulta emergente. Além disso, experimentar maior sofrimento de separação durante a idade adulta emergente foi associado a maior dificuldade em lidar com um relacionamento romântico atual”, comentam os pesquisadores.

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Além disso, a decepção com amor pode ter reflexos no próprio sentido “eu” – o que intensificaria a depressão por causa do amor. Isso pode ser observado, pois os parceiros românticos passam muito tempos juntos e compartilham diversas atividades.

A presença do “outro”, então, realmente apresenta reflexos no indivíduo. Ou seja, o término do relacionamento significa perder o companheiro, mas também significa perder parte de si mesmo.

“Casais podem não apenas vir a completar as frases uns dos outros, eles podem realmente vir a se completar. Quando essas relações terminam, os indivíduos experimentam não apenas a dor sobre a perda do parceiro, mas também mudanças em si mesmas, que contribuem de maneira exclusiva para o sofrimento pós-separação”, explica o artigo “Who Am I Without You? The Influence of Romantic Breakup on the Self-Concept”.

Sendo assim, a depressão de amor atinge diversas esferas da vida da pessoa. Influencia os sentimentos, a maneira de lidar com relacionamentos futuros e, até mesmo, como a noção que a pessoa possui dela mesma.

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